Poemas quando eu me Amei de Verdade

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Lua ou Arco-íris

Qualquer um que me perguntasse no que penso
Eu diria seu nome
Porque a saudade invadiu todos os meus sentidos
E agora não consigo pensar em outra coisa senão você
Olho para as mensagens antigas
Querendo que você me mande uma, apenas uma
E eu me pergunto se responderia
Ou se novamente meu orgulho me trairia
Eu te quero perto novamente,
Mas de que adianta falar?
Se isso não acontece imediatamente.


A vida já não é a mesma desde que você saiu
Ela parece... como algo que esbarrei e caiu
Ela parece sem cor, como se você, quando ainda estava aqui a pintasse
Será que não é mesmo isso?
Era você?
Que colocava em meu coração todas as emoções boas ao te ver?
Você que as vezes me fazia perder a paciência sem querer?
Era você que me lembrava das coisas boas de em viver?
Acho que foi você, que este buraco deixou
Não entende o estrago que fez, mesmo sem intenção?
Meu coração anseia pela sua volta sem pretensão.
Só peço que volte, que volte e me perdoe
Mas sou orgulhosa de mais para pedir
Para me ajoelhar, e lhe implorar.

A Sorte é um Trevo de Três Folhas

Hoje peguei um daqueles biscoitos da sorte
Eu o abri e dentro dizia algo como:
“A coisa mais difícil do mundo é descobrir quem você é.
E a segunda é ser feliz com o que você descobriu.”

Hoje, Eu Ouvi Dizer.


Hoje meu professor nos falou sobre uma palestra em que um cego disse que as pessoas pensam que empatia é se colocar no lugar do outro, mas ninguém consegue se colocar no meu lugar, pois a pessoa pode fechar o olho ou tampá-lo com uma venda, e quando ela fizer isso vai se sentir insegura sobre para que lado ir ou onde andar, mas quando quiser ela pode destampá-lo, pode abri-lo, mas eu não posso ter essa segurança de que posso abri-los e enxergar tudo novamente. Aí, o professor nos disse que muitas vezes imaginamos o lugar do outro, mas nunca saberemos exatamente pelo que ele passa, pois nos colocar no lugar do outro dura minutos, mas não sabemos por tudo que essa pessoa passou. Nos disse para não desprezar aquele amigo que não para de falar um minuto, pois você não sabe o que ele passa em casa, talvez essa pessoa tenha dificuldade em se abrir realmente para os outros. Sim, empatia é se colocar no lugar do outro, mas muitas vezes não há como se colocar no lugar do outro, porque imaginar não é sentir.

Os 5qs não funcionam comigo! Eu quero o mundo e o tempo, é o maior carrasco.


-Sigismundo Báthory

Césio 137 — Não Tão 137!


Em meio ao eco do noticiário, lá estava eu na aridez do hospital.
A pele ardendo em chamas, fogo invisível que corroía a estrutura dos meus ossos.


Vieram as náuseas, mas nada se comparava ao estigma e ao olhar de pavor que vinham daquela multidão.
A dor maior, contudo, foi o desapego:
saber que perderia o contorno dos meus cabelos.


Nem a morfina ou o fentanil davam jeito. Ah, meus lindos cabelos...
Castanhos, reluzentes, cintilavam à luz da noite.


O que omitiram sobre o fascínio daquele pó azul era a exaustão mórbida que cobria o corpo.
Vomitar as próprias entranhas na apatia do silêncio...


A radiação era um golpe tão denso
que anestesiava os sentidos antes da ruína.Tontura, dor de cabeça, o colapso — tudo chegou depois, em ritmo lento.


Engraçado.


De todo esse caos, restou apenas uma réstia de luz:
a memória daquele dia, eu e você,
na serenidade da praia do rio.


Senti, enfim, uma paz absoluta.
Obrigado por ser a minha última lembrança de amor.


Autor: James Richard Ferreira Pantoja (Pseudônimo: KANGAL)

Se o bem ou mal existem eu não posso responder, más, talvez o véu que rompa a morte possa transcender.


_KANGAL

Uma vez, eu disse a uma mulher que nunca mais iria esquecê-la. Ela simplesmente respondeu:




“Vou te perturbar até nos teus sonhos, porque o tempo cura tudo, mas lembranças são eternas — menos as promessas que nós achamos que eram eternas. Promessas são quebradas!”


