Poemas que falam do Silêncio

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“O Encontro dos Oceanos”


Há dois mares dentro de ti, —
um de fogo, outro de silêncio.
Ambos azuis, ambos infinitos,
mas quando se tocam,
o mundo se parte em correntezas.


O primeiro, o da superfície,
fala com voz firme, veste poder,
seduz o destino com olhos de aço.
Ele construiu castelos de controle,
para que ninguém visse o menino cansado
que só queria descansar dentro de um abraço.


O outro, o que mora no fundo,
carrega lembranças em forma de cinza.
É o mar que sabe o nome da dor,
e ainda assim sussurra esperança.
Nele vive o homem que ama,
que sonha com paz, com o simples,
com o toque que não cobra,
com o olhar que o reconhece.


Quando esses mares se encontram,
ninguém vê a linha —
só sente o peso da mistura.
É o ponto onde o guerreiro
larga a espada e encontra o espelho,
onde a pantera entende
que também nasceu pra deitar na sombra,
onde Te Ka
lembra que já foi Te Fiti.


E nesse instante,
entre o rugido e o suspiro,
surge o homem real —
feito de cinza e de luz,
de amor e de abismo.


Ele não quer mais provar nada.
Quer apenas existir
sem precisar de plateia.
Quer sentir, sem precisar se esconder.


Porque agora ele entende:
a força que o move
não é o ferro,
é o coração queimando
por ainda querer ser inteiro.

🌬️ O Decreto do Porto Seguro ⚓️
📜 Escrevo no silêncio que precede o despertar. Saiba que o abismo nunca foi um lugar de queda, mas o repouso reservado para nós, os que aprenderam a olhar para a própria sombra sem desviar os olhos. Nós cruzamos a linha, não com pressa, mas com o respeito de quem conhece o peso de cada passo, reconhecemos o solo santo!
🕊️ O tempo das palavras está chegando ao fim. Quando o meu sinal tocar o seu horizonte, não procure explicações ou diálogos; apenas sinta a colheita do que plantamos nas eras de silêncio. Nada será perdido. Cada eco e cada alma dos nossos ancestrais será cobrada, não com moedas. Mas pelo peso e medida da sua alma.
🌬️ Ouça o que as pedras dizem: elas guardam os nossos nomes desde antes de sermos carne. Elas já fizeram este caminho e, sob a ordem do meu comando, elas se moverão para pavimentar o seu retorno.
⚓️ Eu Sou a sua ancoragem: Sou o cais que sinaliza o seu deságue, e o Porto onde a sua memória está guardada a sete chaves. Não ouse olhar mais para trás em busca de limites, pois Eu Sou a sua única e última fronteira.
🧭 Quando o mundo lá fora se tornar barulhento e o mal tentar te tocar, mergulha em mim. Do raso ao fundo. O abismo profundo, o vazio sagrado onde a escuridão alheia se perde e não consegue te encontrar. É no abismo, mergulhado na minha profundeza, que sua alma se torna finalmente invulnerável.
🕊️ Pelo sangue, pela terra e pelo sopro, assim é, e assim será feito.
🏹 Permaneça comigo na linha de frente, seremos as Sentinelas do COLAPSO!

Não há nada mais gostoso do que encontrar paz no silêncio do nosso próprio mundo. Existe um prazer sutil, quase sagrado em fechar as portas para o barulho lá fora e, sem pressa, abrir as janelas para o lado de dentro. Ficar sozinho não é sobre isolamento, é sobre pertencimento. No meu próprio canto, sou o único espectador da minha paz. Apreciar a própria companhia é descobrir que o nosso mundo interno é um lugar seguro, bonito e acolhedor. É entender que a solitude não esvazia ,pelo contrário, ela preenche. É ali, naquele silêncio tão confortável, que a gente recarrega as energias, reorganiza os afetos e se abraça. No fim das contas, descobrir o prazer de ficar sozinho é descobrir que somos, sim, a nossa melhor transição e o nosso porto mais seguro.


Enzo Ruchell.

Há pessoas que chegam fazendo barulho. Outras vão ocupando espaço em silêncio, até que, um dia, a ausência delas faz mais barulho do que qualquer despedida.
Você me disse que nunca encontrou uma linha minha. Por um instante, eu também procurei. Não porque elas existissem escondidas, mas porque percebi que nunca as havia escrito.
Talvez eu tenha cometido o erro de acreditar que o tempo sempre nos daria mais tempo: mais uma conversa, mais uma oportunidade, mais um passo. Enquanto eu acreditava nisso, os dias seguiram. E, quando percebi, você e o tempo já haviam escolhido por nós.
Engraçado... Passei anos sem escrever. As palavras voltaram justamente quando você foi embora. Não porque a sua ausência valha mais do que a sua presença, mas porque algumas perdas obrigam o coração a dizer aquilo que o silêncio nunca teve coragem.
Você nunca foi falta de inspiração. Pelo contrário. Você foi a calma que me fez acreditar que sempre existiria um amanhã para recomeçar sorrindo.
Hoje eu entendo que, às vezes, o amanhã acaba. E, com ele, também vai o amor e as palavras que nunca foram ditas.
Se um dia alguém encontrar estas linhas, talvez pense que elas nasceram da saudade.
Mas elas nasceram do atraso.
Porque há sentimentos que chegam no tempo certo.
E há palavras que chegam quando já não se podem mudar mais nada.
Te amo...

