Poemas que Falam quem eu sou Evangelico

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Às vezes a ausência fala mais alto que mil mensagens.
Quem estava, mas não estava de verdade, mostrou seu lugar: O vazio.
Quem troca presença por conveniência, cedo ou tarde, sente o peso do que perdeu.
E eu sigo inteira, quem quiser me encontrar, que venha.
O resto… aprende na falta.

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.

Há beleza na constância de quem permanece em si mesma,
e há poder em aceitar que algumas pessoas não nasceram para andar ao nosso lado,
mesmo que já tenham
compartilhado passos conosco.

No Brasil ou fora dele,
te penso como quem respira,
sem pedir, sem saber,
só acontece.
Te penso entre o som da rua
e o eco do meu riso cansado,
num café que esfria sozinho,
num céu que insiste em ser nublado.
Te penso no idioma do vento,
que sopra teu nome nas esquinas.
E mesmo quando o mundo é imenso,
meu pensamento ainda te acha.

Ela mente com cuidado,
como quem planta espinho no lado ensolarado.
Afasta quem traz calor,
por medo de sentir amor.
Carrega um abismo sem fim,
cada mentira fecha mais um jardim.
Ama em segredo, destrói no olhar,
porque se entregar é arriscar se queimar.


No peito a verdade quer soar,
mas o medo insiste em comandar.

Pra quem nunca ficou


Você não ficou quando doeu,
nem perguntou se a noite me cabia.
Silenciou quando o mundo caiu,
e apareceu só quando eu fingia.
Disse “felicidades”, mas era medo,
não afeto, nem saudade.
Foi o susto de me ver inteira,
de eu seguir sem tua metade.
Eu esperei no eco do tempo,
no som do que não voltou.
Agora entendo: eu não te perdi,
foi você quem não me encontrou.

Acontece.
E a vida não pede permissão.
Só segue.
Quem sente aprende a andar diferente.
Quem foge repete.

Quem some nem sempre esquece.
Quem troca nem sempre está em paz com a escolha.
e arrependimento não é coisa que aparece rápido
nem faz barulho.

Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.

Toque de Abrigo


Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.

Há quem olhe de longe
não por saudade,
mas por inquietação.
Curiosidade não é cuidado.
É a pergunta que se faz
sem coragem de escutar a resposta.
Quem observa em silêncio
costuma carregar dúvidas
que não sustenta em voz alta.
Espia para confirmar
se a escolha feita
ainda se justifica.
Mas olhar não é presença.
E visitar não é permanecer.
Há histórias que não aceitam plateia
de quem escolheu não ficar.
Algumas portas seguem visíveis
não por convite,
mas por transparência.
Outras jamais se reabrem,
mesmo quando vistas.
E se alguém entende ao ler,
entende porque sabe.
Curiosidade reconhece
aquilo que não foi resolvido.

Palavra não é enfeite. Palavra é semente. Algumas dormem anos. Outras esperam a pessoa virar quem aguenta viver o que disse.
Eu aguentei..
E o mundo, meio contrariado, obedeceu.

Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.

A vida testa quem finge ser forte,
decisão separa discurso de porte.
Ou você se assume e encara o preço,
ou vira refém do próprio tropeço.

Quem não te assumi na luz
Não merece o teu amor no escuro
______________
Ou te escolhe..
Ou te perde.

Nem toda dor vira arte,
nem todo peito sabe lapidar;
mas quem encara o próprio abismo
aprende a se reinventar.

Amo como quem não sabe ser pouco, como quem sente até o limite e ainda acha espaço pra mais.


Existe um amor que arde mal resolvido, um incêndio que nunca virou cinza, que insiste em voltar nos dias mais silenciosos como se ainda tivesse algo a dizer.


Existe outro que é possibilidade, leve, quase vento, um caminho que me chama sem pressa, sem peso, como se o futuro tivesse um tom mais bonito ali.


E existe aquele que não vai embora. Não porque ficou, mas porque virou parte. Raiz invisível, presença em silêncio, memória que não se apaga nem quando a vida muda de direção.


Eu amo. Sem ordem, sem regra, sem defesa.
E no meio de tudo isso, eu sigo me reconstruindo, tentando não me perder entre o que ficou, o que poderia ser, e o que ainda sou.
Porque sentir nunca foi o problema.
O desafio é continuar inteira mesmo quando o coração insiste em ser muitos.

Quem ama não provoca.
Não faz cena, não disputa atenção, não usa terceiros pra atingir.
Quem ainda joga…
nunca entendeu o que era amar.
E eu?
Ainda sinto.
Mas sentir não me obriga a voltar
pra um lugar que me destrói.

Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.

Existem ideias que não podem ser compartilhadas com quem não tem visão para compreendê-las.


Nem todos estão preparados para certas verdades, certos planos, certos sonhos.
Já calei minha voz quando precisava falar não por esperteza, mas porque entendi que algumas mentes ainda não estavam prontas para a grandeza do que eu enxergava.


Não é loucura.
É discernimento.


Aprendi que não se entrega joias a quem só valoriza bijuterias.


Nos negócios, nas amizades e nos relacionamentos, nunca entrego tudo de imediato.
Porque um dia entreguei… e recebi uma rasteira.
E a dor daquele tombo virou sabedoria.


Hoje eu sei
não é qualquer um que atravessa a minha porta,
nem é em qualquer mesa que eu me sento.


Porque quem já sentiu falta d’água aprende a valorizar cada gota.


Evans Araújo