Poemas que dizem sobre Contos de Fadas

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Sobre mim
Eu nunca fui do tipo de postar status chorando, nunca quis que ninguém tivesse dó de mim pelo o que eu tenho, pelo o que eu ando lutando há 3 anos. Sempre fui aberta para falar de tais assuntos, a ansiedade sempre foi um deles, e que por mais difícil que fosse falar da minha infeliz ansiedade eu tinha que ter forças para ensinar outras pessoas a lidarem com ela. Eu dou algumas lições de moral pra ninguém desistir, mais eu já estou desistindo, eu perdi pra minha própria ansiedade, é desgastante, é sombrio, da medo, da insegurança, você se torna o seu pior inimigo, sem querer, isso só acontece... Sinto que a minha essência está aqui em algum lugar perdido, aquela menina que vive postando momentos incríveis em suas redes sociais, dando risos e mostrando sorrisos sinceros por aí, com todas as cores em sua volta, com ânimo para fazer mil e uma coisa numa semana sem ser cansativo. Um dia contei pra uma pessoa no quanto eu acreditava que se eu dormisse iria acordar melhor, achava que todas as cores voltariam pro seu devido lugar, que todo o ânimo que havia voltaria, que todos os sorrisos que eu dei eu voltaria a dar, que todos esses pensamentos nunca mais existiriam, a gente se frusta, se frustramos até não aguentarmos mais, e aí a única luz que nos resta é a da Esperança, é como dizem né “Esperança é a última que morre.” Isso é um gatilho para pensarmos ao contrário, a esperança é a Primeira que morre, a Vida é a última luz que se apaga dentro de nós, e quando ela se apaga, você já está morto, você já não pensa positivo como antes, não liga pra muitas coisas, você se sente incapaz até de se deitar na sua cama e acaba adormecendo em qualquer lugar, acaba tomando remédios só para tentar adormecer, acaba atirando seu emocional pra qualquer um, na tentativa de tentar viver de volta, na tentativa de ser dependente de algo ou alguém, você pode não está morto literalmente mais aos poucos, pensamentos vão te perseguir até que você faça o pior, até que você mesmo faça a sua escolha. É como uma dor de cabeça que sempre vai e vem, não é aquela coisa que temos uma vez ou outra e sim que temos quase todos os dias, sem parar e que só vem para nos torturar e nos Matar de pouco a pouco.

Assinado:
Nayara Ingrid

Ela disse pra mim que inícios são melhores que o fim
ela falava sobre o nascer sol
enquanto a minha vida toda passava como um filme na cabeça

lembrei dos fins que foram recomeços
e te trouxeram pra mim
me fazendo perceber que
talvez eles não sejam tão ruins assim

eu nem sei se a gente vai dar certo
mas me sinto bem quando tu está por perto
e se amanhã a gente não mais se ver
vou chover saudade
até virar sol outra vez.

⁠Vivemos numa constante incerteza sobre o que o amanhã nos reserva. Não podemos prever se ele chegará para nós ou para as pessoas que mais amamos. E é por isso que devemos aproveitar o presente, mostrar que nos importamos, declarar nossos sentimentos e afirmar que nossa vida é mais bonita graças à presença de alguém especial ao nosso lado...

- Edna Andrade

Conversamos sobre coisas simples: a bebida, o clima, os detalhes da viagem. Mas por trás de cada palavra, há uma tensão doce, uma vontade de dizer mais. Eu percebo que ela também está diferente. Mais leve. Mais aberta. Talvez mais pronta.
Se eu pudesse, colocaria em palavras tudo o que você desperta em mim. Mas tem coisa que só o coração entende... (CG)

Me peguei pensando



As vezes me peguei pensando,

sobre todos aqueles delírios constantes,

delírios sobre o amor,

delírios sobre a dor,

delírios sobre a alegria de um instante.



As vezes me peguei pensando,

sobre todos aqueles sonhos constantes,

sonhos de um amor,

mas com o medo e receio

de que um dia viraria dor.



A dor que por um tempo esqueci,

porque com você parecia não existir,

dor na qual me perdi, quando vi que

não estaria mas aqui.



E foi nessa dor que me perdi,

porque pensei que esse amor um dia

poderia existir .

