Poemas que falam do Silêncio

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Deus Fala no Silêncio

Feche os olhos por um instante,
serene a mente
e permita que o silêncio alcance o seu coração.

É ali, na quietude da alma,
que Deus costuma falar.

Ele se revela na calma que chega sem aviso,
na paz que envolve o peito
e na doce certeza
de que tudo está sendo cuidado.

Deus não precisa gritar para ser ouvido.
Muitas vezes Ele apenas sussurra amor
no coração de quem aprende
a silenciar para escutar.

Simone Cruvinel

Sol de Silêncio


Você é como um sol manso
que nasce sem fazer barulho
e, mesmo em silêncio,
ilumina tudo dentro de mim.


Às vezes sua luz me deixa assim…
como o céu diante do amanhecer:
tão cheio de cores
que nenhuma palavra consegue explicar.


Há um calor sereno em sua presença,
desses que despertam a vida na aurora
e ensinam, com a mesma ternura,
que também existe a hora de repousar.


E eu, como terra que recebe a luz,
apenas sinto, em silêncio,
que há amores que não precisam dizer nada.


Eles apenas existem…
como o sol no céu.


Simone Cruvinel

Silêncio que abraça

No silêncio dele,
não quero ser pergunta
quero ser abrigo.

Ser o cuidado que chega sem fazer barulho,
a presença que não invade,
mas permanece.

Como uma luz acesa num quarto tranquilo,
que não exige que ninguém acorde,
apenas garante
que não há escuridão completa.

Amar, às vezes, é isso:
sentar ao lado da dor do outro
e segurar a mão dele
mesmo quando ele não tem forças
para apertar de volta.

E ainda assim ficar…
inteira, serena,
cuidado vivo
dentro do silêncio.

Simone Cruvinel

No Silêncio de Dentro


Há um silêncio que não é vazio
é espelho.
Nele, a alma se escuta sem disfarces,
e tudo o que gritava por fora
revela que sempre nasceu por dentro.
Quando o silêncio incomoda,
não é o mundo que pesa…
é o encontro inevitável
com aquilo que evitamos sentir.
Mas, se a coragem permanece,
algo sagrado acontece:
o ruído se aquieta,
os medos se assentam,
e a mente, enfim, respira.
Então, no terreno quieto do ser,
brotam ideias como sementes de luz
discretas, profundas, vivas
porque toda criação verdadeira
nasce primeiro
no silêncio do coração.


Simone Cruvinel

A lua sobe devagar, como quem não quer interromper
o silêncio delicado da noite.
Ela ilumina sem pressa,
toca os telhados, os caminhos,
e encontra, sem esforço,
os olhos de quem sabe sentir.


Há nela uma beleza que não grita,
mas permanece.
Uma luz que não cega,
mas guia.
E talvez seja por isso
que eu penso em você.


Porque, assim como a lua,
o seu amor não precisa de excessos.
Ele chega manso, constante,
preenchendo espaços que antes eram vazios,
clareando partes de mim
que eu nem sabia que existiam.


Se a lua é o abraço da noite,
você é o meu abrigo no tempo.
E, quando o céu se abre em prata e silêncio,
eu entendo, sem dizer nada,
que amar você
é como olhar para a lua:
um encanto que nunca se esgota,
e sempre encontra um jeito de voltar.

Alma hipócrita...


Odeio o silêncio que fica quando você vai,
Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer,
Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder.
​Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante,
O inacessível é meu combustível, meu vício constante.
Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações,
Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições.
​Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória,
Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história.
Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal,
E finjo que o veneno que bebi era algo natural.
​Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel:
Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel.
"Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer,
Justificando o golpe de quem nunca soube me querer.
​Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa,
Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça.
É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir,
Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir.
​Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil,
Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril.
Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia,
Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.

O Sacrifício do Silêncio
O sorriso que ostento é apenas uma fachada,
Uma máscara polida para o mundo não ver,
Que por trás do gesto, a alma está cansada,
E o coração insiste em, baixinho, sofrer.
Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda,
Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali,
E hoje o que me sobra é essa triste moeda.
Dói saber que estou onde a renúncia me deixou,
Nesse canto escuro de quem sempre se deu.
O mundo seguiu, mas em mim nada mudou,
Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu".
Ainda assim, no peito assolado pela tormenta,
Guardo a pureza de quem nunca soube mentir.
Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir.
Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado,
Pois ser verdadeiro é minha única direção.
Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado,
Carregando a tristeza como uma eterna oração.

