Poemas Sem Sentido

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Passar, sem esperar nada em troca, é o verdadeiro sentido da vida. Passar, ou seja, dar — dar para o próximo tudo aquilo que é importante em minha vida, tudo o que está guardado aqui dentro de mim. Pois, no final, a morte chega para todos nós, e nada do que eu guardar vai comigo. Por isso, eu te passo essa ideia: para que, quando eu partir, ela viva em você, carregada por aquilo que compartilhei.

É como o ar que trocamos uns com os outros, invisível e essencial, sem a expectativa de receber de volta. Nós o damos sem pensar, apenas o transmitimos, sabendo que ele sustenta a vida, mesmo sem ser visível ou exigido. E assim é com as coisas valiosas da vida — o que compartilhamos permanece, mesmo que de maneira imaterial, e é isso que dá real sentido à nossa existência.

A crença que eu acredito é o óbvio...

Não vejo sentido algum ir para uma igreja buscar "Jesus", sendo que Jesus tá em mim, dentro de mim, e pra mim, Jesus é amor.

Não vejo sentido algum ir para um centro espírita "limpar as energias ruins", sendo que qualquer energia "ruim" que eu tenha, sou eu mesmo inventando isso dentro de mim.

Não vejo sentido algum fazer "terapia" com psicólogos e psiquiatras, sendo que minha melhor terapia é questionar minha própria vida e ir mudando o que tá ruim.

Não vejo sentido algum "meditar", sendo que eu medito toda vez que eu durmo.

Não vejo sentido algum buscar "alguma ajuda" externa, sendo que toda minha cura, é interna.

O externo, é só pra lembrar, o que já vive em mim, depois que eu lembro, não é mais tão necessário assim...

O sentido é compartilhar,
não guardar...
Pois, de qualquer forma,
quando a morte chegar,
em referência,
só vai sobrar
o ar,
para os outros respirarem.

Respirando essa ideia,
além do ar,
que é dar,
tudo o que tenho para acrescentar,
do meu próprio bem-estar,
para os outros usarem,
tudo o que eu tenho para dar.

Dar o que me faz aceitar;
Dar o que me faz observar;
Dar o que me faz expressar;
Dar o que me faz falar;
Dar o que me faz mostrar;
Dar o que me faz informar;
Dar o que me faz ensinar;
Dar o que me faz ajudar;
Dar o que me faz acreditar;
Dar o que me faz realizar;
Dar o que me faz encontrar...

Encontrar o sentido dessa vida,
que é dar tudo o que sou para compartilhar.

O verdadeiro sentido da vida é compartilhar de si com os outros, não acumular o que vem dos outros para si.

Se o propósito da vida fosse acumular para si mesmo, todos aqueles que partem deste mundo levariam consigo tudo o que acumulou ao longo da vida. Mas isso não acontece. Ninguém leva nada consigo. O que realmente levamos, o que permanece, é o que compartilhamos durante o caminho, em vida.

Depois que eu descobri que o sentido da vida, além da morte, é viver compartilhando, compartilho tudo o que sou.

Compartilho o ar que respiro, o sentimento que transmito, a ideia deste pensamento, tudo aquilo que invento... Compartilho minhas reflexões, percepções, emoções, minhas ações... Compartilho tudo o que falo, digo, expresso, demonstro, mostro... Compartilho meus movimentos, por onde passo, o que faço, o que traço, desfaço, satisfaço... Compartilho tudo o que vivo, seja positivo ou negativo, pois tudo o que experimento faz parte de mim.

Evito guardar, prefiro compartilhar, pois, de qualquer forma, a morte levará tudo. Então, escolho deixar no mundo tudo aquilo que sou...

Qual o sentido da solidão? O que é solidão?

Ao questionar isso, cheguei à conclusão de que a solidão é uma ilusão. Pois bem, como posso me sentir só, se tudo à minha volta me mostra que nunca estou só?

Respiro o ar e me pergunto: o que é solidão?
Ando por aí e me pergunto: o que é solidão?
Vejo pessoas e me pergunto: o que é solidão?

