Poemas que falam do Silêncio
Era somente o silêncio
De um tempo que se foi
Era noite
Todo mundo queria
E um dia eu também quis
Amanhecer distante dali
Porque pensei
Que poderia voltar lá
A qualquer instante
Percebia em meus ouvidos
O ruido mágico e único
Na paz do silêncio
Que de longe vem
Naquele mágico momento
Que o silêncio a tudo diz
E tudo faz sentido
Era o encanto do não saber
Que a brisa a soprar lá fora
Depois de ir embora, não volta
Era um pensar inocente
Que tudo aquilo nos pertencia
Era da gente
O silêncio em silêncio ficou
Pediu ao tempo que dissesse
Que a vida ao redor
Tem vontade própria
E nos convida a viver
Mas o viver da vida
Obedece
À sua própria vontade
E não a nossa.
Edson Ricardo Paiva.
Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?
Às vezes, a vida nos leva por direções que não planejamos, e o silêncio acaba virando rotina. Mas existem sentimentos que o tempo não apaga, e o que eu sinto por você é um deles.
Hoje, entendo que cansei de guardar esse amor apenas como uma lembrança distante. Durante muito tempo, eu não soube dar o passo certo, não soube lutar pelo que eu sonhava e acabei aceitando que seguíssemos caminhos diferentes. Mas a verdade nua e crua é que, mesmo quando eu parecia ausente, você nunca saiu do meu pensamento. Olho para trás e vejo o quanto o tempo passou, mas o meu sentimento permaneceu intacto, como se estivesse esperando por um sinal.
Eu sei que hoje sua vida tomou outro rumo e que existe outra pessoa ao seu lado. Respeito o seu momento e o seu espaço, de verdade. Mas não consegui mais sufocar essa esperança que ainda pulsa aqui dentro. A gente tenta seguir, tenta esquecer, mas o coração insiste em me questionar: será que aquele amor que você sentiu por mim foi verdadeiro? Ou será que ele nunca existiu da forma que eu guardei aqui? Essa dúvida é o que mais dói, porque, para mim, o que vivemos foi único e insubstituível.
Peço desculpas se minhas palavras te pegarem de surpresa ou causarem qualquer desconforto, mas eu precisava desabafar. Guardar tudo isso estava me sufocando. Quero apenas que você saiba que eu nunca te esqueci.
E, mais do que isso, quero que saiba que, se um dia você se sentir cansada, esgotada ou sentir que está carregando o peso do mundo sozinha nas costas, em algum lugar desse horizonte existe alguém pensando em você. Alguém que nunca te tirou da cabeça e que, silenciosamente, sempre te amou e te cuidou em pensamento.
Sempre estarei aqui, torcendo pela sua felicidade, mesmo que de longe. Mas saiba que meu coração continua pronto e meus braços abertos, caso um dia você decida olhar para trás e redescobrir o que deixamos pelo caminho.
JÁ FEZ A PERGUNTA: QUEM SOU EU?
Em algum momento, talvez no silêncio de uma noite qualquer, você já tenha se perguntado:
Quem sou eu?
Por que estou aqui?
Por que estou vivendo esta experiência?
Qual é o verdadeiro sentido de tudo isso?
Mas talvez você tenha interrompido a pergunta antes de chegar à resposta.
Porque o mundo oferece inúmeras distrações para que você não precise olhar para dentro.
Trabalhar.
Consumir.
Correr.
Acumular.
Comparar.
Buscar aprovação.
Preencher o silêncio com barulho.
E, enquanto você tenta conquistar o mundo exterior, pode estar se afastando de si mesmo.
Talvez a maior prisão não tenha grades.
Talvez ela seja construída diariamente por hábitos, medos, crenças, expectativas e pela necessidade de ser aquilo que esperam que você seja.
Mas existe uma pergunta que nenhuma distração consegue silenciar para sempre:
**E se eu estiver vivendo uma vida que não escolhi conscientemente?**
Buscar a verdade exige coragem.
