37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias
“Por muito tempo achei que tudo havia sido esquecido, como se o tempo tivesse apagado cada detalhe. Mas basta um instante, um sinal mínimo, e aquilo que parecia morto desperta.
Como um fósforo que acende em silêncio e pode incendiar uma floresta. Existem verdades que não se escondem para sempre, e quando surgem, não há como contê-las. Universos inteiros, erguidos sobre ilusões, desmoronam em segundos. A mentira até anda por um tempo, mas nunca chega longe.
E quando a segunda versão da história aparece, os olhos se abrem, e o mundo de alguém… simplesmente cai.”
Comparsa
Chegou setembro, já é tempo de esquila.
É mantido e vêm os pila
Pro peão se arrumar.
Pego a comparsa, me ajusto de cozinheiro,
Assado, um carreteiro com a carne que sobrar.
O Moacir Souza tá com os pente afiado,
O Galpão tá preparado, tem ovelha pra esquilar.
De madrugada, um café começa o dia,
Avisou o rádio de pilha que o tempo vai firmar.
Ronca o motor, e a cancha tá preparada,
Delhe ficha, e o cancheiro junta o vélo pra amarrar.
De socador, o Anízio mete pata,
O Cleber pedindo gracha e criolina pra curar.
Don Valdemar, com a boina atravessada,
Bombacha arremangada, puxa os tento pra manear.
Deu nove horas, o churrasco da manhã,
Cheiro de cêbo de lã, e o mate pra vira.
Depois seguimos, vamos até o meio-dia:
Massa, carne e farinha, e a sésta pra descansar.
Que pela tarde segue a lida no Galpão,
Cada ovelha é o pão de quem vive pra changuear.
A noite vem, e os catrês são montados,
Cada um tem o seu lado, pra melhor se acomodar.
Alguns mateiam, outros versos e pajadas,
Contam casos, dão risada, pegam as ficha pra contar.
E assim se vão esses meses de comparsa,
E assim a vida passa,
Mal dá tempo pra sonhar.
Quem déra que o mundo fosse um tempo de tosquia,
Um Galpão, rádio de pilha, e um catrê pra descansar.
Renato Jaguarão.
"Memórias Da Infância."
Na infância do meu sonho tão bonito, onde o tempo era o nosso brinquedo, No sol que nos cobria de riso aberto, E nos sonhos de nuvens de algodão, de segredos sussurrados até tarde no verão. Éramos heróis de incontáveis aventuras, Exploradores destemidos de mundos escondidos, correndo pelo jardim, com risos inocentes, a desvendar mistérios, No fascínio das mais belas histórias, nos livros redondos com todos os capítulos. No encanto da brincadeira sem intenção, quando subiu o papagaio de papel. cada amizade uma fita de cetim, a inocência reinou, sem fim.Na minha infância, tempo para descobrir, para imaginar castelos a sorrir, Abraços apertados, olhos de carinho, em um mundo tão grandioso, mas pequenino genial. Um tesouro, como luz a brilhar, carrega em teu ser a nossa vida em sonho, Um poema eterno, da infância a vibrar, Na longa caminhada da vida guardar.
O Abraço
O abraço é uma pausa no tempo.
É quando dois mundos se encontram e, por um instante, descansam um no outro. Não exige explicação, não pede permissão, apenas acontece — como um porto seguro diante da tempestade.
Há abraços que curam mais do que palavras. Abraços que dizem “estou aqui” sem emitir som algum. Abraços que seguram firme, mesmo quando tudo parece desabar por dentro.
Existem abraços que guardamos na memória por anos, como quem guarda um cobertor em dias de frio. Porque há toques que não se esquecem, há gestos que marcam a alma.
Nem sempre o abraço vem com os braços. Às vezes, ele vem em forma de silêncio, de presença, de um olhar que compreende. Um gesto que diz: “Você importa”.
O abraço é um lugar. Um espaço de pausa, de reencontro, de amparo. É onde a dor encontra descanso e a alegria se amplia. É onde as palavras perdem a pressa e o coração ganha fôlego.
Que nunca nos faltem os abraços verdadeiros — aqueles que não precisam de ocasião, que não esperam permissão, que simplesmente nascem do cuidado.
