37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias

Hoje você é apenas uma memória, mas por muito tempo, você foi meu tudo, minha vida. As lembranças estão aos poucos se apagando, embora algumas ainda permaneçam intactas na minha mente. Quantos momentos lindos vivemos juntos, mas tudo isso ficou para trás. Todo o meu futuro será longe de você.

Seus olhos não são pombas, mas o arrulho silêncio que convoca a primavera e faz o tempo da colheita parecer uma espera doce.

A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.

O tempo não cura, ele apenas te obriga a conviver com a ausência e a transformar a falta em presença interna.

É uma perda de tempo esperar a aceitação integral de quem só consegue conceber a vida e as pessoas em fragmentos.

Desperdiçamos o tempo vital na engenharia impossível de forçar a vastidão da nossa alma nos compartimentos estreitos alheios.

O tempo é uma serpente que leva a gente pro fim da vida, rastejando silenciosamente e devorando todos os nossos dias.

No espelho dá para ver ele corroer e deixar feridas, pois o tempo não cura tudo, apenas registra as batalhas que perdemos.

O tempo cura, mas só depois de exigir a sua paciência bruta e a sua reconstrução ativa e dolorosa.

O tempo não volta, mas a lição que ele nos deu pode ser aplicada com juros de sabedoria a cada novo despertar.

O tempo é o único mentor implacável que não mente e não negocia a velocidade da lição.

O tempo não apaga a memória, mas ensina a conviver com a ausência sem perder a urgência do presente.

Há uma melodia nas coisas que se quebram, um som de fim de mundo que ecoa por dentro muito tempo depois do estrago físico. Eu coleciono esses estilhaços e tento montar um mosaico onde a beleza não venha da perfeição, mas da forma como a luz atravessa as rachaduras.

O tempo não cura, ele apenas anestesia a ferida até que ela se torne uma cicatriz rígida, que dói sempre que o tempo muda ou que a alma esfria. Não acredite em quem diz que o tempo resolve tudo, o tempo apenas acumula poeira sobre o que não tivemos coragem de limpar.

A felicidade é um visitante que nunca traz malas, fica apenas o tempo de um café e sai sem se despedir, deixando apenas a louça suja da saudade. Já a tristeza é aquela visita que chega com caminhão de mudança e decide que o sofá agora é o seu lugar permanente.

O tempo é um ladrão que nos rouba a juventude, a saúde e os amigos, mas que, ironicamente, nos deixa a sabedoria de que nada disso nos pertencia de fato. Somos apenas guardiões temporários de tesouros que a terra acabará por reclamar para si no final da jornada.

​Minha mente é um calabouço, frio, escuro e esquecido. Aqui dentro, o tempo é relativo, um nó entre o passado e o presente. Tudo é confuso, há mais perguntas que respostas. Não sei quanto tempo faz, nem se a liberdade é uma promessa real. Enquanto o fim não vem, vou aceitando esse estado de sobrevivência.

Trabalhe, pois mente ocupada não sente inveja, não perde tempo e não sente falta de nada, tampouco de ninguém.
Trabalhe, estude e foque na sua vida e nos seus objetivos.

É claro que o tempo é o meu guardião e as horas minha bussola. Só que nada tem importância se eu não estiver alinhada a tudo.

Com o tempo, percebemos que muitas coisas ficaram para trás. O que antes parecia importante hoje se torna insignificante, enquanto as pequenas coisas passam a ser essenciais.