Poemas Rubens Alves Escolas Gaiolas

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Você sabe, não sabe? Sempre soube, desde a primeira conversa. E mesmo chorando, mesmo negando. Sempre foi você, sempre vai ser!

Eu não consigo entender porque o sorriso dela me fazia tão bem. porque as coisas que ela me dizia, afetava tanto. Isso é incompreensível. Eu só consigo pensar nela. Ela me tem. Ela me tem por inteiro, todos os dias, de todas as formas, sem sequer perceber.

(...) Hoje em dia as pessoas andam tão inseguras, né? Tão aflitas. Talvez eu as entenda. É que está tão difícil encontrarmos alguém capaz de nos entender. De esquecer aquilo que já passou e começar construir um futuro. Não estou me referindo apenas sobre um casamento, família ou algo do tipo. Mas de um universo particular com aquela pessoa. É sobre planejar viagens, eternizar momentos, conquistar coisas e o mundo.... é fazer aquilo valer a pena de verdade! E não acho que as pessoas estão preferindo "aventurar" do que se apaixonar. Acho que as pessoas ainda não tiveram a chance de viverem intensamente com alguém a ponto de fecharem os olhos, enxergarem e sentirem algo inexplicável. A ponto de entender que se apaixonar não é se prender, mas se aventurar de uma forma inexplicavelmente emocionante.

Enquanto tu, significava a "pessoa certa" para mim. Eu significava apenas um band-aid para sua ferida. Que assim que se curou, decidiu tira-la e voltar para o que te machucou. É. A história se repete. Mas dessa vez, algumas páginas não vão estar mais lá. Principalmente, as nossas.

Barganha Trivial

O sujeito alorpado, loquaz e pacóvio havia o jaez frugal, porém tinha que engodar até o fenecimento. A balbúrdia existia nas vielas mórbidas contemplando o arroubo, e meu homizio sutil era ignóbil aos vastos alaridos cânions de blocos.
Fui ardiloso ao tal belicoso que enfatizava o hedonismo por curra e jurava o fugaz fleumático; minha alcunha era ígneo, pachorrento e parco. Com meu âmbito de sumidade supri o tal nódoa; pérfido de calamidades, perscrutou aos minuciosos cantos geométricos do lar, num desejo perene o pederasta ficava cada vez mais plissado, e eu taciturno. Ele estava rubicundo de voracidade, era leigo do existencial piso falso que eu adorava exercer o ócio. Como eu estava recôndito, estava pândego. Ele começou a suscitar, chorar e atreveu a tergiversar. Levantou, e foi ruar. Incólume estou aqui.

⁠Nunca diga eu não posso, a sua força vem de Deus.

"O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?" (Salmos 27:1)

CASO VOCÊ NÃO SAIBA.

Não! Não ouvirei o sussurro da sanha
De temer a luta — e não ser temido
De temer o luto — sem ao menos lutar!
De temer sanhas, façanhas e artimanhas
De uma vez por todas, daqueles que tentam amiúde fazer o auriverde, pendão auriverde, brado auriverde sangrar.

Não sou Aquiles tampouco Heitor
E Não serei o fígado de Prometeu...
Quero Atena atenuando a quase calefação do meu sangue, vermelho sangue, suado sangue — enquanto párias jogam xadrez

Macabras aritméticas
Tenebrosas equações
Quinhentos e treze é morte, é monturo e azar
Malfadado português falado por quem desconhece os verbos, incluindo o SER!
Preferem à revelia de milhões,
E em milhões o verbo Ter...

Poder? O que é poder?
Onde começa? Onde termina
Poder é não querer e poder não sucumbir à besta e suas quinhentas e treze cabeças

Línguas bifurcadas, perdidas, enroladas, perdidas e ensimesmadas.

Poder?

Prefiro não discorrer sobre tal verbo
Tão procurado da mais vil forma subsidiado pelo mais vil metal.

