Poemas que falam do Silêncio
"Queria que quem amo enxergasse os detalhes que carrego em silêncio, e se apaixonasse por cada um deles."
A leitura exige tempo, pausa e silêncio – suplementos que não encontramos à venda em forma de gomas.
Ainda que meu coração se agite em silêncio ao contemplar tamanha graça, mantenho-me resguardado, pois jamais ousaria declarar afeto sem a certeza de ser correspondido. Porém, nobre é o sentimento que nasce sem aviso, e por ele, aceito o risco da espera. — Gabriel_Oliveira20230"
“Sou um paradoxo vivo: louco e lúcido, tímido e ao mesmo tempo ousado, frio como o silêncio da noite e caloroso como um sorriso inesperado. Carrego a gentileza nos gestos, mas também o peso do silêncio que me acompanha; sou amante da natureza em cada detalhe, das flores ao vento, e ainda assim me encontro vazio em boa parte do tempo. Sou de lua, mutável, um maluco apaixonado que sabe se desapegar sem perder a intensidade. Não compreendo plenamente meus próprios sentimentos — ora me afogo neles, ora os deixo escapar — mas talvez seja exatamente nesse mistério que resida a essência do que sou.”
Solidão a dois: o silêncio que machuca mais que a ausência. Nem sempre a dor está na ausência física. Às vezes, está no olhar que não vê, na escuta que não escuta. Entenda por que o abandono emocional silencioso pode ser mais doloroso do que estar só.
Nem tudo na vida merece resposta; o silêncio também tem o dom de fazer calar a boca inóspita de um tolo.
Mensageira da espiritualidade, desabrocha em silêncio, banhada pelo sagrado que pulsa na força matriarcal da vida: A natureza.
De hoje em diante, guardarei minhas palavras onde há censura e farei do silêncio minha forma de resistência, porque até o eco precisa de espaço para existir.
A partir de hoje, escolho o silêncio como escudo. Onde minhas palavras não são bem-vindas, serei apenas ouvidos atentos, porque até o silêncio carrega sabedoria onde há censura.
O amor se esconde nos detalhes: no toque sutil, no olhar que diz tudo, no silêncio confortável. São as pequenas coisas que carregam os significados maisinfinitos.
"A solidão não grita, ela sussurra — e é nesse silêncio que a alma aprende a sangrar em silêncio por não ser lembrada."
A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.
Há noites em que o céu parece em silêncio, dias em que tudo parece escuro, momentos em que a sede se intensifica e a fonte parece escondida. É aí que o sedento é provado. Não para desistir, mas para ser aprofundado. Deus não brinca de esconde-esconde — Ele nos esconde para nos preparar.
