Poemas sobre Alma
Sorrir com os olhos
É o sol emprestando seu brilho,
É a alma se deixando florir,
É a poesia pulando a janela,
É o mar que faz a tristeza partir.
É riso que dança o jardim,
Que faz carinho na alma,
Que enfeita o deserto,
Que transborda calma.
Sorrir com a boca é a vestimenta,
Mas com os olhos é a essência.
É o jeito da alma dizer:
A beleza não vem da aparência.
Autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 23/04/2025 às 16:00h
" TALVEZ "
Talvez haja um segredo em tudo isto
que nos conduz a alma pela vida!
Talvez uma magia concedida
sei lá no quê, pois nunca fez-se visto!
Vai ver, talvez, sequer tenha medida
nem forma, já que nunca foi previsto!
E penso que, talvez, tudo que alisto
nem perto chegue à lógica exigida.
Feitiço? Vai saber… Por natural,
não há explicação conceitual
pra tudo o que, sem causa, aqui se fez…
Diria que o amor seja o segredo
que traça nossas almas nesse enredo
até que o aprendamos, pois! Talvez!
Sim! Eu sou uma alma velha, cheia de cicatrizes que adquiri pelo caminho. E nessas experiências errantes, acumulei estórias e histórias, tragédias e glórias, e exibo com orgulho cada uma delas, pois, ou foram forjadas na dor ou no amor, e delas, formaram o homem que sou hoje: imperfeito, cheio de falhas, mas justo, capaz de reconhecer onde sou bom e onde preciso melhorar. A vida é um diamante bruto que requer lapidação do nascimento até o nosso último suspiro. E mesmo com todo o esforço, jamais seremos suficientemente bons, mas cabe a nós a obrigação de continuar esse trabalho dia após dia se quisermos manter o brilho.
Autor: José Luis de Lima Martins
24/04/2025 - 09:36 a.m
Soneto a Railene
Renova-se minh’alma em vosso vulto,
Ó luz formosa, olhar de doce alento,
Que, sendo simples, torna-se absoluto
E em mim derrama amor e encantamento.
Vossa morena tez, qual ouro oculto,
É chama que consome o pensamento;
Vosso corpo gentil, tão livre e culto,
É meu desejo e meu contentamento.
Se é vedado o amor que vos dedico,
Não há, porém, poder que o desfaleça,
Pois nele encontro o lume e o perigo.
Railene, vós sois minha fortaleza,
E ainda que me falte o bem mais rico,
Basta-me a vossa voz por natureza.
Tem dor que rasga a alma,
Faz a lágrima descer quente.
Tem dor que desnortea,
Te faz se sentir indigente.
Tem como tirar alegria da dor?
Pergunta pra o palhaço sonhador, Que no palco faz um espetáculo promissor Mesmo que seu coração esteja esmagado em dor.
Ele cumpre seu propósito ainda que com dor.
Quando o peso do mundo nos vergue a alma, lembra-te de que o desânimo não deve ser razão para renunciarmos à dádiva da vida. Traz à memória que carregas em ti a sagrada responsabilidade pelos que te são confiados, e que seria acto de egoísmo partir sem honra, traindo o amor que em ti depositaram — sobretudo aquele dos mais pequeninos, cujas almas puras ainda se moldam ao calor da tua presença.
Quando os obstáculos se tornarem muralhas, não enfrentes a batalha em vão; se necessário, retira-te do ruído dos homens, busca o silêncio no recanto mais íntimo da tua morada e vive em quietude, sem ferir a harmonia alheia, concentrando a tua luz nos poucos — e tão necessitados — corações que te amam e aguardam a seiva do teu afecto.
Lisboa, 26 de Abril de 2025
Crónicas da Vida
A solidão da generosidade
Em mares de bondade, navego sozinha
com o coração aberto mas a alma ferida
Minha generosidade
é um fogo que arde
intenso e imenso
mesmo quando a vida é tarde
Caminho entre sombras onde o egoísmo floresce
Muitos se aproveitam
e a dor não desaparece
Vejo rostos vazios, mãos que só querem ouro
E eu, que dou tanto, sinto o peso do aporo
Ingenua e inocente
de mim sempre ausente
Muitos se aproveitam dessa doçura
transformando meu sonho em amarga loucura
É difícil ser boa nesse mundo tão frio
As vezes me pergunto se esse é meu destino sombrio
se mereço esta senda
Quando o bem que faço parece só uma ofenda
O karma que anseio se esconde na bruma
Enquanto os que fazem mal dançam na espuma
Os bons ficam à margem, com restos de esperança
Enquanto a vida brinda quem não tem confiança
Mas em meio ao silêncio que corta como faca
a luz da minha alma nunca se destaca
É um dilema profundo
um eco no peito
Ser luz em um mundo onde o amor é desfeito
Mas sigo adiante, mesmo com dor na jornada
Pois sei que a bondade é uma chama sagrada
Um dia as estrelas vão alinhar seu compasso
e a justiça divina encontrará seu espaço
Enquanto isso respiro e sigo a canção
Com a bondade pulsando no meu coração
Silêncio Sagrado da Saudade
Nem SEMPRE a alma acompanha o ritmo das festas, mesmo quando há gratidão e alegria guardadas no coração. Hoje, meu passo é mais lento, o olhar mais profundo…
Recebi a notícia da partida repentina de uma amiga muito querida. E com ela, veio o silêncio.
