Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quando a gente quer
viver o Ano Novo,
ele também nos deseja,
Ano Novo não é apenas
sobre avançar uma casa
na contagem do tempo
ou depender de cumprimentos
para que ele aconteça;
Ano Novo é viver com paz
na mente e no coração
a todo o momento,
É a opção confiante
de viver sem validação
de forma que nem mesmo
o tempo pode deter
o teu desejo pleno de viver
com tudo aquilo que nasceste
capaz de fazer caminhar
definitivamente sem olhar para trás.
Para o Jogo do Pinhão
o boque tem que ser
sempre bem cavado
para não ter erro não
quando for arremessado.
Entre a mente e corpo
não há diferença
com as Boleadeiras
na mão do gaúcho,
Quando no absoluto
o amor e a sedução
escrevem a sentença
no coração para a vida inteira.
Quando a Bracatinga
chora é quando
o tempo muda,
Para quem sabe ler
é a própria poesia
que comunica profunda.
Quando se deseja
um Cacuri,
É preciso pensar
para você nele
não vir a cair,
Porque a mente
e as palavras
traem e sempre
se voltam contra
quem mau uso faz,
Por isso escolha
falar somente de paz.
Tem gente que
não se recorda
do Caiporinha
dançando com
o Bumba-Meu-Boi,
Quando se dá
corda a memória,
A poesia é que
se escreve na hora.
Quando está
um frio danado,
um Camargo
bem preparado
faz a diferença
na Serra Catarinense,
e nunca se apaga
da memória da gente
porque é capaz de manter
o coração sempre quente.
12/11
Quando a gratidão
visivelmente
faltarem com você,
Busque ser
o seu próprio lar
para ninguém
mais de partir
para cultivar a coragem
de prosseguir.
Seja no pé do morro
ou na beira do rio,
É bonito de se ver
o taquaral de Rodeio
até quando o vento
o tira para dançar
contagiando alegria
o olhar de quem está a passar.
A aurora vespertina
quando tinge o rebanho
das ovelhas de algodão-doce
sobre a amada Rodeio
e o nosso Pico do Montanhão
oferece um momento
de encher os olhos e o coração
muito além deste tempo
que ninguém mais presta atenção.
Quando encontrar
um fragmento
do ninho de Caurê
que não der
para aproveitar,
Não vou levar
para fazer talismã,
Vou agradecer
pelo sinal de que farei
um ninho com você,
porque assim vai ser.
...
Nas madrugadas altas,
no meio das encruzilhadas
Alguns encontrarão
batendo as asas,
o Cavalo de Três Pés
cumprindo a missão
de fazer as pessoas
ficarem assustadas pelas estradas.
(Metamorfoses do Saci)
...
Cavalo Fantasma
no meio da noite,
Cuidado para não
levar um coice.
...
Sou capaz de fazer
o teu peito pelo meu
tocar tal qual Caxambu
em noite de luar,
E quando menos
esperar irá me amar.
Uma onda quando é
forte ela tende a recuar,
Prefira ser mar calmo
para sempre dominar.
Em mar revolto não
se costuma navegar,
Mar calmo e Sol
convidam a mergulhar.
Na Ilha Maria Francisca
ser tua Lua a beijar-te mar,
e assim nos encontrar.
Enveredar no ponto
exato e as estrelas
contigo não parar de contar.
Quando a tarde se despede
no Médio Vale do Itajaí,
a Lua Nova se achega aqui
da nossa Cidade de Rodeio:
parte do céu floresce igual
a cor das flores se sublimes
do Jacarandá bico-de-pato
deste outonal mês de maio.
O voto etéreo de manter
viva cada uma das inspirações
se refaz só de olhar o bem
que faz ter o Pico do Montanhão
para brindar o nosso coração
com toda a beleza, amor e paz;
não abrir mão de viver assim jamais
se torna cada vez mais imperioso.
(Terrenal carinhoso apego daquilo
o quê é essencial como confirmação
filial austral a quem pertencemos).
Quando o entardecer desce
sobre o Pico do Montanhão
com a sua nave madrepérola,
Presenteia o nosso coração
com paz e serenidade poética;
Trazendo assim inspiração
na nossa Cidade de Rodeio
em pleno Médio Vale do Itajaí
com as vibrações de junho no peito.
Os apelos de um tempo desafiam
os olhares a não perder o encanto,
os nossos corações do tamanho
do mundo devem sempre atentos,
porque neste tesouro nós vivemos.
(Com alma e o coração gratos
voltados para o céu do Hemisfério,
e os nossos pés nesta Terra
abençoada do Sul do nosso Brasil).
Folguedos de bois
Existem muitos outros folguedos
de bois que não foram avisados,
Quando descobri saí correndo
para dançar por todos os lados.
Com os Bois-bumbás Filandinho,
Mestrinho, Vitorioso e Estradinha,
Pude sentir em todos os seus autos
dançando com a incontrolável poesia.
Este folclore amazônida de pasto
imenso tem feito buscar bois que
não conheço de um jeito intenso.
Desta busca não vou jamais desistir,
porque deste destino escolhi a alegria
sutil de ser a minha própria sinhazinha.
O Papagaio-Charão
quando escolhe ir
ele vai na direção
da serra para se aninhar
e comer Pinhão,
No fundo o coração
não é diferente
quando escolhe entre
o amor e a paixão.
(É sobre o quê a gente sente).
Saci-Pererê correndo
solto e veloz na mata
assim é o tempo
quando ele dispara,
Para estar pronto
é deixar que o destino
se cumpra e se faça,
Para que ninguém desfaça
o quê não se disfarça.
Quando a tristeza ameaçar engoli-lo, descanse um momento nas alegrias já vividas.
O tempo suficiente para recordar e ser grato por tê-lo vivido.
Então, impulsiona-se e continue criando histórias e novas alegrias.
Ela é o tipo de descomplicada que todos se complicam.
Todos querem salva-lá quando tudo o que ela quer é perder-se.
Quando nós conhecermos, senti-me sobrecarregada por gratidão, senti-me presenteada, como se uma prece fosse atendida.
Ao partir sem se despedir, senti que todas as orações de agradecimento tivessem se perdido.
Será que é por isso que te foste tão cedo e sem se despedir?
Será que é por este motivo que tive que reaprender a viver sem você?
Para aonde vão às orações perdidas?
Ainda me recordo de você e continuarei recordando-me. Descanse em paz!