Sobre gafanhotos, borboletas, música, violão, vinhos e outras coisas…


Numa tarde de céus que se adiantam ao anoitecer, o Gafanhoto irrompeu no meu jardim – curador de batimentos alheios com mãos de cirurgião que domam arritmias com a delicadeza de um sussurro, mas que descompassaram o meu coração com um olhar gentil, que promete tudo sem falar nada.
Logo no primeiro voo cruzado, ele não esperou o ritmo das horas: “quer me ver Amanhã?”, perguntou como um inseto faminto por luz, pulando cercas invisíveis com a teimosia de quem sabe que o coração não obedece calendários. Ri, recordando a personagem de um livro guardado na alma: “Calma, gafanhoto!”. E assim o apelido floresceu, leve como pena inquieta ao vento, afetuoso como o jeito dele de se fazer presente mesmo no silêncio.
Ele me devolveu o encanto, batizando-me Borboleta, e, como aquilo balançou as minhas asas!
Meu Gafanhoto tocava como ninguém: dedos que, de dia, salvam vidas em salas brancas e auditórios cheios de olhares ávidos, à noite se rendiam ao violão, dedilhando notas que acalentavam minha alma e coração.
Uma noite de taças rubras, erigiu um palco só para mim: uma apresentação solo no breu acolhedor da sala, onde as cordas gemiam chorinho com a ternura de um abraço e bossa nova com a suavidade de quem sabe pausar o tempo.
Fechei os olhos e me entreguei: uma daquelas raras noites que se inscrevem na memória, especiais por sua natureza e inesquecíveis, onde a música não era só som, mas ponte entre almas que se reconhecem no improviso de uma noite qualquer.
Mas sombras sem nome, medos que pulam antes do compasso, razões tecidas de fios invisíveis e frágeis, nos guiaram para um recuo suave, que pesam como uma pausa no solo. Dói? Como corda esticada ao limite, vibrando com o eco do que foi. Mas o Gafanhoto se faz presente em Mensagens que chegam como notas avulsas, leves e persistentes: um “como vc está minha borboleta?” camuflado de gracejo, outra “beijos, beijos. Borboleta!” que carregam o aroma de noites passadas. É o jeito dele de se fazer eco, de curar o afastamento com a mesma paciência que dedica a batimentos errantes e alunos inquietos – teimoso, afetuoso, como quem sabe que saltos verdadeiros não caem em esquecimento.
E eu, Borboleta de retalhos coloridos, remendada pela brisa das boas melodias, guardo o violão na memória tátil, o pulsar na veia aberta, e sorrio para o refrão que insiste em voltar.. Porque encontros como o nosso são breves na forma,mas eternos no ritmo…

LRFN

👉🏼 A Verdade que Nenhum Debate Entrega


“Não é sobre debates entre crentes e ateus, religiões contra religiões, verdade ou mito, acreditar ou não acreditar.
É sobre consciência lúcida para perceber quando tudo vira disputa, palco e vaidade. Consciência para não transformar nem fé nem razão em arma contra pessoas.
A verdadeira medida é se o que eu carrego dentro me torna mais honesto, justo e humano.
Se não gera amor real, é só ruído fantasiado de verdade."

A imensidão dos céus
Me guia até a linha do horizonte
Fecho os meus olhos
Caminhando sobre a ponte

O dia me dando adeus
Com tons alaranjados
Tudo que essa vida me prometeu
Eu fico extremamente grato

Tamanha escuridão noturna
Que me perco pelas ruas
Fico por horas estarrecido
Admirando as constelações e a lua


Sobre o amor.

