Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quando um não quer, dois não briga: é prelúdio de paz. Fonemas solfejam serenidade, morfemas reverberam harmonia. Entre matizes da dicotomia, o enleio voeja, farfalha esperança, gruguleja ternura, e o silêncio floresce infinito.
©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 01/12/2025.
"Mesmo quando o coração arfava sob o peso de dogmas antigos, foi pela tua sagacidade em amar sem amarras que descobri a liberdade de ser inteiro." ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
"Não faça promessas movido pela euforia
Ec 5:4–5
Não responda quando a ira assumir o controle; a mansidão preserva relacionamentos
Pv 15:1; Tg 1:19–20
Não tome decisões sob o peso da tristeza; confie seus caminhos ao Senhor e busque discernimento
Pv 3:5–6; Sl 37:5."
Quando a igualdade é compreendida, não há espaço para hierarquias falsas.
O orgulho se despedaça, a vaidade se dissolve, a ambição se paralisa
e a inveja simplesmente deixa de existir.
Nesse cenário, não há disputa, não há máscara, não há poder sobre o outro.
Há apenas a verdade nua: ninguém é maior, ninguém é menor.
A grandeza está em reconhecer que somos iguais.
Trabalhador, pai de família,
essas foram as qualidades que lhes foram dadas,
quando já não se tinha mais fôlego de vida.
Enquanto se vivia, o pão na mesa de casa ele garantia.
Enquanto se trabalhava, seu dinheiro honestamente ganhava.
Enquanto se partia, as autoridades se enriqueciam e a secretaria responsável nada fazia.
E quando eles se vão...
Há um instante em que a casa muda de som.
Não é o silêncio das paredes, mas o eco do que fomos juntos.
Os filhos crescem, criam asas, partem.
Deixam o quarto arrumado, a cama feita —
e o coração dos pais desarrumado.
Já não pedem conselhos, já não esperam respostas.
Vivem seus próprios dias, e nós sorrimos, orgulhosos...
Mas por dentro, algo se parte em silêncio.
Ser pai e mãe de filhos adultos é amar sem invadir, é aprender a cuidar de longe, com gestos invisíveis e orações noturnas.
É guardar o cheiro da infância nas lembranças, o riso nos pratos preferidos.
E cada noite, pedir a Deus que os proteja, mesmo sabendo que o tempo agora é deles.
Porque o amor dos pais não se apaga —
apenas aprende a esperar.
Pacientemente.
Em silêncio.
Maxileandro França Lima, 08/10/2025
Romance é fantasia.
Só funciona quando alguém escreve o roteiro.
Paixão é ilusão.
A gente se apaixona pelo que falta em nós,
não pelo que o outro é.
Quando a ilusão acaba,
não acaba o amor.
Acaba a mentira.
E aí vem a pergunta
que ninguém quer responder:
Você ama
ou só gostava de não estar sozinho?
Amor é construção.
Cansa.
Dá trabalho.
Obriga a escolher todos os dias
a mesma pessoa.
Quando um cai, o outro ajuda.
Mas às vezes
os dois estão caídos
e ninguém fala sobre isso.
Talvez amor não seja felicidade.
Talvez seja responsabilidade.
E talvez
nem todo mundo
queira amar de verdade
O Tempo
O tempo é algo impensado quando ainda não se tem maturidade. Ele marca todas as nossas lembranças, sejam elas boas ou ruins. Para alguns, pode parecer curto; para outros, torna-se uma eternidade. Quem sabe aproveitá-lo desfruta de muitas coisas, mas quem o desperdiça com futilidades queixar-se-á, ao longo da vida, do tempo perdido.
O tempo ensina, mostra-nos melhores caminhos, pois o aprendizado, por vezes, é doloroso. Há quem o subestime, mas ele chega para todos e desnuda a verdade muitas vezes escondida na fachada, que desmorona e revela o seu interior.
Enfim, o tempo é bom para quem o usa com sabedoria, equilibrando obrigações e prazeres, dando-lhe o protagonismo necessário a cada momento, tornando-o infinito enquanto durar — embora seja certo que é finito — e que marcará não só você, mas também aqueles que estiverem submetidos ao seu ritmo, pois é a coisa mais preciosa que podemos oferecer ao outro.
