Poemas quando eu me Amei de Verdade
DOMINGOS
Ruas deitadas sobre o chão dos domingos
descançam do pisotear das multidões
que no atravessar corrido das esquinas
são indiferentes aos seus sentimentos
Vou revisitar meu baú de ossos
explorar todas minhas lembranças
esmiuçar os cantos e recantos da memória
pois um dia até ela haverá de não existir
O HOJE ANTES DO AMANHÃ
Não vou esperar
as formigas em tua boca
carcomerem tua história,
hoje prefiro-te como agora:
incompleta imperfeita e inconcluída
Sim, há um caminho, há um plano...
O quanto sabemos ou quão adiante enxergamos, depende da nossa candeia/luz pessoal...
Acendei! Iluminai! Incendiai!
Não procuro perfeição pois não passa de utopia;
Procuro compreensão apesar das divergências;
Não gosto das inconstâncias pois aprecio a palavra;
Não me permito pecar num erro torpe e sempre que posso, aproveito as oportunidades para me desvencilhar do óbvio.
O mais interessante nisso é minha capacidade de ler as palavras nas entrelinhas e reconhecer um rosto embaixo da máscara.
Se a intenção é maldade em algum momento um pequeno deslize me dá indícios e te digo, está lido o bilhete!
Você me vê ao se ver em mim
Também me vejo nessa imagem
E nela ficamos bem
Misturamos nossas margens
Deixamos nos levar pelo que vem
Pra só depois, mais tarde, enfim
Sabermos quem é quem
Você me vê, eu sei
Não disfarço bem
Você parece ilusão
Mistério, timidez: não te vejo tão bem
Não conhecemos nosso abraço
Mas nele ficaríamos num laço
Poderia ser nossa toda a eternidade
O infinito e o que ele contém
E depois, viria, então, a vontade
De não ter mais ninguém...
Os enigmas da vida que veio e há de vir, juntamente com minha limitação racional expõe minha pequenez e ignorância para minha consciência.
Com minha nudez combato o orgulho, com a bondade combato a morte, assim como o sangue percorre o corpo e deixa vida em seus caminhos, assim seja meus passos sobre a Terra, carregados de amor e sabedoria de paz, sendo as flores e seus campos verdes o conforto diante o cinza.
Pai, ò Pai, quando me faltar forças, Tu serás cálcio em meus ossos, seja Tu meu pilar, me sustenta e proteja quando a vaidade e a cegueira do poder tentar me assolar, amém!
É tudo uma ilusão.
Faça o bem sem se importar com as circunstâncias de vida de cada um 1️⃣.
Apenas faça o Bem.
A sua recompensa virá de Deus, e nem sempre de quem você ajuda.
Se Deus existe ou não existe, não importa. O que importa é acreditar nele.
Marcelo de Oliveira Pimenta
desde que as coisas mudaram
tenho estado em um eclipse
todos estão perto de mim
mas é como se ninguém me visse
Riz de Ferelas
Livro de poesia Inverno do Coração
aquilo que deixamos de falar um ao outro
ninguém poderá dizer por nós
Riz de Ferelas
Livro de poesia Inverno do Coração
A SÍNDROME DE TÂNTALO
O gosto do inefável
Não vivenciado
Drapeja e se sedimenta
Viscosa e manentemente
Pelas papilas gustativas
Da estrela oniricamente sibarita
Como também (na realidade)
ANACORETA:
Pois --- ao nadar seguindo o contrafluxo
Do vórtice refratário á canção do horizonte ---
O totem da soledade
Testemunha a olência das macieiras
Passar inexoravelmente ao longe,
Além de o converter no mais feraz bioma da orfandade insone.
Embora, contudo,
---- Apesar de o mundo
Parecer soturno,
A cor de ÉBANO
Sofrer uma procela de insultos
Ou o BÓSON DE HIGGS
Flutuar imperceptível
Tal qual uma deidade inútil ---
O rio Nilo da vida
Continua a delinear seu curso:
Compelindo o astro bruno
A lutar de modo contumaz e diuturno
Para encontrar seu rumo.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
O jardineiro
Certos momentos em nossas vidas aparecem dificuldades que facilmente são vencidas apenas com o surgimento de uma tal: força de vontade.
No caso do amor, aparece uma linda flor e geralmente na forma de mulher vem para destruir toda a dor. E esta flor que para muitos não tem valor, para um certo jardineiro vale um grande amor.
*O coração que ama e não é amado*
Sofre, geme e chora
O coração que ama e não é amado
Vive sozinho e amargurado
Abandonado pelo seu amor, peregrino e sofredor
Sentindo sempre uma grande dor.
Dor que só é aliviada com uma linda canção
Canção que vai ao íntimo do coração
Tirando toda a tristeza
Trazendo de volta a beleza
E a paz a este pobre coração.
Coração que um dia já sofreu
E que bastante viveu
Amando e não sendo amado
Sofrendo e sendo humilhado
Vivendo como o culpado de viver nesta solidão.
Mas o verdadeiro culpado
Foi aquele amor do passado
Este sim, deveria ser condenado e maltratado
Por quem tanto ele humilhou
E também maltratou
Para saber como é doloroso
Sofrer por um grande amor.
Toda vez que o homem diz Sim Senhora, ele está automaticamente dizendo Não Senhor!
"Não se pode servir a dois senhores."
Mateus 6:24