Sabe, já conheci pessoas que me prometeram o impossível, que me iludiram, mentiram, me fizeram assinar um atestado de trouxa, e que não eram como eu imaginava, que me desrespeitaram, pisaram, humilharam...
Construi no passado um castelo ...e ele se desfez... das ruínas... a poeira... sobrando o nada, o vazio...
Mas depois de um longo e muito doloroso processo fui juntando a poeira, tudo aos poucos e refazendo, mas o castelo foi reerguido desta de forma diferente, vi que havia uma complexidade muito mais forte, precisava de uma segurança , e me proteger era a maior necessidade, portanto construi uma grande muralha ao redor, um projeto de não permitir intrusos.
O que deu errado?
Foi a ingenuidade de esquecer que embora tivesse erguido grandes muralhas havia um calabouço e de lá, um lugar esquecido onde nunca foi habitado.
Relacionamento não é um jogo de sorte ou azar, é algo simples , apenas uma questão de merecimento e amadurecimento. Enquanto você estiver na fase de desenvolvimento, você será incapaz de identificar o podre disfarçado de tentação.
Com o passar do tempo, mudam as percepções e, por mecanismos de defesa, saberemos o período exato onde tudo começou ou onde tudo terminou, o que fizemos e deixamos de fazer, o que plantamos e nunca iremos colher, o que plantamos e será colhido por alguém que nunca soube sequer o significado da palavra cultivar.
Demorei para compreender, mas o amor de verdade é querer que o outro seja ele mesmo em sua integridade, quando permito (e facilito) que o outro se aproxime de quem é de fato, independente do meu desejo egocêntrico do que quero para mim.
Aí te pergunto, quando você se sentiu realmente que amou você sentiu em verdade ser amado?
Se teve está felicidade então está em um percentual mínimo das pessoas, pois raramente isso acontece.
Muitas vezes o amor é substituído por medo, os tais fantasmas que te fazem ter medo de perder, medo de se tornar fútil, medo de ser preterido, medo de ficar sozinho, medo de sentir, medo de tudo, por tudo você já se sente numa condição de total atrofia de sentimentos, porque no fundo você já se sente desamparado.
E é isso, não existe está belela de esperar que alguém venha preencher todos os espaços vazios ou colorir todas as telinhas em branco, alguém que nos tire das sombras.
O amor não tem nada a ver com preencher lacunas, completar pessoas incompletas, aperfeiçoar seres completamente imperfeitos, tô cansada de gritar e desenhar e ninguém compreender.
Amor não é a hora do cafezinho, o esquecimento e ser lembrado apenas datas específicas.
Ame como o amor deve ser, mas não faça do amor a tábua de salvação para alguém e ninguém.
Eu sou um quebra cabeças de 100 mil peças, e montar tudo isso requer muito mais um simples desejo, terá que haver uma exímia paciência, e dedicação.
O amor não deixa margens para dúvidas, para indecisões. E, esse é o meu grande problema, é a peça 99.999 que me falta:
EU QUERO O AMOR.
Eu não quero mais rascunhos e esboços, suspiros efêmeros de um sentimento cujo qual não posso, ao menos descrever.
Eu não quero sair com uma pessoa á qual eu não posso sequer elogiar, porque senão vou estar “sendo boba” e “dando muito mole”. Eu não curto jogos.
Eu não quero manter contato com um ser ao qual eu tenho que ficar o tempo todo me lembrando e me policiando, que eu NÃO POSSO ME APEGAR.
Eu quero me apegar! E quero me peguem.
Quero o amor com TUDO que se tem direito, drama, exageros, paixão, choro, sorrisos, lágrimas, e a decência de ser única. 
Eu quero sentir meu corpo vibrando, meu coração exacerbado de felicidade. Aquela ansiedade, boa, de esperar alguém no portão.
Quero sim que me roubem o coração! Sem pedir permissão.
Quero alguém que me prenda a atenção. Que faça o meu corpo suar; A minha alma sentir saudades. E o meu mundo estremecer.
Não consigo me conformar com o “mais ou menos”, fingir que é normal e aceitar que essa é a realidade da nossa , lamentável geração.
Não posso aceitar que todos os caras hoje em dia sejam iguais, se não, meu coração não vai lutar mais;
Não quero me sentir nesse leilão dos horrores: Onde criamos “paixões” pelo que responder mais rápido as mensagens do Whatsapp e ter que me alegrar com um sorrisinho e dois tracinhos azuis de visualização.
Não preciso de companhia para as minhas noites, e fins de semana quero companhia para a minha VIDA.
De que adianta andar de mãos dadas com alguém, sem as almas não estão juntas?
Não preciso de beijos sem sabor, abraços sem arrepios. 
E ser tudo isso, querer tudo isso é complexo.
Mas volto a afirmar, o contrário de amor não é o ódio, e a indiferença.

