37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias

Não perco tempo com pauta.
Eu pergunto pro chefe o que ele recomenda.
Se ele não souber, por que tá na mesa errada com a dama certa.

Van Escher 🦁

A velhice é uma flor, que murcha com o tempo, ela é um presente de gregos.
Mas o poeta resiste, com seu cérebro atento
Aproveitando o momento, enquanto a inspiração flui
E as palavras saem, como um rio sem fim.
(Saul Beleza,)

*contrato com o tempo*
se o tempo quer que eu te esqueça,
diz pra ele arrumar o que fazer,
porque eu não assino esse contrato,
não vou bater ponto pra te esquecer.

não vou ajudar relógio nenhum
a enferrujar tua lembrança,
vou estar pensando em você
com a mesma teimosia de criança.
(Saul Beleza)

*O tempo:*

O tempo calou minha voz, anuviou meu olhar, desacelerou meus passos, encheram de neve meus cabelos.
*Tudo tem seu tempo e passa,* e se você não si ligar vai passar com o tempo sem ver o tempo passar.
*Maldito seja o tempo que passa tão ligeiro e bendito seja o tempo que nos deixa envelhecer.*
Hoje sou o tempo, que de tempos em tempo não me deixa te esquecer.
*Volta! Ainda temos tempo.*
(Saul Beleza)
Maio/2026

*"O tempo do perdão"*

Algumas traições vão tão fundo
que o perdão deixa de existir como opção.
Hoje.
Mas o tempo é rio, e rio não para.
Ele leva, ele lava, ele transforma pedra em areia.

Essa dor que agora pesa e sufoca
um dia vai ficar menor.
Não porque esqueceu.
Mas porque você ficou maior que ela.

E o perdão...
o perdão pode caber a qualquer momento.
Não por ele.
Por você.
Quando o peito cansar de carregar
e quiser espaço pra respirar de novo.
(Saul Beleza)

*"Muitos e muitos anos"*
Quando a pessoa esteve tanto tempo na sua vida
o corpo até esquece que ela não tá mais aqui.
A mão procura no lugar errado.
A música toca e o peito responde antes da cabeça.
A cidade inteira vira lembrança.

E o pior é que não é só saudade de quem a pessoa era.
É saudade de quem você era com ela.
De todos os anos que viraram rotina, risada, briga boba, silêncio confortável.

Dói porque foi longo.
Dói porque foi raiz.
E raiz quando arranca, leva um pedaço da terra junto.
(Saul Beleza)

*PORTA ENCOSTADA*

O endereço é o mesmo,
só que o tempo apagou o número.
A vaga na garagem é sua,
mas o carro já não estaciona.

A porta está apenas encostada, por convite, e
por faltar coragem de trancar.

Na cama,
teu travesseiro ainda tem teu cheiro,
eu ainda não lavei,
não foi por preguiça,
foi pra não esquecer que você existiu aqui.

Você disse que eu não tenho saudade,
que a vida me fez ser assim,
tanto faz.

Tanto faz?
Tanto faz não deixa travesseiro com cheiro.
Tanto faz não deixa porta encostada.
Tanto faz tranca, vende a casa e vai embora.

Eu não corri pros teus braços,
mas deixei teus braços morando em mim.

Se não acredita,
venha conferir.
Mas se vier,
vem pra ficar.
Porque eu já não tenho mais força
pra te ver indo embora
mais uma vez
pela mesma porta
que eu nunca fechei.
(Saul Beleza)

Por Celso Roberto Nadilo
Nuances do tempo e espaço

​Sendo o sentido contemporâneo da cor a própria entropia da evolução existencial, compreende-se que a cor também pode abrigar sentimentos. O que observamos são apenas noções; são os sentidos que conferem à lembrança o senso de realidade, moldando a percepção do abstrato. Este, por sua vez, mostra-se relativo — seja no negacionismo ou no relativismo —, abrindo uma janela de segurança. E essas janelas são portais para a imensidão.
​Prevalecendo no instante, avançamos pelo espaço-tempo, dando significado ao caminho contínuo através do efeito da conexão das cores.
​Sob essa ótica, torna-se possível afirmar que o azul já foi verde; que o amarelo nunca foi amarelo, mas marrom, e agora se fez cinza com cheiro de morango. O arco da memória pode, sim, enganar o cérebro, pois a cor e o aroma só se completam quando fundidos ao gosto absoluto da realidade.

