Poemas Realidade da Vida
11/04
O isolamento é triste
para quem não
tem vida interior,
Quando você for
isolado reaja
com o seu melhor
preenchendo o seu tempo
sem deixar se derrotar
por quem está querendo
fazer contigo o quê há de pior.
Mazurca marcada
Na Mazurca marcada
da vida você me leva
para acompanhar o seu
passo bonito pela terra,
No lombo do seu cavalo
sou eu a sua prenda predileta
que o teu peito bate apaixonado.
15/04
Faça da sua vida
um testemunho
de fé e otimismo,
A vida não é fácil
e sabendo disso,
acrescente amor
no seu caminho.
Nem tudo o quê parece é,
e por isso na vida
prefiro ter cautela,
porque nem sempre quem
tem razão ou quem não a tem,
podem ser os donos dela,
Ser crítica é uma coisa,
e ser desestabilizadora é outra,
prefiro ser crítica sem
desqualificar ninguém,
porque o amanhã
só ao Bom Senhor pertence:
Não tenho razão
de ser inimiga de ninguém,
para tanta inconformação
para tenho escritos poemas
para abandonar diariamente
os nossos conflitos e dilemas,
Apenas sou crítica quando
retiram o oxigênio
de quem pensa diferente,
e evito ter o dedo apontado
para a misericórdia
dar espaço simplesmente,...
Não vi, nada foi esclarecido
e dizem que não se sabe
do paradeiro da família de um tenente
que não tenho idéia quem são;
gostem ou não, nem sempre
do pessoal militar vou tirar a razão.
Só devo satisfação a minha
própria consciência,
e sempre que for preciso buscarei
corrigir-me porventura se por acaso
surgir um erro de avaliação,
sobre a vida e nosso continente
mergulhados em perturbação.
Só sei que já era hora
de ter havido entre a tropa
toda a reconciliação
que faz a liberdade
abrir as portas e as janelas,
e para o General que foi
preso injustificadamente
a merecida libertação.
Andam jogando
sem dó e
nenhuma piedade
brincam com a vida
de quem preso
está por pensar
diferente
nos calabouços
e sótaos deste
nosso continente.
Quase todos estão
sem acesso à justiça,
e isso sempre
e sempre assusta.
Sem me preocupar
com pertencimento,
e tampouco parte
da história fazer,
porque conheço
a própria história,
ato, letra e arte
capazes de
ocupar a eternidade
oferto versos
de consciência
indômita ao Universo.
Quase todos estão
neste inconscientes
que neste continente
há uma juventude
presa em massa,
mas para uns o quê
importa é o Carnaval:
Não que não
se tenha direito ao riso,
com folia também
se denuncia
o autoritarismo,
só quero é que
tenha ciência disso;
Rogando o tempo
todo pela liberdade
plena da tropa castigada
e do General que já
deveria estar solto,
lamento há quase
dois anos de injusta prisão
desde o dia treze de março
do ano de dois mil e dezoito,
porque quem se dedica
para a libertação pacífica
de todo um povo sempre valorizo.
O mistério das rosas
negras convidam
a pensar na vida,
nunca com elas
tive contato aqui
nesta América do Sul,
onde disseram que
o melhor amigo
de um líder em exílio
havia sido atropelado
por viatura militar,
e agora ninguém
mais sabe ou deseja
de fato confirmar.
Terra adorada
repletada de presos
de consciência,
desaparecidos
e notícias lançadas
para torná-la
antro de ofensas
e de divergencias,
não consigo prever
um destino melhor
se nestes vícios
houver persistência.
E percebendo cada
cena que se passa
neste continente,
construindo um
poemário de minha
total responsabilidade
e que o General não sabe:
por ele e pela tropa
venho pedindo
todo o dia a liberdade.
Tão precioso e raro
quanto marfim,
O nosso amor bravo
cruzou obstáculos
da vida e do tempo,
E hoje se confirma
o leal sentimento
que forte nos uniu,
e sempre se celebra.
A vida não para,
é fato que tudo
muda ou emuda,
e até em quem
nada deve
colocam uma culpa.
É poesia corrida
junto com o povo
fugindo das tanquetas
na Praça Itália,
e grito de socorro.
É corda de guitarra
pedindo para que
parem de matar
as nossas crianças,
e isso não é drama.
É ficar sem saber
quando chegará
a libertação
do General
que preso
não deveria estar
sem da tropa
jamais se olvidar.
