Poemas sobre Alma
Perseguição é perseguição,
não importa a proporção,
Ela começa assassinando
a sua alma, os seus afetos
e até a sua reputação
para no final conseguir
a total eliminação
que pode ser em parte
ou de todo um povo,
A perseguição é um ciclo
que não se encerra
com a eliminação do perseguido,
a perseguição tem como regra
se voltar contra o perseguidor,
Não importa o tempo que demorar,
a perseguição que está a se praticar
onde quer que o perseguidor esteja
sempre estará com a passagem
marcada para o destino regressar.
Minh'alma atlântica
e inteiramente nua
rimando com Lua
capta de longe a sua
que se encontra longe
do Médio Vale do Itajaí,
sem estar comigo
remando no Itajaí-açu,
sem estar colado
dançando com a orquestra
do silêncio em Rodeio
e mesmo assim ainda
encontrando espaços
quando fecha os olhos
para te encontrar nos sonhos.
Não existe fui mais
importante que põe
a alma iluminada
do que o Sol que
nasce no Esequibo,
Sem esta consciência
coletiva todos podem
acabar no vazio da existencia.
Flores de Ibirapitangas
emprestam as suas pétalas
para embelezar a minh'alma
para esplender formosura
nesta noite que nos encontra
com o seu erotismo que nua
nos inunda é claro que tudo
de mim para ti se entrega e insinua.
Você ama apreciar
me vendo dançar
Ciranda Pantaneira,
O teu coração
me pertence
e a tua alma faceira
igualmente
Você me quer plenamente
para vivermos
de amor integralmente.
De corpo e alma
aquilo que resiste
inegável tem tudo
de Mata Atlântica,
Sobrevivendo
forte e romântica.
O cesto repleto
de Coco-Indaiá,
a inspiração aqui
comigo está,
Para fortalecer
e nada abater.
As folhas cobrem
os ideais que
conferem proteção
aquilo que importa
realmente ao coração.
Trazer o momento
mais marcante e infância
à tona para su'alma,
Com os pés descalços,
sem temer percalços
e com as mãos dadas
sob o céu de setembro
enquanto o Jacarandá de Minas
enfeita os nossos cabelos,
os mútuos enleios
e a primavera dos desejos.
Quem escreve poesia nasceu
com a alma pronta para ser
escândalo, para escandalizar-se
e sem dó de escandalizar,
Não faz muito tempo teve um ser
que para causar constrangimento,
e acabou virando divertimento
porque comparou a minha poesia
com carta de mulher de preso
na pueril tentativa
de me deixar envergonhada,
Na verdade, sem saber,
me fez sentir muito honrada;
porque o amor é livre,
e quem zombou é um grande nada.
Entre os abraços de calma,
sua alma de remanso
encontrará descanso
na ternura do meu amor,
onde a paixão e a sedução
vivem uma doce amizade
sem qualquer discrição.
Quem tem sede de justiça, tem fome de vingança.
Mas e quando a alma carrega no peito um amor que não sabe a quem não amar?
E quando nosso coração desafia loucamente a nossa capacidade de pensar, de enxergar o que nos cerca e de se preservar?
O Amor é cego, a justiça é cega, e a alma vive um desespero na busca pelo seu lugar de paz.
- Por quê eu não me basto? Por que preciso buscar em outro o que falta em mim?
Quantas das minhas aspirações eu não criei com as minhas próprias mãos? Quanto eu construí, e derrubei para construir novamente sozinha? Sem nenhum vislumbre de companhia? Pq não posso preencher meu próprio vazio? Por que me importa tanto ser amada? Por que fui eu amaldiçoada com tanto sentir sem poder gozar da paz de pertencer a algum lugar?
O véu que se rasga para a maioria na fase adulta se rasgou pra mim cedo demais. Me roubaram alguns anos e alguns entendimentos, em troca me deram uma mente dividida entre ascender e se esconder.
Talvez eu já saiba a resposta da questão que nem foi levantada.
Talvez o risco não possa ser do outro se o vôo for seu.
Talvez eu precise aprender a voar com o peso da solidão se eu não quiser arriscar o que eu amo.
A dificuldade de uma confiança,
oprime a felicidade,
agoniza nossa alma,
oprime nossas mentes,
nos submete a infelicidade.
O passado é o culpado,
as nossas inseguranças,
os nossos bloqueios.
Amar...