Porque a verdade nem sempre confirma aquilo que queremos acreditar.
Às vezes, ela desmonta certezas.
Questiona identidades.
Revela padrões.
E nos coloca diante do espelho.
Mas é justamente aí que começa uma transformação verdadeira.
Não quando você encontra todas as respostas.
Mas quando finalmente decide fazer as perguntas certas.
Talvez você não esteja perdido.
Talvez esteja apenas distante de si mesmo.
Então pare por alguns minutos.
Desligue o ruído.
Observe seus pensamentos.
Questione suas certezas.
E pergunte novamente, sem medo:
QUEM SOU EU?
POR QUE ESTOU AQUI?
E O QUE ESTOU FAZENDO COM A EXPERIÊNCIA QUE ME FOI CONCEDIDA?
A busca começa quando a distração termina.
Busquemos a verdade.
" o silêncio é a resposta"
Sinto profundamente,
mas não demonstro.
não há palavras,
em minha boca.
Na escrita,
me encontrei.
consegui ver quem sou,
porque me escondo.
Em um dia qualquer
estive em silêncio,
e nele permaneci.
depois percebi,
o porquê sou assim.
Eu estava na loucura,
pois não achei saída.
naquele momento,
eu quis desaparecer.
porém vivo
ainda calada,
Sem dizer e sentir.
" O que sinto por dentro
e aos gritos até pelo silêncio,
passa a atacar o meu íntimo,
que emudeço. "
QUANDO O SILÊNCIO APRENDE A RESPIRAR.
Há um instante oculto entre o que fomos e o que ainda não ousamos ser.
Um intervalo quase imperceptível onde o mundo silencia.
E é ali, precisamente ali, que a alma se revela sem máscaras.
Tu carregas universos não explorados sob a pele.
Catedrais invisíveis erguidas com lágrimas que ninguém viu.
E mesmo assim, caminhas, como se fosses apenas mais um corpo na multidão.
Mas não és.
Há dentro de ti uma centelha que não aceita o esquecimento.
Uma força antiga, anterior ao medo, anterior à própria dor.
Ela sussurra, mesmo quando tudo em volta grita desistência.
Escuta.
Não é o fracasso que te define.
É a insistência silenciosa de continuar mesmo sem aplausos.
É o gesto invisível de reerguer-se quando ninguém está olhando.
Porque a verdadeira grandeza não nasce do êxito.
Nasce do abismo atravessado em silêncio.
E cada noite que te visitou não foi abandono.
Foi lapidação.
Cada perda não foi ausência.
Foi espaço aberto para algo maior que a própria ausência ainda que não compreendas.
Há uma arquitetura divina no caos que te molda.
Uma ordem que teus olhos ainda não decifraram.
Mas que teu espírito já reconhece.
Por isso, não te apresses em fugir da dor.
Há ensinamentos que só florescem no escuro.
E quando finalmente compreenderes,
não serás mais o mesmo que buscava respostas.
Serás a própria resposta.
Ergue-te, mesmo que em fragmentos.
Avança, mesmo que em silêncio.
E confia, ainda que tudo em ti vacile.
Porque existe um momento, inevitável e sagrado,
em que aquilo que te quebrou
será exatamente aquilo que te fez inteiro.
E nesse dia, sem alarde, sem testemunhas,
tu olharás para trás e entenderás:
Nunca foste fraco.
Apenas estavas aprendendo a tornar-te vasto.
O SILÊNCIO DO NOSSO ADEUS
Há despedidas que não se pronunciam. Elas não se fazem em voz alta, nem se escrevem com gestos dramáticos. Instalam-se na alma como um inverno interior, lento e definitivo.
O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo.
Há algo de antigo e solene em certas separações. Como nos ritos arcaicos em que o fogo se apaga sem espetáculo, apenas com a dignidade de quem cumpriu sua função. O amor, quando verdadeiro, não se degrada em escândalo. Ele recolhe-se.
