Poemas que falam de Tristeza

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Não estou desistindo,
só acho que esse já não é
mais o momento certo pra
apostar as últimas fichas,
te espero na próxima partida.

Ah o tempo.... silencioso, rápido, voraz, destruidor... o tempo pode ser bom ou ruim... ele faz nos alegrarmos com a compensação de uma chegada... e nos faz cair com a tristeza de uma partida.
E com o tempo vamos aprendendo a esperar... Deus tem tudo preparado e no momento certo ele nos presenteia com tudo aquilo que um dia sonhamos... O tempo é o senhor das questões mal resolvidas, das mentiras descobertas e dos amigos se tornarem verdadeiros amigos, de evoliuirmos e de nos tornamos pessoas melhores. Nosso desafio é saber esperar. E como a vida passa tão depressa... e o meu medo é que nesse tempo não dê tempo...

Ana Paula Borgonowy

Despedida

Gostaria de te dizer tudo que hoje sinto
Tudo que já modificou dentro de mim
Desde a nossa despedida
Como as tempestades que voam longe para o deserto
Muitos sentimentos se mantiveram intactos
Mas realmente hoje senti algo especial quando vi teu sorriso
Já se passou tantos anos,
Mas os sentimentos brotam pelos portais do tempo
E se transformam de uma maneira minuciosa
Nunca acreditei quando falavam que nós deveríamos ser namorados
Hoje me pego questionando o mesmo, será?
Acho que o bonito "da gente" é que sabemos o valor desta amizade.
Teu sorriso foi um presente neste dia de tantos infortúnios
E como antes, nosso abraço foi perfeito
Um sorriso tão sincero e espontâneo
Um sorriso que me traz boas lembranças.

Perdido

Belos os sorrisos das fases tristes da via,
Sorrisos bonitos mas sem verdade,
Sorrisos falsos...

Falta vontade de tudo,
Conquistas sem reconhecimento,
Falta sentir-se amado.

O coração magoado fere a alma,
Aumenta o poço da solidão familiar,
Afastar-se de todos parece a melhor escolha.

Sensação de deslocamento dentro de si
é não entender os motivos do desprezo,
e não acreditar em soluções.

Se chove ou se faz sol não importa,
A busca de harmonia e paz é uma meta,
Mas como conseguir ?

Não é simplesmente levantar da cama e sorrir.
É o cansaço extremo.
É o medo que persegue.
É a dor que dilacera.
É a agonia constante.
É o excessos de sentimentos.
É a falta deles.
É a confusão mental.
É a desesperança.
É a pressão de não poder falhar.
É muito mais que apenas querer.
Não é preguiça.
Não é manha.
Não é apenas uma crise.
Entenda!
Não é simplesmente levantar da cama e sorrir.

A dor da perda

Como é difícil e aceitar tamanha dor. Uma coisa assim que chega sem avisar, sem tamanho, sem medida, sem forma, sem cor. DOR. Dor na alma. Vazio.
Perder o que não se teve. Esperanças acalentadas e agora desfeitas, os sonhos destruídos e a vontade de ser ficou à beira do caminho.
Me perco nas lágrimas, ao mesmo tempo minhas e de outros... sem conter, sem cessar. (Oh dor, me deixas!) A angústia de quem a sente é maior do que a vontade de quem acredita que tudo passa e tudo se resolve.
Mas vai passar.
É, vai passar.
Tudo passa.

Triste mesmo é quando não amamos a nós mesmos.
É, pois as vezes chamamos de amor aquilo que acreditamos sentir pelos outros. Não por nós mesmos.
Aquilo que muitas vezes, ou quase sempre, egoísta, impomos ao outro. Como parte daquilo que chamamos também de entrega.
E cobramos.
Chamamos de amor aquela parte que achamos que estamos doando, mas apenas emprestamos a prazo. As vezes, com juros.
Triste mesmo, é vomitar doçuras, escrever purezas e na vida, na rua, no olho, emitir desprezo, amargura, egoísmo.
Triste mesmo é achar que amor é ensinar. Quando quase sempre, é aprender.
Triste é quando buscamos amor naquilo que não é nosso, e nunca será. Quando tudo que nos pertence, escolhemos ignorar.
Triste é não ver o amor transbordando ao nosso redor. Para valorizar aquele amor minguado, quase implorado daqueles ou daquilo que não ha nunca de nos afagar.
Triste. E o amor, não deveria ser triste.

ou eu romantizo o passado
ou perco tempo me preocupando com o futuro
não é à toa
que eu não me sinto viva
eu não estou vivendo
no único momento que existe

- presente

Rupi Kaur
Meu corpo minha casa. São Paulo: Planeta, 2020.

Senhor, livrai-nos de todo o mal, de toda a inveja e de todo o olho grande.
Que a minha felicidade não seja motivo da tristeza alheia.
Que o Senhor abençoe a quem me ama e proteja e guarde a quem não me quer bem.

O pior aconteceu
A história se repete
Temo estar frio outra vez
O passado remete
Meu romantismo se perdeu
Diante de tudo que a vida me fez.

Não espere meu sorriso
Não prometo companhia
Tudo agora é melancolia
Reflexo de decisões minhas.
Aprecio algumas amizades
Que me confortam no meio da dor
Mas creio sucumbir sem piedade
Deixando tudo de lado, até o amor.

As palavras ainda se perdem na mente
Culpa das situações vividas recentemente
Meus pensamentos me levam ao fracasso
Prisão que escolhi entrar
Talvez minha alma ainda grite
Na esperança de alguém me encontrar
Mas já excedi meu limite
Então não tente me perturbar
Um lúcido só se faz de louco,
Quando é assim que ele quer estar.

