Poemas que Fala sobre Adeus
Quem conhece São Tomé das Letras também já ouviu dizerem algo sobre São Tomé das Falas, que faz aquele discurso apoteótico ao subir no palco, até a primeira onda varrer a praia e levar tudo areia abaixo. Como todo bom São Tomé, é ver pra crer!
Quando seu esquema de crenças responde “Sim” a seu próprio questionamento sobre se ele lhe chegou por seus próprios meios, em vez de absorvido por herança ou decorrente de “osmose”, então você pode ter certeza de que ele é legitimo, e nesse caso o menos importante será em que você acredita.
Sobre os medos: Na primeira vez em que vieram eu me assustei. Mas logo em seguida se foram... E eu fiquei!
Sempre me pergunto sobre o tipo de “fé” que move aquele crente que se recusa a conhecer qualquer coisa fora da crença que traz. Questiono se o que ele acredita é forte mesmo como afirma, ou se é tão frágil que irá desabar como um castelo de cartas se não blindá-la por todos os lados, e é apenas o confronto que o assusta, pois que lhe pode tirar o chão dos pés. Apenas o que é falso depende de muros para sua sobrevivência, enquanto a verdade jamais teme ser exposta. Ao contrário, é dessa forma que ela se impõe.
Sempre que se permite o mal prevalecendo sobre a decência e nada se faz a respeito, fica-se refém de quem o pratica, aceita-se o medo colocado acima da dignidade, e ganha-se o desprezo dos que o testemunham por conta de uma covardia degradante e injusta.
Estás descobrindo que ainda não aprendeste nada sobre a vida? Então aprende mais uma coisa: o ato de viver é uma guerra na qual terás que enfrentar gigantescas e dolorosas batalhas – algumas mais fáceis e outras terrivelmente difíceis – e onde não és posto guerreiro; precisarás aprender a sê-lo por ti mesmo se quiseres sobreviver pelo tempo que te foi dado. Mas não te exasperes nas em que amargaste a derrota, pois estas é que te deixarão capaz de enfrentar as que ainda estão por vir. Lembra apenas de que a ira das guerras é combustível apenas enquanto dura a batalha e, depois dela, veneno, para que não a retenhas em ti como medalhas de bravura. Ao fim de cada batalha dedica teu tempo à cura das feridas e deixa a guerra dentro da guerra, caso contrário a perderás para ti mesmo.
Na eterna batalha da Consciência contra o obscurantismo, sua grande vantagem sobre o inimigo é a de jamais regredir ao seu estado original, enquanto que seu oponente poderá sempre ser derrotado pelo impacto de sua luz.
Hoje você está cheio de verdades para despejar sobre o mundo; amanhã alguns estarão se perguntando se você aconteceu ou foi inventado; um dia muitos estarão duvidando que você tenha sequer existido.
Uma coisa de que nunca me envergonho é revelar que não sei nada sobre alguma coisa, mas a que jamais me assusta é a de encarar o desafio de um dia dominar tal conhecimento.
Ovelhas com ascendência sobre as outras, mesmo apequenadas e subservientes ao pastor que as mantém no aprisco em troca da lã, costumam reproduzir a empáfia de seu senhor quando sozinhas com o rebanho já que, entre tantos amedrontados, mostrar-se poderosa insufla o ego de qualquer ovelhinha medíocre.
Em momentos que cada qual se acredita defensor do lado certo, vale refletir sobre a inconsistência do sentido de “melhor”, da relatividade do que se tem como correto, das variáveis do “desejável” estendido ao coletivo, e da efemeridade de postulações que não se sustentem para além do cenário divisado.
Coisas intrigantes me fazem refletir sobre a capacidade da mente humana em recriar a realidade onde não há.
" refletir sobre nossas vidas é uma cópia que nosso pensamento passa a nós como estamos aprendendo realmente a viver."
A liberdade é crível de justificativas, quando dela se supõe a prevaricação do direito alheio. Sobretudo, se essa prevaricação resultar em término de relacionamento.
Sobre meu rosto cansado afadigado, o céu, cúmplice da minha dor, esconde as lágrimas que o mundo não pode enxergar.
Escrevo dizer palavras sobre o meu regresso que não esqueci e não posso responder que vou voltar, o que não esqueci vou esquecer, a vontade de voltar passou o lugar não sei mais onde está.
Falar sobre Política? Não! Com sabedoria me expresso somente em poesia, faço de forma escondida, separo comigo uma simples analogia, meu candidato já está definido, não preciso provar meu ideal e nem o que sinto, o meu voto é algo pessoal e não dividido, prefiro mil vezes a paz do que a razão em um comentário mal sucedido, pois isto não vai mudar em nada a intenção do outro indivíduo, apenas haverá discussão, grosserias dirigidas ao semelhante amigo, que após o embate proferido, talvez até se torne um ferrenho inimigo... Não, prefiro a paz, o sossego e a tranquilidade no olhar, como cidadão, com certeza em alguém capacitado irei votar, mas não preciso detalhes te contar, faz parte da minha analogia, nem que você saiba, nem que insista, neste embate não me verá entrar...
A liberdade poética me autoriza a escrever sobre qualquer assunto, seja algo sério, bacana ou esdrúxulo, fatos engraçados, bobagens e metáforas... Mas se você quiser escrever sobre política, um conselho: "se for algo ridículo, a ponto de perder a sua credibilidade intelectual, mostrando a todos a sua incapacidade de entendimento, por favor, não escreva."
