Poemas sobre Ate breve Abraco
Eu era um viajante perdido no vácuo até que a gravidade do teu amor me encontrou. De repente, o mundo deixou de ser apenas mundo. Passou a ser órbita, estrela, distância e chama. Eu te dei o infinito, mas no caminho me perdi de mim. É estranho como algo tão vasto pode caber num nome, e como um nome pode ocupar todos os corredores da alma. Nosso amor parecia maior que a linguagem. Era como olhar o céu e acreditar que as constelações tinham aprendido a falar o nosso idioma.
A cada carta, eu tentava dizer o que não cabia no papel. A cada silêncio, eu sentia que ainda havia mais a dizer. E assim fui escrevendo, como quem acende uma lanterna dentro do universo.
DeBrunoParaCarla
Mas ninguém me contou
que até o mar mais bonito
esconde correnteza por baixo.
Minhas lágrimas vieram em silêncio…
igual onda de madrugada,
sem plateia, sem aviso…
só batendo, repetindo, cansando.
E eu segurei.
Segurei porque amar você
sempre falou mais alto do que qualquer dor.
DeBrunoParaCarla
Não gosto de amores curtos, baratos, inventados, fantasiados...
Amor prá mim é cair na chuva até encharcar-se!
☆Haredita Angel
Tragédias Urbanas
Meu querido Brasil,
até quando iremos pagar para ver
tragédias anunciadas?
Tudo parece precisar acontecer
para que providências sejam tomadas.
Dinheiro existe para tudo:
para desvios,
para salários excessivos de parlamentares
que decidem quanto irão ganhar,
para rachadinhas que enchem bolsos,
para pix sem destino.
Enquanto isso,
o povo vive à mercê de riscos
que poderiam ser evitados.
Nada se faz antes.
Primeiro precisa aparecer nas mídias,
mesmo sendo dinheiro do povo
que deveria ser investido em prevenção.
É preciso haver mortes
para que o Legislativo reaja.
Há dinheiro,
mas dizem que não há quem faça.
Sabiam dos riscos,
mas ninguém quis assumir.
E onde ficam as mortes?
Onde ficam os sentimentos?
Reduzidos apenas
ao pesar do presidente,
a promessas,
e a indenizações
que demoram anos para chegar.
Com o tempo, tudo vira rotina:
queda de barragens,
enchentes,
pontes caindo,
insegurança nas ruas,
200 tiros disparados contra inocentes,
aviões colocando vidas em risco,
incêndios em boates,
deslizamentos de morros,
violência sem controle.
Tragédias anunciadas
que continuam manchando
a aquarela do Brasil.
— Helaine Machado
(...) Cada dia que passa vou construindo
pontes, que me levam ate você. Vou me
refazendo e deixando acontecer. Busco
o melhor de mim, para ser o melhor para
você. Em cada pensamento uma lembrança,
não posso imaginar minha vida sem você.
Sem o aroma de sua pele, sem o brilho do
teu olhar. meu olhar é teu,quando o seu
encontra o meu. Não adianta querer desviar
do caminho. Pois tudo me leva a você. Não
me peça para te esquecer, já é tarde demais
Pois sempre vou te amar!!!
A vida pode ate ser difícil
o dia pode ate nascer nublado
o Sol pode ate demorar a nascer
mais será um dia lindo e perfeito
pois a vida é dádiva de Deus. È
hora de acordar a alegria, dizer
bom dia, e ser feliz.
Bom Dia!!!
Ela esta com aquele olhar.
Esta perdida em seus
pensamentos. Consigo ate
ver sua alma, pura e serena.
Uma lágrima acaricia seu rosto.
È a dor de uma saudade.
Ajustando as velas
Ajustando as velas
Desvestindo um santo para vestir outro
Apagando incêndios
É a vida
Sob todos os seus
Desalentos
Contratempos
E encantos
Distância
Naquele oceano navegava
navegava para bem distante
para esquecer tudo
para se aventurar
distanciar, e nunca mais voltar
Me perco no mar sem rumo
não quero mais voltar
estou decidido, não posso parar.
A imensidão desse mar
é uma fria eternidade
Sem som, sem voz
me distância de tudo
me distância das coisas
agora estou só
na imensidão do mar.
Vida, Vida Minha
Vida, vida minha,
Tu és dentro de mim,
Mas não és minha.
Como um rio que corre sem dono,
Tu és fluidez, movimento constante,
Desafiando limites, desdobrando horizontes.
Te sinto pulsar em cada batida do meu peito,
Em cada respiração que enche meus pulmões,
Em cada pensamento que molda minha mente.
Tu és mistério e maravilha,
Um presente a ser vivido,
Uma jornada a ser percorrida.
Embora não te possua,
Agradeço por cada instante contigo,
Por cada experiência que me faz crescer.
Vida, vida minha,
Tu és dentro de mim,
E eu sou teu eterno aprendiz.
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
Senti o cheiro do teu perfume vindo
da brechinha da minha porta,
mas era só mais uma vez
a danada da saudade
que vinha me visitar.
Queria eu que essa visita
fosse a do teu olhar
e dos teus lábios
vindo me dizer:
quero voltar.
Maria deu o Fruto doce à humanidade
e a lei do Senhor é uma grande bênção.
No lugar do fruto amargo que colhera Eva,
pelo Fruto de Maria toda humanidade se delicia.
A árvore da vida escondida no Paraíso,
dentro da Virgem Maria foi semeada
e dela nasceu, e sob sua sombra
a humanidade se sentou
e aos distantes
e aos próximos
seus frutos espalhou.
Aquele móvel velho, empoeirado, que apesar de tudo tinha um coração que batia, manteve-se ali deitado, perguntando para sua alma:
-Sossegue! Por que não morres logo? Por que me castiga me fazendo criar forças pra cair outra vez? Vá embora...
E assim manteve-se: tremia, doía, aguava, gemia...
Em meio a minhocas roxas e desenhos desbotados um coração novo em um móvel velho...
MADALENA
Não era em toda a sua completude,
a alma inexorável de uma mulher resistente
e vencida perante o tempo.
Caminhava com sua pequena bolsa de saudades por todos os lados,
com seus papéis de bombons, cartas pela metade e fotografias manchadas pelo tempo.
Seus pés pairavam entre o arrasto e o escorrego dos dias sem propósitos.
Mas um dia, caiu de cara na ladeira
e seus papéis voaram ao vento
as palavras ficaram sem eco no olhar de quem estendeu a mão
para amaciar o seu tombo implacável.
E aí raiou o sol na janela alugada de um cubículo colorido.
A porta abriu, e como um roteiro presumível
foi-se o olhar perdido com as sacolas vazias que o vento levava
“ Não poderei mais te entregar meu
coração florido, meus versos com
cheiro doce e gosto de bombom.
Não te darei meu olhar, enquanto
você admira minha beleza e passeia
com suas mãos em meus cabelos.
Não te darei minhas palavras de
consolo, nem meu colo para
aconchego. A saudade e as lágrimas
causam um aperto no coração,
sabe? Sinto falta de ouvir seu
coração pulsar, no nosso longo
abraço apertado. Tire essa saudade
de mim, tire as flores que você me
deu, as musicas e os momentos em
que tivemos; pois sei que meus
olhos não te fazem falta, mas teu
sorriso ainda me dá saudade.”
Sobre a saudade, Miriã Barros de
Azevedo. (via oxigenio-dapalavra)
Vosso amor, Senhor Jesus Cristo, é fonte de vida,
e uma alma não pode viver se dele não bebe
e não pode beber se não se chega à fonte,
isto é, a Vós que sois a fonte de todo o amor.
