Poemas quando eu me Amei de Verdade
Meu mundo interior é tão grande
que tenho dificuldade de ficar aqui fora
O mundo tido como real,
pra mim, quase não existe!
Luzerna
O verso que vem e ilumina
O momento pode ser tenebroso
- diante de todos os demônios do inferno
Uma lanterna surge
acesa
Luzerna
no meio da escuridão
Um Lampião
-do Cangaço
Vivo-Exú-Boiadeiro
de Couro!
A velha hiena diz exausta olhando para o céu:
- Não quero mais disputar esse osso pequeno e seco com aqueles que deveriam ser meus amigos e irmãos... - E todo o bando de hienas chove sobre o pedaço amarelado de cálcio e fósforo no exato momento em que ela o solta.
Logo que se afastou cabisbaixa e "farejante" tentando encontrar um ossinho menos disputado, a velha hiena escuta uma voz doce ao seu lado dizer o que lhe soou como uma provocação amistosa:
- Se levantares o focinho acima do que te ensinaram ser o essencial,
vais vislumbrar um mundo infinito de delícias ainda intocado... - E virando-se para ver quem era que falava deparou-se com a pequena borboleta.
Ela ficou pensativa e arriscou um breve olhar em um ângulo mais alto.
O que viu superou todas as suas mais insanas ideias de paraíso.
O problema real do brasileiro é a falta de leitura.
E hoje com o WhatsApp é mais fácil ler textos pequenos
inseridos em imagens atraentes.
Assim se propagaram as Fake News e tantos enganos.
A preguiça mata a alma!
Em um país miscigenado é inapropriado falar de "apropriação cultural", pois somos herdeiros de todos os povos que nos formaram!
E ademais o destino da humanidade é se miscigenar e mesclar culturas, hábitos saudáveis de cada povo, isto é parte do desenvolvimento e evolução da sociedade humana, a troca e a partilha de semelhanças, de ritos, mitos e histórias compartilhadas... A troca de histórias ritos e mitos...
Enfim, façam o que quiserem criando mais drama, mais preconceito e mais guerras, e especialmente sendo hipócritas. Mas um dia a verdade despertará e será inegável!
Tenho treinado a criação da realidade com a I.A.
Se você coloca um texto e ela gera a imagem, dando forma a seu texto, então podemos entender a Criação pelo Verbo.
Podemos entender que se você coloca um texto e ela gera uma imagem, seria tal qual sentir-pensar e criar a realidade.
O dia que você aprender a dizer estas frases com calma, sorriso e clareza você vai ser muito feliz e saudável:
Assim eu não quero;
Assim eu não gosto;
Não faça isso comigo;
Desse jeito não me faz bem;
Não vou com você desta vez;
Nestes termos ou neste tom eu não converso;
Não vamos fazer o "trabalhinho" juntos desta vez;
Hoje não;
Talvez amanhã;
Não posso;
Domingo a noite não é dia de resolver isto;
Não fale isto pra mim;
Não fale desta forma;
Não fale de mim sem provas;
E por aí vai...
"A vida, em algum momento, recolhe o que veio emprestado.
Um foi embora entre o almoço e o jantar; outro, sem se despedir. Outro avisou, arrumou as coisas, esperou o dia certo.
Alguns partem em paz; outros atravessam dores que nunca compreenderemos.
Existem pessoas que partem levando um pedaço de nós.
O que fica não é apenas a saudade.
É um espaço estranho no peito. Uma ausência branca que, de vez em quando, ainda faz eco.
Existem partidas que rasgam. Outras apenas despertam lembranças.
Silêncios adormecidos.
E, por mais que tentemos, nunca sabemos exatamente como lidar com isso. Porque somos humanos.
E somos limite.
Não entendemos o porquê de certas ausências. Não compreendemos nem a nós mesmos, quem dirá a lógica do universo, do início e do fim da vida.
Nunca saímos ilesos. Choramos não apenas por quem partiu, mas por quem ficou tentando juntar os próprios cacos: pelas mães, pelos filhos, pelas promessas que ficaram pelo caminho, pelas conversas interrompidas, pelos dias que imaginávamos viver ao lado de quem se foi.
As histórias não terminam quando queremos; terminam quando a vida decide. E tudo o que podemos fazer é continuar vivendo.
Mesmo sem compreender algumas perdas e sem respostas para quase todas as perguntas.
A dor nem sempre traz clareza, mas todo sofrimento invariavelmente nos transforma.
