Poemas sobre Frio
NO INVERNO DA ALMA, O COBERTOR DA CARIDADE.
Há um frio que não pertence às estações.
Ele nasce quando o tempo se inclina sobre os ombros
e deposita ali a poeira das décadas.
Não é o vento que corta.
É a memória que sopra.
Sou como uma catedral antiga esquecida na névoa,
colunas erguidas pela esperança,
vitrais rachados pelo silêncio.
O eco que habita meu interior
não é o da multidão,
mas o da própria consciência
que se interroga diante do abismo.
Envelhecer é assistir à própria sombra alongar-se
sobre o chão das perdas.
É aprender que a carne se cansa,
mas o espírito insiste em vigiar.
É carregar no peito uma biblioteca de dias
que ninguém mais consulta.
E, contudo, há um pensamento
que me cobre.
Quando penso em ti,
não como figura distante,
mas como símbolo de ternura concebida,
sinto um calor austero,
uma chama discreta
que não consome,
apenas preserva.
Tu te tornas o cobertor da caridade
não porque salves o inverno,
mas porque o atravessas comigo
na imaginação que ainda respira.
A caridade mais alta não é a esmola do gesto.
É a permanência da presença
mesmo quando o mundo se ausenta.
É a capacidade de aquecer outro
com a simples recordação do que poderia ser belo.
Meu frio não é revolta.
É lucidez.
É o entendimento de que tudo passa,
exceto aquilo que se gravou
na camada mais funda do ser.
Se sou velho,
sou também arquivo.
Se sou fraco,
sou ainda sensível ao toque invisível
do pensamento que conforta.
E assim permaneço,
no inverno que me constitui,
envolto na ideia de ti
como quem segura a última brasa
numa noite interminável.
Porque há pensamentos
que não salvam o mundo,
mas impedem que o mundo nos apague.
E enquanto houver esse lume silencioso
ardendo na penumbra da consciência,
nem o frio mais severo
será capaz de extinguir
a dignidade de sentir.
Dizem por aí que os escritores têm sangue frio.
Não, não é bem assim!
A gente apenas entende que alguns personagens precisam sair, para que outros possam entrar. E às vezes, também tem aqueles que precisam morrer, definitivamente, em nossa história.
Amigo Nescau: Energia que dá gosto
Amigo BomBril: Mil e uma utilidades.
Amigo Ponto Frio: O bonzão(o maldito!).
Amigo Casas Bahia: Dedicação total a você.
Amigo Toddinho: Companheiro de Aventuras.
Amigo Tenaz: Só descole se for capaz!
Amigo Sprite: Imagem não é nada.
Amigo Redbull: Te dá asas.
Amigo Brahma: O número 1.
Amigo Nike: Just do it.
Amigo Telefônica Celular: A sua melhor companhia.
Amigo Free: Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum.
Amigo Close-up: Fale de perto.
Amigo Avanço: Você usa, elas avançam.
Amigo Maisena: Você mexe e ele engrossa.
Amigo Engov: Te dá um trato na bebedeira.
Amigo Telescópio: Te faz ver estrelas
Amigo Pilha: Te deixa ligadão.
Amigo Cavalo: Dispensa comentários.
Amigo Volkswagen: Você conhece, você confia.
Soneto à tua volta
Voltaste, meu amor... enfim voltaste!
Como fez frio aqui sem teu carinho....
A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho.
Obrigado... Eu vivia tão sozinho...
Que infinita alegria, e que contraste!
-Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho!
Voltaste... E dou-te logo este poema
simples e humilde repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida...
Mil poetas outras voltas celebraram,
mas, que importa? – se tantas já voltaram
só tu voltaste para a minha vida...
(Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)
Um dia frio
Um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você,
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você,
E tudo me divide
Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo,
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza
Dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia,
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você.
E tudo nascerá mais belo,
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris.
A parte mais triste de ser decepcionado é quando o próprio coração decide se tornar frio, e isso não é opcional. Quando você percebe, já não confia em mais ninguém, já não sente mais nada, é como se tivessem injetado metal nas veias e a dor tenha sido tão intensa que os demais sentimentos se tornaram insignificantes.
Um coração frio também chora e sente, mesmo que em sua solidão singular, a frieza é só arma de defesa.
O gelo é frio, tão frio quanto o coração de uma pessoa que deixou de acreditar na vida, nas pessoas, no amor, na esperança, nos dias que virão. O fogo é quente, tão quente quanto o coração daqueles que passaram a acreditar, não apenas no que foi dito antes, mas que tudo irá melhorar.
Um coração quente, quando é ferido, se torna frio como gelo e mais resistente que titânio. Ele perde a capacidade do amor, mas ganha a força e compreensão necessária para viver neste mundo. O fato é que, quando não existe o coração para falar mais alto, só nos resta a consciência.
Frio? Calculista? Não! Apenas analiso bem as situações antes de tomar uma atitude precipitada, agindo com sentimentalismo. Sou racional, impulsiono meus atos sob o controle da mente, não do coração; mas isto não quer dizer que eu não tenha sentimentos.
Gosto do outono porque ele é frio suficiente para refrescar o calor...
E é quente o suficiente para aquecer o frio!
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas é frio e implacável!
Primeiro eles pisam bastante em você e depois vem perguntar o porque você mudou e ficou mais frio. Percebeu?
Era frio. Não sei dizer se fazia mais frio do lado de fora da minha blusa ou dentro do
meu coração. Provavelmente competiam.
Sabe os quilômetros que nos separam, as estradas, os rios, os mares, o frio, o calor, as dificuldades, o medo, sabe isso tudo? Não é nada perto do que o seu sorriso me causará quando nos encontrarmos.
Acredite, não sou frio. Apenas cansei de esbanjar sentimentos por aí, e, acredite, você também vai cansar...
