Poemas sobre Vida dos Cangaceiros
Quando nos encontrarmos
a floração do Ipê no auge será
congregada com os astros
do nosso Hemisfério Celestial Sul.
Para você eu ocupo o lugar
das sete maravilhas do mundo
moderno e as do mundo antigo
que o coração elegeu como destino.
Nossos corações neste desidério
uno e inequívoco vivem prestando
reverência ao amoroso e secreto culto.
Não precisaremos de jogos de caça
e caçador e nem de fazer gênero:
porque em tempo o amor chegou pleno.
Só de ouvir o nome
da magnífica
Mato Grosso do Sul
o meu coração
lembra amoroso
florescer do Ipê-róseo,
escrevo Versos Intimistas
do amanhecer ao anoitecer
por tudo de bom
o quê vivi e vamos viver
somente eu e você.
Sisserou cruzando
a aurora matutina,
Uma amorosa poesia
que ainda não foi dita.
Trazer aos poucos
o seu amor para perto,
Construir o paraíso
é urgente no destino.
Esquecer mesmo de tudo,
das guerras que foram
e as que estão em curso.
Nem mesmo insistir falar
de como será o fim do mundo,
e deixar só o amor dominar.
Ser de paz não
é ser banana,
É só alguém
que evita o quê
a guerra traz,
Ser de paz não
é alguém tolo,
é apenas alguém
que evita
entrar em rolo,
No fundo quem é
o verdadeiro Banana
é que busca provocar
e depois escapar daquilo
que si mesmo plantou.
Ser toda para você a sua
pombinha mansa e rara,
a sua Pomba de Granada
pela qual o seu peito dispara.
Divina e poética ambição
embaladora do coração
que me põe em preparação
para não querer outro não.
Sem te ver e sem saber
a hora e o dia de acontecer,
fiz a jura de assim permanecer.
Em nome da minha intuição
assim mantenho-me porque
sei que do amor não vamos correr.
Esplende a Aurora Boreal
desabrocha a Dwarf Fireweed,
Ouço a música celestial
misteriosa do Hemisfério Norte
Tenho confissões de amor
que penso que nunca vou te falar,
Melhor deixar assim mesmo
continuo embalando o segredo
Ao menos tenho o quê com
as estrelas conversar
enquanto o amor em ti não falar
Podemos até juntos não ficar,
mas os meus sonetos nunca
você e nem ninguém irão olvidar.
Mais uma alma
miserável unida
a outras almas
ainda mais miseráveis
que só encontram
a glória na destruição
levando a Humanidade
toda a extinção,
Não preciso falar
nada porque todos
sabem quem são,
e apenas são mais
da mesma aberração.
Se você não encontrou
entre Timbó e Ascurra
a linda Cidade de Rodeio
que é a amada e bela
CapitalCatarinensedos Trentinos
no Médio Vale do Itajaí,
volte passo a passo
para me encontrar,
porqueespero por
você sempre por aqui,
Confesso que me apaixonei
desde a primeira vez que eu te vi.
10/10
Não permita
que falem do jeito
que quiser contigo
para você não
perder para si
a sua percepção
de valor: seja o seu
melhor amigo.
10/12
Quando você não
conseguir argumentar,
o melhor é se afastar
de alguma maneira
para se poupar.
É só você pegar
o Azeite-de-dendê
que está ali,
Para fritar o Amori,
Sabe, no final,
tu vai é ficar comigo aqui.
Da inimizade entre as suas
duas tribos nasceu o amor entre
os príncipes Copih y Hues que
no Chile fez nascer a Copihue.
Do amor com desfecho trágico
a flor símbolo fez surgir em cada
coração a felicidade, a virtude,
a alegria, a amizade e a gratidão.
De tudo só tiro a potente lição
de parte desta Pátria Grande
devemos sempre cultivar a união.
Dias sombrios não fazem com
que eu me perca da devoção
ter você com todo o amor e paixão.
A Palma Zunkha que
com verdor esplende
é a que constrói, cobre,
enfeita, cura e alimenta.