Quero o sonho, o pão e a arte
Quero a vida comungada em qualquer parte
Quero a lucidez da comunhão
Quero a loucura do sim e do não
Quero abrigo para os meninos
Quero abrigo para as meninas
Quero água do sertão
E a brisa beira-mar
Quero o rio doce em minha língua
Quero minha pátria
Tabaréus, cafuzos, mamelucos, mulatos – nação vira-lata!
Sim! Vira-lata!

Prestem atenção! A besta jamais dirá sim
Sem algo em troca.
Quinhentos e treze cabeças
Bilhões de Aves Marias

Amém .

Luciano Calazans. Salvador, Bahia.
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Inserida por Maestroazul

ANÓDINAS

O que sou?
Sou um cão
Um grão
Um não
Um tudo
Um nada
Nada é talvez
Tudo é talvez

Mal-passado
Passado o mau
Peço anódinas
Quentes, frias, mal-passadas
Mas que cheguem depressa

Pois a depressão inútil e controversa
Está aqui, latente
Dentro de mim ou em forma de gente
Cercando minha casa de palha
Meu jardim de plumas
Meu viver de sonhos.

O que sou?

Um fruto de um ventre
Um soprar de um vento leste
Uma ponta de icebergue
Uma semibreve

Preliminar de uma vida seca
Linha torta desenhada pelo tempo
Que caleja e que ensina
Que somos o que não querem
Que fomos o que queriam
Seremos uma pergunta [sempre]

Quem sou?

A tépida face que gargalha
A funesta sílaba de uma fala
A sábia águia a voar
Na vastidão de mil tormentos
Em segundos, meses, momentos

Que voam em uníssono
Em diferentes cores e firmamentos

O grão germina
É da sua natureza
Quem enxergar tal grandeza
Há de ser sempre a tal águia

A grandeza de um grão está em sua morte
A grandeza do sim é suportar
Um simples não
Com ou sem anódinas

Passado mau
Leite derramado
Mal-passado.

Quem é você?
O que é você?

Outra luz a acender...

Inserida por Maestroazul

O nosso reencontro



Sabe que,
A única certeza que se teve,
Que se tem,
E Que eu sempre terei?
O meu mundo sempre foi acinzentado,
Sempre caminhei com tanto fervor e esperança,
Porém,
Eu,
Jamais me atentei ao fato de que,
A vitalidade não residia em minha vida retrô.
Não.
Eu equivocada,
Jamais estive.
Ao permitir,
Que ela,
A receosa dúvida,
Nos afastasse,
Mesmo vivendo,
O meu corpo,
Inconscientemente sempre demonstrou sinais de infelicidade,
A razão tentou amenizar os constantes lapsos de tristeza,
Mas, quando as lágrimas envolviam os meus olhos,
A minha consciência era acessada,
Desta forma,
Despertada, e eu procurava por você,
Te observar,
Me transmitia a falsa sensação de paz,
Como eu poderia imaginar?
Que somente ao seu lado,
Era exatamente aonde a minha alma sempre almejou ficar.

Em 28/11/2018 ás 12:58 – Santos - SP

Escrito por C.M.G.C. ‘’Madam Avizza”

Inserida por Madamavizza

PAIS E FILHOS

Não tem nenhum problema em dar aos seus filhos o que você não teve materialmente... Só não esqueça de dar também aquilo que você teve a nível de educação e respeito.

Inserida por antonio_alves_5

Você pode ser uma pessoa religiosa, fazer yoga, meditar, fazer terapia, etc...
Se isso não te fizer ser uma pessoa melhor é porque você está fazendo errado.

Se repense todos os dias!

Inserida por antonio_alves_5

ELA VIU A UVA
Eva viu uva.
Mas disso todo mundo sabe.
O que quase ninguém sabe é o que vem depois...

Um dia desses, um senhor barbudo, um tanto criticado em tempos conturbados, perguntou a Eva:

- A uva estava gostosa, minha querida?