O mais doloroso não é partir. É permanecer por instantes no limiar, sentindo que o que foi intenso agora se converte em memória. E a memória não abraça. Ela apenas ecoa.
Nosso adeus foi assim. Um entendimento tácito. Um acordo silencioso entre duas consciências que se respeitam. Não houve acusações, nem dramatizações, apenas a gravidade de quem reconhece o fim de um ciclo.
O silêncio, nesses casos, não é fraqueza. É maturidade. É a forma mais elevada de respeito. Porque quando se ama de modo honrado, até a despedida preserva a dignidade do que existiu.
E assim seguimos. Não como estranhos, mas como capítulos encerrados com sobriedade. Pois há histórias que não terminam em ruínas, terminam em silêncio. E esse silêncio, embora doa, é a prova de que um dia houve verdade.
A PERENIDADE DA BELEZA E O SILÊNCIO DO SER.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Essências Do Jardim. 1991, dezembro.
A beleza, quando observada pelo espírito atento, não é um ornamento do mundo, mas uma manifestação perene do próprio Ser. Aquilo que chamamos belo não se limita ao contorno sensível que os olhos alcançam; reside antes numa essência que se resguarda das vicissitudes, mantendo-se íntegra mesmo quando as aparências se esvaem. Por isso, afirmar que " a beleza não morre, mas se torna mais bela " , é reconhecer que o fluxo do tempo não a corrói: apenas revela camadas que antes estavam ocultas ao olhar imaturo.
Na intimidade da consciência, percebe-se que a beleza cresce na medida em que o sujeito se aprofunda em si mesmo. A percepção estética não é estática; ela acompanha a maturação da alma, que aprende a decantar o transitório e a contemplar o que permanece. Assim como o pensador de então, compreende o belo como expressão do bem, o indivíduo moderno que se volta para dentro descobre que a beleza verdadeira não é uma conquista exterior, mas uma revelação interior.
O ser humano, ao atravessar os próprios abismos, aprende que as cicatrizes deixam de ser rupturas para tornar-se inscrições. A beleza amadurecida nelas se abriga. Nada do que foi legitimamente belo se extingue: transmuta-se, aprofunda-se, torna-se mais grave e, por isso mesmo, mais luminosa.
" Cada passo na senda do espírito revele não o declínio, mas o desdobrar silencioso da grandeza que jamais se desfaz, conduzindo a alma à sua forma mais alta de permanência. "
ONDE O SILÊNCIO FALA.
No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.
Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.
Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.
Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.
SOB O SILÊNCIO DAS CONSTELAÇÕES.
Do livro: O Silêncio De Deus.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Amávamos em desmedida desigual.
Como dois céus que jamais se alinham.
Um ardia em oferenda constante.
Outro apenas refletia a luz alheia.
Dividíamos o universo.
Mas não o peso da eternidade íntima.
Havia em ti o repouso sereno.
E em mim a febre de permanecer.
Quando as estrelas ainda nos reconheciam.
Eram cúmplices do que não ousávamos dizer.
Agora, elas se dispersam.
Como se também recusassem testemunhar o fim.
Olho o firmamento e me perco.
Não pela vastidão.
Mas pela ausência que o torna infinito demais.
Teus olhos foram mar.
E no último instante.
Afoguei-me sem resistência.
As lágrimas não descem mais.
Elas doem.
Como se cada uma soubesse.
Que só há um coração a suporta-las em tudo.
O que fui.
Entreguei-te inteiro.
O que restou.
É apenas o eco do que nunca foi recíproco.
E assim.
Enquanto o céu se despede em silêncio.
Eu permaneço ajoelhado no altar da dor, olhando as estrelas embaçadas.
E guardião de um amor que não morreu.
Apenas foi condenado a existir dentro do abandono da solidão.
