Poemas sobre Pessoas Falsas

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A burocracia começa a fracassar quando enxerga processos onde deveria enxergar pessoas.

O melhor processo é aquele que devolve às pessoas a capacidade de conversar antes que precisem transformar sua dor em petição.

O Direito protege pessoas porque presume que elas possuem interesses; a filosofia pergunta por que esses interesses importam.

Há pessoas que poderiam amar-se durante toda a vida precisamente porque jamais confundiram intimidade com coexistência permanente.

Há pessoas que nunca enlouquecem, talvez porque tenham passado a vida inteira ocupadas demais em se adaptar ao que as destruía.

Procuro pessoas autênticas em uma época que transformou a própria personalidade em conteúdo.

Um absurdo repetido por milhões de pessoas deixa de parecer absurdo e começa a parecer tradição.

Algumas pessoas não são interessantes porque dizem muito, mas porque conseguem transformar o silêncio em inteligência.

Há pessoas que defendem suas escolhas com tanta intensidade que parecem mais interessadas em proteger o passado do que em viver o presente.

Muitas pessoas não temem a verdade; temem a versão de si mesmas que precisariam abandonar depois de conhecê-la.

Algumas pessoas desejam tanto a nossa felicidade que ficam profundamente incomodadas quando descobrem que nossa tristeza também pode ser legítima.

Algumas pessoas levam felicidade para qualquer lugar. Outras conseguem melhorar o ambiente simplesmente quando vão embora.

A verdade pode entrar em uma sala cheia de pessoas, mas dificilmente sai dela sem ferir alguma vaidade.

A civilização digital criou uma curiosa forma de analfabetismo: pessoas capazes de acessar toda a informação e incapazes de distinguir conhecimento de ruído.

A solidão não é necessariamente ausência de pessoas; às vezes é a distância entre uma consciência que pensa profundamente e um mundo que não consegue acompanhá-la.

Uma sociedade justa precisa perguntar não apenas o que as pessoas possuem, mas o que são efetivamente capazes de fazer e ser perante a ordem jurídica.

A educação deve formar pessoas capazes de pensar criticamente por conta própria e compreender os limites do poder estatal.

Governar pessoas significa também governar possibilidades de comportamento, frequentemente mediante normas.

As pessoas nem sempre acreditam conscientemente naquilo que suas práticas reproduzem.

As pessoas compreendem suas escolhas também através das histórias que contam sobre suas próprias vidas.