Poemas sobre Alma
PRIMAVERA DA ALMA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a aurora borda a frágil ramaria,
Desperta o vale em cândida harmonia.
Cada flor, qual prece à luz do Criador,
Abre o cálice banhado de esplendor.
Vai cantando o regato entre os vergéis,
Como um coro de celestes menestréis.
E o perfume, em delicada mansidão,
Vai semeando esperança em cada chão.
Manso vento de boníssima feição,
Leva aromas em feliz peregrinação.
Beija o lírio, a roseira e o jasmineiro,
Como um pai afaga o filho por inteiro.
Toda ave faz do bosque um santuário,
Transformando cada ramo em relicário.
Seu gorjeio, doce hino matinal,
Ergue ao Céu um jubiloso madrigal.
Veste o campo sua túnica viçosa,
Toda folha se faz página formosa.
Cada broto rompe o barro em quieta luz,
Como a fé quando o sofrimento seduz.
Se o inverno conservava o coração,
Sob a cinza da calada solidão,
Vem alegria com sua bênção redentora,
Restituindo a esperança que aflora.
Toda lágrima que a noite fez rolar,
Vira orvalho para a flor desabrochar.
Toda dor que o peito um dia conheceu,
Faz-se estrela sob o amparo lá do Céu.
Primavera não é só estação amena,
É a virtude que floresce calma e plena.
É o jardim que Deus cultiva interior,
Com as sementes eterníssimas do amor.
Quem contempla essa divina renovação,
Já não teme a passagem da estação.
Pois descobre, entre perfumes e clarões,
Que as mais belas primaveras são os corações.
AMANHECERES QUE NÃO CABEM NO TEMPO.
Minha alma repousaria silenciosa ao teu lado como uma vela antiga acesa diante de uma catedral esquecida pelo mundo. Tu não serias apenas presença. Serias a delicadeza invisível que faz o amanhecer parecer menos cruel aos que sobreviveram às próprias noites.
Imagino-te chegando com os cabelos ainda tocados pela penumbra da madrugada. O vento movendo lentamente as cortinas. O céu indeciso entre o cinza e o dourado. E sobre a mesa apenas aquilo que os verdadeiros sentimentos necessitam para existir. Um pedaço de lápis já gasto pela insistência da alma. Um papel rasgado. Frágil. Quase abandonado. Contudo, transformado em eternidade pelas mãos de quem ama.
Porque certos universos não são construídos com grandezas. São erguidos por vestígios. Por pequenas ruínas sentimentais. Pela caligrafia tremida de alguém que escreveu enquanto o coração doía em silêncio.
Tu és exatamente essa arte impossível de reproduzir. Não pela beleza exterior somente. Mas pela impressão metafísica que deixarias sobre tudo o que tocasses. Como se tua existência tornasse o mundo menos áspero e mais respirável.
E nesse quarto ainda impregnado pela quietude do amanhecer, eu compreenderia que o amor verdadeiro raramente chega como espetáculo. Ele surge como um sussurro. Como uma presença que senta ao lado do escuro misterioso sem medo de contemplá-lo.
Então eu guardaria esse pequeno papel rasgado como quem protege uma relíquia esquecida pelos séculos. Porque nele existiria mais verdade do que em bibliotecas inteiras. Mais humanidade do que em discursos monumentais. Mais eternidade do que muitos juramentos feitos sob o orgulho dos homens.
E quando o primeiro raio de luz atravessasse lentamente a janela, tua existência pareceria uma obra desenhada entre a melancolia e o infinito. Minha arte. Meu fragmento celeste. Meu amanhecer sobrevivendo dentro daquilo que ainda resta de mim.
AMIZADE
Amigos são pessoas especiais que nos completam, fortalecem a alma, vibram ao nosso lado nas conquistas e nos emprestam o ombro como acalento em momentos de fragilidade. E assim, a vida fica mais leve, tal como a música que nos faz sorrir e chorar de emoção.
O amor de amigo é gratificante.
Que Deus abençoe todos aqueles que conseguem entender o valor da amizade.
Quantas vezes nesta vida
Tive e terei que retomar o caminho
Para reacender a minha alma
Escutar o som da vida
Vestida da música que me é própria
Impura e simples
Tentando ultrapassar a mim mesma
Para me realizar plenamente
No que sempre fui
Perfeita aos olhos de Deus.
"Não foi no rosto que senti o teu beijo, Senhor,
Mas no âmago da alma, onde a dor se faz luz.
Teu hálito de paz dissipou meu desejo,
E a sombra do mundo rendeu-se à tua cruz."
ALMA ERRANTE.
"Vaga m’alma impura, mesclada na escuridão,
mostra as mãos em desventura e os cravos da solidão,
há seus afligidos pois pelo amor fora banida...
se arrasta feito o “judeu errante” na terra da podridão.
Privada que fora de sua alegria, olhos cegos de um guia,
que veem os próprios da interrogação?
Liberta-me, liberta-me, clama a pobre alma...
enquanto a nulidade bate à porta d’alma,
vagueia a esmo sem destino...
transportando a nostalgia em pranto fino,
matando sem querer, flora e fauna...
e uni o teu lamento aos trovões, supremo brado!
Liberta-me liberta-me. Pelo ao menos de teu,
que é o meu sumo!
Sofre sombra com o teu martírio!
Com isso, socre-me com água plena...
Quando escuta-se a melodia por longínqua caverna,
eco de anjos,
voz do meu Deus sim e flores nos ventos,
de sua voz."
"Do Livro ‘Sol da Minha Dor’
Marcelo Caetano Monteiro"
Sou alma pedida em teus lábios,
O vasto sentimento que vangloria...