Eva, espantada, não sabia o que dizer, quase nem viu a uva, quanto mais conseguiu comer. Acenando que “não” com a cabeça, respondeu ao senhor que, ainda mais intrigado, perguntou:

- Mas o que faltou para isso acontecer?
Eva, descabida que era, retrucou:
- Tem certeza que o senhor quer saber?
E o senhor confirmou.
- Pois bem... Dessa uva eu só ouvi falar! Pois oportunidade eu nem tive para perto dela chegar! Disseram que sou preguiçosa, palavra que nem sei soletrar. Por que? Bom... Na escola eu nem quero mais entrar, lá não é lugar pra mim, já cansei de ouvir falar! Sou bagunceira mesmo! Não entendo nada, como posso lá ficar? Outro dia mesmo me xingaram, disseram que sou uma hiperooo, hiperooo, Hiperaaaa... HIPERATIVA! E mandaram minha mãe falar com uma tal de Rita de sobrenome Lina. Mas a uva?

- Ahh, essa uva foi já foi roubada, extraviada e fizeram até caixa dois dessa uva. Quem me dera poder comê-la! Essa uva já custa caro! E tem meses que minha mãe não tem dinheiro para sequer passar perto de um mercado. E na escola querem saber “por que” eu não fico como um aluno “comportado”.

Meu nome é Eva, e dessa uva eu só ouvi falar.

Inserida por antonio_alves_5

É PELO CHEIRO
É pelo cheiro de aluno entrando em sala, uma espécie de sabonete (para os que tomaram banho) com “corre que vai dar o sinal”.
É pelo cheiro da merenda que entra em sala e “atiça os narizes” antes do sinal do intervalo...
É pelo cheiro de aluno que correu o intervalo todo e voltou correndo mais ainda para a sala...
É pelo cheiro que fica na sala após tudo isso e ainda assim a aula segue...
É pelo cheiro que se sente falta durante as férias onde não se tem cheiros.
É pelo cheiro! Mas é, também, pelo abraço suado, melado que mesmo assim é bem recebido.
E é, também, pelos gritos no pátio.
É pela rotina... Que deixa “cheiros”!

Inserida por antonio_alves_5

O JALECO DO PROFESSOR SÉRGIO

É o professor de história que vem ali!
É um professor de jaleco que passa por aqui...

Mas jaleco pra quê? Só pro outro perceber?
Creio que não! Acho que tem muita intenção na cabeça desse grandalhão.
Falo de educação! Alguns dizem que é missão, outros dizem que dá um trabalhão...

Mas, sem dúvida, aquele homem de jaleco faz com dedicação!

Mas espere... É o professor de história que vem ali! É um homem de jaleco que passa por aqui...

Mas jaleco pra quê? Se nem médico é?
Seria respeito? Aquele de que a gente tanto quer?

Pode ser... Mas será que passa calor, será que deixa odor? Não sei... Mas o jaleco cai muito bem no tal do professor.

E professor não é qualquer um! É gente que ensina, e nessa sociedade você não os encontra assim em qualquer esquina!
Estão nas salas, nas escolas, fazendo acontecer aquilo que muitos só viram em histórias... Eu falo da problematização... Da visão de mundo e de educação que esses professores de jaleco andam dando a essa nação!

Mas jaleco pra quê? Será inspiração? Pode até ser... Pois é coisa da profissão.

E se for isso vou aceitar, pois já tem outros professores de jaleco a caminhar...

E não é que é, é coisa da profissão...
Ele passa de jaleco e vira inspiração.

Inserida por antonio_alves_5

NÃO GOSTO DE DATAS!

Não gosto de datas, as datas se vão.
E ao irem deixam marcadas naqueles que não as possuem, uma dor confusa.
Gosto dos dias, vividos, pensados, tentados e às vezes até perdidos, mas nunca rendidos.

As datas são produzidas e reproduzidas pelos homens que as possuem, formando um conjunto de desejos pueris e inalcançáveis pela massa que só observa e espera um dia chegar lá.

Mas, só reflito, não ataco agressivamente. Finjo-me de despercebido para não dar um abraço em uma data produzida. Por maldade? Creio que não, mas por força do hábito que me faz pensar e negar aquilo que historicamente foi determinado.
Sociedade patriarcal, família nuclear, religião de massa, teorias milagrosas, o politicamente correto... Isso não me faz sentido.

