Poemas sobre Alma
Escrevo-me
quando o silêncio pesa
e a alma pede morada.
Escrevo-me
não para ser lida depressa,
mas para ser sentida
no tempo certo do coração.
Há dias em que sou rascunho,
outros em que sou verso inteiro.
Mas sigo,
mesmo borrada,
mesmo em construção.
Escrever-me
é não desistir de quem sou,
é juntar pedaços de fé,
cicatrizes e esperança
numa mesma linha.
Porque enquanto me escrevo,
eu existo.
Inteira.
Viva.
Aprendendo a ficar.
_escrevendo.me
No jardim da alma, a flor da autoestima floresce,
Se cuidar é nutrir suas raízes, é ser gentil consigo mesmo.
Amar-se é regar diariamente com carinho e aceitação,
Deixar que o amor-próprio seja a luz da sua jornada.
Curar as feridas do passado é permitir-se cicatrizar,
É entender que a dor é parte do caminho, não o destino final.
Às vezes é preciso afastar-se para se encontrar,
Para reconhecer a própria essência e se realinhar.
Priorizar-se é dar-se o devido valor,
É saber que sua felicidade não depende dos outros.
Respirar fundo é acalmar a tempestade interior,
É encontrar paz no meio do caos, é ser seu próprio porto seguro.
Recuperar-se é renascer das cinzas com força e coragem,
É transformar as lágrimas em combustível para a superação.
Resguardar-se é proteger-se das energias negativas,
É construir uma fortaleza invencível de amor e autoconfiança.
Reconquistar-se é voltar a se encantar consigo mesmo,
É redescobrir a beleza única que há em seu ser.
Reconhecer-se é olhar no espelho e enxergar a sua essência,
É abraçar todas as suas imperfeições e aprender a se gostar.
Então, no jardim da alma, cultive o amor-próprio,
Deixe que ele floresça em cada gesto de cuidado consigo mesmo,
Pois só quem se cuida, se ama, se cura, se afasta, se prioriza,
Consegue verdadeiramente respirar, se recuperar, se resguardar,
Se reconquistar, se reconhecer, se gostar, enfim, ser feliz.
Cansaço da Alma
Minha mente… tão cheia, tão gasta, tão só,
grita em silêncio, sufoca no nó.
O corpo, exausto, cambaleia sem chão,
não corre mais — só carrega a solidão.
Já não há brilho nas coisas que vejo,
só lembranças amargas do que foi desejo.
O mundo pesa, e cada passo é dor,
como se a vida esquecesse do amor.
Quis desistir tantas vezes, calado,
por dentro partido, por fora marcado.
Mas algo ainda pulsa — uma tênue esperança,
de um reencontro, um renascer, uma dança.
Preciso de pausa, preciso de abrigo,
de um colo sereno, de um olhar amigo.
De palavras suaves que toquem meu peito,
que façam lembrar que ainda há jeito.
Necessito dela — da presença sentida,
do afeto que um dia encheu minha vida.
A falta que faz… é mais que saudade,
é um vazio que rui minha sanidade.
Mas não me entrego, não hoje, não agora,
há uma faísca que insiste e implora:
por cura, por paz, por carinho e calor,
por voltar a acreditar de novo no amor.
Alma não se ama
Amplitude de uma conexão
Linda de navegar
Mar das maresias
Navego na vastidão de encontrar
A singularidade dessa sensação extraordinária
Não ama, mas consume por dentro.
UMA ÚNICA VEZ
Somente uma vez a alma será tocada pela divina faísca,
Um amor que te fará incandescer, sem deixar vestígios frios.
Ele percorrerá a essência de teus poros,
Em chamas vivas e sem regresso
A enchente deste amor te arrebatará numa única vez,
E serás tão profundamente inundado
Que o próprio oceano de sua essência emanará
De cada uma das tuas minúsculas células.
Uma só vez, e toda a tua cúpula de estabilidade,
Autocontrole e firmeza inabalável se tornará areia fina.
