Poemas sobre a Familia Brigas
Por princípio não dou crédito a nada que se pretenda discorrer sob o título de “A verdade sobre...”. Quem pode, em sã consciência, afirmar que detém a verdade sobre o que quer que seja? O bom senso nos ensina que, no máximo, conseguimos reunir diferentes versões sobre a realidade dos fatos para que cada um forme, pela sua lógica, o juízo que se apresenta como mais razoável a respeito. Tudo o mais não passa de arrogante pretensão de mentes obcecadas pelo desejo de domínio ou, o que é pior, já acometidas pela manipulação daquelas.
O único modelo ilegítimo e condenável de felicidade é o construído sobre a infelicidade dos demais. Todas as outras formas se constituem em um direito inalienável do indivíduo e devem ser defendidas até o fim, em nome das liberdades e ao preço de se abrir mão da dignidade enquanto ser humano.
Minhas posições sobre assunto público serão sempre públicas. Envia-las em mensagem privada sugere recado de destino certo e intenção incerta. Tenho a escolha alheia como sagrada, por mais insana que se mostre, onde toda tentativa de subvertê-la vai além de ilegítima: é desonesta - porque manipuladora - e deplorável como ingerência indevida, a menos que o peçam.
A ira divina maior deveria recair sobre todos aqueles que criam, alimentam, e depois silenciam diante de seus monstros, porque é bem mais confortável fingir que eles não existem e deixar que sigam semeando a discórdia, espalhando a violência, e difundindo a ignomínia por onde quer que passem.
Em um universo todo estruturado sobre o absurdo,
não há nada mais inútil do que questionar exceções.
A coisa mais importante que aprendi sobre a “verdade” é que sua comprovação depende muito mais do talento do argumentador de defender sua tese do que da consistência das informações que usa para tal fim. Seja pelo viés científico ou pelo das crenças, qualquer alegação pode emprestar “legitimidade” a uma tese bastando que seu defensor seja habilidoso o bastante para reunir os elementos que a sustentem, assim como encaixamos uma peça no quebra-cabeças não pelo seu formato – igual ao de outras – mas pela imagem que queremos exibir no final.
O ateu se acredita privilegiado por ter chegado ao real entendimento sobre a origem da vida. O crente agradece a Deus por ter sido escolhido para conhecer toda a verdade sobre o universo. Já o sábio não contesta nenhum deles nem aposta em qual possa estar certo ao se perceber insignificante frente à vastidão: apenas assume sua dúvida como a opção mais sensata em relação à vida e honesta para si mesmo.
Na maturidade o que vale é a prática e a experiência sobre toda teoria, ou não se aprendeu nada com o passado.
Por mais que me debruce sobre os enigmas do universo, não chegarei nem perto de um entendimento do que Deus é. Mas se existe algo sobre o qual nunca tive qualquer dúvida é sobre o que ele NÃO É!
Um erro recorrente sobre a ciência é vê-la como guardiã e arcabouço de respostas, quando seu papel mais importante é o de fórum para se fazer as perguntas.
Acreditar em toda narrativa que lhe trazem pode não revelar nada sobre a verdade de alguém, mas apenas que você não é tão esperto quanto imagina!
Sobre os INFJ’s, especialistas afirmam que são dotados de um aguçado sexto sentido para identificar a natureza das pessoas com quem se relacionam, e que essa sensibilidade chega a ser tão apurada que beira a clarividência. Não sei até que ponto isso é verdadeiro, mas percebo sinais claros que falam muito das pessoas e suas visões de mundo, como quando leio os comentários sobre o que publico, e as percebo curtindo as mais superficiais e menos significativas, passando ao largo justamente das que realmente importam.
Não ando por sobre trilhos, que já me chegam prontos e me conduzem para um destino pré-definido. Vou sempre preferir trilhas que me cobram abrir picadas, escolher entre múltiplos destinos e lidar com descobertas que os trilhos não podem dar.
A afirmação sobre o que não pode ser provado nos transforma em ovelhas de um rebanho idiotizado e manipulável. Por sua vez, a negação sem evidências nos coloca numa posição de arrogância estúpida para qualquer cérebro minimamente lógico, donde se conclui, portanto, que toda convicção vazia passa atestado de indolência intelectual.
Insistimos em crenças sobre o que existe ou não existe, na vã tentativa de chancelar verdades inacessíveis a nós. Para piorar, esse homem que se acredita sábio avalia probabilidades com base no universo conhecido, desprezando o desafio que o desconhecido lhe impõe. Faz da prepotência, portanto, a sua grande barreira para romper com a própria ignorância.
Quando falhei, senti como se uma força superior me obrigasse a me isolar para refletir sobre meus erros. Era a punição mais severa que poderia enfrentar.
Não é fácil fazer as pessoas acreditarem em mim,principalmente quando se trata sobre meus sentimentos...
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