Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
No caminho nada entre
nós pode ser invertido
porque quero viver
bem sempre contigo,
Na vida somente admito
o Mate na Cuia para fazer
um Chimarrão Invertido,
o resto deixo em paz
e por conta do destino.
Acreditar nos discursos
que causam incêndios
É definitivamente
entregar as chaves da vida
nas mãos de um destino
trágico ou desconhecido.
Ipê-amarelo-da-mata
as tuas flores fazem
companhia na minha
estrada da vida,
É verdade que escolhi
ser da madrugada:
a tal poesia declarada.
Floresce a Piúva-amarela
etérea do meu jardim,
Resolvi me recolher
do mundo e não da vida
para dar uma chance
de felicidade para mim,
Quero salvar o meu melhor
para quando você chegar
estar pronta para o seu amor.
És o meu amado Sol
e eu sou a tua Lua
entre avancês e anarriês
no arraiá da vida
com os nossos balancês
quem sabe gente se aproxima.
Tudo na vida
é o jeito de falar,
Isso me veio
na cabeça ao raiar
do Sol pela manhã,
O Aipê florescido
até parece com você
quando cruzando
alegre o meu caminho.
O amor da minha vida
ainda não apareceu,
só sei quando ele vier,
quero passear na Caatinga,
e debaixo de uma Barriguda
celebrar o amor e a poesia.
A minha última reunião
com os amigos já não
me recordo mais,
A vida mudou bastante
e quase falta não faz.
Magnífica aurora matutina
que traz Versos Intimistas
para a minha vida e faz
com que eu preste atenção
amorosa no florescer
potente do Ipê-roxo-bola.
(O silêncio é poesia reativa)
Bela Minas Gerais
do Pau-d'arco-rosa
em flor e de todos
os amores desta vida
que dos meus mais
belos Versos Intimistas
sempre hão de ser
sempre merecedores
de todos os pendores.
Para salvar a vida de um preso político muitas das vezes é necessário deixar claro que a sua intenção não é de desestabilizar um governo,
e sim demonstrar que seu foco
é a vida do preso político
e nada a mais.
O amor chegou
alegre e tão leve
como uma pluminha,
que sem perceber
a tua vida passou
a ser também a minha.
Sem sequer saber
que você existia,
Algo já me dizia
que tu seria a poesia,
e toda a minha vida;
E que com a bênção
do céu e no papel
para o meu nome
com amor te passaria:
O nosso amor venceu.
Convencionado está
que a América Latina
virou terra insone,
A noite mais longa
de nossas vidas não
passará tão cedo:
não ando dormindo
porque estou medo.
O nhanduti do destino
levou os paraguaios
a marchar pelas ruas,
eu vejo isso da terra
do inconsciente coletivo.
O autoritarismo cresce
enfadonha, enlouquece
e o neocolonialismo
está nos consumindo,
e os chilenos resistindo.
O tempo está passando
sofrido, pesado e lento
neste lugar onde a morte
não anda quase comovendo,
Tenho versos para dividir
com os exércitos e o tempo;
e sigo pedindo a liberdade
da tropa e do General
com insistência e verdade.
(Porque onde dói o coração
do povo o meu continua sofrendo).
Na terra e continente
onde a vida tem sido
todo o dia por hábito
por muito banalizada,
e quando se trata de lei
muito mal pensada
por aqui fazem
questão de não entender:
Que até após vetada
a tamanha desgraça
foi aos ventos espalhada
para os cães ou para
quem quer que seja,
(viver por aqui não
tem deixado ninguém
muito bom da cabeça)
uns querem nos impôr
de forma impensada a vacinação.
Na Pátria Grande não
se faz mais justiça
como antes,
os revolucionários
seguem presos
e os controversos foram soltos,
Os tribunais há mais
de cento e setenta
dias fechados,
e eu que me queixo
todo o santo dia
pela Pátria vizinha,
pedindo liberdade
para um General preso de consciência
e para uma tropa como fosse a minha.
Andam jogando
sem dó e
nenhuma piedade
brincam com a vida
de quem preso
está por pensar
diferente
nos calabouços
e sótaos deste
nosso continente.
Quase todos estão
sem acesso à justiça,
e isso sempre
e sempre assusta.
Sem me preocupar
com pertencimento,
e tampouco parte
da história fazer,
porque conheço
a própria história,
ato, letra e arte
capazes de
ocupar a eternidade
oferto versos
de consciência
indômita ao Universo.
Quase todos estão
neste inconscientes
que neste continente
há uma juventude
presa em massa,
mas para uns o quê
importa é o Carnaval:
Não que não
se tenha direito ao riso,
com folia também
se denuncia
o autoritarismo,
só quero é que
tenha ciência disso;
Rogando o tempo
todo pela liberdade
plena da tropa castigada
e do General que já
deveria estar solto,
lamento há quase
dois anos de injusta prisão
desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
porque quem se dedica
para a libertação pacífica
de todo um povo sempre valorizo.
O mistério das rosas
negras convidam
a pensar na vida,
nunca com elas
tive contato aqui
nesta América do Sul,
onde disseram que
o melhor amigo
de um líder em exílio
havia sido atropelado
por viatura militar,
e agora ninguém
mais sabe ou deseja
de fato confirmar.
Terra adorada
repletada de presos
de consciência,
desaparecidos
e notícias lançadas
para torná-la
antro de ofensas
e de divergencias,
não consigo prever
um destino melhor
se nestes vícios
houver persistência.
E percebendo cada
cena que se passa
neste continente,
construindo um
poemário de minha
total responsabilidade
e que o General não sabe:
por ele e pela tropa
venho pedindo
todo o dia a liberdade.
A vida não para,
é fato que tudo
muda ou emuda,
e até em quem
nada deve
colocam uma culpa.
É poesia corrida
junto com o povo
fugindo das tanquetas
na Praça Itália,
e grito de socorro.
É corda de guitarra
pedindo para que
parem de matar
as nossas crianças,
e isso não é drama.
É ficar sem saber
quando chegará
a libertação
do General
que preso
não deveria estar
sem da tropa
jamais se olvidar.
É ter a consciência
que o que se passa
no Haiti no jornal
não vai passar,
e que há pouca
gente pelos quarenta
caídos se indignar.