Faz-me sentido pensar e refletir sobre a verdade que posso contestar e não sobre aquilo que me dizem ser a “verdade”.

Inserida por antonio_alves_5

NA ESCOLA

Na escola se estuda!
Mas também se brinca, fala, pensa e questiona.
Na escola se discute, dialoga e se emociona...

Na escola se estuda!
Mas também se conta histórias, a dos livros e a do dia a dia.
E na escola tem coordenador, professor, diretor, zelador e às vezes até o tio e a tia.

Na escola se estuda!
E também se aprende, leva bronca, se machuca, sente dor, carinho e decepção.
Mas há sempre lugar para uma boa compreensão!

Na escola se estuda!
E é lugar de disciplina! Mas não qualquer disciplina!

Falo daquela disciplina inspirada pelo respeito, pelo afeto e, acima de tudo, pelo exemplo e pela dedicação!

E não se esqueçam, é impossível que na escola não se tenha emoção!

E emoção é coisa verdadeira, faz professor chorar, faz aluno cantar, e deveria fazer a sociedade toda lembrar, que é nesse espaço que um futuro se há de criar...

Inserida por antonio_alves_5



Vó faz doce como ninguém,
costura como ninguém,
faz comida como ninguém,
abraça como ninguém
e cuida como ninguém mais cuida.

E sabe quando dizem que “mãe é mãe”?
Então... Nem toda vó é igual! Mas vó é vó!
Vó tem voz mansa e carinhosa.
Tem a pele cuidada pelo tempo,
olhos sabidos e ouvidos atentos.
Vó conhece, vó sabe, vó já viu e já fez.
Então, atenção, cuidem da vó de vocês.
Vó é coisa preciosa, vó é valiosa,
pois ela é a que de todos já cuidou.

E para esse poema, foi minha vó,
foi minha vó que me inspirou...

Inserida por antonio_alves_5

TEORIA E PRÁTICA

Estudar não é tarefa fácil!
Mas é para qualquer um!
É direito garantido a todos, por isso não podemos nos esquecer de nenhum.

E o acesso é importante. Mas tem também a permanência, que é coisa ainda mais relevante.

E eu vou com Comenius, pois penso e sei que a todos é possível ensinar, basta que de maneira didática, o professor viva a se superar.

Na escola, na universidade, em qualquer nível ou modalidade... Educação é coisa séria, difícil e desafiadora, por isso todos os dias é necessário se repensar, enquanto professor ou professora.

E estar em sala, à frente do processo, exige compreensão, paciência e dedicação. Tendo sempre em mente que talvez isso seja, também, uma missão.

Por isso, insisto... Ser professor ou professora não é para qualquer um!
É coisa de gente louca, forte, corajosa e às vezes até sistemática.

Sendo necessário saber que muita teoria se precisa para estar na prática.

Inserida por antonio_alves_5

POETAS NÃO MORREM

Dizem que os poetas morrem...

Esses dias mesmo disseram-me 30 anos da morte de Drummond.

Não entendo, estou aqui com ele!
Não sou espírita! Estou aqui com ele!

Posso ouvi-lo, senti-lo, aprender com ele, ver suas palavras se materializarem nas mais puras e inteligentes lições de vida.

Como pode um defunto fazer tudo isso?

Drummond vive!

Os poetas não morrem!

Inserida por antonio_alves_5

FUI PRESO

Preso na dependência de Deus,
Preso no amor a minha família,
Preso na vontade de sempre fazer o Bem.
Fui preso no caráter e na dignidade da pessoa humana,
Preso na lealdade com os compromissos, sentimentos e ações,
Preso no arrependimento diante de equivocas e erros.
Fui preso no ponderar da verdade e na rejeição à mentira.
Fui preso pela compaixão aos mais necessitados e carentes,
Preso no sentir em débito com Deus e com a sociedade quando não consigo reproduzir o bem,
Então descobri que estando preso a tudo isto sou Livre, por escolher a cada dia ser uma pessoa melhor.

Inserida por transitar