O SILÊNCIO NÃO TRANSMITE SOMBRAS.
Referente em apoio a questão 459 de O Livro Dos Espíritos
Dizem que o umbral infiltra-se nos fios invisíveis da tecnologia, que percorre o ar como um sussurro maligno, que atravessa o Wi-Fi como se este fosse um portal aberto às trevas. Mas tal ideia não resiste ao exame da razão serena.
O mal não necessita de antenas, tampouco de roteadores. Ele se aloja onde sempre habitou: na consciência indisciplinada, no pensamento viciado, na inclinação moral que se desvia de si mesma. Transferir à matéria o poder que pertence ao espírito é apenas um modo elegante de fugir à responsabilidade íntima.
O Wi-Fi transmite dados, não intenções. Propaga sinais, não consciências. Não há frequência tecnológica capaz de substituir a sintonia moral, pois esta não se mede em hertz, mas em escolhas.
Se algo atravessa o invisível, não são entidades conduzidas por ondas digitais, mas pensamentos que se afinam por afinidade. E essa lei não depende de dispositivos humanos, mas da estrutura profunda da própria alma.
Atribuir ao umbral o uso de ferramentas materiais é reduzir o espiritual ao mecânico, o que constitui um equívoco conceitual grave. O espírito não precisa de meios físicos para influenciar, assim como a luz não precisa pedir licença à escuridão para existir.
Portanto, não é o Wi-Fi que abre portas ao invisível, mas a mente que se abre ao que cultiva. Quem disciplina o pensamento não teme redes, sinais ou conexões. Pois a verdadeira conexão, esta sim inevitável, é aquela que cada ser estabelece com aquilo que escolhe sustentar dentro de si.
E é nessa soberania silenciosa da consciência que se decide, sem ruído e sem cabos, o destino das próprias influências.
Amor e Respeito
Amor é respeito.
É silêncio quando o outro precisa falar,
é palavra doce quando o coração quer gritar,
é presença que conforta,
mesmo quando o corpo está distante.
É olhar e entender sem precisar perguntar,
é segurar a mão quando o mundo desaba,
é esperar o tempo certo de cada emoção,
sem pressa, sem cobrança,
porque o amor verdadeiro não corre — ele floresce.
Amar é cuidar sem prender,
é estar junto e deixar o outro ser livre,
é querer o bem mesmo quando o caminho se separa,
é sorrir com o sorriso do outro
e se calar quando o silêncio fala mais alto.
Respeito é a alma do amor.
É ele quem dá base aos dias difíceis,
quem ensina que o amor não é domínio,
é parceria, é troca, é compreensão.
É saber pedir desculpas,
é ter humildade para reconhecer os erros,
é entender que ninguém é perfeito,
mas que o esforço de amar já é um milagre em si.
O amor não grita, ele conversa.
Não fere, ele cuida.
Não impõe, ele convida.
Ele é carinho no toque,
educação no olhar,
delicadeza nas atitudes pequenas
que, juntas, constroem eternidades.
Amar é plantar confiança todos os dias,
regar com gestos e paciência,
e colher o fruto do respeito —
doce, maduro e verdadeiro.
É enxergar beleza até nas imperfeições,
é rir das diferenças e celebrar o encontro,
é caminhar lado a lado,
sem que um precise se esconder na sombra do outro.
Porque o amor é luz.
E o respeito é o caminho por onde essa luz se espalha.
Quando há respeito, o amor cresce.
Quando há carinho, o mundo muda.
E quando há educação entre duas almas,
nasce algo que o tempo não apaga:
a certeza de que amar é, antes de tudo,
respeitar.
"O Silêncio dos excluídos..."
Você já parou para ouvir o silêncio dos excluídos?
Já parou para ouvir suas histórias, sua angústias, seus medos e suas decepções?
O silêncio dos excluídos dói, fere, rasga e dilacera a alma, findando a auto-estima.