É ter a consciência
que o que se passa
no Haiti no jornal
não vai passar,
e que há pouca
gente pelos quarenta
caídos se indignar.
Não vai mais
adiantar nessa
e em qualquer
outra vida
se esconder,
Muita gente
está a te observar;
Vão te capturar
da mesma forma
que escreveste
o teu currículo
com ouro negro:
A fortuna do povo
foi feita para
ninguém tocar.
Você e outros
ainda insistem
em mal usar
o nome do General
para se escudar,
Vejo desde longe
a guerra suja
e a manipulação.
O General ainda
continua preso
há poucos meses
de fazer dois anos
completos do dia
treze de março
que ele foi levado
injustamente
em plena reunião
ordeira e pacífica,
evidente tem sido
a falta de justiça
e de compaixão.
Por medo ou
cumplicidade,
Vejo muita
gente calada
neste tempo
que passa,
Posso nesta
vida muito
perto do que
é muito pouco.
Gradativamente
a imigração
vem fazendo
nova a sua vida.
E sem poder
fazer nada
nesta Pátria
protegida
pelo Condor,
Sei que há
um General
uma tropa
e o seu povo,
Todos vítimas
de mais de uma
prisão arbitrária.
Paulatinamente
a reivindicação
vem crescendo
todo o santo dia.
O General está
aprisionado
desde o dia
treze de março
do ano de dois
mil e dezoito,
De um hotel
ele foi levado
no meio a
uma reunião
pacífica;
Na Justiça
não ocorreu
audiência
preliminar
E mal deixaram
da saúde ele
se recuperar,
Só Deus mesmo
sabe como ele está.
Há um preso
que a irmã
idosa por
ele clama,
Não importa
o quê ocorreu
lá atrás,
A vida pede
é que todos
de uma vez
por todas
aprendam
olhar com
uma mirada
reconciliadora
lá para frente,
Espero em
Deus que
do coração
deste povo
jamais seja
apagada na
vida a chama.
Existe ainda
muita gente
para o mundo
nos dar conta,
e histórias
sobrenaturais
para a gente
se assombrar:
Um General
está com
câncer
na garganta,
E há gente
que finge não
se espantar.
Tem um preso
desaparecido
que todo
o dia a Mãe
pede para
não ficar
sozinha até
saber onde
o filho está,
Algo diz que
o coração
de Mãe no
fundo já
sabe qual
é a resposta.
Da Trindade
dos Generais
que estão
presos em
Fuerte Tiuna
não se sabe
quando irão
os libertar,
Clamo por
eles até
onde a voz
não se esgota
e a esperança
da mesma forma.
A vida do General
que foi preso
injustificadamente
no dia treze de março
em meio a uma
pacífica reunião
há mais de um
ano e meio
requer cuidado,
E até agora mais
nada sobre ele
nos foi noticiado,
E estes versos
ardem pelos abraços
não dados pelas
filhas no pai exausto.
Com as amazônicas
cinzas aqui deixo
o meu lamento
para que nada caia
no esquecimento,
Em mim dói um
continente inteiro
só de saber
o quê foi feito
com as minhas irmãs
que foram vítimas
de exploração
em Trinidad e Tobago.
Não generalizo
a culpa porque
ninguém pode
ser responsável
por aquilo que
não fez e nem
por aquilo que você
entendeu de errado:
Deixo claro que para
cada direito violado
haverá sempre um
lamento para que
o crime não
seja banalizado,
A vida Warao a cada
dia se encontra num
circuito mais delicado.
A Epifanía
que jamais
ninguém
na vida apaga,
É sinal que
nos impele
por quem sofre
nos sótãos,
calabouços
e com a privação
vivenciada
pela periferia.
O Império não
obterá vitória
seja por fogo
ou discórdia.
A minh'alma
poética como
um luciérnaga
insiste e busca
por notícias
dos Generais
que estão presos
injustamente
em Fuerte Tiuna.
Enquanto uns
desfilam egos
e afastando
a verdadeira paz.
Nos lábios está
o grito do povo
para que nos
SALVEM a VIDA
do último General
a cavalo preso
INJUSTAMENTE
desde o dia
treze de março
do ano passado
em meio a uma
pacífica reunião
por um grande
país pacificado.