Saber perder é um aprendizado silencioso: é deixar ir o que não volta, mesmo com o coração apertado.
É como um banho de chuva fria que limpa, mas também faz tremer. Um adeus engasgado que, um dia, precisa ser dito, porque adeus também foi feito para ser dito, e dizer essa palavra dói como poucas coisas nesta vida.
Talvez a eternidade nunca tenha sido viver para sempre.
Quem sabe, ela sobreviva nas mãos que ainda amassam o pão do mesmo jeito, no abraço que repete um antigo afeto, no sorriso que herdou um traço de quem partiu."
(S.H.M.)
"Neide, 1955. Sabrina, 1979. Lavínia, 2014.
Uma, me deu a vida
A outra, me ressuscitou
Uma, eu escolhi
A outra, me escolheu
Uma, eu deixei noites a fio sem dormir
A outra, passei noites em claro ao seu lado
Uma, fez tudo o que podia por mim
A outra, faço tudo o que posso por ela
Uma, sou o fruto
A outra, sou raiz
O fruto nunca cai longe do pé!
O caule sustenta os galhos, as folhas...
Uma, dou trabalho desde que nasci
A outra, me faz trabalhar desde que nasceu
Uma, me deu muito mais que o carinho que recebeu
A outra, procuro dar mais carinho que recebi
Uma, me guia e me carrega há muitos anos
A outra, guio e carrego tem alguns anos
Uma, me ensinou que Deus existe
A outra, me provou a existência de Deus
Para a mais velha, sou resultado da bondade de Deus para com ela
A mais nova, para mim, é o resultado da misericórdia de Deus para comigo
Uma, me pegou no colo e me amamentou
A outra, peguei nos braços e através do meu peito, alimentei
Uma, aprendi a dar valor quando me tornei mãe
A outra, estou ensinando o valor que só uma mãe tem
Uma, demorei a entender
A outra, terei que entender se demorar a me valorizar também
Uma, custou a me aceitar como sou (nem sei se ainda conseguiu engolir que prefiro Raul Seixas que Pe. Zezinho…)
A outra, procurei aceitar como é desde que nasceu (confesso, que tô tentando digerir que prefere Ana Castela do que Pink Floyd…)
Uma, é o meu início
A outra, é a minha continuação
Neide, será eterna em mim. Lavínia, serei eterna nela.
Uma, me fez filha
A outra, me fez mãe
Viveria e morreria por uma
Morro e vivo pela outra
Cada uma delas é uma metade minha
E eu, sou a metade de cada uma delas
Uma eu amo e outra, amo também…"
(S.H.M)
À última vista
Quero parar de sofrer agora,
mas não quero deixar de sofrer por você.
Lá fora, o barulho arde, as luzes fisgam
um passado que não dói só em mim.
Eu sou como o beija-flor posto à seiva
que beija a flor que o alimenta.
Me alimento desse sofrimento?
Bobagem. Apenas sofro em paz o momento divino,
Em que verei seus olhos junto aos meus.
Olho no olho, pele na pele.
Que tristeza é o ser humano:
Sofre porque é só.
Sacramento
Até que a última folha caia,
Até que a última meia se perca,
Até que a última xícara se quebre,
Até que a última fruta apodreça,
E até mesmo que a última vela se acenda;
Eu continuarei viva.
E se não for pedir demais,
peço que fique aqui comigo,
vivo dentro de mim.
Natal
Cidade noiva do Sol
Que hoje se deteriora
Pela falta de memória
Que nos deixa esquecer até da história.
Faz com que nossa cidade Ainda continue numa realidade
Que de forma poética
É até bonita de verdade...
Provinciana em tudo
Não se tem futuro
E se desenvolve sem um ordenamento maduro
Que se pense em cidade
E se pense em futuro!
Natal tem vivido um absurdo
Esquecido os jovens, o meio ambiente e a nossa gente Que segue em uma cidade
Gerida de soluço e vaidade.
Anos se passaram e o PPA não efetivaram
De que vale ter juntos pensado
Em um momento participativo
Mas que hoje demonstra que serviu só de circo
E para o povo pagar mico...
Não sei se sigo
Pois a cada palavra ainda mais me inspira
A falar não só de tristeza, Mas também de alegria
Pois Natal mesmo com essa demasia
Ainda continua bonita e viva...