Bendita Palma Zunkha
que pela Bolívia faz tudo,
E ainda nesta Pátria Grande
me empresta amor profundo.
Um dia que só ao maior
amor poesias todos os dias
carinhosamente dedicarei.
Porque cedo ou tarde não
desistirei da paz e do amor
virem se tornar nesta vida lei.
É imperioso dizer:
- Ninguém mais
contém o quê
é sobrenatural.
mesmo diante
dos quatro
atrasos
do que é
para ser,
e ninguém
mais há
de deter.
Rima para o teu
ombro curar,
sonho para te
devolver,
pelo teu povo
não desiste
de te libertar.
Como uma onda caixote
do mar que não foi devolvido,
vejo os pertences remexidos,
o drama do jornalista só
é apenas um recorte
do que tem acontecido.
A maioria não liga
mesmo para isso,
sou tratada como
imigrante em minha
própria Pátria,
assim sigo isolada,
todo o dia só cresce
o sentimento de ridículo.
Como o nó da garganta
da filha que não vê há
quatro semanas o Pai,
muita coisa já não
mais me distrai,
porque sou a Mãe
da Mãe que não
obteve resposta,
no meu coração
carrego mais de um
General e a tropa.
Desde que se apossaram
do mar da Bolívia,
Eu estava lá só que
ninguém me via,
Bem no meio antiga
da tropa eu havia
sido escrita e escondida.
Fui revelada só agora
que não vou me contentar,
Enquanto não me devolverem
o General, a tropa e o mar,
Não vou parar um só dia
de espalhar a minha poesia
por todo e qualquer lugar.
Nasci sul-americana
e nenhum de vocês
a mim não me engana.
Estou espalhada pelo ar,
nasci na serra e cresci
bem no meio do mar.
Quem pensa que eu deixei
O General escanteado:
Se afogou no engano,
Apenas estava em silêncio
Ético porque assim
Estava no meu plano,
Para deixar que outras
Vozes falassem por mim.
Se equívoca quem pensa
Que estou brincando,
É bom levar a poesia a sério,
Me tragam o General com vida!
Há muito tempo venho
Pedindo o mar de volta
Para o povo boliviano,
Mas minh'alma pode pedir
De forma audaciosa
Bem mais do que imagina:
O General, o mar e a tropa
Em nome da poesia reunida.
Nessa tríade poética
cheia de maravilha
e culpa por ter feito
autoritários tropeçarem
nas próprias pernas
e se desconectarem
das obscenas idéias.
Porque com a tropa
sigo presa mesmo
que não me vejam,
podem ir atrás,
estou como serpente
invisível entre as rejas.
Dessa culpa jamais
eu hei de me livrar,
porque eu não sou
o pastor que para no
meio do caminho só
para ver o tempo passar.
Dos paisanos que estão
presos também me
encontro com eles,
se os meus poemas
estão irritando,
aprendi com o povo
que eles estão indo
bem e funcionando.
A poética nasceu culpada
antes mesmo de nascer,
obcecada pela paz
sempre caminha livre
em territórios de guerra.
Quem tem um palácio
da paz interior em si,
possui o ânimo que ajuda,
e a lucidez que sustenta.
A firme e óbvia convicção
da inocência que faz
resistir a dureza do cárcere,
é evidente e absoluta.
Mesmo que não reclame,
sente a falta de cuidado
do seu corpo castigado,
resiste estoicamente
a insanidade de quem
engendrou a prisão
notoriamente imerecida,
busca mesmo em oração
a luz da justiça perdida.
Escutei o eco do meu
clamor por liberdade,
um canto suramericano,
muito além do oceano.
Canção do interior
que não passa
e jamais passará,
da dor do General
quer saber quando
alguém cuidará.
Epopéia é o nome que
deveria se dar
ao adjetivo de quem
suporta preso e quieto.
Inocência conhecida
vítima de uma dor
que também me dói,
a verdade ninguém corrói.
