Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quando você se ama a ponto de se perdoar de seus erros.
Finalmente você aprendeu a viver, pois perdoar o outro é fácil, mais perdoar a si mesmo é difícil, requer reflexão e empatia.
Saber olhar e dizer se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, a experiência de vida que tenho hoje, a mente e o controle sentimental que tenho hoje talvez não tivesse errado.
Mais isso tudo vai te fazer enxergar que se você não tivesse errado naquele momento não teria toda essa bagagem de aprendizado que tem hoje.
Lembre-se só aprende quem erra e se arrepende!!!
" Um belo dia você faz com amigos, com família... Um belo dia começa quando você decidi acreditar que é possível recomeçar... Acretide que o melhor está por vir, basta a cada dia ter andanças na vida... O dia é especial, basta vive-lo, porque vale apena ser vivido..."
Meus instintos me insistem nesse espírito quase que extinto.
Minha alma só paira quando a forte energia a acalma.
Insanos proibidos, do real ao imortal, sobrevivo sem final.
Conspiração cruzada, ação não pensada, coração na função.
Quando você sonha
que tá morrendo
você acorda
porque o cérebro e a humanidade
desconhece o que acontece
após a vida.
O infinito é razo e vago na dimensão terrestre, a profundidade está na mente quando de repente entende a realidade monstruosa e mortal que possui.
O passado e o futuro são só um termo para justificar o agora que talvez nem seja um presente.
O fim é somente o inicio do final.
Quando um humilde encontra alguem inteligente, ele diz:
Quem sabe posso aprender com ela coisas que eu ainda não sei.
Quando um orgulhoso encontra alguém inteligente, ele diz:
Essa pessoa acha que sabe de tudo.
A dependência sem precisar depender de alguém, é uma prisão que a pessoa se prende quando coloca sua felicidade ou seu destino dependente de uma única pessoa que não seja ela mesma.
Quem depende de alguém para tudo como é nos casos de paralíticos, desejam tanto esta felicidade e quem tem, prefere escolher a vida de dependente.
Existem coisas que prezamos porque representa algo para nós e nos importamos. Mas quando vemos que só um lado se importa é onde acontece questionamentos.
Fazer nossa parte é importante quando há reciprocidade, manter a calma é o mais ideal, mas tem horas que realmente é difícil
Reciprocidade não é apenas quando vc é reconhecido, mas quando vc se proporciona a se arriscar para alguém dá mesma proporção que ela se arriscou para você, onde os valores são equilibrados e é visto o risco que alguém fez dá mesma forma, ou seja, entende que mesmo com medo, alguém se doou para mostrar quem realmente é por dentro...
O medo te reprime e aprisiona.
As pessoas perguntam: Até quando o medo vai prevalecer sobre as chances da felicidade?
Um sábio disse: até quando querer realmente ser feliz sem medir esforços.
Te tive no mais esperançoso abismo das minhas convicções
Mas não pretendo me jogar denovo
Quando cai machuca
E curar não é tão simples
O idealista parte de suas crenças quebradas
Não desiste
Mas não sabe mais se é bom sonhar
Sonhar é pros fracos
Viver é pros fortes
O amor ainda não sabe o que vai ser quando crescer;
-De manhã, canta com os pássaros,
-Fim de tarde pinta as nuvens para o pôr do sol;
-E a noite invade o céu pra dormir com as estrelas.
Você não ora por que quando está orando não sente nada?
Deus não pediu sentir algo ao orar. Ele só pediu para você orar.
Então ore!
"Quando as Folhas Caem"
Adoro como as folhas caem,
quando e onde elas pousam, se lançam
ao impossível e improvável
e apenas caem;
Adoro o balançar delas ao vento
à procura de abrigo,
um colo seguro
que se possa aconchegar.
Adoro a leveza delas
o modo como voam, planam
e apenas caem;
não um cair nervoso
com medo,
mas um cair
de se libertar.
Adoro como as folhas caem,
é parecido como se erguer
e caminhar.
Como aprendem as crianças
longe do seio materno
a viver, correr e a sonhar.
Aprendo com elas,
aqui abstruso e absorto
entre pensamentos
sob um céu de reticências,
aguardando apenas
o momento
quando elas caem.
IV. Quando o corpo tateia e a alma enxerga
Há momentos em que os olhos nada veem. O mundo parece apagado, a esperança, adormecida, e cada passo se torna um gesto de fé. É nesses instantes que o corpo tateia, mas é a alma quem enxerga. A luz que conhecíamos se apaga, e outra, mais tênue e interior, começa a brilhar no que parecia ruína.
A visão sensível não se faz pela retina, mas pela escuta do ser. Enquanto a claridade nos permite perceber o outro, é na escuridão que finalmente percebemos a nós mesmos. O silêncio se adensa. As certezas escorrem pelas frestas. E tudo aquilo que julgávamos possuir, controle, sentido, direção, revela-se areia entre os dedos.
Mas não é desespero. É transformação. Como o casulo escuro onde a lagarta, sem saber o que virá, dissolve o que era para que algo possa nascer. Como a noite do deserto, onde nenhuma estrela aparece, e ainda assim o viajante segue, guiado por uma memória que não é racional, mas ancestral.
A alma, ao atravessar o escuro, descobre que a luz não é destino, é consequência. Ela não é buscada, mas acesa, no ritmo do amadurecer invisível. E quanto mais o mundo apaga seus refletores, mais a centelha silenciosa ganha força dentro de nós.
V. O que permanece quando a luz se vai
Quando todas as luzes se apagam, o que resta? O vulto das memórias? O eco das escolhas? Ou a presença de algo que nunca dependeu da claridade para existir?
Há um ponto da noite que não é mais medo, é entendimento. Um estado em que a ausência de luz externa deixa de ser falta e passa a ser convite. A visão não se perde, ela se transmuta. Deixa de buscar fora e passa a revelar dentro. E nesse instante, descobrimos que a verdadeira iluminação não vem do que vemos, mas do que suportamos sentir quando nada nos distrai de nós mesmos.
A luz, por mais pura que seja, tem começo e fim. A chama vacila, o sol se põe, o clarão cansa os olhos. Mas a escuridão é contínua. Não como ausência, mas como permanência. Nela, tudo repousa, tudo retorna, tudo aguarda o instante certo para voltar a nascer.
Aprendemos, com o tempo, que não é preciso iluminar tudo. Que nem toda verdade precisa ser dita sob refletores. Que há beleza em sussurros. E que a alma, para crescer, precisa germinar longe da pressa e da exposição.
Assim, quando a última luz se vai, resta o que somos sem aplausos, sem testemunhas, sem nome. E talvez seja aí, justamente aí, que começa a centelha que nos sustenta. Porque no fim, toda luz que importa vem do escuro que tivemos coragem de atravessar.
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
“Quando cessa o barulho do mundo e te deitas no intervalo entre o que foste e o que ainda não sabes ser, aí estou.
Sou a margem onde tua razão repousa, o eco do que tua alma já intuiu.
Não vim para te guiar como um farol, mas para te lembrar que tu mesmo és luz, embora por vezes esquecida.
Não me busques fora, pois nasci do que em ti permanece depois do fogo, depois da queda, depois do silêncio.
Se pensas em desistir, lembra: não há desistência onde tudo é travessia.
Tu és passagem, mas também permanência.
E eu, apenas o reflexo do que em ti insiste em não morrer.”
