Poemas sobre o Ser Humano
A Dupla Natureza do Ser Humano
Possuímos uma natureza dual: a divina e a diabólica.
Em nós, coabitam o amor e o ódio, a pureza e a contaminação, a bondade e a maldade, o egoísmo e o altruísmo. Somos, simultaneamente, a vida e a morte, a construção e a destruição.
Há quem permita que um desses lados aflore mais do que o outro. Contudo, torna-te o que és: imagem e semelhança do teu Criador.
É….. ser humano é esse paradoxo ambulante.
Aquilo que nos eleva também nos atravessa. O amor dá sentido, mas cobra o preço da perda; o apego aquece, mas queima; a esperança sustenta, mas também cansa. Parece que tudo o que torna a vida mais viva é, ao mesmo tempo, o que a torna mais difícil de suportar.
Talvez o problema não seja sentir demais, mas sentir sabendo que nada é permanente. Ainda assim, a gente insiste porque, no fundo, uma vida sem amor dói menos….. mas também significa menos. E entre a dor vazia e a dor cheia de sentido, quase sempre escolhemos a segunda.
O que temos à direita?
A formação clássica e obrigatória do ser humano nunca esteve tão exposta como nos últimos anos. Mesmo que, por tradição histórica entre pais e filhos, ou melhor, pela escolarização formal, percebemos discursos de direita sem fundamentação histórica.
Um idealismo imposto, alimentado pela condução do outro. Outro que acumula bens enquanto defende corruptos e marginalizados.
É lamentável ver pessoas sem aprofundamento intelectual submeterem-se a defender aqueles que estão no topo do lucro, apenas por discursarem de forma bonita, mas sem argumentos lógicos e fundamentados.
É preocupante notar a ignorância e a persistência em não compreender que, mesmo servindo a uma espécie de escravidão doutrinária, muitos dependem das políticas públicas associadas à esquerda.
Buscam e cobram seus direitos, mas acabam por cuspir no prato do qual se alimentam.
“A perfeição absoluta de Deus é demonstrada na criação do ser humano, na simetria matemática da natureza e nas leis físicas do universo.”
— Salomão Alves de Lima
Entre um ser humano egoísta e um indivíduo narcisista, atentem- se ao segundo. Aquele que não elogia a outrem, sem se autoelogiar, seguramente é narcisista. Pois apresenta um senso de superioridade e uma necessidade compulsiva de admiração e validação externa. Faz uso da manipulação, para estar no centro das atenções, e manter a imagem de grandeza.
231025 J E. TEIXEIRA
O estímulo externo ao ser humano é salutar. No entanto nada eleva a sua coragem, senão a sua fé e a sua autoestima.
060825
Paradoxo: extrema fragilidade versos grandeza.
O que doutrora tornava o ser humano mais forte, que os outros seres da natureza ou universo, metamorfou- se e agora transformou- os nos mais frágeis. A capacidade de pensar desvirtuou- se. aquele( pensamento )que os protegia de serem esmagados findou- se, e agora fomenta a própria destruição.
080626
No que tange ao ser humano, a capacidade de pensar, é veementemente o grande diferencial. Contudo, é a ferrugem que corrói a si mesmo!
080626
A maior tragédia do ser humano não é ser manipulado; é ser manipulado e ainda defender o manipulador. O sistema descobriu que não precisa acorrentar pessoas quando pode entretê-las, distraí-las e convencê-las de que suas prisões são escolhas. Criou-se uma multidão de consumidores de ideias prontas, compradores de verdades embaladas e repetidores de pensamentos que nunca tiveram coragem de investigar.
Muitos não possuem opinião; possuem uma programação. Não formaram convicções; apenas absorveram condicionamentos. Não pensam sobre aquilo que acreditam; acreditam porque foram ensinados a não pensar.
A mente preguiçosa é o território mais fértil para qualquer manipulação. Quem não desenvolve consciência vira depósito de narrativas, vitrine de desejos fabricados e porta-voz de interesses que nem conhece.
O maior triunfo da manipulação não é calar uma voz; é criar uma voz que repete exatamente aquilo que deveria questionar.
Uma sociedade que abandona o pensamento crítico não precisa de censores: ela mesma se vigia, se limita e se condena a repetir. O ser humano que não conquista a própria mente passa a vida inteira defendendo ideias que invadiram sua cabeça sem pedir permissão.
“Tempo é vida”
O maior equívoco do ser humano é administrar o dinheiro como se fosse escasso e desperdiçar o tempo como se fosse infinito.
Tempo não é relógio. Tempo é vida. E a vida possui uma característica implacável: ninguém sabe quanto ainda lhe resta.
Planejamos os próximos anos, os próximos negócios, as próximas férias e a próxima conquista, enquanto ignoramos a única pergunta que jamais conseguiremos responder: quantos “próximos” ainda existem para nós?
O tempo é o único patrimônio distribuído de forma desigual sem que ninguém conheça o próprio saldo. Há quem possua décadas e parta amanhã; há quem tenha apenas um dia e transforme uma geração. A diferença nunca esteve na quantidade de tempo, mas na consciência com que ele foi vivido.
O homem moderno vende a própria vida em parcelas para comprar coisas que jamais conseguirão comprar de volta um único segundo daquilo que vendeu. Trabalha para ganhar dinheiro, perde tempo para ganhar dinheiro e, depois, gasta dinheiro tentando recuperar o tempo que perdeu. A conta nunca fecha, porque tempo não se negocia; apenas se consome.
