Poemas quando eu me Amei de Verdade

Cerca de 404011 frases e pensamentos: Poemas quando eu me Amei de Verdade

Eu te dei meu coração e você o magoou.
Eu te amei como nunca amei ninguém e você simplesmente me rejeitou.
Eu tive confiança em você e você a quebrou.
Juro que achei que você seria diferente, mas não, você não foi.
Você foi minha alegria quando mais precisei, mas também foi minha dor.
Você tirou muitos sorrisos meus, mas também lágrimas.
Mas, independente de tudo, te perder foi a pior coisa que me aconteceu nessa vida.
E claro, SEMPRE vou querer te ver feliz, mesmo você não estando mais comigo.

⁠O tempo trouxe seu coração para mim
Eu te amei por mil anos
Eu vou te amar por mais mil

Christina Perri

Nota: Trecho da música A Thousand Years.

Eu lutei por nos dois
eu te amei incondicionalmente
eu não trai seu coração
eu chorei e implorei a nossa volta
eu dormi pedindo o seu retorno
eu acordei chorando em desespero
eu chorei, eu pedi eu me humilhei
eu sei que erros cometi mas eu lutei
e além de tudo eu te amei.
Mas hoje meu bem, eu CANSEI.

EU TE AMEI..

Eu te amei no instante em que te conheci, amei as improbabilidades, amei o impossível, amei cada vez que você me abraçou, amei tudo em você...
Odiei não poder gritar o quanto eu te amei, odiei cada vez que você foi embora e cada segundo que eu tive que viver sem você...
Odiei não ter coragem de pegar na tua mão sem olhar para os lados, eu me odiei por ter sido covarde, todas as vezes eu deveria ter tido coragem , odiei não ter tido forças pra te dizer que nós podíamos conseguir, só nós dois...
Eu odiei cada décimo de segundo da minha vida que eu não estive do teu lado...
E vou me odiar cada vez que eu olhar para o mundo sabendo que o único lugar onde eu ainda posso te encontrar é aqui dentro de mim...

- Ray Sousa

Poema Melancólico – Hemorragia da Alma


Eu te amei com uma fidelidade ingênua,
daquelas que a gente oferta sem cautela,
como quem deposita o coração inteiro
numa promessa frágil, de aparência tão bela.


Mas tu eras narcísica inconstância,
um vazio requintado em forma de gente,
um afeto de porcelana: vistoso,
mas que se estilhaça facilmente.


Eu, tolo, fiz vigília sobre teus silêncios,
buscando migalhas onde só havia desdém.
E cada gesto teu — tão miúdo, tão ínfimo —
era um corte discreto, mas profundo também.


Hoje trago no peito essa hemorragia etérea,
sangramento que não se vê, mas consome.
Um padecer sem alarde, clandestino,
que corrói o que resta do meu nome.


E percebo, enfim, com amarga lucidez,
que o amor que te dei, vasto, plúmbeo, inteiro,
não foi capaz de redimir tua secura,
nem de salvar meu próprio travesseiro.


Resta-me agora a cura lenta e austera:
recolher meus cacos com serenidade tardia,
e permitir que o tempo, senhor indulgente,
estanque o que sobra dessa triste hemorragia.

Para os políticos, a verdade e a mentira não são importantes. Então eu nunca poderia tornar-me um político.

«Diz-me o que lês e eu dir-te-ei quem és» é verdade; mas conhecer-te-ia melhor se me dissesses o que relês.

O Mesmo Erro

Então enquanto eu me reviro nos lençóis
E, mais uma vez, não consigo dormir
Saio porta fora e subo a rua,
Olho as estrelas sob os meus pés
Relembro coisas certas que eu transformei em erradas
E aqui vou eu
Não estou pedindo uma segunda chance,
Estou gritando com toda a força da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez,
E talvez um dia nós nos encontremos
E talvez possamos conversar e não apenas falar
Não acredite nas promessas porque
Não há promessas que eu cumpra,
E minha culpa me inquieta
Assim aqui vou eu.

Não tenho celular. Não gosto deles. Acho que os celulares são apenas ferramentas para nos escravizar.

Eu e você
Eu e você
Eu e você somos a lua e o sol,
O cravo e a rosa,
O barco e o farol.

Eu e você somos a onda e o peixe,
A árvore e a semente.
Um ao outro no pensamento e na mente.

É bom evitar mágoas

Nossas feridas e mágoas fazem parte
Sorrir na vida e sempre
Fazemos de tudo e um pouco
Evitar magoá-las é uma arte

Temos medo e relutamos
Temos ciúmes, então
Da vida é preciso cuidado
Para não destroçar de outro o coração

Amar, beijar e te acalentar
Palavras de carinho é bom sentir
Ver a distância chegar
Faz a mágoa surgir

Não abandone nem despreze
Vai, por isso, fazer outros sofrer
Aparecendo uma D.R
E fazendo o ressentimento aparecer

Mesmo a dor aparecendo
O bom senso deve ter
Evitando nos outros a dor
E o altruísmo prevalecer

Como é refrescante saber que
Você não precisa de mim
Quão maravilhoso é descobrir
Que Você me quer

POEMA

A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.

Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.

Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.

O Engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

A um rio sempre espera
um mais vasto e ancho mar.
Para a agente que desce
é que nem sempre existe esse mar,
pois eles não encontram
na cidade que imaginavam mar
senão outro deserto
de pântanos perto do mar.
Por entre esta cidade
ainda mais lenta é minha pisada;
retardo enquanto posso
os últimos dias da jornada.
Não há talhas que ver,
muito menos o que tombar:
há apenas esta gente
e minha simpatia calada.

Poemas seriam perda de tempo?
E notas de rodapé?

Se ainda vale a matemática
que me ensinaram,
dois números negativos
multiplicados
resultam num número positivo.
Espero que
uma perda de tempo
ao quadrado
seja um ganho... de tempo.