Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
No meio do Piauí
sob um Pau-d'arco
contemplando
as belezas da vida,
Escrevi um poema
visual com as flores
caídas no chão
e levei no coração
Versos Intimistas
em silenciação.
Os ipês-amarelos florescem
entre julho e setembro,
de amar na vida o quê
é belo ainda me lembro.
Com o florescer dos ipês
juntos florescem o meu apego
avivado e a inspiração
pelo meu divinissímo berço.
Com as pétalas de amor
dos belos ipês-amarelos
enfeito todo o meu andor.
É impossível não entregar
o coração a maravilha de amar
o encanto dos ipezeiros a inundar.
Acordo antes da aurora matutina
dar a sua graça sob o belo
Médio Vale do Itajaí da minha vida,
e busco o prelúdio poético do dia.
Ainda no meio desta escuridão
confio que estará no mesmo lugar
as copas dos Ipês-amarelos
intocadas da Cidade de Rodeio.
Escuto as badaladas do sino
da Igreja Matriz São Francisco
e em seguida o canto das aves.
Viver é apreciar os milagres
em todos os detalhes reconhecendo
que existem em todos os lugares.
Desce a aurora matutina
iluminando a Paraíba
da minha poética vida
e o Pau-d'arco-roxo
que há de emprestar
as cores e a beleza
para florear ainda mais
os meus Versos Intimistas
com amor e toda a paz.
De esperança em esperança
a gente vai indo para nunca
deixar que o quê não é de vida
não nunca nos alcance
para nos dar o brilhante
sempre de uma nova chance.
O florescer do Ceboleiro
nos caminhos da vida
sempre que vejo me comove,
Por isso escrevo Versos Intimistas
para ver se você um dia se move,
agora sem muito esforço você
já sabe a razão de tantas poesias.
Buganvília Rosa Claro
me empresta a sua cor
para os Versos Intimistas
mais lindos da minha vida
para o meu amado encontrar
o caminho da poesia
e entregar a su'alma seduzida.
Espiritual aurora vespertina
envolvida pela formosura
da Buganvília cheia de vida
com o seu vermelho intenso
e meus Versos Intimistas
que eu hei de entregar
para o dono do meu sentimento,
da minh'alma e do pensamento.
I
Nesta ou em nenhuma outra vida
não vai obter oração e o meu perdão,
não vou sossegar enquanto não
comerem o pó da própria destruição.
II
Amaldiçoo muito além da eternidade
todos aqueles que jogaram a crueldade causando destruição na minha Nação,
para que nunca mais obtenham a redenção.
Primavera branca florida
faz eu insistir em querer
o amor da minha vida,
Por isso os meus
Versos Intimistas sob
o prelúdio da aurora matutina.
Ainda existe uma
esperança
que dança em ritmo
de Abozao
que eu venha a voltar
na vida a falar contigo,
Enquanto isso não
acontece vou escrevendo
Versos Intimistas
para não sair deste caminho
que há de nós colocar
com amor, paixão e carinho.
Na sua companhia
celebrar a vida ao redor
do Pino amarillo
do nosso destino
Festejar a Pátria de amor
em algum lugar esquecido
nos braços da serenidade
sedutora do silêncio
Sem se importar com
o mundo exterior faremos
festa sem ninguém ao redor
Porque a paz de ficar
a sós nos merecemos
do jeito que quisermos.
O Maquilíshuat com as suas
flores gentis retribuem
espontaneamente a vida,
e deveríamos ser assim no dia-a-dia.
A palavra doce, cordial
e de estímulo requer o cultivo
do espírito porque todos
precisam de ânimo no caminho.
Não importa o mau tempo
nunca me esqueço o quão
é florescer não só no meu destino.
Por isso sigo sendo o quê sou
em eterna Primavera para que
nada faça perder nos olhos o brilho.
Gigante Oak milenar
que vida e sombra
para os seres concede
a relembro com honra.
No éter, no brio e memória
não esqueço jamais
de como iniciou a História,
glória eterna ao heróis da terra.
Nada apaga sob a tua
sombra porque a mente
ao menos descansa.
Enquanto te lê porque
de mim ninguém consegue
por muito se Deus esconder.
A fortuna perene da vida
é ver poesia em tudo
mesmo sabendo que um
outro amor ainda não veio
Se alegrar com o canto
do Tero conecta-me
com o quê fortalece
num instante mui breve
É algo que só quem nutre
o amor profundo por
por tudo o quê é ancestral
A Pátria Grande por desígnio
é o grande romance
que entreguei o meu destino.
Que a vida não seria mais
a mesma já sabia com
toda a maior certeza,
Agora embalo o desejo
de saber como são
os seus olhos e recordar
dos sonhos na nossa
alegre companhia,
Porque o quê me interessa
é permanecer nesta poesia
sem a tal medonha nostalgia
porque a caminhada é longa
desde o primeiro consciente dia,
e não devemos carregar
conosco o peso da recordação.
No auge da maturidade
assim a vida me fez,
Cantando a Lua Ciranda
de Lia de Itamaracá,
Comigo você ainda não está,
Coloquei um espelho
para o Abebé de Iemanjá,
Tenho certeza que
a Rainha do Mar
o amor sublime amor
da gente ela irá abençoar.
A vida não pede ré,
peço a bênção
forte do Aboré
para ter mais
confiança
e fé no coração,
Para não ter
nenhuma distração.