Teus conceitos mais sólidos serão pulverizados e se espalharão pelo ar,
Rendidos ao vendaval desse amor.
Uma vez, te descobrirás na solidão salgada de um mar sem cais,
Onde a profundeza te rouba o chão e a vista não alcança mais.
Serás o fragmento de um barco, entregue aos braços das correntes imortais
Desta paixão que te arrasta, doce naufrágio,
Rumo a portos desconhecidos e desiguais.
Uma só vez, instante único, eterno e fugaz;
O dom de agora, que jamais se refará.
Não há segunda aurora, nem outro abraço igual;
É este o tempo que não cede, não esfria, não tem final.
Palavras agradáveis e no momento oportuno, são tesouros valiosos, adoçam a alma e curam como um bálsamo.
Parafraseado de Pv 16.24 e 25.11
Alma das sensações
Amar os detalhes
Leveza cativa meus olhos
Movimenta meu navegar
Demasia das aspirações
O ar do vento, estou a contemplar
Singularidade do existir
Intensidade voraz sedenta
Por Momentos em extrema conexão
Com os sentidos das palavras.
Sorrisos marotos ao longe, sorrisos sem alma na
frente.
Excitação sem cuidado, perfeccionismo ensaiado.
Pinturas e cores, máscaras e monocor.
Um mundo invertido que nunca será melhor, pois o original cedeu lugar à cópia geométrica.
O Roteiro da Alma
Inspirado em Islene Souza
O despertar para a vida traz a clareza que faz sentido, O equilíbrio nas emoções acalma o peito ferido. É o amor enriquecedor e a abundância do que é bom, A sinfonia da existência encontrando o seu tom.
A cada novo amanhecer, uma chance de florescer, Fazer diferente do ontem, permitir-se crescer. São as escolhas de agora, plantadas no chão do agora, Que definem o amanhã que a sua alma tanto implora.
O hoje é um presente divino, entrega de Deus para você, Um abraço de luz e esperança para quem se propõe a ver. Que a vida te proporcione o melhor em cada detalhe, Que a alegria seja constante, e que o medo jamais te paralise ou falhe.
Que pessoas de luz cruzem seus passos e te façam bem, Pois quem caminha acompanhado de bondade vai mais além. Que você brilhe no palco, sob os refletores da própria lida, Sendo a estrela radiante no grande espetáculo da vida.
Seja o ator principal, não um mero coadjuvante, Mantenha o olhar firme e o passo sempre adiante. Escreva seu roteiro, conte a sua história com louvor, Pois a caneta está em suas mãos, guiada pelo seu próprio valor.
Não aceite o papel de quem apenas vê o tempo passar, Assuma o controle do leme e aprenda a navegar. Sua vida é uma obra prima, um verso em construção, Assine cada dia com a coragem do seu coração.
Se a alma não se cura, não adianta caminhar,
Pode rodar meio mundo, que nada vai completar.
Enquanto troca o propósito, a semente não vai florir,
Pois Deus não abençoa planos que negam o existir.
Quem te lança no poço pensa que é o teu fim,
Mas não sabe que ali Deus começa algo em mim.
Enquanto jogam a terra pra tentar te enterrar,
É raiz que se fortalece, é vida a germinar.
José foi ao fundo, Davi aprendeu a esperar,
Daniel na cova viu Deus se manifestar.
O poço não é derrota, é lugar de preparação,
Deus usa a dor como ponte pra cumprir a missão.
Somos o que vivemos, o que o peito sentiu,
Cada lágrima escrita no livro que Deus abriu.
Não dá pra fugir do chamado, nem calar a voz do céu,
Quem nasce de promessa carrega propósito fiel.
O que parecia fim é começo em Suas mãos,
Quem tenta te enterrar só rega tua vocação. 🌱
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.
O maior patrimônio que todo homem possui é a sua própria
alma e como dono dela Deus garante um seguro vitalício e
eterno.
