Poemas Realidade da Vida

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A seca e o Nordestino

Ah! que saudade eu tenho
Do meu sertão quando chovia
Que enchia nossos rios
De uma noite para o dia
A fartura em nossas casas
Nesse tempo existia

Não faltava em nossos lares
Milho, arroz e feijão
Produzíamos ainda mais
O ouro branco do sertão
Ah!que saudade sentimos
Das safras de algodão

Por falta de sorte
Ou por desgraça talvez
Os nossos rios secaram
Todos de uma só vez
Nunca vi coisa igual
Nem tão grande estupidez

As nossas culturas morreram
Ou já não produzem mais
Já está faltando água
Até para os animais
Crianças choram com fome
A miséria é demais

O sol que nos castiga
Inclemente e brasador
Que queima a nossa pele
Que causa tanto calor
Mas não queima a esperança

Não mata nossa fé
No Cristo, o Salvador
Não queima do Nordestino
Sua honra, seu valor
Não vai destruir
Força, Esperança e Amor.

Tudo vale a pena
se a dor não for pequena,
se o vício que envenena
e a alma aliena,
o corpo e a mente alimenta.

De quando as tardes eram domingos

O fim de tarde traz os versos de mais um adeus,
até que chegue a hora do último.
Mas,
isto não é o início do fim,
Mas,
o fim de um novo começo,
pois para que ter a tola ideia
de que um dia tudo acaba,
se esse pensamento é tão ruim?

Os caminhos cruzaram
nossas histórias e,
cada vida,
um livro que se escreve
com as lembranças
e a memória,
se encheu de mais palavras
e o horizonte se alargou.

Experiências.
As conversas demoradas,
acompanhadas d'um
bom café quente.
Frases mal elaboradas
que o riso descontraído
o trabalho alegrou.

E viva a vida.
E viva o dia.
Pois ainda que
chegue a hora
do adeus
nunca é tarde
para um novo começo.
E no embalo
destes versos
enfim,
por mim,
eu me despeço.

Criticidade

Aos tolos e iletrados
Falsos leitores de poesias
Julgam-se interpretes inatos
Na sua horrenda analogia.

As artes nascem de esforços hercúleos
Da solidão à perseverança
Engaiolada num verão de janeiro
Desabrocha a criação.

Muitas vezes vivo o que escrevo
Momentos que trago à clausura
Outras vezes do nada sai o pensamento
São palavras que se amoldam com formosura.

Os asnáticos nunca saberão
O que escrevo é somente à minha interpretação
O que eles leem...
Não é mais a minha poesia.

Dias de chuva

O brilho dum céu
azul celeste
traz a prece
da redenção.

Uma garoa fina
lava a grama
e faz do verde
a lama que
quer pedir
perdão.

Cada gota
de chuva
cai como
confissão
e pesa
culpa sobre
a minha
cabeça.

Rezo,
portanto,
pela expiação
das minhas
falhas e que
minhas faltas
não sejam
a prova exposta
daquilo que
nem sei.

Gosto disso
Mais que daquilo
Não sei por que gosto disso
Se não conheço a quilo.

Desejo que a Páscoa seja o acontecimento que marque o
Renascimento dos teus maiores e melhores sentimentos!
Guria da Poesia Gaúcha

Mas de corpo eu lhe digo
Eu Já vivi antes, a alma que habitas em mim
É do tempo do Egito quando eu tinha
120 anos.

Amigos guardem estas palavras que hoje eu lhes digo,
Abracem teus filhos
Abracem suas mães.
Deixem o ódio de lado, e plantem um novo amor em vocês.
Quando se morre nada aqui se leva e tudo volta ao pó
Dó que adiantará todas as mágoas?
Caixão não aceita perdão, a terra te suga
Lágrimas não trás ninguém de volta .

E se não fosse a poesia e os livros
O que seria dos homens bons
Da onde sairia o cavalheirismo
Quando ajoelharem
Pra beijarem vossas mãos ?

Tu escreveste tão bem que partiste meu coração,
Não é uma canção mas um verso,
Um verso que chama o universo
Pra mim tudo é poesia
Os teus versos teu desenho
É amor é melancolia

⁠Não luto por um mundo de igualdade racial, isso porque tenho a certeza da impossibilidade.
Luto por um mundo onde o amor e o respeito sejam prioridades. Assim nossos direitos entrarão em vigor e os problemas de desigualdade serão resolvidos!
Não se trata de igualdade, mas sim de não ser descriminado ou menosprezado por minha etnia.
Iguais não somos mesmo, mas perante ao Criador, feitos a imagem dEle, PERFEITOS.

(V.2)

Em uma manhã ensolarada
Sem nenhum compromisso;
Percebo que só me falta
O brilho de seu sorriso.

⁠As pessoas são comoventes nas redes sociais vocês já viram?
Como as pessoas se importam com os mendigos? Com a crianças vendendo bala nos faróis? Com as pessoas pedindo dinheiro pra sustentar seus vícios sem banho sem cama sem coberta morrendo
Mas vê se na vida real eles fazem alguma coisa, na vida real eles dizem
- esta nessa vida porque escolheu, usou droga esse é o destino, não julguem porque serão julgados
Vocês não sabem o passado dos teus pais e nem o futuro dos teus filhos
Em campos de trigo
Nem sempre nascem lírios .

⁠– Desde que eu era pequena, eles gostavam deste lugar. Sempre gostaram.
– Quem?
– As pessoas no céu.
– Acredita mesmo nisso?
– Não preciso acreditar. É a verdade.

⁠Shakespeare uma vez disse:
“se a rosa tivesse outro nome, ainda assim teria o mesmo perfume.”
Então...
não importa o que digam nem o que façam a você jamais perda a pureza de sua essência.

⁠O ignorante grita, o sábio fala.
O ignorante ofende, o sábio cala.
O ignorante perde-se nas palavras, o sábio encontra-se no silêncio.

⁠Mano, bota a cara aqui
Cês não aguenta tudo que eu vivi
Não imagina o que eu vi e os amigo que eu perdi
Nós vive um tipo de coisa que só sabe quem é daqui

⁠Os menor cresce revoltado, contra o Estado
E depois a mídia passa como se nós fosse errado
O seu sistema é de safado, aperta pro meu lado

Queria amanhecer-te
Respirar teu hálito de café fresco
carregado de açúcar
e orvalho.
Inalar teu cabelo
e sufocar-me de almíscar.

Mas tu me olhavas com os olhos da noite
Ofuscados de breu
Todavia sem brilho.

Queria dizer-te que tudo foi um pesadelo
Que a nossa laranjeira continuava em flor
e que as abelhas estavam enlouquecidas
pela primavera.

Mas tu me olhavas com os olhos de ontem
Muralhas de pedras
ofuscados de breu

Então respirei o hálito da matina
não o teu.
Um inebriante perfume de azahar
bafejado pela laranjeira em flor.