Como posso me sentir só, se em qualquer lugar onde estou, estou sempre comigo mesmo? Como me sentir só, se habito um planeta com bilhões de vidas? Há mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, crustáceos, moluscos, anelídeos, artrópodes, insetos, aracnídeos, protozoários, parasitas, micróbios, vírus… Há elementos, metais, minérios, cristais, rochas, terras, areias, águas, vapores, nuvens, chuvas, ventos, atmosferas, astros, luz, energia… Há mundos, galáxias, sistemas solares, planetas, continentes, países, cidades, ruas, casas, lares, mentes, pensamentos, memórias, sonhos, ideias, imaginações… Há vida por todos os lados, em todo canto, em todo lugar.

Como posso me sentir só, se dentro de mim há pele, músculos, veias, artérias, sangue, plasma, órgãos, tecidos, nervos, neurônios, células, organelas, moléculas, átomos, partículas, energia, vibração… vida?

Como me sentir só, se tudo ao meu redor me lembra que não estou só? Minha sombra, meu reflexo, meu eco, minha voz, meu cheiro, minha respiração, meu batimento cardíaco, o som dos meus passos, o calor do sol, o brilho da lua, o movimento das nuvens, a dança das árvores ao vento, o cantar dos pássaros, o sussurrar das ondas, o pulsar da terra… tudo me mostra que a solidão não passa de uma ilusão.

Percebi que a solidão, na verdade, nunca existiu. Porque, no fundo, eu nunca estive só. Apenas me senti só por ter me iludido e, de certa forma, “abandonado” a minha própria companhia.

A letra com pressa botou o verso,
calçou a palavra, passou pergunta,
vestiu o sentido, penteou a ideia,
olhou no contexto e saiu pro universo...
nesse pulinho longe do pé letra
tamo nessa...




(Leonardo Mesquita)

Me afastei de uma igreja depois de ter me sentido julgada e excluída. Então, esse tipo de cobrança que minha sogra faz constantemente toca numa ferida antiga.
E, ela nem entende os motivos...
“você está no caminho errado”, não é um convite. É uma repetição daquele mesmo julgamento que faziam antes!
Eu nem saio de casa com meu marido, estamos o tempo todo aqui...

Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.


Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.


Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.


Simplesmente porque o outro não quer.


E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.


Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.


A porta da decisão.


Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.


Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.


Porque ajudar é um ato de amor.


Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.


Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.

❤️ VOCÊ EM MIM ❤️


Procurei por tanto tempo uma razão,
um sentido profundo para o coração.
Mas, quando parei de buscar e deixei a vida fluir,
foi você quem chegou para me ensinar a sentir


O tempo passou, levando sonhos e esperas,
talvez preparando o encontro que eu tanto quis.
Pois há amores que não precisam de explicação:


a alma reconhece, o coração confirma,
e tudo dentro de nós encontra paz. ✨
🌹 Suiane, minha rainha,
você chegou e transformou minha sintonia.
Rosa rara, delicada e intensa em meu jardim,
há apenas oito horas... e já existe tanto de você em mim. 💕
Não quero ser apenas uma noite passageira,
nem uma lembrança perdida na estrada.


Quero ser presença sincera, inteira e verdadeira,
estar ao seu lado nos dias bons e difíceis,


e descobrir, com ternura, cada parte da sua alma. 🥰
Quero acordar perto de você, lentamente,
guardar seu sorriso como meu primeiro pensamento,
e redescobrir seu jeito a cada novo amanhecer.


Quero cuidar do que nasceu entre nós
com a verdade, a entrega e a profundidade
de quem encontrou algo raro e não quer perder. ❤️
Então, diga-me, meu lindo amor,
se esse sentimento que cresce tão forte em mim
também encontrou morada em seu coração.


Porque, desde que você chegou,
meu mundo parece mais bonito,
e meu coração já não sabe mais viver sem pensar em você. ❤️
Te amo. 💕
---
🎁 Dedicado ao amor que me veio de presente
De Ricardo Fhayom
Para Suiane, com amor. ❤️

Ja não consigo fingir estar na mesma frequência. Certos assuntos não tem mais sentido enquanto as profundidades ficou nas margens. Graças a Deus está solidão me protegeu de sangue sugas energéticos..




