Poemas que Falam sobre Amizade Colorida
O caminho para a distância
Alma que sofres pavorosamente
A dor de seres privilegiada
Abandona o teu pranto, sê contente
Antes que o horror da solidão te invada.
Deixa que a vida te possua ardente
Ó alma supremamente desgraçada.
Abandona, águia, a inóspita morada
Vem rastejar no chão como a serpente.
De que te vale o espaço se te cansa?
Quanto mais sobes mais o espaço avança...
Desce ao chão, águia audaz, que a noite é fria.
Volta, ó alma, ao lugar de onde partiste
O mundo é bom, o espaço é muito triste...
Talvez tu possas ser feliz um dia.
Soneto Ao sorriso
Olho o sorriso esplendoroso
Teus olhos lindos de sol infindo
Como uma luz, vão espargindo
Por ser tão poderoso
E em teu regaço amoroso
Nosso amor vai fluindo
E de você eu vou fruindo
Me acalentando, dormindo
Amor meu, doce amor do meu coração
Nunca vi tamanha perfeição em teus traços
Que afeta a minha fala, e até minha respiração
E mesmo que eu esteja morrendo, caido, em pedaços
Por alguém que me dê, tanta inspiração
Se for pra morrer de amor, que seja nos teus braços
Do nome que tanto aclamei
Busco a resposta que tanto sonho
Dos olhos que tanto busquei
Estão perdidos por tantos planos
De branco Oh eu estive
Rezando por seu mero canto.
Do beijo que ainda me recordo
São sonhos, quase encantos
Das palavras que tanto escrevi
De gastos, meu peito há danos
De preto Oh eu permaneço
Orando por nosso último reencontro.
A vida é tristeza, malvadeza e impaciência.
Mas também é alegria, esperança e harmonia.
A vida é para ser vivida
Sou louco, mas aos poucos me torno são;
Sou um anjo, mas as vezes viro um dragão;
Sou um marinheiro, mas as vezes prefiro o chão.
Posso ser tudo, mas antes de tudo sou nada.
TUA MÃO
tua mão,
taça refratária
onde bebo o vinho
e o sangue
da tua imperfeição!
tua mão
poderia ser calma
doce e refrigério
tua mão
é suor e lágrima
angústia e medo
afeto e repúdio.
tua mão
é sonho e pesadelo
paz e desespero
poema improvável
tua mão
taça refratária
onde bebo o vinho
e o sangue
da tua imperfeição!
Evan do Carmo
Se em todas as tuas paredes
Se abrissem uma porta pra mim entrar mergulharia no teu sorriso só pra variar
cochicharia em teu ouvido, janelas.
Não seja o tipo de mulher que diz não querendo dizer sim, para simplesmente agradar a sociedade.
Não faça rodeios quando desejar algo.
Se agrade em primeiro lugar, sem pensar em nada, doa a quem doer.
Vejo as pessoas se indagando se elas tivessem agido diferente no passado.
Vejo as pessoas preocupadas com o que vai acontecer no futuro.
É tanto pensamento preso, parado que não se dão nem a chance de viver plenamente o presente.
O passado, faço questão de esquecer
O futuro, não faço questão de planejar
E o presente, esse sim eu faço questão de viver intensamente.
(...) O nome dela era Rosa, linda, perfumada e cheirosa como uma rosa de um jardim, mas, Rosa estava mais para uma flor despetalada, curtindo apenas os espinhos que a vida te proporcionava.(...)
(trecho do livro ainda não terminado)
Enigma lírico
Em seu sorriso melancólico,
vi um fatalismo tácito
seguido de um silêncio morno
incompreensível
Subitamente
revelo-se o crepúsculo de um mito,
o fim da ilusão dolorosa...
A resseca dionísica do um festejo
carnal, onde quase virou apoteose
de um carnaval em Veneza...
Encenamos um ato da tragédia goethiana
a morte do sonho mascarado
que fez do mendico de Fausto
um Rei Lear, em seu apogeu
glorioso de terna insanidade e lucidez
antes da traição lírica da musa
ao poeta da divina comédia
do amor platônico.
Menino Velho
Não sou um cara esperto
Tão pouco um gênio
Pois se me visse de perto
Veria que não sou assim
Não quero ser
maior ou melhor que ninguém
Quero ser eu mesmo
E se isso me torna diferente
Por mim que assim seja
Não sou um cara esperto
Pois se me visse de perto
Veria que sou um jovem
Com mentalidade de um velho
FICOU NO PASSADO
Em algum lugar do passado
você ficou,
ou foi o contrário,
fiquei eu,
diante do abismo do não
talvez ficamos ambos
invisíveis naquela foto
que não tiramos juntos
naquele abraço interrompido
pelo receio da consequência
naquela dança ensaiada
na caminhada à noite
sob à lua de setembro
nas pedras centenárias
da cidade morta
naquele beijo imprimível
Em algum lugar do passado
preferimos o silêncio
o acaso escolheu a inércia do corpo
e o calafrio das mãos
o quase sim da alma em desespero,
preferimos a calma e o conforto
a covardia racional
fugimos do mundo de Dante
restou a prosa proustiana
sem ciúmes, sem vida,
sem morte, sem poesia.