Re Pinheiro

⁠UM POEMA SOBRE UM LUGAR

Como eu odeio você
desde quando eu cheguei
como eu odeio você
todo dia quando acordo
lembro que odeio você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você

você nunca me deu valor
desde quando eu cheguei
você não me quer aqui
todo dia quando acordo
eu não pareço com você
e vou dormir todos os dias
ciente de que odeio você

Me expulse de imediato
você nunca me deu valor
eu não sirvo pra sua mitificação
você não me quer aqui
na verdade é recíproco
eu não pareço com você
como você lidará com isso
ciente de que odeio você

se a geografiaé um acaso
me expulse de imediato
eu não penso como você
eu não sirvo pra sua mitificação
Seu pensamento é oblíquo
na verdade é recíproco
Como você lidará com isso
ciente de que odeio você

⁠Assim como muito ainda não se sabem sobre a imensidão do mar, sou eu quando questiono minhas idéias e ideais.

Muito ainda desconheço!

O mais frustrante em gostar de escrever, é saber que nem tudo o que escrevo é entendido ou mesmo compreendido.

Então... Escrevo, leio o contexto das palavras que muito dizem sobre minhas ânsias, vivências e sentimentos ...e simplesmente deixo os textos e pensamentos à deriva e inertes.

Escrever traz um alívio momentâneo, afinal descrevo algumas das palavras não ditas nas linhas de meu caderno, mas isso não siginifica que a proporção delas diminuem ou amenizam.

Pelo contrário!

De repente posso ver o quão intensa sou.

De repente posso ver o quão falha sou.

De repente posso ver o quão barulhenta são as palavras, quando o lápis percorre vagarosamente o papel.

Então, assim como muito ainda não se sabem sobre a imensidão do mar, muito ainda desconheço sobre eu mesma.

O rio do amar.

Guiando meu coração

Nas margens calmas de um rio

Um nome paira sobre minha mente

Como um bom presságio, um aviso,

Lembro-me de como era bonito estar do se lado

Seus olhos me avisavam que eu corro perigo

Seus lábios me diziam que não era possível



Mais não é fácil guiar o coração nas margens desastrosa

Da solidão, ao ver uma luz eu acreditei que seria um refugio

Um lar um lugar seguro pra eu ficar, a onde eu encontrei um

Abismo com um final, um túnel com uma saída.



Apeguei-me, mais o fim estava próximo ainda não ouvi da

Sua boca, mais sei que sim seus olhos me dizem, seus lindos

Lábios mesmo fechados gritão que não.



Mesmo que você fale que eu só te trago o bem,

O destino em nossos caminhos manda

E o futuro um caminho difícil de trilhar, eu posso

Ajudar-te, te amar, e tudo que você não teve

Com outras pessoas eu vou te dar.



Um rio calmo trilha seu caminho sempre por

Onde a correnteza o leva, assim como o

Destino que guia nossas vidas

Por onde a gente menos

espera.

Resposta a um aviso

Na terra - na terra - colocar-te-ão,
Com um céu de pedra cinza,
Sobre um leito de terra negra,
Com a negra terra para te cobrir.

"Ao menos aí poderei repousar;
Possa tal profecia surpreender-me dentro em pouco,
O tempo em que meus cabelos de fino sol
Misturar-se-ão sob a terra às raízes da erva".

Mas este lugar é mais frio do que o inverno.
E fechado para sempre à alegria de ser livre.
E aqueles a quem seduzia o calor da tua face,
Estremecerão de horror ao deparar-te.

"Não.
O mundo em que vivemos é uma seara de frêmitos.
Eu sou a árvore do inferno,
A amizade foi para mim a folha decepcionante.
Mas talvez AO LONGE gostarão de me conhecer
E dar à minha imagem uma justa memória".

Deverias renunciar a este grande amor,
Aos ternos jogos da humana piedade:
Oh! não te despertes,
O grande riso do Céu rompe acima das nossas cabeças,
Jamais lamenta a Terra a uma Ausência.

E a erva, a poeira e a lousa solitária
Terão dispersado dentro em pouco a humana companhia;
Só o eco do suspiro se desola neste mundo.

