37 poemas sobre o tempo para pensar na passagem dos dias

"No pulso do tempo, o relógio guarda um segredo: cada segundo que ele entrega é um pedaço de nós que não volta mais."

“Meu guarda-roupa não guarda roupas, guarda identidades que ficaram penduradas no tempo; hoje eu visto roupas novas, mas só as que não me puxam de volta para a dor que um dia me ensinou a sobreviver.”

“Os falsos profetas deste tempo não negam Deus — eles O usam. Fariseus do tempo moderno, vestem santidade como figurino, citam a Palavra para se blindar e chamam de fé aquilo que na verdade é controle. Não conduzem almas, administram plateias; não servem ao Reino, servem ao próprio ego. O nome de Deus está na boca, mas o coração já escolheu o lucro.”

“O agasalho esquecido ainda guarda a forma… aquecendo um tempo que não existe mais.”

Aproveitadas sejam as novas fases da vida, bem vividas sejam cada história. Que cada tempo, cada fase, cada pessoa possa nos dar e nos ensinar o melhor, e que com gratidão possamos também ser o nosso melhor.

Somos observados todo o tempo, sejamos mais exemplos positivos... Que a nossa pior versão nunca seja a nossa maior marca.

A passagem do livro de Eclesiástico, capítulo 3, nos ensina sobre a importância do tempo, ressaltando que há um momento oportuno para plantar e um momento adequado para colher. Contudo, a colheita que aguardamos está intrinsicamente ligada ao que temos semeado ao longo de nossas vidas. Muitas vezes, dedicamos anos almejando a felicidade, enquanto semeamos sentimentos negativos como ódio, intriga e inveja, mas desejamos colher amor. Portanto, reflita: que tipo de semeadura você tem realizado ao longo dos seus dias?

Quando achar que o tempo de Deus está demorando, lembre-se que este é o seu tempo, pois o tempo de Deus é perfeito!

É tempo de vomitar o pão que o diabo amassou e comer do maná que Deus derramou!

É impossível recuperar o tempo perdido, mas é possível valorizar o novo tempo permitido.

Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.

A segunda-feira nos lembra que o tempo não espera: cada manhã é um convite a reconstruir o que fomos e a aproximar o que ainda sonhamos ser.

Em um floresta de carvalhos, com seus troncos velhos pelo tempo e retorcidos, por terem sofrido o bastante, esse é um lugar que não me sinto tão diferente assim.

O tempo é um paradoxo quântico, para mim, não faz sentido, pois nossa existência é moldada por instantes que já se foram e por futuros que ainda não nasceram. Vivemos no fio tênue do agora, mas carregamos em nós as marcas de tudo que foi e a ansiedade de tudo que poderá vir. O presente é apenas um fragmento entre duas eternidades invisíveis.

Somos tolos em nossa própria ilusão, atribuindo valor ao que se desfaz com o tempo, dinheiro, status, títulos. Olhamos com arrogância para aqueles que sustentam silenciosamente a vida em sociedade, os que limpam, os que recolhem, os que tornam possível o nosso cotidiano, como se a dignidade fosse privilégio e não essência. No fundo, seguimos apenas rótulos impostos por uma sociedade adoecida, sem perceber que a verdadeira grandeza não está no que se ostenta, mas no que se é.

Há beleza na carne que cicatriza, florescer sangrento, obra-prima talhada por dor e tempo.

Não há estrada que volte, nem pegada que se refaça. O tempo não devolve nada,
ele apenas arranca.

O passado é um cadáver intocado pelo tempo; regressar a ele é deitar-se na podridão, aspirar a decomposição de ossos que jamais voltarão à vida. Ainda assim, minha mente enferma cava covas dentro de mim, arrancando memórias que nem sempre são minhas, mas que me invadem como larvas famintas. Eu as vivo em carne exposta, como se fossem chagas abertas, sangrando uma dor que não me pertence, mas que me consome como se fosse a única verdade que restou.

No breve tempo que me ausentei, ao regressar, percebi que já não era o mesmo. Os sentimentos haviam se esvaído como água entre as mãos, e em meu peito apenas o silêncio se aninhava. Aquele eu que um dia partira, morreu no exílio do tempo e jamais retornaria. Em seu lugar, restou apenas uma sombra errante, um eco de mim mesmo, condenado a habitar a casa, mas nunca mais a pertencer a ela.

A jornada foi escola de paciência, sei esperar o tempo que o fruto precisa, colho com mãos firmes.