Poemas que falam do Silêncio
Escrevo sobre o vazio,
sobre o silêncio,
sobre o peso,
sobre o choro,
sobre aquilo
que ainda não sei nomear.
Você se sente amada
quando o silêncio não pesa e a presença fala mais alto que promessas?
Você se sente protegida quando o mundo endurece e há um peito firme onde o medo some e você pode descansar?
Você se sente cuidada
nos detalhes invisíveis,
no olhar atento, na palavra que conforta, nos braços que acolhem e na mão que permanece mesmo cansada?
Amor não é só intensidade, é constância.
Não é só desejo, é abrigo.
Amor é ficar quando seria mais fácil desistir.
É escolher todos os dias, mesmo conhecendo falhas, limites e cicatrizes.
Porque quem ama de verdade não apenas diz: "eu te amo"
prova, sustenta e nunca solta a mão.
Algumas pessoas não perguntam porque são covardes e têm medo da verdade..
Preferem o silêncio porque sabem que a resposta pode destruir a fantasia que sustentam.
Outras não perguntam porque são trouxas e acham que já conhecem a verdade.
Confundem amor com posse e confiança com certeza absoluta.
Florescer em Silêncio
Passo o dia esculpindo pedras,
Como se as flores nascessem
Sem esperança.
Quanta ingenuidade!
De cabeça baixa, sigo,
Cercado pela desumanidade,
O céu, em silêncio, chora,
Mas o coração insiste.
As folhas secas se agarram,
Mesmo no inverno,
Quando as flores não nascem,
A primavera as faz renascer.
Entre lágrimas aprisionadas,
Ora livres, ora contidas,
Elas não se calam.
O jardineiro de mãos serenas
Observa, enquanto as flores,
Assim como ele,
Florescem a cada manhã.
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
O vazio é um espaço onde existe silêncio e nada.
O nada se basta?
O nada é suficiente com o seu vazio, com esse intervalo que colapsa no tempo?
É a presença, esta que nos coloca no agora, pois a mente dispersa, por isso despertamos a mente para fluir na presença da existência.
Vencemos, não?
É uma batalha o viver?
Vejo como a água do rio que flui, só vai seguindo o seu próprio curso, preenchendo-se de si.
Essa é nossa verdadeira natureza!
Selvagem.
Se foi
No silêncio profundo da alma,
Nas lágrimas escondidas,
No frio denso que se apoderou do coração,
O amor morreu.
O silêncio da noite nos convida a entrar,
Onde o toque da pele começa no olhar.
Aqui, o romance não tem timidez,
Se despe do medo e se entrega de vez.
Somos a chama que queima no escuro,
O abraço apertado, o porto mais seguro.
Um misto de anjo, de fogo e paixão,
Que pulsa no ritmo do coração.
Deixem a luz baixa, o mundo lá fora,
Porque o nosso instante começa agora.
— Anjinha Sensual
... salienta a
'filosofia do espírito'que um
eloquente e bem-posto minuto de silêncio suplanta com folgahoras e mais horas
deoratóriasbarulhentas
evazias!
No silêncio desta
noite nos prevejo
no giro do carrousel
dos teus abraços
e adorando os seus
beijos no melado
doce dos teus lábios.
Na galáxia dos teus
olhos profundos
navego ao ponto
de perder horas a fio
nos teus castanhos
e sublimes mistérios
de nossos desidérios.
É a lembrança do
que não vivemos,
porém sentimos
como já nós nos
conhecêssemos,
e silenciosamente
nos pertencemos.
De maneira mística
a sua presença
e a ausência capto
como estivesse diante
das minhas vistas,
Não fazes nem idéia
de cada sonho que
venho embalando
e reinaugurando
o Ano Novo a todo
o romântico instante.
A verdade nós dois
sabemos o quê já
está escrito sobre
tudo aquilo que
nos faz a cada
dia mais unidos
e mais absolutos.
A gente acha que a despedida é o choro no portão,
ou o silêncio pesado que rasga o coração.
Mas o último olhar acontece no meio do dia,
fantasiado de rotina, de pressa, de ironia.
Ninguém avisa que o "até logo" virou o fim,
que o universo recolheu o tapete do jardim.
E o mistério mais cruel que ninguém nunca contou,
é o sumiço do arquivo que o abraço guardou.
Aquela piada boba que só vocês entendiam,
os códigos secretos que os olhos traduziam...
