Poemas românticos pequenos
não existem palavras ou sentimentos,
não existem razões nem vontade,
nada existe além de um talvez,
e é tudo tão vazio que, nem a razão,
nem o sentimento serão capazes de conjugar esse verbo que não existe.
dor sem sentido, sentimento vazio,
de uma saudade que se perdeu . .
Nem sei porquê!
Mas sei que...
Amo esse alguém que me faz sentir saudade.
Verdade...
Poderia ser você...
Poderia ser alguém...
Poderia ser até mesmo a saudade.
Sinto falta de um amor de verdade.
Há algo que não se altera ao longo do tempo, nas coisas
que realmente nutrem minha alma.
Anseio pela conexão que vai além do físico e do emocional,
pelos momentos raros e desprotegidos em que os corações se conhecem além das palavras.
Saudades curtas.
O leigo pensa que "amar é aproveitar o momento enquanto durar", mas o sábio sabe, que "paixão é incêndio e amor a fogueira que decidimos alimentar com a lenha de nossos atos".
Rauan de Santana Rosa
Nenhum drogado
Nenhum bêbado
Nenhum adúltero
Ninguém que faça o mal
A si mesmo,
É capaz de amar alguém
O presente pode ter o gosto do passado.
O passado podre faz azedar o presente
Um passado podre, um presente azedo, ver futuro estragado.
Presos no passado
Algemados no presente
encarcerados no futuro
Condenados pela eternidade.
A vida pode ser bela,
nos seus altos e baixos,
nos montes e vales.
Pois, uns dias são de glórias
e outros de mazelas.
As pessoas que nos amam também nos curam de feridas na alma.
Quando nos sentimos amados aos poucos vamos nos desarmando, baixando a guarda e nos entregando ao processo de cura.
Não há feridas que não sejam cicatrizadas quando expostas na essência do amor.
Deixe-se amar!
Caló
Tava presa em uma gaiola
Imitando um passarinho
Com um belo canto,
E uma penugem luzindo
Quando avistei de longe
Um caboclo Moreninho
Moreno da cor de café,
Tinha a lua em baixo do pé,
Com os olhos doces como mé,
Me atraia com sua fé
Quer me calar?
Ô, meu bem, vou te contar:
O gesto do silêncio é o mesmo do beijo.
Pra quê odiar quando se pode amar?
Ignorar, até.
Beijo, falo e silencio também
Entre os três, se puder escolher,
Beijo.
Sempre.
Lúgubres Rogos Febris
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No doce sal de teus rubros lábios acalento meus entorpecidos e pálidos devaneios d'amor; frio n'alma a se esvair, sussurro n'aurora do suspir'último, tímidos rogos - delírios de lúgubre febril paixão.
A simpatia saudou a empatia:
- Nossa, como você é simpática!
Ao que a empatia respondeu afável:
- Obrigada! Você emana empatia!
A antipatia resmungou, irritada:
- Quanta frescura! Ai que nojo!
Inquietação
Tem uma raiz se expandindo
Com um caule já à mostra;
Breve uma flor há de nascer
Neste teu coração de concreto.