Sonia solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


Copyright direitos autorais

2864 📜 Desde cedo aprendi que 'O verbo Haver, no sentido de Existir, é Impessoal'. Aprendi, também, que 'A Cavalo de Dado não se olha os Dentes'. Aprendi mais: 'Pobre, quando vê Esmola, Desconfia'.
-
Por que, então e em verdade, A Nova Vizinha veio cá bater? Por quê?

"O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal. Eu também sou impessoal... Sempre quando o assunto é dramalhão!"
Frase Minha 0253, Criada no Ano 2008

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

⁠Poema

Um poema no sentido
figurado serve de elogio
sobre tudo aquilo que
faz o olhar apaixonado,
Os versos constroem
cordilheiras de estrofes
capazes de unir universos,
As rimas são as canoas
postas no rio do ritmo
capazes de trazer tudo
aquilo que engrandece
e põem o espírito, o coração
e a inspiração para transbordar.

⁠Ninguém se mata
porque quer,
e sim porque não
encontra apoio,
sentido ou até mesmo
saída ao redor,
Não é incomum
viver cercado por
gente sem valor.

Como eu só tenho
dois ombros,
o quê posso ofertar
é a minha poesia
para quem precisar.

Posso provar que
a poesia existe
para quem se dispôr
a procurar dentro
de si quando tudo faltar,
para contra qualquer
corrente vir a nadar.

Para quem quiser
respirar e não deixar
nenhuma pressão dragar,
Há muito o quê fazer
e se necessário for incomodar.

(Porque o importante é não parar).

Olhos na vitrine psicodélica,
países do Oriente divididos,
Paredes coloridas sem sentido,
jamais desviarem do destino.


A felicidade floresce discreta,
entre o futuro e o encontro,
Ah, coração profundo e tolo!


Caminhamos pela mesma rua
como se fôssemos inimigos,
Tudo por causa dos impérios
e seus bombardeios cognitivos.

A noite não somente
no sentido subjetivo
no Hemisfério Austral,
agora parece destino.


Tudo em nós é indígena,
e absolutamente latino,
têm rumo e atravessa.
Os olhos não esquecem
nunca de olhar para o alto.


Meus olhos são teus olhos,
e os sonhos são os mesmos,
De pé e jamais de joelhos,
nós sabemos da onde viemos.


A tua alma é a alma da minha,
e a minh’alma é a tu’alma.
Seja em paz ou quando aflita,
o que é sobrenatural nos alia.


Sem olhar para cartilha,
sem fingir que nada afeta
e para deixar o alerta:
que as raízes doem com real motivo
onde e porque o povo sofrido
está sendo reprimido pelo despotismo.


Discreta lágrima sutil que desce
com o sabor do Salar de Uyuni.
Continental evidente tem
sido o tamanho do desajuste.


Não te vejo, sei que me vês,
sentimos muito por dentro.
E sem dizer uma palavra
plantamos um jardim inteiro
e em silêncio de maio,
em tempo de re(viver)
o legado de Roque Dalton.

Por ninguém foi percebido
sempre que ocorre um terremoto;
e, em algum lugar foi sentido,
é porque o coração da América Austral
foi profundamente partido:
Por quem despreza a terra,
a ancestralidade e o destino.


[De ser o próximo não há
nesta terra que esteja impedido.]

O Solstício de inverno
faria de fato sentido,
se eu tivesse você perto.


Como querer no momento
não tem sido poder:
rendo culto aqui dentro.

O sentido da tua existência
nunca será o outro,
nem nunca virá do outro.
Quem entendeu isso
antes de caminhar encontrou
previamente o tesouro.


Depender de que a sua vida
por terceiros seja validada
é puxar para si uma carga
absurdamente pesada.


Se a tua vida não tem cor,
é só olhar para a natureza,
porque ali reside a beleza.


Quando não houver razões
plenas para continuar,
peço que fique e resista
para, daqui adiante, incomodar
todo aquele que te premiou
para você se abandonar.