Poemas Realidade da Vida
SEMPRE TERÁ ALGUÉM.
Ainda que os pássaros deixem de cantar, as águas deixam de fazer os seus sons, e as arvores deixam de orquestrar sua sinfonia.
Ainda que o sol não brilhe, a chuva não caia, a lua não apareça.
Ainda que o dia desapareça de nossas vidas e a noite caia sobre nossas almas.
Ainda assim surgirá um poeta, um romântico, um apaixonado, um sonhador que encontrará uma forma de viver e descrever o verdadeiro amor..
HOJE TUDO QUE QUERO É UM LUGAR.
UM LUGAR ONDE POSSO PENSAR.
PENSAR EM TUDO.
EM TUDO QUE JA FIZ , QUE JA DEIXEI DE FAZER E EM TUDO QUE AINDA QUERO FAZER.
QUERO UM LUGAR NA VIDA.
VIDA QUE GOSTO DE VIVER.
VIVER PARA UM DIA ENCONTRAR O MEU LUGAR.
ONDE ESTOU?
ESTOU CAMINHANDO, PROCURANDO, BUSCANDO.
UM DIA VOU ENCONTRAR.
A VIDA É LONGA SEI QUE O MEU LUGAR ESTA RESERVADO EM ALGUM LUGAR.
O dia vestiu-se de luto,
e transformou-se em noite.
Apagou seu lampião do céu,
e acendeu seu abajur de prata.
Chegou cansado,
Arquejante,
Enlutado.
Deitou-se, mas não dormiu.
Ligou o rádio
Eram seis em ponto.
''Santa Maria, mãe de Deus,
Rogai por nós pecadores''.
Desligou
Acendeu um cigarro,
fez fumaça,
e desenhou São Jorge.
Na luz quarto crescente
Do abajur de prata.
A terra seca
O vento que não sopra
os pássaros que não cantam
o sol que estremece as árvores;
Secas.
Maria na janela.
o sol queimando o vento
o vento que não sopra
o sol queimando Maria na janela
o bem-te-vi que não canta
Soalheira e silencio
Ar morto e viscoso
o céu sem nuvens
janela sem Maria
Um fim de janeiro, nos confins do sertão.
E as ondas , como sempre,
irrompem impetuosamente
na mesma proporção que o cenário
- esse meu alinhamento vertebral de versos irracionais -
permanece sereno e pacifico
no horizonte frenético da inspiração...
Perguntei ao Pai Oceano
o que era o silêncio
e Ele me respondeu com o rumor das ondas...
Perguntei a Mãe Selva
o que era o silêncio
e Ela me respondeu com o farfalhar das plantas...
Por muito tempo
estive a ler uma saudade
que o tempo nunca se cansou de me escrever
e hoje jà nao sei muito bem
se leio a saudade de um tempo
se é a saudade que se escreve no meu tempo
ou se é o tempo que lê a saudade escrita
em todos os meus tempos...
O que me faz ficar horrorizada
nao é o horror humano em si mesmo
mas sim
a horripilante espetacularização do horror
e a aptidão da humanidade a se acostumar
com a quotidianidade e a banalização do horror.
nesse meu cenário
componho versos e melodias
preparação adequada pra todo sentimento contido
e pra toda emoção refreada
eu ,completamente, toda mergulhada
no tudo, incompleto, de mim
recolho o perfume das estrelas maduras
que caem no meu jardim de verdes divagações poeticas
a delicateza do que sinto é demasiadamente forte
que sem piedade açoita o meu sonhar e o meu viver
então me liquefaço na poesia
que irriga a vergôntea das minhas tardes
e orvalha as petalas das minhas madrugadas...
Ela chegou devagarinho, mas gritando tudo aquilo
que o coração sussurrara inumeras vezes
naqueles instantes em que as orelhas
estavam demasiadamente entretidas para escutar...
e era estranho o fato que nada mais apunhalava, cortava e feria como antes,
apenas doia, ardia e magoava delicadamente.
Um desalento vigoroso se agarrou naquela tela guache prateada do anoitecer...
era uma dor forte, bonita, profunda, calorosa e cheia de luz
que chegou arrombando a porta trancada
para iluminar outras telas, outras dores e outras inspiraçoes...
lá no fundo ela tinha tanta doçura
e tinha tanto medo de ferir
as feridas expostas que se escondiam ...
Palavras alastrando-se pelo chão ...
a caneta convida o caderno … explosão
quando transborda a inspiração
eu nao sei estugar
o lirismo è o meu caminhar
a poesia é o meu pulsar
Estiro os meus versos umidos
no estendal da noite
galgo as poças das expressões singulares
no eirado deserto e mudo
o olhar goteja letras silentes
o silencio transborda gotas de palavras acanhadas
querendo virar frases poeticas
ensopada a caneta estrondosa
se ajoelha diante da folha prateada
implorando o fim da poesia encharcada…
A hipocrisia das datas celebrativas
Todo dia é dia de algo
porque todos os dias
a humanidade esquece de tudo
e sobretudo de todos.
A monstruosidade humana não pertence a nenhuma etnia
e não há nenhuma nacionalidade
mas possui o passaporte chamado humanidade.
Nem sempre o tempo agrada, chove muito ou faz sol
Nem sempre conseguimos o que queremos
Nem sempre queremos ou sonhamos o que conseguimos
Nem sempre o sonho sai da esfera mental
Nem sempre uma lagarta se torna borboleta
Nem sempre somos surpreendidos pelo acaso
Nem sempre algo é por acaso
Nem sempre choramos quando precisamos
Nem sempre podemos sorrir quando queremos
Mas, “Sempre” poderemos tentar outra vez...
Pois, aqueles que sonham, admiram
São encantados, ou amam as flores,
De certo suportam os espinhos...
Reginaldo Santana da Silva Formação em Psicologia.