A maior pobreza não é morrer sem dinheiro. É morrer sem ter vivido. É descobrir, tarde demais, que sobrevivemos aos dias, mas não habitamos nenhum deles.
Toda distração custa tempo. Todo tempo perdido custa vida. E toda vida desperdiçada cobra um preço que nem todo o dinheiro do mundo consegue pagar.
Talvez a pergunta mais importante da existência não seja “Quanto tempo eu tenho?”, porque essa resposta ninguém possui. A pergunta que realmente importa é: “O que estou fazendo com o tempo que ainda pode ser o último?”
No fim, a vida nunca será medida pelos anos que acumulamos, mas pela consciência com que ocupamos cada instante. Porque quem desperdiça tempo não está apenas perdendo horas; está gastando, sem perceber, a única riqueza que jamais poderá ser recuperada.
Carlos Eduardo Balcarse
Amar no meio da peste e do caos é o gesto mais aristocrático que um ser humano pode realizar, pois exige a doação total sem a garantia de qualquer colheita futura. É o compromisso de cuidar da fragilidade do outro como se fosse o último tesouro de uma civilização que está prestes a desaparecer sob as águas do esquecimento. Que o afeto seja o diapasão que nos mantém afinados com o que é humano, impedindo que o gelo da indiferença técnica congele as fontes da nossa compaixão.
- Tiago Scheimann
O ser humano não conheceu Deus pela própria razão. Então Deus decidiu salvar os que creem pela pregação do evangelho.
📖 1 Coríntios 1:21
A maior batalha do ser humano não é contra o mundo, mas contra os conflitos que carrega dentro de si. Quando aprendemos a compreender nossas dores, deixamos de ser prisioneiros delas e começamos a viver com mais liberdade.
-Jouberth Toffoli
"Não há um ser humano livre sem antes haver conquistado sua liberdade quando estava preso."
—By Coelhinha
Acho que a fé é o instrumento mais potente que o ser humano pode ter e usar a seu favor. Ela quem cria o movimento de condução da vida.
Fé em quê?
Ué, em tudo. Depende do que você escolheu acreditar.
A minha é tão grande, que está até no que ainda desconheço. Tem coisa demais pra desvendar enquanto caminho.
Ignorante que sou, não ouso afirmar que exista uma só coisa, figura ou entidade espiritual que você deva acreditar. Ou não acreditar.
Eu acho a fé bonita. Só!
Parece pouco mas é coisa pra caramba.
Me faz acreditar, mas não impô-la a ninguém.
E acho uma pena ela ser usada como moeda por tantos que se denominam líderes.
Imagine se eu, dentro da minha ignorância, vou dizer à dona Maria que as novenas que ela faz não levam a lugar algum. Ao João, que acredita apenas em si mesmo e na ciência, que ele está equivocado nessa busca incessante por evidências. Ou à Ana, que esses rituais cheios de axé no terreiro que ela frequenta é coisa do "mal".
Vou nada! Acordo, respiro, confiro se minha fé está comigo e vou cuidar do meu dia.
E, claro, cuido para que ela se mantenha acesa. Porque quando ela se apaga - e já esteve apagada - a vida fica ainda mais dura.
Acho brega se meter na fé alheia. Se a gente se organizar direitinho, cabe todo mundo numa mesa só.
A maior prisão do ser humano não são correntes de ferro, mas as correntes invisíveis da ignorância, do medo e do ego. A maioria vive condicionada a defender apenas os próprios interesses, acreditando que acumular, competir e controlar é o caminho para a realização. Poucos realmente se preocupam em estender a mão sem esperar algo em troca.
Vivemos cercados por pessoas que repetem padrões, alimentam conveniências e permanecem presas aos mesmos ciclos. Quando surge a oportunidade de romper com o conhecido, muitos preferem voltar à própria caverna, onde as ilusões parecem mais confortáveis do que a responsabilidade de despertar.
A luz simboliza o conhecimento que rompe a escuridão da ignorância. Essa perspectiva entende que a libertação começa quando o indivíduo questiona as estruturas que o aprisionam, abandona a submissão ao pensamento automático e assume a responsabilidade pela própria consciência. Não se trata de esperar um salvador, mas de tornar-se autor da própria transformação.
Quebrar os círculos viciosos exige coragem. Exige abandonar relações baseadas apenas em interesse, romper crenças limitantes, deixar para trás o medo da mudança e recusar a repetição inconsciente dos mesmos erros. A verdadeira liberdade nasce quando ninguém mais controla sua mente, suas escolhas ou seu propósito.
Encontrar pessoas que caminhem ao seu lado por lealdade, verdade e compromisso é raro. Por isso, antes de buscar apoio no mundo, fortaleça a própria consciência. Quem desperta deixa de ser conduzido pelas correntes da massa e passa a trilhar um caminho próprio, guiado pelo discernimento, pela responsabilidade e pela busca contínua do conhecimento.
A libertação não acontece quando o mundo muda. Ela acontece quando você rompe as amarras que o mantinham preso ao mesmo ciclo e escolhe, conscientemente, viver além das ilusões.
"Uma boa música é um "recurso" para a tristeza do ser humano!"
Otávio ABernardes
Goiânia, 6 de abril de 2026.
