Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
Eu não estive só,
mas bebi,
rouca e inerte,
no cálice da solidão.
Sigo, por vezes, calada,
adornada de loquaz verniz.
Alternando períodos,
Simples ou compostos,
Vibrando, sempre,
a emoção de uma aprendiz.
A vida,
tal qual dança caudalosa de ciclos,
expande memórias,
e reverencia minha ancestralidade,
num resgate semiótico,
de cada história.
Esperei por vezes,
gratas surpresas,
agasalhadas em celofane
e trançadas em horizontes.
Já abreviei caminhos,
já estilhacei apreços,
por acreditar na proximidade,
de milagres e recomeços.
Eu não estive só,
mas bebi,
rouca e inerte,
no cálice da solidão.
Sigo, por vezes, calada,
adornada de loquaz verniz.
Alternando períodos,
Simples ou compostos,
Vibrando, sempre,
a emoção de uma aprendiz.
A vida,
tal qual dança caudalosa de ciclos,
expande memórias,
e reverencia minha ancestralidade,
num resgate semiótico,
de cada história.
“ É preciso ultrapassar o óbvio
das utilidades perversas
e inventar alguns paradoxos,
em que a vida não poderá sucumbir.”
“ A beleza da vida,
pode estar
no cair da tarde,
no ensejo
de um abraço.
No afago
do aroma de alecrim.
É música que invade o jardim.”
Eu sou assim
Uma metade
Uma verdade
Me sinto assim
Estando sozinho
Estando acompanhado
Não quero ser assim
Como uma brisa
Como uma fantasia
Me diz como é ser assim ?
Uma travessia em uma Ilha
Uma vida em um dia
Como é pensar assim ?
É querer pular de alegria
É querer se apaixonar todos os dias
É andar por ai
Como se fosse o ultimo dia de sua vida
Como se fosse suas últimas palavras.
Avesso
Estou a deriva nesse continente
Onde as rosas são vermelhas, e
Os espinhos se sobressaem na
Mais duradoura e triste falacia
Estou perto de alcançar a memória
De todos os momentos inexatos, e
Incompreendidos pela nossa alma
Que alça voo a singela liberdade
Estou caminhando pelos campos, e
Marasmos, esperando no mais tardar
O encontro do ceu e o amar, contudo
Peço que o instante não acabe agora.
Marte.
trouxe consigo uma arte
de marte para a vida, uma
imagem sem contraste e
som, mimetismo noturno
com algumas luzes em
seu coturno, uma bagagem
cheia de espinhos azuis
e um coração partido em
pedaços.
Em um canto da prateleira
estava aquela foto cinza
com uma dedicatória sem
letras e datas, sua memoria
fez a dedicatória a aquele
momento que se foi, nome
e trajetória unidos em uma
unica estrofe, historia para
toda uma vida, descrita e
reescrita dia apos dia na
confusão do meu coração.
Dois
De duas pessoas
pode surgir três,
quatro e assim
por diante, mas
por ironia, uma
unica pessoa é
capaz de acabar
com a vida de duas,
três... até que não
seja possível seguir
adiante.
Apreço
Estive ao avesso
Por tanto tempo
Que padeço de
Um só recomeço,
Das lágrimas fiz
O meu despertar,
Das palavras a
Minha caminhada,
E de sorrrisos a
Escada que subo
Um degrau de cada
Vez.
Do jeito certo eu dei errado
Do incerto ao incompleto
Eu sou pretérito e verbo.
Matemático e analfabeto .
Virada
Mais um ano
Mais uma virada
Mais um ano para virar
Acreditando na virada
Mais um ano para se
Amar o agora.
Mais um ano virado do
Começo ao final.
prazer!
me chamo tupi,
assisti o meu lar
se tornar o lar de
maquinas agrícolas.
assisti a fauna e a
flora da minha terra
existirem apenas na
historia.
prazer!
me chamo tupi
estou vivendo as
consequências de
um governo medíocre
e carente de empatia
prazer!
me chamo tupi
como tantos outros
apenas quero que
o meu caminhar seja
livre de amarras.
Ancelmo Bento.
O artista é um referencial
para um mundo vazio,
manifestando- se nas
entrelinhas do que
passa despercebido
pelos olhos estagnados
da população.
Girassol de fogo
eu sou um
girassol de fogo
em um dia chuvoso
a chama do meu
coração arde na
solidão
minhas pétalas
transpiram abraços
negados
meu pendão leva
consigo o peso
do passado
hoje eu poderia
estar indiferente
ao futuro
mas
a chuva veio em
um dia triste e
ensolarado
quando a primeira
gota cair sobre
o meu corpo.
e
a enxurrada
me arrancar
do chão
eu finalmente vou
me senti livre
da solidão.
achismo
quem disse que
cão que ladra
não morde?
morde sim,
amordaça,
tortura e
cala com
a morte.
sobre o nome
o sobrenome
machismo:
achismo de achar
que o corpo feminino
é de seu domínio.
catavento
de onde venho
o vento é um
evento para
cataventos e
da janela do
meu apartamento
me limito
a um mero
militante do
vento.
