Poemas sobre Mim
Dia 19 -Que criação posso iniciar hoje para dizer ao mundo quem sou?
- Eu crio com coragem a forma que desejo.
- Criar traduz o íntimo em gesto público.
- A criação nasce do encontro entre mãos e sonhos.
- Criar dá nome e caminho.
- Criar organiza o mundo e o ofício.
- A produção diária transforma sonho em legado.
- A criação fala por mim e cria encontros.
Dia 28 - Como o ritual cotidiano afirma quem eu sou?
- O ritual organiza a vida interior.
- A repetição fortalece a identidade.
- O gesto diário cria significado.
- A prática constante sustenta o caminho.
- O hábito molda o caráter.
- A constância constrói profundidade.
- A vida ganha forma no ritmo dos rituais.
Fiz um balanço da minha vida e tenho três certezas. Se hoje eu sou quem sou, são graças a essas três elementos:
1°- Deus.
2°- Família
3°- Exército Brasileiro.
A única coisa que entrou e saiu comigo, do Exército, foi o cristianismo. As demais coisas eu moldei lá dentro.
Durante a noite enquando dormes,
Não sei se sou eu quem habita em seus
Sonhos, mas que seja as minhas
orações feitas a Deus, que venham
zelar pelo o seu sono.
Talvez não seja eu, a quem seus olhos
Anseiam ver ao amanhecer da alvorada;
Deitado ao seu lado, com o meu
braço debaixo da sua cabeça,
Mas que seja então, o meu beijo,
Levado pela brisa da manhã,
A tocar a sua pele de pessêgo,
Para que você venha se sentir amada.
Pode não ser a minha voz a
Sussurrar em seus ouvidos,
Mas que sejam as minhas palavras,
Mesmo em silêncio, levar o seu
Coração, voltar a acreditar
Outra vez no amor.
Não sou mais quem eu era;
quem eu gostaria de ser,
Esse, te me , se esqueceu;
quem hoje sou, não o conheço;
Quem eu estou me tornando,
Me dará orgulho a quem eu era?
Pois quem eu era, não tem
Nenhuma semelhança com
O meu eu, que me tornei,
E agora em meus pensamentos
Me pergunto: Quem sou eu?
Quem sou eu?
Quem sou eu para julgar o jeito que você vê a vida? Quem sou eu? Cada um enxerga a partir de suas alegrias, mas também de suas próprias feridas. Quem sou eu para julgar o que é certo ou errado para você? Eu não tenho esse direito. Mas também, quem é você para me julgar? Quem é você para tentar me impor o que você acha certo? Cada um tem um caminho. O meu não precisa ser igual ao seu.
Nildinha Freitas
Poeta Potiguar
Pai!
Tua força e teu exemplo
Me fez ser quem eu sou
Mesmo não tendo diploma
Mesmo não sendo doutor
Teu ensino
Tem a sabedoria
De um sábio professor
Me ensinou a ser gente
Andar de cabeça erguida
E não pegar no que é alheio
Pai,
Teu exemplo
Não é legado passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Eu vou contar
Para o mundo inteiro
A grandeza do teu amor
Dizem que herói
Só vê em filme
Eu insisto
E repito:
Que meu Pai é meu herói favorito
Que ser pai é ser divino
Pode até não ser um herói de filme,
Mas até Deus quis ser Pai.
Fui desafiado a ser eu mesmo. Me pediram autenticidade.
Mas quem sou eu?
Como negar as origens das minhas dores?
Como isolar meus sentimentos das pessoas das relações interpessoais?
Só sou eu por causa do outro.
"Você chegou como quem diz: eu sou promotora de eventos, permita-me organizar o festival da sua felicidade!"
Obedes Lobadias
Não vou te provar quem és,
mas jamais me peça que eu escolha
entre o que sou
e o que você espera que eu seja.
Cada qual vive a sua realidade,
buscando a própria verdade.
Eu fui feita para o mundo,
você, para ser quem almeja se tornar.
Cada um com suas escolhas,
seus motivos,
sem padrões impostos.
Idealizações não são iguais
— e acreditar que todos chegam ao mesmo lugar no fim
é um mito perigoso.
Vamos exatamente
para onde nossas escolhas nos levam.
Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
Já não sou quem eu era,
e o que fui não me define.
Sou o eco das escolhas feitas,
e também das que deixei partir.
Carrego no presente
as marcas do passado,
não como peso,
mas como aprendizado.
Quem me tornei nasceu
das quedas que enfrentei,
das dores que entendi
que não precisavam ficar.
Mudanças não chegam como fim,
elas vestem a alma de coragem.
São portas que se abrem
quando o coração decide recomeçar.
E assim sigo,
não negando quem fui,
mas honrando cada passo
que me trouxe até aqui.
O ARQUITETO
Não Sou Eu
Quem Projeta Sua Obra
Minhas linhas, meus traços
Foi a inspiração que,
Grande Arquiteto do Universo enviou.
Para sua Vida
Para seu bem estar
Para o bem estar de sua família.
"Arquiteto Não Faz, Nasce Pronto"
O Arquiteto
Não sou eu
quem projeta esta obra.
Minhas linhas e meus traços
são frutos da inspiração
que o Grande Arquiteto do Universo enviou.
Traçados para a sua vida,
moldados para o seu bem-estar
e para o aconchego da sua família.
"Arquiteto não se faz, nasce pronto."
Eu
Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.
Pra não esquecer quem eu sou,
eu marquei na pele.
Três vezes.
Duas.. memória viva.
Coisas que eu criei,
vivi,
fui.
Pra nunca mais duvidar
da minha própria história.
A terceira é guerra.
Um símbolo marajoara,
tribal,
cravado no dedo..
porque pra mim,
dedo é rota.
Caminho.
Direção.
Escolha.
E agora eu sei,
sem hesitar:
pra onde eu não volto.