Quando o amor ressurgi,
em corações quase adormecidos,
é um sinal que mesmo do chão mais árido,
poderá brotar uma flor.
“O bebê chora pela falta do leite;
assim é a mulher interesseira:
quando sente a ausência do bolso do homem,
mesmo tendo dinheiro,
sua quantia não paga o valor do que consome.”
“Cuide bem das suas panelas velhas,
pois, quando se trata de comida boa,
pode confiar: são elas que fazem.”
Quando se tem consciência
Na força da coletividade
Entende-se que a união
Faz diferença de verdade
É saber que se pode contar
Com muita gente para lutar
Com fé, energia, positividade.
Quando a paz habita
Fazendo a raiva cessar
É linda e pura sensação
Que a gente pode desejar
Começa no nosso interior
Com calma e muito amor
Para depois poder espalhar.
A vida acaba perdendo um pouco
do seu brilho quando começamos
a encontrar motivos para reclamar
de tudo, até mesmo das pessoas
que mais amamos.
A ansiedade nasce quando o olhar tenta estar em lugares onde o corpo não está.
A depressão, quando a alma insiste em viver onde o tempo já não mora.
A angústia, quando o possível grita mais alto que o real.
Aprendeu o que era liberdade quando, pela primeira vez, nomeou as suas prisões.
Não foi um gesto suave: foi uma descoberta dura, como arrancar uma raiz que já se enraizou no peito.
Viu que ignorância não é ausência de saber, mas uma cela que nos impede de ver o mundo inteiro; que hipocrisia é a máscara que nos rouba a face e nos faz viver em duplicidade; que avareza transforma o coração em cofre e a vida em cálculo; que ambição sem limite é uma corrente que puxa para longe do que importa.
Reconheceu também as prisões mais íntimas: o ódio que corrói, a vergonha que paralisa, a vingança que envenena qualquer possibilidade de recomeço.
Liberdade, então, deixou de ser palavra vazia e passou a ser tarefa: desfazer nós, abrir portas, aceitar a dor do corte para que a respiração volte a ser inteira.
Não é fuga. É escolha. É olhar para dentro e recusar o que nos reduz. É aprender a viver sem trancar a própria alma.
A verdadeira liberdade não chega como presente. Nasce do trabalho de reconhecer cada prisão, nomeá‑la, enfrentá‑la e, quando possível, perdoá‑la.
Quem faz isso não se torna imune ao medo, mas deixa de ser prisioneiro dele.
E nessa saída, encontra-se o espaço onde a vida pode, enfim, ser vivida com coragem e verdade.
Aprendeu o que era liberdade quando descobriu quais eram Suas prisões.
Ano Novo...
É um marco para a tomada
de novas resoluções.
É quando nos determinamos a construir
um mundo mais fraterno.
Desejo que a sabedoria Divina nos
ensine em 2026, a compartilhar
respeito, amabilidade, consideração mútua,
Assim construiremos um Novo Mundo em
um Novo Ano.
Feliz 2026!
Um abraço fraterno do amigo,
"Diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?
Diz que já não me ama mais, mas, mesmo em meus braços, nunca me amou.
Diz que encontrou alguém para lhe curar as feridas, mas quais? As que você mesmo causou?
Todo aquele que diz lhe amar é só mais um peixe na rede de um vil pescador.
Falácias e mentiras, disfarçadas de carícias, falsas juras de amor.
Xinga, briga, se faz de vítima, me abandonara às risas, foi meu coração que sangrou.
És perfeita no prazer, mas é melhor ainda em causar dor.
Diz que morri pra você, mas é claro, nossa paixão, que era minha vida, foi você quem matou.
Agora vens e diz que já me esqueceu, mas, amor, quando foi que de mim lembrou?"
Porque a vida é tão fulgaz
Tão rápida e passageira
Que quando percebemos
Lá se foi todinha, inteira.
Faça o seu melhor agora
Arrede o pé, sem demora
Abra a cancela, pule porteira
Não há céu.
Não há inferno.
Quando choramos à beira de um caixão, é porque sabemos:
não existe volta.
Se houvesse paraíso, a dor seria menor.
Se houvesse inferno, o medo consolaria.
Mas não há nada disso.
Há apenas o fim.
Um silêncio absoluto.
Um vazio eterno chamado morte.