Evan do Carmo
Não consigo encarar
O que parar muitos é um leve fardo
Esqueci o sentido
Das palavras do passado
Me perdi nos pensamentos
Não há sentido no existir
E se não a sentido
Então por que insistir ?
Estou cercada de indiferença
E a solidão insiste em manter presença
E se é uma das amigas que tenho
A morte é a amiga que menos temo
Assim estava escrito em um bilhete
Pois não conseguia se expressar
E por mais que não aceite
Ela se jogou da janela do quinto andar
Busco inspiração no brilho das estrelas
Na beleza de uma flor
Num deslumbrante campo verde.
Mas minha maior inspiração é você.
A Primeira...
Me perguntaram uma vez
Mas não pude responder
Pois são infinitas coisas para dizer.
Mais de tantas coisas e de tantos pessoas
Porque logo você?
Aprendo tudo sobre ti só de olhar
E por anos me perco a pensar
Porque?
Porque você foi a primeira?
Porque não houve uma maneira?
De poder ficar com você...
Mas se um dia eu te ver
Desejo lhe olhar e dizer:
Você foi a primeira que eu amei
E mesmo que nunca fiquemos juntos
Eu jamais te esquecerei
Adeus Erros
Tchau! Falou! Adeus!
Suma daqui pelo amor de deus
Não aguento mais dormir e suportar
A dor que é ver isso se iniciar
Fecho os olhos, penso, relaxo
E com minhas memórias faço um trato
Leve tudo com você
Alegrias...
Momentos...
Mas leve também todo o sofrimento.
Pois estou disposto a me perder
Se essa dor eu puder esquecer.
Então só me resta uma coisa a dizer:
Adeus erros.
E os momentos felizes e de vitória?
Bom, essa é outra história.
Notas Maternais
Começo esse poema com um DÓ
Dó de quem não sabe como é bom
Ter alguém que só com o próprio som
Consegue fazer a dor desaparecer.
Será raio de luz ou um SOL?
Dou a RÉ e paro pra pensar
O que eu poderia te dar?
Presentes? Estrelas?
Então lhe dedico esse poema.
Se eu fizer o MI seria para mim
Então o transformo em um "ti"
Pois hoje só penso em você
Já que um dia não é o bastante para dizer
Tudo o que você merece ter.
O que me lembra LÁ atras
Época de infância
Que só você me dava a esperança
De que tudo ia melhorar .
Que dó, nem todas as notas pude citar
Mas não seria o bastante para falar
O quão importante você é.
E que essa nota que criei
Represente tudo que pra você dedicarei
"Ti" amo Mãe.
Meu sertão
Quando no sertão cai a chuva rega as plantações
Quem cedo madruga colhe emoções
Na varanda tomo um café e fumo um cigarro
Enquanto observo a brisa embaçar os vidros do meu carro
Escuto o canto dos pássaros no pé de goiabeira, e as cigarras melodicas no pé de serigueira
Quando no sertão chega a seca racha os solos e seca as águas
E as enxadas ja não cultivam mãos calejadas
Na varanda, descontente substituí os cafés por aguardente
E a brisa fresca pelo sol quente
No pasto seco vejo as vacas magras
E no terreiro urubus famintos devoram uma carcaça de cabra
Quando no sertão cai a chuva rega a emoção
Quem cedo madruga colhe a plantação
Quero te sentir
no cálice tilintam a pureza
com faro requintado
Ver tua alma...
Calma, segura....
Terna doçura
No perfume da flor
toco tuas pétalas
Que desabrocha amor
dizendo coisas sem nexo
Na imensidão do mar
Do infinito céu
e entra nesse mar de anseios
Com o perfume das damas jardineiras...
Flores das noites meninas !
Onde o céu encontra o mar....
No luar
Leva-me nos sonhos
Estrelas brilhantes cativas
a magia
Pura
Fugaz viver fantasias
De um jardim a florir
Com borboletas
Dançantes...
Um sorriso cativo
No lábio cintilante
Lembranças doces de que não me farto.
Venha romper com força a madrugada,
cinzenta faça minha intenção virar uma paixão
Gestos amenos...
Gentis....
Te faz virar fada encantada
com um rasgo de sensualidade
Um trago de felicidade
Em polens jorrados...
Afetuosa te espero
Nas carícias tácteis
Dispersas na tua pele
Numa morada te pede
Onde te alcanço com os braços....
Dengosa, se encosta, e mergulho em você.
Beijo te
Em carinho lhe induz....
O aroma perfeito
Do jasmim a conduz...
Ao amor desejado
Inspirado e amado...
Do sonhos calados....
Investi em ti
Esse momento ou encontro pode
durar um segundo ou mil horas
Menina dourada
Fada encantada
Um anjo com asas
É uma grande felicidade você ter
entrado em minha vida...
Não interessa como!
Assim se faz...
Amor e ser amada
quero cultivar sonhos sua alma teus sentimentos
Resplandece os tons de seu rosto acanhado...
para lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Ao expor sentimentos....
De toda jornada....
Do céu ao mar...
Das estrelas e jardins....
Toda florada....
Em cores sem fim...
quero ser sua melodia do céu
que dentro da alma soa.
Canção tocada....
Em acordes da alma...
Na lira flutua
do ré mi fá
me faça tua
Marcia Eli
&
Magali Galdini Alves (Blue *Angel)
