Poemas sobre a Temporalidade da Vida
Desfaz-se a ideia da vida tranquila de um cidadão quando não possui função humilde e humanitária e não vive como pretende a natureza de sua espécie.
Talvez na nostalgia se encontre a gloria da vida passada, e talvez no processo mecanizado da vida moderna se encontra a válvula dos devaneios.
Toda a imbecilidade é capaz de torna-lo poeta e gênio. Na vida robotizada e de rituais místicos se pede: “Deus não me leve agora”, pois ainda convém às modinhas das vitrines, o sorvete da esquina, o sol que arde, o dor que pouco se acalma. Bem quanto à bagunça que ninguém o leve a mal. Dissemos ao mundo que aprendemos quando estamos calados, então já não temos mais nada a fazer além de passear ao dia e dormir à noite. Como dizia Raul: “Viva a sociedade alternativa”.
O céu e o inferno são as outras grandes obras, invenções do complexo sistema de vida religiosa, que por fim segue instintivamente inventando coisas.
Se você tem alguém sentado no sofá, ao seu lado, assistindo TV e reclamando da vida, então você certamente é feliz.
Uma vida longe da mãe ou da namorada é uma vida onde tenho que fazer tudo e ao mesmo tempo não fazer nada.
A prática da vida humana em uma manhã de domingo meio santo na forma nostálgica da oração do louvor e da adoração não é condizente com a lógica de uma juventude que almeja dormir até ao meio dia.
O medo da morte é um mecanismo regulador da vida, mas a fé é um argumento de aceitação dela. Medo e fé são vias paralelas onde o homem segue instintivamente.
A volta de Cristo, o Julgamento final de Deus, a Salvação para vida eterna, são promessas irrealizáveis, hipocrisia religiosa, conspiração contra a vida plena.
Para os cristãos, há anciões e sacerdotes sabidos da vida. Eles criaram as regras para que na fé religiosa se cultive a esperança, através de seus rituais, os rituais por fim não salvam e as regras os homens não os seguem. Criaram também muito mais necessidades do que satisfações, mais desejos que compreensões, e em cada ser fatigado um ser desapiedado.
Viver em plena liberdade não é um plano de vida eficaz, justamente pelo fato de o indivíduo não saber como lidar com a liberdade. Ela implica em grande parte a abstinência de alguns costumes, rituais, grupos socialmente organizados; o que pode levar seu isolamento ou exclusão.
A dor provém do nascimento e desfruta pela vida toda, mas a decadência dela é a desgraça da morte. O plano da ressurreição é uma contradição da vida dos mortais, desordem, imaginação comum e objeto da doutrina religiosa.
O céu e o inferno são as grandes obras, invenções do complexo sistema de vida fanática religiosa do homem.
Existem situações na vida que brecam a correria diária de nossas vidas. É quando percebermos o que realmente significa "Vida". Reavaliamos tudo que temos, como temos! O que temos nunca foi nem será o suficiente, infelizmente criamos ilusões para nossa existência. Nos preocupamos muito em TER: E os anos vão passando, as pessoas vão passando, os sonhos vão passando, é quando percebemos e damos conta que o mais importante é viver, é sorrir, é amar e ser feliz... Muitas vezes ser feliz não é batalhar para ter, mas ser a diferença, carregando o amor e alegria, mesmo que esteja em pequenas partículas de felicidade.
Não confunde liberdade com libertinagem. Uma liberta a vida no interior do ser e outra escraviza a vida no interior do ser.
"A vida pode te dar Internet e energia elétrica; adquirir o conhecimento vai depender de sua capacidade intelectual para deixar on-line sua humildade e off-line seu altruísmo."
"Aquele que julga-se capaz de anunciar que filosofia é inútil em sua vida; é um tolo! Pois seus argumentos fazendo parte de alguma filosofia mostram o quanto leigo é o ser. O tolo inutiliza o ar que não respira, mesmo que seja o mesmo que seus pulmões precisem para fazer o corpo respirar. A filosofia é o ar! Que está no ambiente ou mesmo dentro de cada um".
"Você pode ter o que conseguir, menos o controle da vida do outro. Se tem; está fazendo algo errado."