Porque no fim das contas, todos nós só queremos isso: um pouco de calor, um pouco de paz, um pouco de abraço. D
E se a vida for um jogo?
Talvez não te tenhas dado conta, mas já estás em campo há algum tempo.
Fizeste as jogadas certas? Ou ficaste apenas na defesa, esperando o apito final?
Atacaste quando tiveste oportunidade, ou deixaste o medo segurar os teus passos?
Controlaste o tempo… ou simplesmente deixaste o tempo controlar-te?
E afinal… que tipo de jogo é este?
Coletivo ou individual?
Porque, se for coletivo, e tu estiveres a jogar sozinho, talvez já estejas a perder —
Não porque te falte talento, mas porque te falta visão de equipa.
No intervalo, paraste para refletir?
Percebeste que não és o único em campo?
Ou continuas a seguir o plano inicial, mesmo quando o jogo já mudou?
Talvez estejas agora no segundo tempo da vida.
Já devias ter percebido a natureza do jogo…
Mas se ainda não percebeste, corre o risco de te perderes.
E o mais triste não é perder —
É nem saber ao certo o que se está a jogar.
Bendito seja o tempo
que se encarrega
de nos dar respostas,
curar feridas,
trazer serenidade,
levar a dor,
plantar coragem.
Abrir as cortinas
do teatro da vida,
evidenciando
quem é ator,
quem é personagem!
19/11/2015
É verdade… A vida ensina tudo aquilo que nos dispomos a aprender. No tempo dela, na nossa insistência, tudo chega com clareza.
Eu gosto de gente que sabe perder, que está disposta a caminhar, a aprender, a sentir o prazer e o desprazer de cada percurso em que nos perdemos tentando realizar o que antes era só um sonho.
Isso é vida real.
E que bom que ainda exista gente corajosa, sincera, gente de fé.
Gente que entende a simplicidade, distante do caos, presente em si.
Gente que sabe o valor de se conhecer.
É tempo de Paz....
É tempo de paz, e sinto uma brisa
Suave e refrescante tocando em meu
Rosto trazendo-me a tranquilidade
De viver em tempos de paz,
Olho para o céu, e vejo as nuvens brancas
Bordadas no céu azul onde os pássaros
Voam em todas as direções compondo
Um cenário digno de se apreciar.
Ao anoitecer, as luzes coloridas
Refletem ao espelho d'água, que forma
Pequenas ondas produzidas pelo chafariz
Que jorra em forma de cascata aguçando
Ainda mais os meus sentidos, e fazendo-me
Acreditar que a paz existe e está em
Todos os lugares, no sorriso de uma criança,
Em um abraço afetuoso, ou nas nuvens brancas
Em forma de véu, bordadas no céu azul.
Fugitiva
Sinto-me o sol
Quando o tempo me aproximar
Porém, fugitiva,
Não te aproximas
Para não te queimares
Louca paixão!
Que enlouquece
E revira
O meu ser solitário!
Ando meio perdida
dentro de mim
Mas nada que o tempo e
Deus não possam curar!
Já passei por tantas nessa vida...
Não será dessa vez
que deixarei que a tristeza
venha minha paz desandar.
Não me preocupo mais sobre o que falem
ou pensem de mim.
Foi-se o tempo em que fazia dos outros minhas pernas
e meu ponto de apoio.
Deus me deu o livre arbítrio
e as escolhas são minhas.
Hoje...
Vivo em função de mim
do meu bem estar
da minha alegria
e em me doar a quem desejo
por perto.
O resto...
Sempre será o resto.
Ainda lembro dos meus tempos
de infância
Tempo em que o riso
estava sempre contido nas
minhas andanças .
Tudo era motivo de alegria
De festa
De música
De paz
De poesia .
Acho que o paraíso
foi grato comigo .
Me fez viver momentos marcantes
Que hoje lembro com saudades
por nada ser como antes .
Ahh...
Tinha o céu nas mãos
Tinha o sol nos pés
Tinha a alegria nos olhos
E a pureza nos sonhos .
O tempo passou ...eu sei
Mas aquela criança inda mora em mim
E ao lado dela ...
Quero sempre amanhecer e
adormecer !