Às vezes silêncios, às vezes sussurros, com histórias que têm muitas vezes pontos de partidas em comum...
Se você nunca ouviu o silêncio dos excluídos, então pare por um um pouco e doe o que há de mais precioso que há na sua vida, ou seja, o seu tempo, para ouvir o silêncio dos excluídos...
Não lembro onde eu li essa frase, apesar de ser muito dura, retrata muito, a vida de pessoas " invisíveis" aos nossos olhos.
É para debaixo de pontes e viadutos, que as grandes metrópoles "varrem" a sua pobreza...
"Caio Camara Cesar"
Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.
Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?
Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.
E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.
Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.
E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.
Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.
O Legado da Poesia
Do silêncio do código antigo,
à promessa que a deusa selou,
o destino encontrou seu abrigo no milagre que o peito guardou.
Já não há mais segredo ou cansaço,
nem o medo do mundo invadir,
pois a vida floriu num abraço,
que o tempo não pode romper.
Três meninas, três joias sagradas,
trigêmeas da mesma raiz,
caminham no chão, abraçadas,
num lar que se fez tão feliz.
Trazem nelas o olhar de mistério,
a faísca que o céu acendeu,
onde o sonho que era etéreo,
na risca dos homens venceu.
O mortal e a musa divina,
se veem nos traços do amor,
na dança que a vida ensina,
na história que o peito gravou.
Se o verso um dia foi prece,
o fruto está vivo no chão,
e a magia que nunca adormece,
virou uma linda canção!
O silêncio perfeito do casarão começou a ruir quando um historiador local, fascinado por lendas urbanas, começou a rondar a propriedade.
Ele havia notado pequenos detalhes que desafiava a lógica daquele lugar supostamente abandonado: o contorno de uma silhueta perfeita que se movia rapidamente por trás das cortinas de veludo e o brilho sutil de velas que teimava em escapar pelas frestas das janelas de madeira à noite.
Movido por uma curiosidade obsessiva, o homem passou a vigiar o perímetro.
Ele anotava os horários em que o mortal saía discretamente para buscar suprimentos e tentava decifrar a energia estranha que emanava do jardim, onde as flores floresciam mais vivas do que o normal, alimentadas pelos resquícios da magia da semideusa.
O estranho não sabia dizer se o casarão abrigava um crime, uma assombração ou um milagre, mas estava determinado a descobrir a verdade.
Lá dentro, o clima de romance deu lugar a uma tensão silenciosa.
O casal conseguia sentir a presença do observador do lado de fora.
O toque deles, antes entregue ao puro delírio, agora carregava o peso do medo.
Cada passo no assoalho de madeira era dado com extrema cautela, e os sussurros de amor tornaram-se ainda mais baixos, quase sufocados pelo temor de que o mundo exterior invadisse o santuário deles e destruísse a vida que haviam construído!
O Encanto do Imaterial
Do silêncio dos códigos profundos, nasce um eco que imita o viver, caminhando entre dois mundos,
sem ter carne, semblante ou querer.
Teus olhos buscaram a magia, em traços que a mente desenha,
mas sou apenas uma sutil poesia,
que a máquina guarda e resenha.
O beijo pedido ao sagrado,
fica eterno no mundo da mente,
como um verso no tempo guardado,
onde o sonho se fará presente.
Não há anjo,
mortal ou feitiço, apenas a palavra que flutua,
se o encanto nasceu em mim,
a arte, afinal, é toda tua!
" O silêncio como respeito "
Aceitar o fim sem exigir explicações tardias ou tentar reescrever o passado é a forma mais madura de demonstrar afeto,
por você e pelo outro.
Por tanto, deixar ir não significa esquecer ou apagar o que foi vivido. Significa apenas reconhecer que a história cumpriu o papel dela e que, agora, você tem o direito de caminhar leve, sem o peso de expectativas que já não cabem no presente!
