Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
O orgulho e a altivez serão sepultados de uma só vez. Não tem grande ou pequeno que possa subsistir, o fim da vida a extinguir.
Água e pó constitui meu ser, assim também toda espécie animal ou vegetação. Vidas que dó pó vieram, para ele retornarão.
A cada suspiro, menos alguns segundos de lida. Sim, porque estamos de partida, e a qualquer momento, há de se extinguir a vida.
Estamos confinados e nem percebemos, e a cada instante vários são os eliminados. E nessa lida, quem poderia salvar a própria vida?
A vida e o trem, algo em comum tem. A todo momento ao embarque e desembarque humanos vêm. Não pedimos para embarcar, muito menos sabemos para onde ir, mas certamente chegaremos ao lar. A qualquer lugar no porvir.
Muitas vezes na vida, ao pedirmos ajuda, passamos vergonha, porque rogamos a pessoas erradas, que não se importam com a dor e o sofrimento alheio. São pessoas que se acham autossuficientes, os quais ignoram a necessidade e dependência ao qual todo ser humano possui.
Ninguém é tão forte que não tenha fraquezas, também não é tão sábio que não comporte ignorância, e por fim, ninguém é tão bom que não manifeste maldades. Nós humanos somos imprevisíveis.
O tempo passa, as coisas mudam, e até o que outrora era imposição por castigo, um dia passa a ser opção de vida, literalmente.
Viver, ouvir e ver, lutar e vencer. Vida em ação, rios que correm no ser, a jorrar em plural direção, impelido pelo emanador da vida, o coração.
A vida nesta terra se alimenta de ilusões, e não obstante, para seguirmos vivendo, precisamos muita das vezes, de lutar para realizar, alimentar o desejo de nos mantermos vivos, sonhando em alcançar as saudáveis ambições.
Em silêncio eu gritei, o desespero alardeou? Lancei palavras ao vento, e ninguém escutou.
O terror diário alucina, quem o sonho abandonou. E num instante fecha-se as cortinas, e o espetáculo então findou.
Quem se importa com uma vida torta, esperando a porta se abrir?
Quem desentorta, ou salva uma vida morta, que perambula por sair?
A cada instante vou me despedindo dessa vida. Não me levem a mal, faz parte do natural. E cada momento único vou vivendo, tendo grande responsabilidade ante minhas ações e omissões. Não sou perfeito, tento levar do melhor jeito. E entre erros e acertos, procuro errar no varejo, e acertar no atacado, para não ser achado em falta quando aferido for pela metrologia do destino, quando prestarei contas, dos últimos atos, desde quando era menino.
Então, vou seguindo, entre lagrimas e risos, plantando e colhendo, esperançoso de ter feito o máximo de boas ações e ter garantido meu reservado e diminuto espaço em muitos corações.
Viver a vida é viajar numa desconhecida estrada, e seguimos sem saber quando haveremos de cessar essa jornada.
A vida segue às mais diversas modalidades de extinções, portanto, diligentemente, vivamos de tal maneira, que possamos alcançar a eternidade em muitos corações.
O amor é saúde para o coração, o sorriso anuncia sua condição. Quando adoece, rios correm dos olhos, no transbordar das tristezas da alma, que desesperadamente tenta se esvaziar das águas salobras da adversa vida.
A vida é um caminho inesperado, imaginamos trilhar determinados rumos, mas o imediato se estabelece a nossa frente, caminhamos e não fazemos a menor ideia onde vamos chegar.
Na boa? Já vivi o suficiente para compreender que este mundo não passa de um efêmero estágio. Há uma eternidade de vida pela frente.