O único ser... e esta alma era digna de ti!

sobre ele, sobre nós

Eu nem sei explicar o que é isso que eu sinto por ele. É tipo… leve, mas forte ao mesmo tempo. Como se meu peito estivesse cheio de alguma coisa boa, meio quente, meio boba, meio mágica.

Quando ele me olha, parece que o mundo desacelera. Juro. Às vezes ele nem faz nada demais — só ri, ou me chama pelo apelido que só ele usa — e eu já fico com aquele sorriso besta que não dá pra segurar. Ele não é perfeito. Mas ele é meu tipo de perfeito. Do jeitinho dele, bagunçado, meio tímido, às vezes distraído… mas sempre gentil comigo.

E o mais doido é que ele me faz sentir segura. Como se, por mais que tudo ao redor esteja confuso (família, escola, amizades), com ele é simples. Eu não preciso fingir nada. Posso ser quem eu sou, até nas minhas partes mais esquisitas ou inseguras — e ele gosta de mim assim mesmo. Isso é raro. Isso é lindo.

É o tipo de amor que a gente não vê muito por aí. E mesmo que dure ou não pra sempre (sei lá, a vida muda né?), agora… agora ele é o meu sempre.
E isso já vale tanto.

Noite Adentro


Na solidão da noite onde as sombras dançam e sapateiam sobre a minha alma, mistérios se escondem.


No cerne da escuridão um fogo arde em segredo, e ainda que os sonhos que ouso sonhar sejam cada vez mais frequentes, a noite é um labirinto de mistérios e verdades que eu preciso desvendar


Ao som do vento que arranha a noite sem cessar


O silêncio é um véu! Que esconde a verdade que eu preciso ouvir


A veracidade das coisas eu busco sentir


Ao silêncio que ensurdece, eu dou ouvidos!


Pois por vezes as imagens que se repetem acompanhadas pela agonia me tomam por incontáveis horas, até que por um impulso do consciente eu me desperto


Pois é no silêncio que me encontro, e na realidade faço a minha verdade e o caminho para desvendar os segredos que a noite esconde.


Karina Cardoso.

Se ouvisse anos atrás sobre você, simplesmente gargalharia; Onde habitava, claramente não existia;
Porém, vivendo o hoje com tanta intensidade vejo o quanto me faz evoluir;
Não, não é um personagem; Nem é um delírio;
Tampouco uma veste bonita e aceitável;
E sim uma verdade; Nua e crua que deve ser engolida por quem rejeita a coragem e ousadia;
E para os mentirosos e mascarados;
Deixo aqui um recado: "Se acaso for de mentira, peço que se retire e viva sobre a farça de nunca existir".

Se ouvisse anos atrás sobre você, simplesmente gargalharia; Onde habitava, claramente não existia;
Porém, vivendo o hoje com tanta intensidade vejo o quanto me faz evoluir;
Não, não é um personagem;
Nem é um delírio;
Tampouco uma veste bonita e aceitável;
E sim uma verdade;
Nua e crua que deve ser engolida por quem rejeita a coragem e ousadia;
E para os mentirosos e mascarados; Deixo aqui um recado: "Se acaso for de mentira, peço que se retire e viva sobre a farça de nunca existir".

Ainda há pouco, assistia ao jornal da GloboNews. A pauta era a taxação dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. O convidado iniciou falando sobre importações e commodities — e, de fato, para que um país cresça economicamente de forma sólida, é preciso investir em tecnologia e deixar de exportar apenas matéria-prima, passando a desenvolver produtos com valor agregado.

No entanto, boa parte dos empresários do agronegócio brasileiro acredita que, se mudarem de ramo ou investirem em inovação, irão à falência. Vivem do que chamo de “bolsa rico” — investimentos estatais — para que continuem plantando e vendendo produtos in natura, evitando, inclusive, o pagamento de impostos devidos. Enquanto isso, as nações desenvolvidas nos vendem os mesmos produtos já industrializados, a preços duas ou três vezes maiores. Isso é bom? Sim, para quem nos vende. O governo brasileiro, por outro lado, perde receita com essa artimanha sustentada por interesses de grandes empresários do agro.

Infelizmente, o Poder Executivo e o Legislativo seguem sucateando a educação, e apenas uma parcela privilegiada da população tem acesso à universidade — que deveria ser uma extensão natural da educação básica, formando novos cientistas, desenvolvendo tecnologia de ponta e fortalecendo a indústria nacional.