Um silêncio que não é vazio — é sagrado.
Um silêncio que carrega memórias, orações, e aquele aperto no peito que só a saudade sabe causar.
É nesses momentos que percebo como a vida é frágil… como cada encontro é um presente divino, e cada despedida, uma entrega difícil aos cuidados de Deus.
Mesmo gostando de celebrar a vida e estar com boas companhias, hoje escolho a quietude.
Hoje, permito que o silêncio fale por mim.
Porque sei que Deus também habita o silêncio. Ele acolhe minha dor, acalma meu coração e, aos poucos, faz brotar consolo em forma de fé.
Sigo… com gratidão, mesmo em meio à ausência.
Porque sei que, em breve, a energia volta, o sorriso reaparece, e a vida — com toda sua beleza e mistério — floresce mais uma vez.
Para você que veio até aqui em busca de palavras de consolo,
E que esse “Silêncio Sagrado da Saudade” continue sendo espaço de consolo, fé e presença de Deus para você também.
Um abraço cheio de paz no seu coração.
Salmo 30:11-12
Tu trocaste o meu lamento em dança; desfizeste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu coração te cante e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para SEMPRE.
Com fé e gratidão,
Geórgia Palermo 💐
Amém!
Em meio à desilusão que feriu sua alma, ela encontrou refúgio no amor de Deus. Foi através do perdão que a cura começou, restaurando a esperança e a paz em seu coração. E, finalmente, ela encontrou a redenção, um novo começo, que lhe trouxe paz no seu viver.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
CHUVA
Numa tarde chuvosa,
Nasce o vazio que aflora.
O peito aperta,
A alma chora.
A vida perde a cor,
O sol deixou de brilhar.
A alegria da lugar a dor,
A tristeza toma conta do olhar.
Me pergunto o porque?
Me questiono o pra que?
Que sentido existe e sofrer?
O que eu fiz da vida para não ter prazer?
Onde esta a alegria?
Para onde foi a vida?
Não tenho respostas,
Não encontro solução.
Só me resta suportar,
Só me resta apreciar a solidão.
"As cores da bandeira brasileira não são meros adornos; elas carregam a alma de uma nação. O verde pulsa com as riquezas naturais, o amarelo brilha com o ouro de nossa terra, o azul abraça os céus infinitos, e o branco sonha com a paz. Quando o patriotismo enfraquece, essas cores perdem o brilho não por si mesmas, mas porque esquecemos o valor de nossa identidade coletiva, nossa história e a promessa que carregamos como povo."
Roberto Ikeda
“Jardins de Eternidade — Poemas que Semeiam a Alma”
Que o nosso semear jamais seja mero gesto,
mas um rito antigo — pulsação da terra em nossas mãos.
Cada grão, um sopro de esperança silente;
cada flor, um renascer entre corações humanos.
Rejeito a pressa dos que colhem sem olhar,
e o brilho ilusório das intenções vazias.
Que o amor nos chegue como vinho envelhecido —
maduro em desejo, profundo em suas vias.
Que as boas intenções nos alcancem,
como o mar à praia se oferece:
com a paciência dos séculos
e a brandura de um destino calmo.
Que te toquem, que me toquem,
como folhas que se curvam ao sol nascente.
A grandeza do ser não está na superfície polida,
mas no que vibra no íntimo —
nos silêncios que ninguém pressente,
nos amores que ninguém compreende,
na alma que se despe sem buscar ser compreendida.
Dispenso adornos, títulos, brilhos vãos.
O que é verdadeiro nasce puro,
sem disfarces, sem artifício —
como o rio entre pedras,
ou a luz que se insinua pelos galhos.
Simplicidade é coragem.
Verdade é chama que não se dobra à escuridão.
Clareza é dom dos que se revelam inteiros,
mesmo quando o mundo prefere a sombra da ilusão.
Quem planta com o coração abriga mundos.
Quem abriga com amor é jardim de eternidade.
E quem ama sem medida,
esse já colheu o que há de mais sagrado:
a alma do outro, livre e entregue — em liberdade.
" ESCURA "
Foi longa, de minh'alma, a noite escura
a caminhar sem rumo, no deserto,
sem ver um horizonte ali por perto
que desse-me, pra todo o mal, a cura!
De sombras, caminhei, todo coberto
sem mais sentir em mim calor, ternura,
e fui me adoecendo em desventura
sem mais saber o que era errado ou certo.
Tremenda escuridão… Noites sem fim…
Não via mais uma esperança, enfim!
Deixei-me amedrontar por tal engodo…
E, d’alma, a noite escura fez-me ver
que não havia nada o que temer…
Comigo estavas, Tu, o tempo todo!
