Poemas sobre o Ser Humano

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A dignidade é aquilo que permanece no ser humano depois que todas as suas culpas foram reconhecidas.

O juiz decide casos, mas cada decisão também revela uma concepção de ser humano.

O ser humano não deveria ser meio para o lucro, para a política, para a burocracia ou para a tecnologia.

A melhor justiça não é aquela que conhece menos o ser humano, mas aquela que o conhece suficientemente para julgá-lo com cautela.

Quanto mais conhecemos o ser humano, menos razoável parece construir instituições baseadas na suposição de que todos serão virtuosos.

Dividir o poder é reconhecer que nenhum ser humano deveria confiar excessivamente em seu próprio poder.

O ser humano não é apenas produto do ambiente: também transforma o ambiente em que vive.

Punir o erro sem compreender o ser humano é corrigir a consequência e ignorar a causa.

A reinserção social é a aposta jurídica de que o ser humano não está condenado a repetir eternamente seus próprios erros.

O ser humano nasce livre, mas frequentemente encontra sociedades dispostas a transformar liberdade em obediência.

O ser humano pode formular perguntas que sua própria razão talvez jamais consiga responder definitivamente.

O ser humano deve ser tratado como finalidade, nunca reduzido a simples instrumento de outro.

O que significa ser humano quando podemos criar máquinas que imitam aspectos da consciência humana?

qual é o lugar jurídico e filosófico do ser humano em um universo que não necessariamente possui significado?

A consciência é o território onde o ser humano descobre que também pode ser estrangeiro de si mesmo.

“Onde o poder transforma o ser humano em instrumento, o Direito deixa de ser apenas norma e passa a ser o último território da dignidade contra a arbitrariedade.”

A dignidade começa quando o ser humano deixa de aceitar que qualquer pessoa possa ser reduzida à condição de instrumento.

O ser humano é paradoxal: carrega dentro de si a vocação para o infinito e, ao mesmo tempo, os limites de uma criatura finita.

O ser humano deseja certeza porque a incerteza é psicologicamente desconfortável; mas o universo não tem obrigação de adaptar sua verdade às nossas necessidades emocionais.

A angústia é a vertigem que a liberdade provoca quando o ser humano percebe que, diante do abismo das possibilidades, ninguém pode escolher em seu lugar.