Tem narcisismo que a alma reconhece antes da razão: pede freio, distância e coerência.
Tem adeus que não é perda, é livramento.
Até ontem parecia amor, hoje já não existe — porque, na verdade, o narcisista não ama, ele joga.
E quando o jogo perde a graça, ele apenas troca a fita, como quem nunca sentiu nada.
Algumas doçuras aqui, outras ternuras ali.
Pedacinhos de bem querer, gostinho de vida limpa e alma perfumada..coisas simples que alegram o coração...
Simplicidade,amor, felicidade.
✻ FranXimenes ✻22/11/14
EQUILÍBRIO
Quanto tempo a alma leva para entender?
Que todo coração entregue
Corre o risco de sofrer
Que nesse paraíso existem mais flores nuas
E espinhos descobertos com o tempo
O amor é o princípio que abre as portas do íntimo
O amor permite que seus valores no profundo sejam vistos
O insondável tocado
A verdade nos riscos da felicidade
E quem sabe que nada é impossivel
Que tudo tem um preço a pagar nesse invisível
O amor é sagrado em tudo que se pode ter
Em tudo que se pode entregar
O amor é um deserto de diamantes sobre a superfície do ego
E quando acaba não sabe o que se perde
O que vai entregar
O que um homem deve saber sobre o coração de uma mulher?
Qual a verdade no ouro dos seus compromissos
Uma canção sem medos
Olhos nos olhos
Brilho sem segredos
Como é triste um sonho perfeito destruído
Quando se busca luz e encontra o escuro
Quando o sentimento é enganado pelo vazio
♫
Quanto tempo a alma leva para entender?
Que amor na vida é mais que sorte
É a mais pura fé
E no calor das emoções um dever
Agora prosseguir e ser forte
Ter equilíbrio e não sofrer
O amor é sagrado em tudo que se pode ter
Em tudo que se pode entregar
O amor é um deserto de diamantes sobre a superfície do ego
E quando acaba não sabe o que se perde
O que vai entregar
Mas por toda vida existem amores intermináveis
● Carlos Alberto Blanc
® Circunstancial
Tem dias que a alma grita.
É necessário falar, mas o silêncio domina.
A palavra não sai.
Escrever é uma forma de liberdade,
onde posso ser livre para sentir .
A poesia alimenta minha alma.
Uma Palavra Chamada Saudade.
Saudade é a alma lembrando
que o amor não termina na despedida.
É o espírito tocando o tempo
para dizer que nada foi em vão.
Saudade é quando o invisível se faz presença
e o coração escuta o que os olhos não veem.
É sentir alguém perto
mesmo quando o corpo já não está.
Saudade nasce do encontro das almas,
não do acaso das despedidas.
Ela é ponte entre dois mundos,
fio de luz que não se rompe.
É oração sem palavras,
é conversa em pensamento,
é abraço que acontece no silêncio
e chega como paz ou como lágrima.
Existe saudade de quem partiu
e saudade de quem ainda virá.
Saudade de outras vidas,
de laços que o tempo não explica.
Ela dói, mas consola.
Machuca, mas ensina.
Porque só sente saudade
quem ama além da matéria.
E quando a saudade aperta demais,
não é castigo — é sinal.
Sinal de que o amor foi verdadeiro,
de que a alma reconheceu outra alma.
A saudade não separa.
Ela prepara o reencontro.
Não apaga histórias,
apenas as guarda em luz.
Ela nos lembra que ninguém é perdido,
que os vínculos não morrem,
que o adeus é só uma pausa
numa conversa eterna.
Por isso, quando a saudade vier,
não a expulse.
Acolha.
Ela é o amor dizendo baixinho:
eu continuo aqui.
Respiro fundo para acalmar meu cansaço.
Canto um hino de louvor enquanto minha alma ora.
É assim que celebro a paz.
É assim que te desejo a paz.