O Colapso dos Muros da Alma: Uma Peregrinação ao Vazio
Quando os muros erguidos com o sangue da alma desmoronam, não há mais abrigo para os segredos entranhados na carne do ser.
Cada tijolo, moldado pelo sofrimento silencioso de anos, dissipa-se como fumaça ao vento, revelando a nudez crua de uma existência outrora protegida.
Exposto, o âmago do ser torna-se espetáculo: os olhares alheios, alguns compassivos, outros carregados de adagas morais, trespassam a dignidade,
transformando-a em teatro para a condenação ou a piedade.
A verdade, agora desvelada, escorre como um rio sem leito, arrastando consigo os segredos mais sombrios, aqueles que fermentaram nas sombras da alma.
Nesse palco de vulnerabilidade, o ser contempla o paradoxo da libertação:
a mesma verdade que o despoja de suas máscaras também o condena à solidão do julgamento alheio.
Resta-lhe, então, a quietude da inexistência, não como fuga, mas como ato último de soberania.
É o fim de um ciclo que começou na infância, quando o primeiro tijolo foi cimentado com lágrimas,
e o sofrimento tornou-se arquiteto involuntário.
A inexistência, aqui, não é derrota, mas epílogo de uma narrativa escrita em sangue e silêncio.
Bem-vinda, inexistência!!!
Não como abismo,
mas como repouso das perguntas não respondidas.
O ser, agora desintegrado, retorna à quietude primordial,
onde segredos e dores dissolvem-se no vazio que precede até mesmo a linguagem.
Seu sorriso é um convite,
e dá a mão para a minha alma.
Rodopia meu ser em leveza;
deixando pegadas no céu e
esvoaçam os meus cachos...
' PINTANDO NOSSA AQUARELA '
No amor, tu és a estrela que brilha
Que dentro de alma cintila
No âmago dos meus sonhos
És razão e fantasia
no jardim do meu coração
Mora uma grande paixão
Como as cores de um "arco-íris"
Onde floresce a flor mais bela
Assim como as flores de íris
Onde pinto todos os dias nosso amor,
Pintando nossa aquarela
Deixo minha declaração de amor
e na profundidade do explendor
és os dos versos que componho
a mais linda melodia
Meu sonho, razão fantasia
Minhas rimas, minhas poesias
Maria Francisca Leite
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Eles não te falaram?
O mundo pode ser cinza
Pode deixar um buraco
Tão grande na sua alma
Quanto na sua camisa
Sobre café e cigarros .
Com o Rock and roll ecoando na alma o aroma de café preenche o ar e a fumaça dos cigarros dança ao redor é na simplicidade destes momentos que a essência da liberdade e rebeldia alimenta meu espírito.
🌿 O Canto Verde do Universo 🌿
Nas veias da Terra pulsa a seiva,
mistério antigo, ciência e alma.
O botânico, com olhos de estrela,
lê folhas como quem lê salmos em calma.
Em cada broto há um segredo,
em cada flor, um código ancestral.
Da raiz ao céu se faz o enredo
de um universo verde e imortal.
Plantam-se vidas, colhem-se mundos,
em tecidos sutis de clorofila e luz.
O verde pensa, sente e responde,
onde o homem se cala, a planta traduz.
Guardião do tempo e do clima,
tradutor da dança das estações,
o botânico, entre o átomo e o abismo,
descobre curas e revelações.
E assim, nas folhas do silêncio,
escreve o destino da humanidade,
porque quem compreende as plantas,
compreende Deus — e a eternidade.
Jardim Fechado
Te procurei na madrugada,
Cidade vazia, alma apertada
Sonhei com tua voz no vento
E acordei com o peito em tormento
Teu cheiro ficou na camisa
Teu gosto ficou no meu copo
O tempo parou na lembrança
Do beijo que virou sufoco
Você é jardim fechado
Mas quando abriu, foi tempestade
Deixou perfume no meu corpo
E sumiu com a minha vontade
Cê é toda formosa, minha flor sem defeito
Entrou no meu peito, fez morada e partiu
Me deixou num pedaço, me levou por inteiro
Teu amor foi brasa viva, mas depois virou frio
Agora eu bebo lembrando do toque
Do vinho, do abraço, do cheiro na noite
Foi céu, foi pecado, foi bênção, foi sorte
Mas no fim você virou o silêncio da noite...
Teu corpo era poesia viva
E eu me perdi em cada rima
Tua pele, a estrada do sonho
Teu olhar, promessa que eu componho
Chamei o vento sul, pedi o norte
Pra soprar teu cheiro de volta
Mas só ficou essa saudade torta
E um coração pedindo resposta
Você era jardim fechado
Mas eu fui chuva que te abriu
Agora sou só a terra seca
Que implora pela flor que sumiu
Cê é toda formosa, minha flor sem defeito
Entrou no meu peito, fez morada e partiu
Me deixou num pedaço, me levou por inteiro
Teu amor foi brasa viva, mas depois virou frio
Agora eu bebo lembrando do toque
Do vinho, do abraço, do cheiro na noite
Foi céu, foi pecado, foi bênção, foi sorte
Mas no fim cê virou...
o silêncio da noite.