Retomando a fala do convidado do programa: ele sugeriu que o presidente Lula deveria entrar em contato com Donald Trump para negociar a taxação. Um verdadeiro viralatismo. Espera-se que o Brasil se curve aos interesses dos Estados Unidos? Isso, para mim, é demonstrar fraqueza da soberania nacional — é como dizer que não somos capazes de criar novas relações comerciais e manter uma posição autônoma no cenário internacional.

Carta (não necessariamente urgente) sobre a morte e suas pirraças

Curitiba, essa noite meio sem graça de quinta,
Num tempo que não sei bem se sobra ou se falta.

Prezado amigo (ou quem ler isso, vá lá saber),

Escrevo não porque tenha urgência, que mortais não tem horário marcado, mas porque hoje me deu para pensar nessas coisas que a gente só finge que esquece. Morte, veja só. Tema que dá pano pra manga e silêncios incômodos em conversas de elevador. Mas a verdade é que às vezes não é ela que assusta — é o medo do atraso ou da antecipação.

Sim, tenho medo. Mas mais ainda de morrer na hora errada. Daquele falecimento inconveniente, tipo deixar o feijão no fogo e não voltar mais. Ou então ficar tempo demais, feito parente de festa que não entendeu que acabou. O sujeito vira ruído de fundo, se arrasta pelas tardes, ocupa espaço que já devia estar livre para outra coisa — talvez uma planta ornamental ou um cachorro esperançoso.

Quero ir quando ainda restar alguém que feche os olhos por um segundo ao lembrar de mim. Mas não tantos que respirem aliviados. Aquela linha tênue entre o “já vai tarde” e o “que falta faz” é difícil de mirar, mas tento, com a pontaria do coração — que sempre foi míope, convenhamos.

E torço pra que sobrem uns poucos desafetos. Não por maldade, veja bem. Mas porque quem nunca odiou também nunca amou com força. Os mornos não deixam rastro nem queimam as pontas dos dedos.

No fim — e essa é a esperança que abraço com certo sarcasmo — talvez restem algumas linhas. Frases ditas sem urgência, guardadas num papel, esquecidas numa nuvem digital com nome de bom tempo. Coisas minhas, soltas no mundo, sobrevivendo a mim.

Se alguém ler, que sorria. E se puder, que imagine que eu ainda estou por aí, rindo também, com aquele jeito de quem sabe que o último a rir, às vezes, nem precisa estar vivo.

Roberval Pedro Culpi

Argumentação Complementar ao Pensamento de Virgínia Woolf

A lucidez sobre a fragilidade da existência, como descrita por Woolf, pode ser interpretada não apenas como fonte de tristeza, mas também como um convite a uma libertação paradoxal. Ao reconhecer que a vida não se sustenta em grandiosidades épicas ou em felicidade perene, descobrimos que sua beleza reside justamente na efemeridade e na imperfeição. A consciência da finitude não precisa ser apenas um peso, mas pode ser o que nos ensina a valorizar os "pequenos momentos insignificantes" como únicos e insubstituíveis.

Se o amor não é um conto de fadas, sua fragilidade o torna mais precioso — não porque dura para sempre, mas porque, justamente por ser passageiro, exige presença e cuidado. Se a felicidade é fugaz, sua raridade a torna mais intensa quando surge, como um raio de luz em meio à escuridão. A solidão do entendimento, por sua vez, pode ser o preço da autenticidade: ao nos afastarmos das ilusões coletivas, ganhamos a chance de viver com maior profundidade, mesmo que isso nos separe superficialmente dos outros.

Nesse sentido, a tristeza de saber demais não é o fim da experiência, mas seu verdadeiro começo. Ela nos tira do automatismo e nos coloca diante da vida como ela é — frágil, transitória e, por isso mesmo, digna de ser vivida com atenção e coragem. A melancolia de Woolf não é um beco sem saída, mas um portal para uma existência mais consciente, onde cada instante, por mais breve que seja, ganha significado precisely porque não durará. A verdade pode doer, mas também nos liberta para encontrar beleza no efêmero e significado no que, de outra forma, pareceria insignificante.

Roberval Pedro Culpi