Sobre olhares dos deuses sois minha alma...
Tão vivida, tão clara nas planices de minha alma...
O último suspiro é simplicidade o abraço da eternidade...
Calida alma rebelde floresce.
Sempre haverá um pássaro que voa.
No relento de nossas vidas
Somos a madrugada serena...
No céu tudo tem a liberdade...
E percebemos que a terra ainda azul água do mar parece verde,
Ventos uivando palavras jogadas na imensidão...
Relatos de um amor perfeito e iluminado por toda vida da terra...
Então a chuva aparece com lágrimas de uma paixão surge em labaredas de fogo no trovão. Um grito que silencia nossos olhos mortos pelo ardor do luar.
Não tenho espírito nem alma...
Sou apenas olhares no vazio,
Distante de tudo caminho sempre haverá um amanhã.
O que é alma de um ser crítico?
Sua essência é simplicidade compreensão do todo para o todo sempre tendo senso crítico e moral dentro da ética da filosofia.
A alma rebelde floresce em conflitos de alienação intelectual e social.
Enquanto o ser do senso comum vive no sistema caótico alienado.
Podemos contemplar cubismo político e seus efeitos na sociedade moderna.
Aonde o feudalismo digital e domínio astronômico digital mesmo deepweb...e na darkweb feudalismo cria raízes.
Nossas lágrimas queimam a alma
Nosso espírito condenado por amar...
Somos o destino que abraço o fim..
Nos laços eternos o abraço te significado ligados para sempre.
O sempre amar a verdadeira verdade que sempre nos amamos.
Seria simplório de alegrias a lágrimas...
Revelamos o sentimentos observamos a eternidade como a poeira de nossos ossos tem mesmo sentimentos.
Os pássaros fazem ninhos sobre sonho que tivemos na vida foi nosso destino.
Doces frases que me faz morrer em teus lábios...
Doces como o mel adoça minha alma rebelde e floresce nos moldes da vida...
Num estante que mundo pujante se esconde no estado inerte...
Ventos uivando pelas nuvens do grandes momentos...
Traços da navalha que corta alma...
Brilho do desejo se guarda ao relento....
Fardo sonho que tenso seja pesadelo...
Magoas e ressentimentos.
O beijo despedida a navalha corta o sentimento.
Te amo tanto a noite se acabou...
Seria trágico mais o amor renasceu
Entre as chamas do espírito, as almas se encontraram...
O fogo da paixão surge e nunca se apaga...
Meu amor...
Tempestade.
Clara alma rebelde floresce.
Sendo horizonte resplandece
A mulher grita te ama .
Apenas olhares sobre olhares
O beijo evidente...
Chamas dentro de turbilhão de emoções.
Fogo ganha sombras dos deuses.
Produto a venda o ser humano...
Sua alma tem preço?
Seu corpo tem preço?
Seu espírito tem preço?
Sera que inocente é simplicidade abandonado sua sua capacidade de intelectuais, o ser racional e ambíguo agora da cenário mundial do ser alienado...
Essa convivência tras um pensamento profundo da desconexão humana...
O estado da saúde mental o ser alienado está feliz... este estado pode ser reversível...
O homem dentro de uma singularidade digital novo formato multiastral e dimensional...
Sendo submundo a aceitação daqueles instantes opacos que alma morre no sentimento.
Seus olhos sangram,
Sua alma grita...
O sincronismo do silêncio da o desespero...
Sua face imaculada senti o prazer do frio caótico...
As sombras da ador que o corvo senti..
Grito alma sem vida a vela se apaga...
Seus lábios pálidos transmite uma mensagem ao ventos...
Suas mortalhas rasgadas voam em conflitos da alma condena...
O vento frio amargo,
Sonho tardio entre esses dias frios.
Corpo no relento...
Alma desgastada e cansada...
Minhas lágrimas secaram.
O sentimento também secou agora caminho no escuro das ruas..
O frio parece nao ser tão frio.
Nem mesmo as luzes parece tão simples devorar os sentimentos.
Noite cai sobre destino da madrugada
Olhar frio da lua da liberdade aos meus pensamentos.
O luar está encoberto por nuvens de existencialismo.
Então caminho ate meu interior vejo a vida que resiste em clamar tem fome de viver.
O dia amanheceu dentro de mim os espaços antes eram descritas pelo ardor descarado da cidade são expostos pelo barulho da minha mente em silêncio.
Dia aparece no meio do apartamento mais tudo que vejo são paredes que se apertam pessoas que não se conhecem vivem para sobrevivência mais parecem robôs de carne cheios de metaforas.
Alienações de um tempo que passou,
Assim passo pelas asas da liberdade.
Sob fogo minha alma rebelde floresce. Me esqueço que és apenas um galho de um sistema...nos moldes de realidade foste o trevor, que deviam copiar mais se tornou obsoleto diante os bats que deflora os sinos da libertdade. Nos atos golpista sois o fruto do abandono deixado para apodrecer ate a raiz de suas intenções...
Mais dinheiro ja sumiu e ninguem viu podes apintar o dedo?
Mais terabats de informações sou eu e tudo pode desaparece trugue de magica pois mansões são pura cortina de fumaça olha ouro e os diamantes na Suíça fica quieto pois a missa começou.
Mais deepfakes pois deepweb falhou pois conexão foi clonada ...
Virtuoso no estar caindo num precipício. Alma se torna no profundo sentido de ser criticado e julgado.
Pois é assim alienação
O choro se cala num silêncio medonho.
Os espaços da virtude são expostos pequenos lampejos diante a fronteira da esperança que vivemos.
Num suposto estado vazio existencial.
Sinto o ar atroz demais pra o espelho do espírito.
