Poemas quando eu me Amei de Verdade
" Saudade quando a minha pergunta tinha uma resposta
De quando respondia "oi, meu bem" na mesma hora ...'
[...] Não deixe chegar há esse ponto para sentir saudades de algo que você teve só pra você, todos os pensamentos e sentimentos dessa pessoa e se deixar chegar há esse ponto é porque não deu importância a esses sentimentos ...
Quando se tratava de escolher, ela nunca me disse o que fazer.
Em vez disso, me olhava com aqueles olhos que sabiam mais do que diziam,
e me pedia, com doçura e firmeza:
“Seja grata. Por cada escolha que você fizer.
Porque eu nem sempre tive esse privilégio.”
E eu entendi.
Entendi que sua vida foi costurada entre deveres e silêncios,
que muitas das portas que hoje eu atravesso
foram abertas pelas mãos calejadas que ela não usou para si.
Ela fez caminhos para mim — e ficou.
Ficou atrás, para garantir que eu fosse adiante.
Minha mãe não teve todas as escolhas.
Mas me deu todas as minhas.
E, por isso, cada decisão minha carrega também o nome dela.
Acho que só não estou oca porque estou cheia de saudades.
É ela que me preenche quando você falta.
Uma presença dolorosa, mas viva.
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
Voei
Foi assim:
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez.
Quando o avião decolou,
eu subi junto.
A alma foi atrás.
Quanto mais alto ele ia,
menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta,
12.000 pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui.
Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei
e, mesmo no ar,
relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão,
voei.
Logo, nós três éramos apenas um:
eu, a alma e o ar.
Engraçado,
tudo fica tão pequeno daqui.
De repente, um grito!
Mudo.
Apesar do maxilar travado, dava para sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Foi lá que percebi algumas coisas:
Que o amor não é gaiola e céu,
que é para o alto que nascemos
e que o colo de Deus é infinito.
Não foi salto,
foi entrega,
foi retorno.
Soube que era saudade
Soube que era saudade
quando houve perdão sem ter ocorrido pecado.
Quando notei que a lua desrespeitou o dia.
Quando as asas antecederam o pássaro.
Quando o beijo chegou antes dos lábios.
Quando preparei duas porções para jantar só.
Soube que era saudade
quando o tempo se desfez em instantes,
e as palavras, antes certas, calaram-se.
Quando a distância virou ponte invisível
e o silêncio, companheiro do meu sentir.
Quando esperei por cartas que jamais foram escritas,
e o vento, em sua dança, trouxe teu perfume ausente.
Quando me vi falando contigo em pensamentos,
enquanto o mundo ao redor continuava em sua pressa.
Quando houve dicotomia, e minha alma se viu sem corpo.
Quando meu corpo sentiu o que meus olhos não enxergaram.
Quando fechei os olhos para enganar a mente.
Quando vi tua foto, e a memória quis se encarnar.
O que os pés dizem
Os pés falam quando a boca se cala.
Depois do êxtase, descansam sem culpa,
despreocupados como gato ao sol,
um sobre o outro, cruzados,
ou largados ao acaso—
o prazer não pede alinhamento.
Há quem estique os dedos,
como quem espreguiça o pensamento.
Outros os deixam pender de lado,
desarmados, esquecidos do chão.
A posição dos pés é confissão sem palavras:
se recolhidos, um restinho de pudor,
se soltos, um abandono feliz,
se entrelaçados, um desejo de demora.
No fim, não são os olhos que dizem tudo.
São os pés, descalços,
rendidos ao próprio silêncio.
Domingo é quando desaconteço.
Não me peça poesia — estou despalavrado.
Fico feito pedra que esqueceu de ser chão.
Aos domingos, todo meu rabisco é sem querer.
Quando era criança, meu pai sempre cuidava de mim porque estava afastado do trabalho devido a cirurgias em ambos os ombros. Ele me levava e buscava no ônibus e aproveitava os momentos comigo. Em uma cena, ao descer do ônibus, meu pai desceu primeiro e o ônibus fechou a porta, fazendo com que ele tivesse que caminhar acelerado. Eu fiquei paralisada, com os olhos e o corpo congelados, e vi meu pai assustado e correndo. Não consegui gritar nem chamar por ajuda; pensei que minha intimidade estava se rompendo naquele momento. Esforcei-me para mostrar a mão para uma pessoa sentada, e ele gritou. Desci abraçada de forma forte e quente, com meu pai dolorido por correr e sofrer com os tratamentos, e ele me pegou.