​O desdobrar do tempo na existência é, em si, o próprio tempo num desdobramento contínuo de acontecimentos — uma evolução que dobra e redobra as linhas do destino.
​Mas o que é o destino? É o fluxo predeterminado da finitude de um ser, direcionado a um contexto maior e contemplativo no limiar do tempo e do espaço. Tento compreender a gravidade: ela só existe por causa de cada corpo que habita o fluxo contínuo da consciência.
​Tudo passa a existir de fato apenas depois de ser conhecido; anterior a isso, a ignorância dos fatos nos estabelece em outras relações, distantes da própria realidade.

conceito da evolução existencial é determinado pelas leis do tempo, estando nós em um estado primitivo e ativo — no ciclo contínuo do dia e da noite, do envelhecer e da prerrogativa de perecer diante do inevitável. Diante do diálogo da existência cognitiva, olhamos para a vida sob a premissa de um "tempo não-tempo": a urgência de que nos resta apenas o pouco.
​O tempo é relativo, proporcional ao propósito e à probabilidade do momento exato — um instante sem volta, fundado na prerrogativa do paradoxo existente e na relatividade constante do passado, lá no distante fluxo temporal da existência.
​É claro que esse fluxo é como um rio grande que corre. Ainda não compreendemos a volta desse rio nem os desvios que compõem o seu ciclo — tal como o ciclo da água, em um movimento que transcende e perpetua a perspectiva. Na numerologia da existência, o ato de olhar para o passado funciona como um bug psicológico criado para alienar as fronteiras da humanidade. Celebrarmos mais um dia significa que talvez cheguemos a uma compreensão inata, mas nos questiona: o que somos nós diante dos grandes momentos e da imensidão do universo?

Restaurar, nos limites lineares da galáxia, as estruturas envelhecidas pelo tempo é o ato supremo de arqueologia cósmica: a demonstração irrefutável de que nunca estivemos sós, mas inseridos em uma longa tapeçaria de consciências que precederam a nossa.


Por Celso Roberto Nadilo

Noções de tempo e lapsos no espaço contínuo da realidade: o tempo segue seu fluxo ininterrupto, mas, no instante em que abrimos o olhar, parecemos sair de sua equação. Afinal, o tempo passa ou não passa? A noção psicológica de tempo está fora do cálculo mecânico — aquele gerado pelo ciclo de 24 horas e fracionado em horas e segundos.
​Ao viajarmos pelo espaço, sofremos as variações da dilatação temporal a cada parsec. O ser humano, contudo, não foi feito para a imensidão espacial. Ele precisará ser aprimorado: evoluindo através do transhumanismo ou da fusão entre a inteligência artificial e o biológico, transcendendo o conceito tradicional de humanidade desde a sua estrutura molecular primordial.
​Outra vertente dessa evolução pode emergir da própria consciência, trazendo um novo fôlego à humanidade. A geometria do universo revela uma construção magnífica e minimamente previsível, onde a geração de grávitons em sistemas massivos atua como uma holografia assimulada — uma simulação de realidade embutida em nossas mentes, na qual tudo o que vemos e conhecemos é a parte contida no todo, e o todo refletido na parte.
​O equilíbrio dessa equação reside num paradoxo existente, porém frequentemente ignorado pela nossa limitação de conhecimento. O universo é um ponto retroativo na imensidão: assim como uma única gota d’água carrega em si a essência dos oceanos, presenciamos o milagre de um ser ganhando consciência. A virtude única da nossa percepção sensorial é ser a própria perspectiva do cosmos no instante exato em que tomamos noção da nossa existência.