Quando aquela pessoa cruza a linha do nunca mais,
esses pequenos mundos se tornam digitais:
existem na memória, mas não têm onde pousar,
viram línguas extintas que ninguém sabe falar.
O adeus definitivo não é só perder alguém,
é ver morrer o único espelho que te conhecia bem.
Você continua vivo, caminhando na calçada,
mas com uma gaveta interna trancada e deserta,
onde a chave foi embora na última piscada.
No santuário do silêncio, o barulho quase sempre fica por conta das lágrimas — contidas ou derramadas.
Lá não há necessidade de palavras bem escolhidas nem de explicações convincentes.
Ali, o que fala é o que transborda — ou o que dói ainda mais para não transbordar.
O barulho fica por conta das lágrimas, contidas ou derramadas.
Porque até o silêncio tem um idioma próprio, e ele quase sempre é aprendido na dor.
Há lágrimas que escorrem sem pedir licença, e há outras que permanecem presas, não por falta de sentimento, mas por excesso dele.
Ambas fazem ruído suficiente para quem sabe escutar com a alma.
Não é fraqueza chorar em silêncio; é coragem permitir-se sentir sem a plateia, sem o espetáculo, sem a pressa de parecer forte.
No santuário do silêncio, Deus não se assusta com o som ensurdecedor das lágrimas.
Ele entende o que a boca não consegue formular e recolhe cada soluço invisível como oração.
Porque, quando tudo se cala ao derredor, o coração encontra espaço para falar — e o céu, para escutar e até responder.
Felizes os que choram, porque serão consolados!
Talvez o nosso único Defeito Perdoável para o outro seja o Silêncio que fazemos para Poupá-lo.
Mas há algo de muito grave nessa empatia espinhosa: sacrificar a nossa Paz para poupar o próximo pode ser nosso Maior defeito.
Pois, há silêncios que parecem generosos…
Eles vestem a roupa da empatia, caminham com passos cuidadosos e nos convencem de que calar é uma forma de proteger — proteger o outro de uma verdade dura, de uma crítica necessária, de uma ferida que nossas palavras poderiam abrir.
Mas existe uma espinha escondida nessa delicadeza.
Quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser renúncia, ele começa a cobrar um preço alto demais.
Porque, enquanto poupamos o outro de um incômodo passageiro, vamos acumulando em nós aquilo que nunca teve o direito de existir.
E o que não encontra voz quase sempre encontra peso.
A empatia, quando exagera na dose, pode se transformar numa espécie de sacrifício íntimo: abrimos mão da nossa paz para preservar a tranquilidade alheia.
E, nesse gesto que parece tão nobre, às vezes cometemos uma injustiça silenciosa — contra nós mesmos.
Poupar o outro jamais deveria custar a nossa serenidade.
Porque há verdades que não ferem por serem ditas, mas por serem enterradas.
E há relações que não se fortalecem com silêncios, mas com a coragem delicada de dizer aquilo que precisa existir entre duas consciências que se respeitam.
Talvez, no fim das contas, o silêncio só seja realmente um Defeito Perdoável quando não se transforma no lugar onde abandonamos a nossa própria paz.
"Se todos soubessem o peso das palavras, darias mais valor ao silêncio.Quem sabe assim ouviria mais a voz de Deus e quando falassem seria com a voz do Espírito."
—By Coelhinha
"Que eu entenda Deus que o Teu silêncio não é abandono, mas um momento de fortalecer a minha fé, ter confiança e amadurecimento espiritual em Ti. Traga sempre a minha memória que estáis ao meu lado segurando minha mão e não permitindo que eu caía. Como diz em Tua palavra: 'Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus' (Salmos 46:10). Que esse versículo se aplique cada dia no meu espírito me trazendo paz porque eu sei que este silêncio é o Teu convite para entrar na sala do Trono; confiar e orar, pois o silêncio do Senhor é cuidado, jamais negligência. Amém!"
—By Coelhinha
"É no silêncio do medo quando oramos, que a ansiedade perde a sua voz e a confiança na fé assume seu devido lugar."
—By Coelhinha
"Conectar pessoas através de Deus em pleno ato de orar em silêncio. É tocar a alma deste alguém sem ruídos."
—By Coelhinha
"Corte laços com quem sorri na sua frente e apunhala pelas costas. Afaste-se em silêncio, pois o tempo sempre revela as máscaras sem que você precise se desgastar. Lembre-se: Sua paz vale mais."
—By Coelhinha