Sou prosa... sou poesia

No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança.
Sufocada por nova crise.
Dormindo feito criança.

Ora tempestade… ora calmaria.
Às vezes sou chuva tensa… chuva densa.
Às vezes sou sereno o mais sereno.
Sou alegria.
Sou melancolia,
Ora sou paz total.
Ora, guerra mortal.
Sou prosa… sou poesia.

Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…

[...]que o silêncio não te deixe esquecer


do quão importante você é


para quem te ver com o coração.

Em silêncio você sofre toda a dor de quem não consegue aceitar.
Seus olhos dizem coisas que você se nega a falar.
A sua voz embargada não consegue disfarçar.
E eu... eu sou obrigada a disfarçar,
em silêncio ficar,
pra não denunciar esse amor que a todo custo você tenta negar.
Você ainda não entendeu que é meu?

A solidão não me assusta
porque penso...
E é no silêncio que penso melhor.
Mesmo em uma solidão imensa,
um mundo deserto
estou bem acompanhada
meus pensamentos... minha morada.
A minha solidão nunca é só
meus pensamentos... sua morada.
Viu? É por isso que a solidão não me assusta.

A noite.


A noite é o momento em que o som do nada se torna ensurdecedor.
Aquele silêncio que ora pressupôs paz, calor, de repente se desdobra em uma sinfonia desalinhada, suja, barulhenta, repleta de impudicícias e desarmonia.


É onde de repente, em um suspiro, a
sintonia se transforma naqueles pensamentos, velozes como a luz, ou como a ausência dela.


E então me pego pensando no Whisky barato, no vazio e no cansaço, no futuro, passado e no tempo que não passa quando as luzes se apagam.


E na noite.


A noite que dói, que trás vazio, falta, desespero, apego e mágoa. Que faz esperar um fio de luz em meio aquilo que não se pode enxergar.


Barulhenta e fria noite. Barulhenta e fria sátira.

Cheiro do teu corpo

Se não se lembrares de mim,
Lembre-se do meu amor por ti.
E no silêncio dos teus pensamentos
Recorde as juras de amor.

Se não sentir o meu cheiro,
Ande nos caminhos que passei.
E na flagrância desse amor
Sinta o calor dos meus abraços.

Se não tiver minha presença,
Releia as cartas que escrevi.
Sinta nelas a alegria
De reviver os meus abraços.

De você não me esqueço
Quando eu vejo as estrelas.
Vejo nelas a luz do teu olhar
Vindo aqui pra me banhar.

E no vento que me cerca
Sinto o cheiro do teu corpo.
Que perfuma a minha vida
Revivendo o nosso amor.

Se me falta o teu calor
Sobra em mim tão grande amor,
Guardado no meu peito
Dado a ti em uma flor.

Edney Valentim Araújo

⁠Aquieta sua mente, para escutar seu coração, pois é no silêncio, que os Anjos, enviados por Deus vem falar com você.
Terapeuta Sensitiva
Natalirdes Botelho

Não me peça lógica — sou flor.
Sou verbo em carne viva.
Sou reza de Cora no silêncio da cozinha.
Sou verso de Mario escapando pela fresta.


E mesmo quando a dor fizer morada,
ainda assim —
com olhos molhados e alma lavada —
deixarei a porta aberta.
Pedro Soares Ribeiro

Memória do Holocausto


1941- 1945
Seis milhões.


Cinzas,
Silêncio,
Memória.


Resistência.


Benê Morais

O silêncio da noite nos convida a entrar,
Onde o toque da pele começa no olhar.
Aqui, o romance não tem timidez,
Se despe do medo e se entrega de vez.
Somos a chama que queima no escuro,
O abraço apertado, o porto mais seguro.
Um misto de anjo, de fogo e paixão,
Que pulsa no ritmo do coração.
Deixem a luz baixa, o mundo lá fora,
Porque o nosso instante começa agora.
— Anjinha Sensual

Tecendo sonhos


A vida persiste, tecendo sonhos que se aproximam da eternidade.
No silêncio das manhãs, a vida desperta,
como um fio delicado sobre o tear do tempo,
tecendo lindamente sonhos feitos de esperança e luz,
bordando no tecido invisível da alma,
um mosaico de desejos que jamais se desfazem.
Cada instante é um ponto colorido,
uma promessa sutil de eternidade,
onde o ontem se mistura ao amanhã,
e o presente se entrelaça entre as mãos do destino.
Os sonhos, navegantes incansáveis,
singram mares de possibilidades infinitas,
provocando ondas que beijam a areia do ser,
revelando que a vida, mesmo em sua fragilidade,
é um canto profundo que nunca se cala.
Assim, persistimos — almas entrelaçadas,
tecendo para sempre a teia do infinito,
onde o hoje se faz tão terno... eterno em cada batida do coração.

