Poemas sobre Filhos que vão Nascer
Em época de paz, os filhos enterram os pais, enquanto em época de guerra são os pais que enterram os filhos.
Os filhos são educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornarão em pais.
Em princípio, não há nada que as mães desejem mais para os filhos do que vê-los casados, mas nunca aprovam as mulheres que eles escolhem.
Na verdade, poucos filhos são semelhantes ao pai; / a maioria é inferior, poucos são melhores que ele.
Meus filhos discordavam de mim toda hora, graças a Deus! Eu não punha objeções nenhumas a que fossem desobedientes. Os pais deviam lembrar-se de que, além de serem pais, são também o osso em que o cachorrinho pode afiar os dentes.
Casar, ter filhos, é jogar atrevidamente na sorte, na qual tão raramente os bilhetes nos saem premiados.
Aquele que tem mulher e filhos entregou reféns ao destino; é que eles são um obstáculo aos grandes empreendimentos, quer sejam virtuosos ou mal formados.
Cada criança ao nascer nos traz a mensagem de que Deus não perdeu as esperanças nos homens.
Não temo a morte. Já estive morto por bilhões e bilhões de anos, antes de nascer, e isso não me causou o menor incômodo.
Quem quiser nascer tem que destruir um mundo; destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de desvincular-se do meio excessivamente cômodo e seguro da infância para a conseqüente dolorosa busca da própria razão do existir: ser é ousar ser.
(Demian)
Porque os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer.
Ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos de egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra.
Acordo cedo e vejo o mar se espreguiçando; o sol acabou de nascer. Vou para a praia; é bom chegar a esta hora em que a areia que o mar lavou ainda está limpinha, sem marca de nenhum pé. A manhã está nítida no ar leve; dou um mergulho e essa água salgada me faz bem, limpa de todas as coisas da noite.
" Morrer pertence à vida, assim como nascer. Para andar, primeiro levantamos o pé e, depois, o baixamos ao chão (...) Algum dia saberemos que a morte não pode roubar nada do que nossa alma tiver conquistado, porque suas conquistas se identificam com a própria vida."