Releitura do Autor: Valdir Enéas
Por: KANGAL

O Preço do Erro


Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.


Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.


Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.


Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;


Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.


— KANGAL


Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual
Todos os direitos reservados.


Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.


Nenhuma parte desta criação pode ser reproduzida, distribuída, comercializada ou utilizada de qualquer forma, por qualquer meio eletrônico ou mecânico, sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor, ressalvados os casos de citação permitidos por lei.

Eu olho para as luzes da cidade. Exatamente iguais a mim. Sou parte dos espaços,movimento,vento.
Essa arquitetura grotesca que acolhe a nossa natureza se torna dinâmica, nos unifica, nos distancia e nos deixa a deixa: estamos todos, unidos em nossos próprios abrigos, convivendo com as sombras e esfinges.
É tempo de construir novos mundos,tomar conta uns dos outros,demonstrar afeto como se planta uma semente para dias menos duros e conversar com Deus.
Porque ele preserva a nossa parte mais bonita que resiste a estes tempos nebulosos. Pedimos por Paz,torcendo pra que alguém totalmente desconhecido que seja exatamente aquilo que eu seria para outro agora, abra a porta, nos tirando dos muros que construímos e nos diga que embora nesse tempo esteja cada um na sua,vai ficar tudo bem!
Lembro que quando era pequena,eu sempre imaginava me pintar por dentro de azul como o céu,era assim que eu sentia Deus,eu lhe agradecia por todas as coisas simples e lhe pedia para ter força para aguentar firme e foi conversando com ele todos os dias,que me fortaleci e aprendi que a parte mais linda do Amor,é construída em forma de prece.

O Homem que Carregava o Frio


Eu carregava sacos de gelo durante o dia,
mas era a minha própria alma que congelava aos poucos.
Minhas mãos tocavam o frio da pedra,
enquanto meu corpo aprendia uma nova forma de dor.


Ao chegar em casa, a noite não trazia descanso;
trazia o julgamento do próprio corpo.
Cada músculo queimava como brasa escondida,
cada respiração era uma lembrança
de que eu ainda precisava continuar.


Deitado no escuro, entre o silêncio e a agonia,
eu não pedia riqueza, nem uma vida perfeita.
Minha única oração era simples:
“Que eu acorde amanhã.”


Porque havia um peso maior que a dor dos braços,
maior que o cansaço dos ossos:
era saber que o mesmo sofrimento me esperava no dia seguinte.


E mesmo assim eu levantava.
Vestia minha coragem como quem veste uma roupa velha,
pegava o caminho de sempre
e enfrentava mais um dia.


Ninguém via as lágrimas que eu engolia,
ninguém ouvia as batalhas travadas dentro de mim.
Mas ali estava eu —
um homem ferido pelo tempo,
mas ainda de pé.


Não porque era fácil suportar,
mas porque havia algo em mim
que a dor nunca conseguiu destruir.

Hoje eu parei e olhei bem sério para a calçada, e me veio uma dúvida à mente:

Por que eu estou aqui hoje?

E eu não sei dizer. Não sei o que se passa na minha cabeça. São tantas dúvidas e tantas questões… Está tudo uma confusão.

Não sei de onde começar e nem como vai terminar.

Então, eu parei para tentar organizar tudo. E sabe o que aconteceu?

Nada.

Às vezes, a resposta está na nossa frente e não a vemos. Ou, muitas vezes, nem sabemos a resposta. E podemos dizer que existem momentos em que é melhor não saber.

Mas algo me veio à mente e clareou tudo:

Eu não preciso saber.
Eu não preciso resolver.
Eu não tenho que descobrir.

Eu só preciso seguir firme e forte.

Existem coisas que, por mais que busquemos respostas, não sabemos por que acontecem. Então, simplesmente deixamos acontecer, pois, uma hora ou outra, vou descobrir por que tudo isso ocorreu.

Não espere que você vá resolver tudo. Às vezes, o tempo resolve sem você fazer nada.

Então, olhe para mim e sorria, como eu sorrio.

A vida é bela demais para deixarmos de curti-la.