Sei que não era para mim.
Talvez nunca seja.
Mas vibrava uma energia no espaço-tempo
que me provocava a existir
e a desejar o pertencer.

Tempo e sua constante necessidade de viver.
Lágrimas secas num mundo inerte atônito todavia seus caminhos são pesares.
Nunca mais voltará das profundezas.
Mesmo assim contemplamos olhos no vazio extenso.
Amargo momento irônico.

No tempo de outras eras eram deuses miticos que controlavam a Matrix sendo horizonte do mar final do mundo.
O mar criaturas e monstros guardavam os mares.
Meros arficios de manipulação.
Hoje em dia conflitos sociais e éticos são expostos no novo conceito da existência contemporânea.
O prelúdio do capitalismo somos sombras dos deuses esquecido.
A conciliação da conceito da consciência livre e do pensamentos fragmentos.
A terra é um pássaro numa gaiola..
A terra seria plana até que cubismo político e moral tenha a narrativa da verdadeira da natureza.
Dentro da alienação social somos fragmentos fragis...
Toda fake news trás um pássaro no profundo sentido do ser alienado.

Tese do relativismo na Internet e suas experiências nas star tapes. Terceira parte.


Tempo de uso excessivo do celular traz falta de sono ou troca do dia pela noite.
O trabalho em casa e nas impressas o stress do deslocamento até trabalho fazem do celular o escape de euforia.
Os perfis das redes sociais sao muitas vezes cenários de crimes virtuais desde crimes pacionais, crimes assédios sexuais entre outros artigos da lei,
Os golpes pelo aplicativos são corriqueiros e sofisticado dando alienação intelectual e moral um vasto reino...
O cubismo político também é um problema social em que alienação conta com deepfakes e resenha fakes news...
A religião nas lives online dão partido novas crônicas do conto do vigário,
E enriquecimento ilícito e predatório.

O tempo é escoamento do real momento da vida


Se existimos em algum ponto crucial da história respiramos o instante da eternidade.
Nossos pensamentos são fragmentos na memória sanguínea.
Então estamos ligados pela eras de experiências na existência so quando temos essa experiência relembrada temos o ar mais profundo de nossos ancestrais...

O tempo é a extensão que somos..
Dentro deste contexto tempo e real e constante.
No linear da consciência a liberdade de pensar se torna nobre nos dá o recanto.


Entre dilúvio das almas perdidas na ilusão da alienação religiosa e social.
Um labirinto moral se abre...
Questionar as grades da prisão intelectual sera te livra das garras do silêncio da sua consciência?
O vazio da existência social é opcional...?
Distância no despertar o silêncio cruel e libertador...
Se conhecer a ti mesmo dentro de um mundo de conceitos te dá opinião própria, Suas escolhas são suas...
Ate onde a ostentação vai te levar ?
O consumismo é seu ou é opção deles que escolhe o que consuma e seja consumado?

Dia apos dia a mente floresce num arco vespertino.
Somos apenas pulmas num resplendor de um tempo em movimento crescente.
Criamos e fomos criados pelo momento da criação e mesmo ainda somos um sopro da imensidão.
Por Celso Roberto ⁠Nadilo
Fruto de um pensamento

Nos caminhos dos sonhos somos relíquias perdidas no tempo...
Somos bem aventurados ate que nos tornamos poeira,
Somos esquecidos pois o tempo passou e ao mesmo tempo parece que nunca existimos...
Apenas um nome e uma data de nascimento e morte.
?além quem foi... Embora ninguém o conheça?
O moribundo ninguém sabe quem era nada mais do que poeira deixada num canto escuro....
Seria possível seus fantasmas serem seus atos insanos.
Loucura que habita cada um de nós são fantasmas da manipulação.
Todo gênero é classificado e rotulado nas sombras da fogueira.
Tudo que dito esta no seu apogeu.
Em teu epílogo teu ego é o domínio das garras da dominação e alienação.
Vulgar o seja mente cega e obediente torna se escrava do sistema escravagista do clero burguês