Poemas sobre Si Mesmo

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⁠A verdade triunfará
mesmo que dependa
que não olhemos
mais para trás;
ela é indomável
por mais que a
tornem represada.

O sangue do povo
originário derramado
não há como apagar,
A exaustão da tropa
e a desconsideração
com a fragilidade civil
não há como ignorar.

Ciente disso não
necessito lançar
nenhuma maldição,
Pois o destino não
nega à ninguém
a compensação,
por isso prefiro
a reconciliação.

O cansaço dos olhos
do General injustiçado
já faz parte dos meus,
e não há como apagar,
mas ainda há tempo
de colocar a verdade
no lugar e o libertar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No momento sou
o eco da voz
da venezuelana,
mesmo sendo
verso e memória,
não tão distante
quanto aparento,
mas próxima
o suficiente
para implorar
que corrijam
essa História.

Por mais que tentem
ocultar a imagem,
calar a voz
e lançar no limbo
do esquecimento,
ele está no coração
do povo e nem
o tempo tem
a condição
de apagar
que o General
pertence
ao Movimento.

Porque eu sou
aquela que na
lembrança dança
com o Comandante,
e o calendário só
reconhece o dia
quatro de fevereiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Em linhas culpadas antes
mesmo de terem nascido
nem um pouco lúcidas.

Sem ordem judicial,
bem cheias de tudo,
hipertextuais
e com toda a falação:
deseja saber demais.

Jogos sujos e brincadeiras
de nervos não há
quem os ature mais.

Como vai a saúde
da tropa e do general?
Quando virá a liberdade,
a augusta moção
e garantia da paz?

Em versos inconformados
e bem convictos segue
anão aceitação
de 'ditaduras'.
Ainda bem
que existe
um anjo que visita,
e trabalha legalmente
pelo fim do cativeiro
de quem é notório
inocente pelo mundo inteiro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O destino é
como um rio
que sabe
o lugar
e onde
irá chegar
mesmo
em meio
a turbulência
que o faz
transbordar,
O calendário é
como as águas
que não
conseguem
represar,
É mais preso
como aquele
que preso
por causa
da consciência
todos sabem
que assim está,
Não só aquele
que prendeu,
mas quem não
consegue por ele
se indignar,
Mais um dia
sem notícias,
Não paro
de perguntar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se soa do
jeito dele
como vós,
ele não
pertence a nós,
mesmo que
tente reescrever
a história tal fato
não apagará
da memória:
ele não é santo,
ele se trata
de um algoz,
ele é feroz.
O mascarado
proferiu
que ele soa
como
os 'deles',
não há
como fingir
que não,
o quê saiu
da boca
o condena,
e agora
quer fingir
que nunca
foi investido
na discórdia,
mas Deus está
evidentemente
vendo e não
há como
dissimular para
Ele e para quem
sabe observar,
só Ele concede
a misericórdia,
ele quer apagar
a História.
Ofendendo
da pior maneira
quem quer
defender
a sua existência
fazendo a justa
resistência,
ele não merece
a sua confiança
porque é incapaz
de debater e de
colocar freios nos
seus servos,
e sobretudo
nos seus lacaios
das profundezas
dos infernos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠E sem licenciar
mesmo ciente
que a agonia
não tem
como soprar,
Porque não há
uma clara
direção,
Permito
perder-me
na mística
da rima,
Para não diluir
a delicadeza
neste
Dia de Paixão,
Se você nasceu
filho do silêncio,
Fique sabendo
que eu não!

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Evidentemente
no mesmo
destino,
partilhando
da exata
agonia de mais
um dia,
por não saber
mais notícia,
escrevo para dizer
o quê sinto,
porque quem disse
o quê pensa
está preso,
não nasci para
me calar,
e nem para ser
escrava do medo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não aceito mesmo
estando na condição
de poesia estrangeira,
e preocupação sincera,
aberta e continental,
Pois onde se prende
uma tropa inteira
por notório ardil,
e todos se contentam
de maneira submissa,
Até a fé já nem
é mais derradeira.
Sempre onde houverem
presos políticos,
serei poema que não
cala e não deixa
jamais ninguém se calar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Caminhante

Em Rodeio caminhante
a pé, de mochila nas costas
ou mesmo de bicicleta,
Mesmo sem escrever
você acabará virando poeta.