Enfim, o nome dele é Argeu Bezerra Lima, melhor herói.
Abri mão das receitas
para não abrir mão mim. Quando
percebi minha vida passando
sem me mostrar quem sou,
Disse:
- Basta!
Hoje só fico onde exista amor.
Podem até sujeitar meu corpo.
Mas na minh’alma
nunca ninguém mandou.
Fiz pacto poético,
chega dos ofícios de horror!
Quando vi minha vida passando
sem reconhecer quem realmente sou,
Disse:
- Basta!
Hoje eu só fico onde exista amor.”
Quando chegar as águas
e não mais poder distinguir
o paraíso terrestre do celestial,
Mergulhe.
Quando souber que chegou
lá onde céu e mar
se tocam num beijo azul,
Mergulhe.
Afogar-se é a melhor opção.
Não tenha medo.
O ar aqui é mais rarefeito...
É o que acontece quando se vê o belo,
falta ar.
Essa falta de oxigenação te fará bem,
ainda que esse bem te mate.
Não precisa morrer pra ver Deus,
mas se quiser conhecer os seus céus
sim.
Jardim Gonçalense
“Quando sai do quintal de mim,
descobri um jardim de margaridas.
Lugar onde a brisa mansa toca às flores
das flores com a mesma suavidade que
toca meu peito.
Seu cheiro suave e suas pétalas alargadas
de bem-me-quer, me seduziram.
Foi lá que notei que as tais margaridas,
para serem assim, tinham varias flores dentro de si.
Nessa inflorescência percebi
que minha única flor
continha todo meu jardim.
Amar o próximo
“Em suma, mesmo que não a assumamos, existe uma cadeia cíclica que quando rompida faz com que a vida perca sentido de potência. A vida serve para servir.”
Voei
"Foi assim.
Coração acelerado, isso ocorreu perto das dez, quando o avião decolou.
Eu subi junto. A alma foi atrás. Quanto mais alto ele ia, menos medo eu sentia.
Foi a primeira vez que não me senti ameaçado pelo medo.
Abriu a porta, 12.000 mil pés.
Engraçado como tudo fica pequeno daqui. Tudo fica...
Na aparente loucura causada pela adrenalina, fiz as pazes com a lucidez.
Saltei e mesmo no ar, relutei.
Quando percebi que não tinha mais chão, voei.
Logo, nos três éramos apenas um. Eu a alma e o ar.
Engraçado, tudo fica tão pequeno daqui.
De repente um grito! Mudo. Apesar do maxilar travado, dava pra sentir o eco reverberando em minha cavidade torácica.
Qualquer som silencia diante dos céus.
Engraçado como tudo fica pequeno dali.
Não foi salto. Foi entrega. Foi retorno."
Já calei quando deveria ter falado.
Gritei quando deveria calar.
Fiz tanta coisa que não deveria ter feito.
Mas fiz. E daí?
O erro faz parte do nosso aprendizado.
E só aprende quem está disposto a mudar.
Quando falastes que éramos tão parecidos.
Que tínhamos os mesmos sonhos e anseios!
Vislumbrei, estava diante de minha alma gêmea.
Não passou nem um ano… Constatei o engano.
Embuste!
Chegastes na hora errada.
Quando não era mais para ser.
Contudo, não consigo.
Parar de pensar em você.
Dor e sofrimento
Pensava que era amor, quando saíste em Maio com aquele homem da festa de casamento, e passaste anoite em casa dele, me doeu, quando saíste com sua amiga ver ser amigo e deram vos dinheiro , me doeu, quando namoraste com o irmão da igreja, me doeu ... Hoje viajas e nem dizes nada, ainda dói... Fica feliz, enquanto brilhas
Não consigo superar! Está difícil acreditar deve ser Deus a dizer algo. Será quando dizes nunca saíste com ele estás a falar a verdade?! Não quero ofender vc, mas se achares ele atraente e diferente de mim, ainda estás livre em escolheres...se ele não for casado pode ser sua oportunidade de um novo amor, já que és (meu dele e ele é teu maninho).
Está difícil superar tudo isso.
Agora me vejo uma gracinha insignificante, não sei o que fazer com tudo isso!!!!! Tudo indica que me escondes muita coisa desde que começamos a namorar... Isso admito és linda gostosa q qualquer homem te desejaria, agora não tenho conselho sobre vc, alem de se prevenir de gravidez indesejadas e das DTS. O resto vamos seguindo, porque onde há amor não há medo de tudo.
"Quando a fala antiga emudece, o tempo nos dá novas vozes."
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