A clarinetista moça
foi libertada sob a
triste condicional
de estar subjugada,
o crime dela só
foi desabafar
na hora errada,
e por sentir demais
por todos como
poeta não é difícil
imaginar que já
está proibida
a minha entrada.
Do General não
se sabe
mais nada,
tenho feito um
esforço tremendo
para que esse
silêncio não
deixe a minha
alma envenenada.
Dizem sem ver
há mais de dois
meses que em
GREVE DE FOME
ele se encontra,
e a inconformidade
de minha parte
tomou conta,
estou aborrecida
de uma maneira
que tu não fazes
idéia e nem conta.
A Pátria vizinha
não é segredo
para ninguém
que não é minha,
mas o hemisfério
também me é,
latino-americana
nasci, sou
e consciente
de que bendito
é o povo
que reinvidica
pela vida de
cada um de
seus guerreiros.
Fazendas invadidas
pela ELN colombiana,
o homem da terra
vai perdendo
na vida a confiança.
Com mais de poema
que tragam
notícias do General
preso injustamente
e a esperança
de ver a Nação
vizinha pacificada.
Até peito recobrar
o sonho de liberdade
é preciso perdoar
de verdade,
Para se reconciliar.
De povo para povo
sem arremedo
para quebrar
os grilhões do ego
e vencer o medo
do futuro,
É por isso que
me importo e escrevo.
Dizem sem provar
que no Inferno
de cinco letras
as amadas
estão presas,
Se foi intriga ou não,
por poesia aqui
estão na esperança
que alguém por
elas estenda a mão.
A pior ilha
que se pode
exilar alguém
nessa vida
é a da intriga.
Dizem histórias
sem nada provar,
quero ver
essa gente parar.
Desde a maldita
prisão sem
a verdade
esclarecida,
A cada dia
só vejo
o aumento
da injustiça.
Agora dizem
que levaram
o General
para La Orchila.
Do Vice-presidente
da Assembleia
ouvi a filha
que pede por
ele fé de vida,
E aqui eu sem
legitimidade
até para uma
campanha
começar
sinto o vazio
dos abraços
não dados
pelas filhas
e pela Mãe
do General
inocente que
em Fuerte Tiuna
trancado por
causa de intriga.
Parece um
pesadelo
sem fim:
ver quem
tem razão
trancafiado,
do mundo
seguindo
incomunicado
e sem chance
de se defender,
Percebe-se
que quando um
militar é de fato
do povo e para
o povo em um
neste momento
que não tem
sido superado
até ele está sem
como se proteger.
Não entendo
o porquê
jogaram uma
pena sem prova
e sem devido
processo legal
nos ombros
do General;
Enquanto isso
segue firme
o autoproclamado
no seu passo
para lá
de destrambelhado,
Não quero pensar
o pior de ninguém,
Até que libertem
o General e outros
presos na mesma
condição me permito
pensar que tudo foi
orquestrado por
alguém que
quer se esconder.
Quando o amor
na vida acontece,
ele jamais passa,
O amor quando
é amor sempre
permanece,
Onde quer que
os meus poemas
se encontrem
do teu peito
eles fazem parte.
Você é feito
de Sol, Lua
e todas as estrelas,
e eu toda tua.
Aconteça o quê
acontecer,
e seja onde for;
Se ele não
ficou é porque
era tudo
só não era amor:
Você é feito dele
inegavelmente,
até quando a mente
pensa diferente,...
Não do jeito
que idealiza,
Tudo o quê você
fez ou faz com
amor sempre
repercute
na eternidade,
Não importa
o curso que tome:
Você é importante,
e tudo o quê
você fez ou faz
sempre será grande.
É recorrente lembrar
do período das cheias,
e que a vida por aqui
nunca foi um
factóide existencial:
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
das boas maneiras,
e recordar da época
que o Pantanal
nunca houve seca,
No meu nostálgico
rimar interior ainda
canta a chalana
nas águas dos rios,
e recorda a Lua
que solitária rompia
a madrugada crua.
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
de viver corajosamente,
sem ter medo da vida
das tempestades
e das correntes,...
A Lua que reunia
estrelas infinitas
para cobrir cidades,
aldeias indígenas
e a tropa que ao som
da moda de viola
ao redor da fogueira
se distraía até
o aguaceiro abaixar,
e com o seu rebanho
conseguir passar;
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
como o peão era
feliz por vir de longe
para o amor encontrar
e por ele se deixar levar.