A nossa história de 30 anos juntos,
não se acaba aqui, não se acaba assim...
A morte que nos separou agora, é a mesma
que irá nos reencontrar. O meu amor por você é tão grande, que vive em nossos filhos, que irei criar à sua semelhança, com caráter , hombridade e retidão. E quando a minha missão cumprida estiver, em teus braços, irei me aconchegar. Que eu suporte os dias de saudade e as noites de dolorosa solidão...até o dia em que finalmente, contigo, de novo, irei estar.


Para Márcio Miguel Zorio, meu esposo falecido em 17/07/2016.

Viagem (Walmir Palma)


Já não me estresso com o ruído de um motor
Se aumentam o volume do televisor
Se enquanto eu canto você conta
Se deito e você se levanta
Já não me espanta qualquer filme de terror

Enquanto leio pensamentos de Foucault
Você enterra os olhos no computador
Essa canção se espalha pelas ruas
Entre os que buscam no clarão das luas
Outra maneira de curar tamanha dor

Eu plantei meus fícus
Escrevi meu livro
Eu já tenho um filho, meu amor

Tudo é passagem
Fiz minha viagem
Eu vindo e na volta eu vou

Já não me irrita uma canção que é só tambor
Se em vez de abajur preferem refletor
Ou vendem ilusões de luz neon
Se poucos leem o Drummond
Se a tolice insiste liga o reator

Nem o silêncio dos gurus adiantou
A natureza está mostrando o seu tumor
Quando ela grita eclodem seus vulcões
Seu choro inunda civilizações
Não tem senhor, não há remédio seu doutor

Vejo cataclismos
Rescindirem sismos
Quanta indiferença meu amor

Sobra incompetência
Tanta imprudência
O poder não tem nenhum pudor

E foi assim, de repente, que você apareceu e entrou pela porta da frente.

Já no salão principal e sem cerimônias foi logo conhecendo todos os meus sentimentos.

O primeiro foi o medo, que desapareceu depois que se encantou com sua gentileza e seu abraço.

O segundo foi a solidão, que se levantou da mesa e foi embora quando ficou fascinada por seu carisma e educação.

O terceiro foi a tristeza, que sumiu ao se maravilhar com sua simpatia e senso de humor.

O quarto foi o tédio, que partiu sem deixar rastros depois de ficar impressionado com sua conversa cativante e inteligente.

O quinto foi a carência, que saiu de fininho
quando se deslumbrou com toda a atenção e carinho que recebeu.

E quando me dei conta, já não havia mais ninguém na festa. Éramos só nós dois, dançando juntos a música do amor, ao ritmo da batida dos nossos corações.

Fiz-Me Forte e Me Fui...
Sonhei...
A Dor dos Desenganos Me Acordou...
Voltei...
Ironia do Destino...
Não Mais te Achei...
Sofri...
Chorei...

A vida,
como um acidente de carro
ou uma metáfora inexplicável,
perante a doença ou a cura.
Os sentimentos,
à mercê da perda ou da reconciliação,
do horror de jamais rever alguém
ou diante da felicidade de um abraço.
A dúvida de existir,
como um animal indefeso,
à espreita de um felino,
que voou tarde demais,
e foi amordaçado.
Por que você admira as penas,
se nem mesmo tentou salvar o pobre pássaro?

Por que o mundo está podre?
Por que todos se tornaram tão egoístas?
Por que a tanta guerra?
Por que cada vez que olho para alguém que esta sofrendo algum abuso ninguém o socorre?
Por que nós temos que temer em possuir algo de valor?
Por que nós não temos que temer o próximo?
Onde está a justiça?
Por que o mundo está tão podre?

Ainda lembro aquela dia
Com lágrimas no rosto
Um diz pro outro
Te amo
Sem pensar nos problemas
Sem pensar nas consequências

Quando o mar estava agitado
Um segurou a mão do outro
E tudo deu certo
Vimos o amanhecer
E fizemos nosso amor

Ainda lembro aquela vez
Com lágrimas no rosto
Disse pra mim
Que o dia
O dia que eu não estivesse mais bem
Precisaria olhar pra trás
E ver os motivos pelos quais
Nos apaixonamos

Ainda lembro dessa paixão
Que chegou e eu logo soube
Soube que era essa
Essa a pessoa que eu queria comigo
Essa a pessoa que me faz bem
O refúgio da minha vida
O esconderijo dos meus demônios

Alquimia
É transformar cores e ervas
em temperos para agradar
a alma, o olfato, o olhar.
Picantes como pimenta,
salgados como o mar.
Misturas que invento,
com cheiro de alecrim, sálvia, coentro, cravo e canela,
na dose certa, sem miséria ou exagero.
Escondem amarguras, tristezas
escritos nas papilas, pelas coisas do tempo…

eu disse eu te amo pra tantas pessoas
uma delas foi embora
outra morreu
outra está à beira da morte
dentre todas essas a que mais me amou
fui eu.

Dizem que há coisas que não voltam mais
e eu acredito muito nisso!
O tempo nós apenas recordamos
pois, não mais o recuperaremos.
Já a palavra pronunciada, pode causar
destruição em questão de segundos.
como escreveu a poeta
(a palavra é pássaro, voou, não volta mais)
É preciso cuidar bem dela.
Por outro lado, a VIDA é única
e há nela coisas que muito podem ferir:
O orgulho que cega
A raiva que destrói os sentimentos mais puros.
A tristeza que infelicita a alma.
A bebida que destrói lares, e ceifa vidas.
A maldade que não tem limites em machucar...
Das coisas que me fazem viver
A fé, a esperança, o amor e a amizade.