Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
Há um preso
que a irmã
idosa por
ele clama,
Não importa
o quê ocorreu
lá atrás,
A vida pede
é que todos
de uma vez
por todas
aprendam
olhar com
uma mirada
reconciliadora
lá para frente,
Espero em
Deus que
do coração
deste povo
jamais seja
apagada na
vida a chama.
Existe ainda
muita gente
para o mundo
nos dar conta,
e histórias
sobrenaturais
para a gente
se assombrar:
Um General
está com
câncer
na garganta,
E há gente
que finge não
se espantar.
Tem um preso
desaparecido
que todo
o dia a Mãe
pede para
não ficar
sozinha até
saber onde
o filho está,
Algo diz que
o coração
de Mãe no
fundo já
sabe qual
é a resposta.
Da Trindade
dos Generais
que estão
presos em
Fuerte Tiuna
não se sabe
quando irão
os libertar,
Clamo por
eles até
onde a voz
não se esgota
e a esperança
da mesma forma.
A Epifanía
que jamais
ninguém
na vida apaga,
É sinal que
nos impele
por quem sofre
nos sótãos,
calabouços
e com a privação
vivenciada
pela periferia.
O Império não
obterá vitória
seja por fogo
ou discórdia.
A minh'alma
poética como
um luciérnaga
insiste e busca
por notícias
dos Generais
que estão presos
injustamente
em Fuerte Tiuna.
Enquanto uns
desfilam egos
e afastando
a verdadeira paz.
Fazendas invadidas
pela ELN colombiana,
o homem da terra
vai perdendo
na vida a confiança.
Com mais de poema
que tragam
notícias do General
preso injustamente
e a esperança
de ver a Nação
vizinha pacificada.
Até peito recobrar
o sonho de liberdade
é preciso perdoar
de verdade,
Para se reconciliar.
De povo para povo
sem arremedo
para quebrar
os grilhões do ego
e vencer o medo
do futuro,
É por isso que
me importo e escrevo.
Dizem sem provar
que no Inferno
de cinco letras
as amadas
estão presas,
Se foi intriga ou não,
por poesia aqui
estão na esperança
que alguém por
elas estenda a mão.
Do Vice-presidente
da Assembleia
ouvi a filha
que pede por
ele fé de vida,
E aqui eu sem
legitimidade
até para uma
campanha
começar
sinto o vazio
dos abraços
não dados
pelas filhas
e pela Mãe
do General
inocente que
em Fuerte Tiuna
trancado por
causa de intriga.
Parece um
pesadelo
sem fim:
ver quem
tem razão
trancafiado,
do mundo
seguindo
incomunicado
e sem chance
de se defender,
Percebe-se
que quando um
militar é de fato
do povo e para
o povo em um
neste momento
que não tem
sido superado
até ele está sem
como se proteger.
Não entendo
o porquê
jogaram uma
pena sem prova
e sem devido
processo legal
nos ombros
do General;
Enquanto isso
segue firme
o autoproclamado
no seu passo
para lá
de destrambelhado,
Não quero pensar
o pior de ninguém,
Até que libertem
o General e outros
presos na mesma
condição me permito
pensar que tudo foi
orquestrado por
alguém que
quer se esconder.
Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.
Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.
No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.
As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.
Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.
Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.
Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.
Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.
No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.
Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.
Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.
Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.
Buscando uma saída
tenho escrito
os versos mais difíceis
da minha vida,
Não há como não
seguir sem
saber o porquê,
aonde
e como está você.
Existem momentos
Na vida que não
Permitem que tudo
Seja a nossa maneira.
Liberta toda a poesia
Retida na alma llanera,
Retira os grilhões
Da gente prisioneira.
Sacode de si a poeira
Típica do poder,
Que afasta a gente
Que a ti lhe queira.
Revela a grandeza,
Busca na atitude
Reconciliada a tinta
Mais fina e dourada.
A tempestade passa,
Só não abra a mão
Da escrita honrada
Do teu nome
Na História da Pátria,
Fazendo livre
Toda e qualquer
CONSCIÊNCIA.
Não se perdoa
A conta-gota,
Não se libera
Pela metade,
Jogue fora
A sua vaidade.
A vida prega
Peças por si só,
É melhor optar
Pelo desapego,
Para viver a vida
Com a simplicidade
De que não tem medo.
Porque Pátria
É mais do que
Um pedaço de chão,
Ela é feita de gente
Que se leva no coração,
Vamos de mãos dadas
Pedir a total libertação.
Quando se abdica
Da própria vida
Em prol da Pátria,
As cobranças são
Bem mais duras
Do que o costume,
Me dou com toda
A mística a minha
Voz aos leais,
Porque soldados
Para os tiranos
Não são humanos,
E só servem
Para serviçais.