DEPRESSIVA E TRISTONHA
Profª Lourdes Duarte
Em meio ao dia a dia, vejo o tempo passar
Medos as vezes me atordoam, por covardia,
Me escondo na sombra da vida, para não enfrentar
Ou não enxergar, o que o medo me emudecia,
A vida passou ... Os sonhos o vento levou.
A luta pela sobrevivência me arrebata
A dor da alma que as vezes exalta
Como um vinho quente, desfaz o frio
Minha fé no Deus do universo me guia.
Quando penso haver somente fim
Percebo esperança no Deus maior
É assim que a vida se cura a cada dia
Acaso meu pensamento despiu-se
Do manto negro que me envolvia.
Medos que me distanciavam
Da vida linda que me rodeava
Depressiva e tristonha, não percebia
As sombras que encobriam, como uma névoa
O brilho dos cristais lúcidos da minha alma.
Como uma esplendida luz da aurora clara
A esperança me guia e fortalece
Outros sonhos, outros risos, outro dia
Uma nova vida em Harmonia
Outra chance, vem como alento de felicidade.
******************************
O grande Chico Xavier diz que “Tudo que criamos para nós,
de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão...”
Augusto Cury alerta que
“Nunca despreze as pessoas deprimidas.
A depressão é o último estágio da dor humana”.
É incrível, mas, as pessoas precisam de muitos motivos pra te amar e admirar, ao mesmo tempo em que, conseguem te odiar e perseguir sem motivo algum!!!
Conclusão: Faça o possível para dar motivos pra ser amado e admirado, mas entenda que, haverá sempre alguém que, lhe odiará e perseguirá mesmo que vc não tenha lhe dado motivo algum pra isso!!!
#DeCampeãoPraCampeões
Empatia
É enxergar as pessoas sem estabelecer julgamentos.
É respeitar espaço/tempo de cada um.
É compreender que sentimentos e emoções experienciado, trazem consigo conotações diferentes a cada individuo.
É não pleitear definir o desconhecido, como algo simples ou fácil a ser superado.
É integrar ao pensamento que o conflito inerente ao sujeito; apenas ele pode elucidar.
Ressaltando que ações projetam você não o outro.
Sejamos mais escuta que acolhe e menos voz que sentencia.
"E sou o tempo que, avançando, destrói o mundo."
Dialogo do deus Krsna e Arjuna, fragmento extraído do Bhagavad-Gita, XI, 32.
"Verso do tempo"
Fascinado com o olhar
tentado a imaginar
soberbo.
Bêbado entre a façanha da imaginação
lembro do quanto em vão as coisas são
gastar gestos com versos gelidos
passar o tempo com o violão na mão
não tão proibido então julgo
sobrevoar o vento a menos que brisa vasta
vinda da vida gasta de linhas perdidas
escrever a paixão valha
que o sentido em si não tem perdão
e o sentimento gasta a trepidação
do coração
atrapalha
ao contrário do rabisco
o final do verso que não rasgaste
contém a verdade
da parte que falaste:
amigo do segundo
o gosto do mundo
a mais que tu queiras
nada receias dizer.
A menos que tenhas paixão
ameno gagejas solidão
no menor empenho
o amor
está nas suas mãos.
Não desperdice seu tempo com mágoas,
A vida é curta demais para remoer erros e desafetos.
Aproveite as coisas boas que se apresentam ao longo do caminho.
Siga em frente, e não olhes para trás .
Caminho
Não sou flor o tempo inteiro
Às vezes comigo-ninguém-pode
Já me perdi tentando me encontrar
E acordei com um deserto no peito
Já fui mar, já fui vento
Já fui rima e hoje remo
Não sou flor o tempo inteiro
Mas eu teimo...
Às vezes comigo ninguém pode
Mas trato bem
quem me trata com
respeito
Da noite para dia
Sou poeta ou poesia
Sou o óleo tentando se misturar com a água
Um simples grão areia, que o mar não conseguiu arrastar
Sou uma vírgula, mas também sei ser um ponto final
É difícil confessar minhas fraquezas
Mas eu teimo em buscar a luz para o meu dia, assim fica bem mais fácil viver.
Escuridão pra quê te quero?
Se consigo viver todas as cores.
Hoje posso estar branco e preto
Mas amanhã um arco-íris!
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 02/09/2021 às 14:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
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