Poemas Sentir
Agir sem impulsividade.
Falar sem ferir.
Ouvir sem preparar a resposta.
Sentir sem permitir que a emoção decida tudo.
A sensatez nasce justamente desse encontro: perceber o que acontece dentro de nós, compreender o que vem do outro e, só então, escolher como responder.
Nem sempre a primeira reação é a melhor resposta. Às vezes, maturidade é esse pequeno espaço entre o que sentimos e o que fazemos com aquilo que sentimos.
Pepita de Oliveira
"Às vezes, a gente prefere ver e sentir a chuva a adormecer!"
Otávio ABernardes
Itumbiara, 2 de abril de 2026.
Ah, morena…
Todas as barreiras que construí para não sentir mais aquela dor, para não me prender em ninguém, desmoronaram ao te beijar.
Sabe aquela sensação de se apaixonar pela primeira vez?
Aquela em que tudo é novo, em que você aprende a sentir sem ter noção do que está por vir?
O nervosismo de estar ao lado da pessoa, o tremor que vem com o primeiro beijo…
Tudo está acontecendo de novo.
E, no meio desse caos, eu me perco e me encontro ao mesmo tempo.
Ah, morena…
Eu vou me jogar nos seus braços, sem medo do que vai acontecer.
Essa paixão não me dá outra escolha, a não ser te admirar e me afundar nos meus desejos por você.
K.B
O que faltou?
O que me moldou?
Onde me falhou?
O que me mandou?
Só parar de sentir
Por uma só vez
Já que não tenho a mentir
O que eu posso dizer?
Para você?
Me faltou algo sim
Mas o que foi que fez faltar?
Não tenho ninguém aqui
Para dizer e me soltar
Com tudo que sinto
Eu não queria trancar
Leve a carruagem
Das minhas mágoas
Para além da margem
Pois ninguém vai nas lagoas
Ninguém saiba do tremor
Que causa toda minha dor
Ah não, eu temo isso
Só queria abraço ao meu lado
Que não me faça me sentir sufocado
Mas na cabeça, me faço de palhaço
Problemático, confuso e lunático
O que me faz sentir?
Por que dessa vez?
Eu posso mentir
No que eu posso dizer?
Vai ficar tudo bem?
O que me faltou?
Mentalmente, toda ilusão negativa que acredito ter em mim, eu naturalmente vou sentir. Quando acredito que estou triste, eu sinto tristeza; quando acredito estar angustiado, eu sinto angústia; se penso que tenho ódio, vou sentir ódio; se acredito estar vazio, vou sentir esse vazio; e se acho que tenho problemas, vou sentir que eles são reais. Toda ilusão que eu acredito ter dentro de mim, se torna uma realidade que experimento.
Mas eu não preciso acreditar que estou mal, porque, na verdade, eu nunca estou mal. Quando me sinto mal, é porque estou acreditando em alguma ilusão que me faz sentir assim. E para deixar de me sentir mal, basta perceber que a sensação de estar mal é apenas uma crença, uma ilusão. Quando eu reconheço isso, percebo que o mal-estar é algo que criei na minha mente e posso escolher não mais alimentar.
Eu posso perceber que o que acredito ser tristeza, na verdade, é alegria dentro de mim, esperando para ser reconhecida; o que eu vejo como angústia, na verdade, é tranquilidade que eu ainda não percebi; o que penso ser ódio, na verdade, é amor disfarçado, esperando para ser entendido; o que vejo como vazio, na verdade, é paz esperando para se manifestar; e os problemas que acredito ter, na verdade, são simples quando os olho sem a distorção da mente.
Tudo que eu acredito ser ruim é, na verdade, uma crença criada pela minha própria mente. Ao perceber isso, posso começar a olhar para tudo com mais clareza, entendendo que o que sinto é fruto do que escolho acreditar.
No mundo, ninguém está só. Estamos todos no mesmo planeta.
Quando se sentir só, olhe para sua sombra, e ela te dirá que a única pessoa que te abandona é você mesmo, pois até ela está com você.
Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.
Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.
Pesos desnecessários que liberei:
Eu não preciso sentir culpa.
Não me arrependo do que fiz.
Não sou obrigado a seguir o que os outros esperam.
Não sou obrigado a viver como a sociedade quer.
Não preciso agradar a família ou ninguém.
Não sou obrigado a conversar ou a ser algo que não sou.
Não preciso ter mais do que preciso, nem ser rico.
Não sou obrigado a fazer faculdade, ou a trabalhar onde não quero.
Não sou obrigado a casar, a conviver com as mesmas pessoas ou a me apegar a nada.
Não sou obrigado a ficar onde não me sinto bem, ou a esperar o tempo dos outros.
Não sou obrigado a seguir as ordens dos outros, nem a fazer o que não quero.
Eu faço o que eu quiser.
Não faço nada, se não me sinto disposto.
Vivo do meu jeito, no meu tempo.
Escolho com quem estar, e onde ir.
Converso se for para agregar.
Sou o que desejo ser, sem cobranças externas.
Viajo para onde meu coração me leva.
Vivo para mim mesmo, sem precisar de validação.
Não sou egoísta, sou livre. Egoísmo é tentar me fazer viver contra minha vontade.
Quem se magoa com a minha vida, isso não é problema meu, é problema da pessoa.
Eu não carrego pesos, apenas leveza e paz.