Círculo de amor


Eu vivo um amor no plural, na singularidade e na covarde eternidade,


A proximidade que arrepia, o olhar de águia que atravessa pensamentos e aquele despertador que invade a alma gritando,


Curvas na estrada com neblina, vinho derramado após a quarta taça, sopro de um tal existir sem respirar,


O céu e o mar ficam sem vida no escuro até a lua aparecer mais uma vez,


A persistência trouxe a vitória, a coerência tem regado as rosas e a reciprocidade acontece todos os dias depois do meu achado de uma entre muitas milhões.

Antologias
(1Evaristo)

Por que que eu gosto de Antologias?
Porque neste exato instante
Alguém bem perto ou distante
Entre tantas pelo menos uma minha poesia.

Além do que entre tantas possibilidades
Alguém que procura por novidade
E lá está tranquilo num livro
Um poema meu escondido.

Sem contar ainda os momentos
Numa biblioteca, livraria ou sebo
Alguém distraído me vê e eu não vejo

O melhor dos meus sentimentos
Aliados sinceros dos bons pensamentos
Revelando ao mundo meus fraternos desejos.

feradapoesia.blogspot.com

Você.... sempre você
Lá... em algum lugar...
bem longe daqui.
Eu... sempre eu...
Aqui... no mesmo lugar...
bem perto daqui

O meu mar


Eu te ouço mar; as vezes fazes ruídos altos e em outros dias és calmaria.
Eu te vejo mar; majestoso na tua força, sedutor em teus movimentos.
Eu te sinto mar; me envolves, as vezes suavemente e, em outras me arrastas para ti.
Poema de Maristela Finger

Desculpa se eu não fiz tudo como você queria. Desculpa.

Desculpa se eu não abaixei a cabeça, se eu não me submeti.

Desculpa se eu não fui o que você quis. Desculpa.

Eu peço desculpa se eu não agradei, se eu não agrado, se não vou agradar.

Mas eu peço desculpa a mim.

Desculpa é a mim, a quem eu devo mais amar.

Nildinha Freitas.

Normalmente eu te amo
(1Evaristo)

Normalmente eu diria eu te amo,
Mas em Fera Da Poesia eu digo:
São doces os oceanos
Frente a meiguice de seu sorriso.

Diria eu também que o céu
Brilha menos que seu olhar,
Mas em Fera Da Poesia só posso falar
Que sua presença tira de mim o véu.

Posso dizer até que te amo,
Mas em Fera Da Poesia digo os oceanos
São apenas pequenas gotas

Nas quais não existem prantos
Pois tudo dissolve, oh! Nobre Douta!
Pois meu coração silencia a boca.

feradapoesia.blogspot.com

Há um amor

Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer

As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.

Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.

A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.

REFLEXO DA VIDA

O que importa o que sou? Importa quem eu sou imaterialmente. O que fiz, faço e o que ainda posso fazer para com as pessoas. É o que mais faz sentido hoje. Doar-se.

O que importa é como eu trato as pessoas e como convivo com quem amo. Como luto pelo bem-estar das pessoas. É como um espelho que reflete. Se elas estão felizes também estou. É o meu ideal de vida. Batalhar para as coisas darem certo, para as pessoas terem o direito a algo que já pertencem a elas.

Lutei contra muitos, me magoei na maioria das vezes. Chorei até secarem todas as lágrimas que tinha dentro de mim. Nadei contra a maré muitas vezes sem me cansar. Mas, nunca desisti de lutar. Nunca. Sempre me defrontei com muitos obstáculos, mesmo assim venci todos. Conquistei muitas coisas e outras ficaram para trás por motivos que não consigo descrever aqui.

Terminei sendo alguém que por ações pouco consegui avançar, porém, que profundamente procura expor o que sente através das palavras. As palavras escritas e publicadas jamais serão destruídas ou mesmo vencidas.

Elas serão imortais e exprimem sentimentos que brotam das profundezas ocultas do meu íntimo.

Desafio


Eu sempre desafio o mundo. Desafio porque quero provar certas coisas que nem eu mesma sei se estão certas ou erradas. Só sei que sou capaz – capaz de qualquer coisa. Sou forte o suficiente para seguir sem me ferir.


Essa luta de provar algo é para que eu mesma entenda. Porque a vida não quer saber de provas; ela exige demonstrações. A vida quer que eu assuma meus erros e meus acertos. Quer que eu supere os obstáculos.


E eu, sem entender seus propósitos, sigo vivendo.


Rita Padoin
Escritora