Então conclamo
Em nome de todos os sonhos
Dos que a amam
Que não deixem a cidade ir Para o sentido de manter vaidades ou sigilos
Temos que lutar e nossa cidade retomar
Desse povo que, de nós, nossa cidade querem roubar Deixando a cidade
Como disse na primeira parte
Se deteriorar
Natal precisa é avançar
E para isso
O povo tem que voltar a enxergar!
De pés descalços sigo minha sina que me adoesse e também me anima.
O calor aumenta minha dor ao lutar pelo seu amor... Já começo a delirar, mas não paro de brigar, pois o seu amor quero eu ganhar.
Quintura da bixiga e ainda aumenta todo dia, de dentro pra fora aí é que estoura vendo você no mar a nadar penso até em escrever nossa história parado a ti contemplar.
Tão bela em movimentos de donzela se distância e se aproxima criando até certo clima, mas penso será que é o canto dessa sereia que dentro e fora do mar pisando ou não na areia me desnorteia.
Só quero que deixe de besteira ou me diga se estou marcando bobeira em buscar uma oportunidade de te mostrar que é esse marujo aqui que você deve amar!
Fazia tempo que não chorava...
Fazia tempo que as lágrimas em minha face não derramava...
Fazia um bom tempo que eu não precisava limpar as minhas lágrimas, nem muito menos chorar minhas mágoas.
O desprezo do amor é um pesadelo que causa dor...
As lamúrias da alma se manifestam em soneto torpe de um sonho que virou pesadelo.
O tempo é algo esclarecedor, ele amadurece decisões e diminui a dor.
As ilusões se desfazem em mentiras ou verdades, mas sempre se desfaz.
O tempo que se foi não volta mais nem minutos, ou anos tanto faz.
Passou, morreu, se foi, fudeu...
O tempo me mostrou quem sou eu... ao morto reviceu, pois em qualquer agonia do dia a dia vem logo em mente minha sina, que ao tempo sobreviveu la dentro do meu eu, e vez por outra renasce...
A minha perspectiva de vida era poder estar sempre em sua companhia.
Acordar de dia abrir os olhos e sentir sua energia...
Ilusão, ilusão apenas ilusão...
Mera expectativa, essa minha de quer ter você como minha todos os dias.
Devaneio em meio a este anseio que castiga pelo corroer do desejo de um dia te roubar um beijo minha BOYZINHA.
Hoje são apenas desejos que se perpassam para além da fugaz paixão e se concreta no coração.
Quero aproveitar o ensejo dos trocadilhos entre desejo e beijo para deixar os outros desejos que o dia de hoje permite.
Nas vezes que sinto a solidão fria,
E nas mentiras que, às vezes, construo,
No vazio sombrio, a alma flutua,
Olhando o íntimo, onde me diluo.
Me pego, às vezes, no amor não vivido,
Fugindo dele, na multidão dispersa,
No vão, entre sombras, onde estou perdido,
Minto para o coração que persiste.
Olhando bobo, nesse jogo incerto,
A alma dança, entre a verdade e engano,
No meio do vazio, um eco desperto,
Entre o sentir e mentir, me engano.
Assim, no soneto, meu ser vagueia,
Entre as vezes que sinto e mente teceia.
Nos teus olhares brilha o doce afago,
Desejo e graça num só gesto unido,
Fertilidade em dádiva revelado,
Origem grega e deusa em ti contido.
Isis-Doron, nome que encanta e ecoa,
Beleza rara em linhagem tão sutil,
Teus olhos, fonte de calma e encanto vibram em consonância com o universo,
Num hino eterno ao encanto e ao perfil.
Assim te vejo inrenitente sem teimosia você segue a vida encantando o mundo com sua singeleza.
Não se preocupe com os caminhos a trilhar porque independente de por onde andar o ponto final será sempre onde você tem que está!
No brilho do dia, tudo se fez certo,
Luz da mente, na sincronicidade,
Deus me deu a chance, um raro concerto,
Mas não soube transformar em realidade.
Conhecer-te foi um dom, que desperdicei,
Não apenas sonho, anseio carnal,
Além do beijo, um amor que criei,
O:nde nem na distância, tornou-se banal.
Transcendendo a dor, em ondas de amor,
Que trazem consigo a verdadeira essência,
Busco agora, num gesto de fervor,
Tornar palpável essa conexão intensa,
Que em meio às sombras, ainda resplandece,
Na esperança de um amor que não fenece.
Wesley Caetano