A voz da tropa
Elevada contra
A tirania sempre
É mais perseguida
Do que as demais,
Porque quem se
Dá ao povo de peito
Aberto sempre acaba
Sofrendo bem mais.
Capivari de Baixo
O teu rio de águas cristalinas
é a divina jóia linda e rara
que na vida sempre te abraça.
O meu poema é termelétrica
movida à carvão e carinho
que você alegra o meu coração.
Capivari de Baixo adorada,
tu és onde os ventos do Sul
encontram o descanso
e tens o céu que tanto amo.
Ao teu rio de águas poéticas
devoto os elogios e todos
os mais inspiradores escritos.
O meu poema não será primeiro
e o último por Capivari de Baixo:
estarei para sempre do teu lado.
O meu poema feito de carvão,
termelétrica e de sabores,
tu és o meu mais sublime
de todos os meus amores.
Capivari de Baixo adorada,
a tua fé na vida e a oração na gruta
sempre faz toda a gente revigorada.
Capivari de Baixo adorada,
amo amar a tua gente acolhedora
e por ti não temo atravessar a estrada.
Galvão
Galvão, amada da minha vida,
a Campina da Saudade
o teu surgimento explica
da fazenda que se ergueu cidade.
Galvão, adorada da minha vida,
estância querida do Grande Oeste
da nossa Santa e Bela Catarina,
um belo presente que Deus me deu.
Galvão, querida da minha vida,
teus caboclos, italianos e alemães
da História ergueram terra brasileira
onde a paisagem campeira cativa.
Galvão, preciosa da minha vida,
à partir de você dá para querer
ir ao redor nas cascatas, corredeiras, cânyons e conhecer a região,
para depois voltar querendo mais
é ficar na tua proteção e plena paz.
A dança do ventre
não é diferente
da dança da vida,
e nem da poesia
que pode ser lida
nos pormenores.
A mulher quando
dança coreografa
todos os passos quase
sempre de uma vez.
Rendição e entrega
na viração dos astros,
assim gira e revela
por precipitação
e visíveis as ânsias.
O homen quando
dança busca um
passo de cada vez
com dose e sensatez.
Sedução e cálculo
de arqueiro envolvente,
para levar a flutuar
lento e flamejante.
Longe de tudo a guarda
de mim mesma assumo
o mistério, a espera
e o brinde da acrobacia
do imparável Universo
sobre este Hemisfério.
Rodeio de Dia
Rodeio de dia convida
a vida a ser resolvida,
e para quem está só
de passagem a passear
para as belezas desta
nossa terra apreciar.
Rodeio de dia acena
para as dificuldades
de ir e vir por aqui,
mesmo com os desafios
amo morar nesta
linda e amorosa cidade
do Médio Vale do Itajaí.
Rodeio de dia esbanja
charme independente
do clima e da estação,
é sempre a joia mais
linda de Santa Catarina
que habita no coração.
Nada mudou em relação
a vida dos presos
consciência e por todos
a minha poética memória
sem escolher a quem:
conta a trágica História
e tem escrito incansáveis
Versos Latino-Americanos
ao General e à uma tropa.
Esta questão interna
não deve impedir a reconquista
do direito territorial,
O Esequibo é da Venezuela
e o Ministro da Guyana
quer tirar o mapa desta visão
histórica e geográfica
muito antes da decisão
da Corte Internacional.
Mesmo sendo o Esequibo
um território em reclamação
o mapa não pode ser ocultado
o povo pode ser calado
e igualmente os meus poemas:
os insatisfeitos que aprendam
a resolver os próprios dilemas.
Que não haja nenhuma
previsão de libertação
para a tropa e o General:
os meus poemas seguirão
falando até encontrar
o mapa do Sol da Justiça
que dê a pacificação
e a mais do que justa libertação.
Raro, precioso e caro,
não existe amor
como o nosso e que pode
ser nesta vida comparado
ao nosso sentimento
inoxidável e inabalável,
Comemoramos hoje
com convicção de platina,
que o amor continua
o mesmo e com toda a poesia.
A vida de vez em quando
se parece um bailão,
Existe gente com duas damas dançando xote no coração,
Só sei que quem quer duas
não fica com nenhuma;
Nada tendo a ver com poesia
é a lição inevitável da vida,
Xote das duas damas só mesmo
é no bailão que se pratica.
De ida na mesma direção
e de volta na mesma direção,
O bailão imita a vida
quando o assunto é coração;
E lá vamos nós neste xote
das sete voltas pelo salão,
e a poesia desta invernada
nos inundando de paixão.
Aquela maçã do amor
que dividi com você
se tornou lei para a vida toda,
Celebramos a macieira
da nossa união
com amor, fé e alegria no coração.
Meu lindo Samba-Enredo,
confesso que na vida
só tenho um único medo:
Se eu me enredar em ti
talvez nunca mais consiga
encontrar o meu endereço.