Desfaço as crenças que limitam meu ser, liberando espaço para viver de forma mais completa e verdadeira. O que não me serve, eu deixo ir.
A palavra precisa sentir
Organizar
A palavra precisa colorir
Desvendar
A palavra precisa de mim
Brindar
A palavra precisa da boca
Falar
A palavra precisa de outra
Completar
A palavra precisa da mente
Olhar
A palavra precisa de gente
Levar
A palavra precisa urgente
Frasear
A palavra precisa da letra
Guardar
A palavra precisa e a caneta
Usar
A palavra precisa e a borboleta
Pousar
A palavra precisa voar
Inquietar
A palavra precisa e a maçaneta
Entrar
A palavra precisa da tinta
Pensar
A palavra precisa do homem
Continuar
A palavra precisa do ouvido
Ser
A palavra precisa da mão
Ageitar
A palavra precisa do som
Entender
A palavra precisa saber
Ceder
A palavra precisa escrever
Você
A palavra precisa da cena
Pausar
No brilho do sol a nascer,
Rafa aprendeu a ver,
Que a vida não é só medir,
Mas também sentir e florir.
Entre folhas, vento e chão,
Descobriu no coração,
Que cuidar é o melhor caminho,
Pra nunca andar sozinho.
"Olho de Vidro "
Basta uma lembrança
Pra mim fazer ler
Textos antigos
Uma curiosidade
De me sentir em vc
meu gosto
combina com teu
Será
O por do sol
Falando nós
Cuidado de te olhar
Lentamente
Ver o medo de me olhar
E ver quando real eu sou
É que autenticidade
Chama meu nome
É isso assusta eu sei
Mais existe uma ingenuidade
Em mim
Que te ver
Vc tem medos bobos
E só te falta uma coragem absurda .
E vc sabe que tô falando…
As redes sociais estão, pouco a pouco, programando você para sentir raiva de quem você ama.
Elas não conhecem a sua história, não sentem o seu amor, não vivem o que vocês construíram juntos. Ainda assim, conseguem plantar dúvidas, distorcer sentimentos e transformar momentos em conflitos desnecessários.
Não permita que um conteúdo passageiro escreva o fim de relações que levaram anos para ser construídas. Porque pode chegar um dia em que você só vai querer estar ao lado de alguém… e aí será tarde demais.
O QUE APRENDI A SENTIR
Passei a vida inteira tentando sentir
o amor que eu via, mas não alcançava.
Minha mãe cuidava, e eu via o cuidado,
mas algo em mim não se aquecia.
Cresci me perguntando:
“Será que o amor existe
ou é só uma palavra bonita
que as pessoas dizem pra se sentir melhores?”
Na vida adulta, vieram alguns “eu te amo”,
vieram mãos dadas, promessas, planos.
Mas na primeira dificuldade,
o silêncio ocupava o lugar deles.
E eu aprendi.
Aprendi a amar sem me entregar inteira,
a cuidar sem criar raízes,
a ficar presente…
mas deixando uma parte de mim
sempre de mala pronta.
Com amigos, com filhos, com qualquer um:
eu amo, eu faço, eu estou.
Mas quando me distancio,
o peito não dói,
o nome não ecoa,
a saudade não vem.
Às vezes penso que sou fria.
Outras, que sou quebrada.
Mas talvez eu só tenha aprendido cedo
que sentir demais dói,
e que não sentir nada
é um jeito de sobreviver.
Hoje, olho para trás
e não me culpo mais.
Fiz o que dava com o que tinha.
E se agora eu escrevo sobre isso,
é porque uma parte de mim
ainda acredita
que é possível, um dia,
sentir o amor
e não só vê-lo passar.
Não seja o guarda-chuva
de quem escolheu a tempestade.
Sentir a chuva é aprender
a olhar o céu com liberdade —
cair, lavar, renovar, viver.
Delícia sentir teu prazer desabrochar,
num encontro de fogo, ternura e calma.
Cada toque revela um mundo,
e o desejo nos faz um só coração.
Amor que se sente, que se entrega,
inteiro, intenso e tão nosso.
Entre o sol e o solo,
há um mundo a se descobrir,
entre a lua e o mar,
há tanto para sentir.
Entre o azul do céu
e o infinito do mar,
existe um sentimento
que não consigo explicar.
Talvez seja amor,
talvez seja carinho,
talvez seja o afeto
de encontrar no outro um caminho.
E quando o sol se vai
e a lua começa a brilhar,
é no silêncio da noite
que começo a te lembrar.
Lembro do teu olhar,
do teu jeito de sorrir,
da paz que existe em você
e que me faz querer ficar ali.
Porque há lugares bonitos
que eu poderia conhecer,
há mares para atravessar,
há céus para percorrer...
Mas, entre tudo que existe
entre o sol e o solo,
entre a lua e o mar,
há algo que eu escolho:
ter você por perto,
ter teu carinho,
teu afeto,
teu amor...
e essa paz
que encontro
quando posso simplesmente
te amar.
Não quero morrer e ainda sentir que não vivi, que não vivo o que me pertence.
É como se essa vida não fosse minha.
Pois que caralhos eu tô fazendo?
De quem é essa vida, então? De quem?
E quem é esse ser que existe dentro de mim, que quer viver algo que eu não sei, que eu desconheço?
Pode alguém se desconhecer de si?