Nos liberta da culpa,
da desconfiança.
Mas, amar...
Nos trás riscos,
é como um oceano revoltado
se você se debater de mais, morrerá.
Mas se ter a calma, viverá.
Amar não mata,
mata quem se deixa morrer.
... e nessas
costumeiras intempéries
de alma, muito será remediado;
perdido,outras vezes... Exceto
aquilo que em muitos momentos
mostrou-se proveitoso,
insubstituível!
Rabiscos...
Quando escrevo meus rabiscos
sai da minh' alma uma vontade
de pintar as cores do amor.
É o que flui por entre as linhas
tão bem traçadas em uma folha em branco sem vós e sem vida.
São rascunhos das lembrança e momentos
resgatados do baú de um tempo passado,
que renasce cantando poesias e abraçando o coração.
___Eliani Borges.
Em uma alma absolutamente livre
De todos os pensamentos e emoções,
Nem mesmo o tigre encontra espaço
Para cravar suas garras afiadas.
A mesa brisa passa
Pelos pinheiros da montanha
E pelos carvalhos do vale;
Então, por que notas diferentes?
Nenhum pensamento, nenhuma reflexão,
Vazio perfeito.
Porém, algo se move ali,
Seguindo seu próprio curso.
Os olhos a veem,
Mas nenhuma mão pode alcançá-la
A lua no riacho.
Nuvem e névoa
São transformações entre o céu e a terra.
Acima delas, brilham eternamente o Sol e a Lua.
A vitória é para aquele
Que, mesmo antes do combate,
Não pensa em si mesmo,
Obedecendo à não mente da Grande Origem.
𝙰 𝙰𝚁𝚃𝙴 𝙳𝙴 𝚅𝙴𝚁𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁
A poesia nasce assim...
No instante em que a alma aflora livre.
Versos vão tecendo sonhos alados
Que como pássaros partem em revoada.
Uma estranha paz, um êxtase supremo...
E nos transportamos ao limiar do real!
Bendita a mão quer verseja...
Como bendito é o pranto que inspira...
Pois o poeta se alimenta deles!
Em sua arte de vasculhar o íntimo,
Compor desejos... Decifrar pecados...
Se um poeta chora solidões, saudades...
Seu pranto iluminado se transforma em versos.
E de sua alma ferida, brotam flores, luares, campos...
Descrições incautas... Narrações fantásticas.
Seu coração é todo inspiração e luz!
Na sua poesia ele desnuda a alma...
Reinventa o belo, consolida o mágico...
E vai destilando no papel seus sentimentos
Ousando sonhos nunca revelados!
E na suprema criação das mãos que escrevem
Os versos, estrofes, rimas...vão brotando assim...
Livres... Ditados pelo íntimo que se exprime
Se mostra na forma mais sublime e bela.
Se o poeta sofre, sofre em versos...
Se é feliz.... Transparece em estrofes...
Se sonha... Cria rimas...
Se morre... Ah! Se um poeta morre...
Apaga-se uma estrela, morre uma flor...
E seus poemas se perpetuam nas madrugadas chuvosas
Carregados de vida e forjados no fogo da paixão!
E vão cantando os amores que viveu.... Os amores que sonhou...
Os amantes que conheceu...
A natureza em seu fulgor.
E por toda a eternidade sua poesia permanece
Infinitamente bela.... Infinitamente nova
Enternecendo os corações sedentos de sonhos...
Com fome de sentimentos e exausto de solidão!!!!!
A Morte é um Diálogo entre
A Alma e o Pó.
Diz a Morte ‘Some” — A Alma “Só
Me cabe ser Crente” —
A Morte — sob a Terra — clama.
Vai-se a Alma
Deixando o seu — prova cabal —
Manto de Lama.
Tudo o que você diz é demais
As luzes sempre acendem na minha alma
E quando eu me perco na cidade
Você já sabe compreender
Que é só um tempo e não mais
Teria que chorar ou sair a matar
Te vi, te vi, te vi
Eu não procurava ninguém e te vi
Razão e paixão
Vossa alma é frequentemente
Um campo de batalha onde
Vossa razão e vosso juízo combatem
Vossa paixão e vosso apetite.
Eu desejo que a sua alma tenha a paz que o seu coração precisa... que a felicidade esteja brilhando nos seus sorrisos... e que a doçura da vida seja plena em todos os seus dias.