A Região do Vale das Águas
de repente de ti fará parte,
Neste um dos caminhos
do Vale Europeu há muitas
histórias para contar,
Que você irá se encantar.

No Picol Paradis você
surpreenderá a si mesmo
bem, feliz e refeito,
E no Caminho dos Anjos
se apaixonará de vez por Rodeio.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Que me custe
asua simpatia,
E mesmo que
eu fale muito,
Ainda não será
o suficiente,
Pois falo não
para agradar,
Mas para colocar
os fatos no
Seu devido lugar.
Abro o paraquedas,
salvo o verbo para
Que salvem as letras,
em missão de dar um
Fim na tirania e dar
asas à liberdade
Do lado dos profetas.
Que me custe
aantipatia alheia,
Não me importo,
sou ouro e crisol,
Sei lidar com
aalucinação insana
Que não reconhece
que a política
Também faz os seus
militares presos,
E supõe quea
libertação deles
Não nos adianta,
e que não resolverá
O problema do país,
a arrogância jamais
Irá me impressionar,
pode virar a cara
E levantar o nariz!
Abro o suficiente
a verdade,
E sei que adianta,
porque nada se faz
Quando não se tem
Mais a liberdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A memória da distante terra,
não ficará distante mesmo
que chamem para fazer
dançar o Deus da Guerra
porque há alguém atento
e verdadeiramente poeta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ofereça o seu voto de rebeldia
aos arrogantes mesmo
quando você silencia
seja no ritmo da tempestade,
da Primavera que preludia
do Sol que em silêncio brilha
sobre o Pau-d'arco-de-flor-amarela
toda a beleza que há no Ceará
e dos meus Versos Intimistas
escritos para o seu coração lindo
capturar e fazer parte do seu destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um Carimbó bem
dançado debaixo
do Ipê entre eu você,
Não é preciso nem
dizer mesmo com
os meus Versos Intimistas
que estamos no Pará
e nós dois juntos somos
só alegrias nascidas
para amar e conviver
nesta sedução que não vai findar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O Ipê-róseo em floração
no Distrito Federal através
dos olhos do coração
se parecem mesmo é
com árvores de Algodão-doce
a todo instante inspirando
para escrever Versos Intimistas
ainda mais belos para encantar
com sedução para quem sabe
ser o seu amor e a sua paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando dei os primeiros
passos eu tinha um ano,
Havia nascido poetisa
e nem mesmo ideia tinha.

(Primeira floração do Jacarandá-branco)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O sentimento que estou
carregando sobre estes
incêndios em nosso país
tem o mesmo peso
do meu primeiro
sentimento de luto
com o plus do sentimento
de horror profundo,
Quando não estou
chorando de fato,
eu ando chorando por dentro.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A Flor-de-papel
se deixa ser escrita
pela aurora matutina
do mesmo jeito que
em mim você escreve
Versos Intimistas do início ao fim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠04/11

Até o coração de pedra
mesmo sem saber é poeta,
E não é esse o seu caso
que escreve é poesia
plena além de cada passo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fico como o Patuju
em flor cortejado
pelo Colibri quando
sinto que você está
ao redor mesmo
em pensamento com
o seu etéreo amor,
Sei que no fundo
me guarda com tudo
o quê há de mais sedutor
raro, inevitável e absoluto.

(Pertencemos ao mesmo mundo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Campo Erê Poética

Talvez nem mesmo
o tempo poderá
na verdade dizer
o motivo do muro
dos indígenas
erguido no tempo
e na Rota dos Incas.

Campo Erê poética,
misteriosa e minha
cainguangue de nome,
Em ti as araucárias
do destino e a tua
gentil erva-mate
seguem resistindo.

Muro dos indígenas
incas ou guarani
trocas de mensagens
a longa distância,
ou marco de uma
talvez pacificação,
vou na trilha expedição.

Para te ver de perto
que não há outra tu
no Caminho do Peabiru.

Inserida por anna_flavia_schmitt