O Labirinto das 4:30
O relógio é um carrasco de vidro e metal,
4:30 da manhã, o silêncio é visceral.
Meus olhos ardem, mas o sono não vem,
Sou prisioneiro de um vazio que ninguém contém.
O peito acelera, um motor em descompasso,
A mente é um ruído, cada pensamento um estilhaço.
As lágrimas descem sem pedir licença ou perdão,
Enquanto a alma naufraga nessa imensa solidão.
O que será de mim?
Sem o calor de um amor, sem um norte, sem fim.
Olho para a mesa, o alívio frio ali deitado:
O frasco, o metal, o fim de tudo o que foi errado.
Um duelo entre o "agora" e o "nunca mais",
Nesse labirinto escuro onde não encontro a paz.
Para o mundo, sou piada, um verso mal lido,
Um resto de gente que se sente perdido.
Minha humanidade escorre entre os dedos,
Sou feito de restos, de sombras e medos.
Onde está o brilho que o sorriso trazia?
Hoje só resta o vácuo e a agonia.
No espelho, o reflexo é um estranho, um réu,
Um fantasma do que fui, sob um cinzento céu.
Eu só queria o descanso, um dia de trégua, de luz,
Mas a vida é esse peso, essa maldita cruz.

AINDA HÁ ESPERANÇA


Na Amazônia, coração da Terra,
Agora impera, a seca e o silêncio,
onde havia vida sem fim.
Árvores secas, rios vazios,
Um eco de desolação, um sonho ruim.


O homem, cruel e implacável,
Queima a floresta, sem piedade,
O verde desparece,
Deixando cinzas e tristeza.
Os animais buscam refúgio,
Em áreas remotas, sem abrigo.
Os indígenas choram,
Porque sua terra corre grande perigo.


Mas ainda há esperança,
Na chuva que volta, na vida que renasce.
A Amazônia, resiliente,
Se recompõem e se renova.
Nossa responsabilidade,
É proteger e preservar,
Para as gerações futuras deixar,
Um legado para uma vida nova.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

A exaustão do corpo é o silêncio da mente. Cada gota de esforço derramada é uma ilusão deixada para trás, aproximando-o de seus objetivos.


Bushido - Alejandro

Carrego lembranças de dor, dúvidas e silêncio…
Mas também carrego algo maior: a certeza de que Deus nunca me abandonou.
Se cheguei até aqui, é porque fui escolhida desde o começo.
— Lílian Arriel

O tempo passando
O silêncio gritando dentro de mim.
Prefiro palavras que machucam a esse silêncio sem fim.

O sono que antes tranquilo
Rapidamente vinha a mim
Hoje não mais encontro,
A noite é longa , É quase sem fim..

Queria saber expressar
Tudo aquilo que me deixa assim.
Mas tudo é confuso,
não há palavras que possam fazê-lo enfim.

Lá fora, o céu de inverno sorri em azul…
Aqui dentro, o cuidado floresce em silêncio e fé.
Deus está em tudo: no vento lá fora e na restauração aqui dentro.
Sem pressa, sem murmurar… só confiando.


Janice F. Rocha

Meu silêncio não é fraqueza, é dignidade.
Enquanto você preserva sua imagem, sou eu quem guarda verdades que poderiam destruí-la.
Não me provoque: meu calar é o favor que você nunca reconhecerá.

Às vezes, o silêncio é mais forte do que qualquer palavra.
Eu sei do que vi, do que senti, do que vivi... e, ainda assim, escolho calar. Não por falta de coragem, mas por excesso de dignidade.
Enquanto você dorme em paz acreditando que sua imagem está intacta, lembre-se: sou eu quem guarda, no peito, um oceano de verdades que poderiam afundar o seu nome.

Silêncio também é proteção.
Eu guardo verdades que poderiam derrubar sua imagem.
Respeite minha escolha de calar.

Quantos sonhos seus deixaram de florescer porque, com medo do silêncio do processo, você os expôs antes da hora só para provar que existiam?


Janice F. da Rocha

Quando o silêncio de alguém já não dói, é sinal de que o coração fechou a porta e abriu uma nova janela.


Janice F Rocha

Mesmo quando tudo parece ter ido embora, Deus continua aí. Ele enche de vida o silêncio e transforma o vazio em recomeço.


Janice F Rocha

A indiferença é o verdadeiro fim.
É o silêncio depois da tempestade.
É quando não sobra raiva, dor ou saudade. Sobra apenas um vazio.
E esse vazio não dói. Ele liberta.