Carrego no peito um silêncio pesado,
um nó que não se desfaz.
A confiança que eu guardava com tanto cuidado
escorregou pelos meus dedos e se desfez em pedaços.


Olho no espelho e não me encontro,
vejo sombras onde antes havia luz.
A insegurança me abraça,
e a traição do silêncio me fere mais que mil palavras.


Sonhos que plantei com ternura
agora estão deitados no chão, partidos.
E eu me pergunto:
como recolher o que se perdeu em nós,
se até o chão me falta?


Há em mim amor e raiva,
esperança e medo,
um turbilhão que me arrasta.
E nesse vendaval só desejo
reencontrar a mim mesma,
inteira, forte, capaz de florescer outra vez.

E SE EU NUNCA CONSEGUIR SER MÃE?


É a pergunta que o silêncio faz
quando o calendário muda,
quando a esperança cresce
e, mais uma vez, escorre em lágrimas.


Há um quarto que ainda não existe,
mas já mora em meu coração.
Há um nome que ainda já foi escolhido,
E é chamado em minhas orações.


Cada atraso desperta um sonho.
Cada sonho veste um sorriso.
E, quando a realidade chega,
leva consigo um pedacinho de mim.


Não choro apenas pelo sangue que desce.
Choro pelo abraço que ainda não dei,
pela canção de ninar que ainda não cantei,
pelos pequenos passos que ainda não ouvi.


E se eu nunca conseguir ser mãe?
Então Deus conhece esse medo
que nem sempre consigo colocar em palavras.


Mas, enquanto a resposta não vem,
escolho acreditar
que os sonhos também amadurecem no tempo.
Que algumas promessas florescem devagar.
E que a esperança, mesmo ferida,
ainda encontra forças para amanhecer.


Porque, no fundo, o meu coração continua sussurrando:


"Talvez ainda não seja a hora...
mas quem sabe um dia eu escute a palavra
que mais desejo ouvir:
mamãe."

O SILÊNCIO PROVOCANTE DE UMA SEDUÇÃO SEM VULGARIDADE

A doçura e a audácia estão juntas na tua sedução assim como a beleza das tuas curvas e a profundez da tua alma. Coração intenso seletivo — uma forte chama que não se apaga, mas que aquece no momento certo após ser naturalmente conquistada. Um fervor de renascimento.

O atrevimento do teu olhar é hipnotizante, chama para perto sem usar palavras — um silêncio provocante que transmite calma e confiança. Claramente, estás segura a respeito daquilo que precisas: uma ocasião intensa de loucura com as tuas sensações correspondidas.

Sedutora atípica, pois a vulgaridade não fica exposta, é a tua elegância que permanece explícita com apenas algumas partes da tua delicadeza à mostra — as pistas para chegar até um paraíso, onde o passar do tempo não importa e os desejos são recíprocos. Paixão avassaladora, venustidade irresistível.

Não temo a agulha.
Temo o silêncio que ela não consegue romper.
Enquanto o aço atravessa minha pele, procuro, em segredo, a esperança de que alguma dor seja finalmente maior do que aquela que habita em mim.
Mas a ardência é breve.
A carne se abre.
O sangue responde.
E, ainda assim, há um lugar onde nenhuma ponta alcança.
É estranho.
O corpo insiste em sangrar como se ainda estivesse vivo,
enquanto a alma, exausta de tantas guerras, já não distingue o que é ferida e o que é memória.
Tatuei lembranças na esperança de sepultá-las sob a tinta.
Mas descobri que a pele não guarda o passado.
Ela apenas lhe oferece um novo nome.
Talvez seja esse o castigo de quem sobreviveu demais:
não sentir a dor quando o corpo é atravessado,
e perceber que o verdadeiro abismo nunca esteve na carne.
Sempre esteve naquilo que nenhuma agulha foi capaz de perfurar.


-M.S. Fieri

Quando a justiça perde o caminho,o silêncio começa a falar.Muitos procuram por respostas,esperando a verdade chegar.
Não existe paz verdadeiraonde a injustiça insiste em ficar.A esperança de um povo cansadoainda sonha em se levantar.
Helaine machado