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Poemas quando eu me Amei de Verdade

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E se acontecer passarem por ali, eu lhes
suplico que não tenham pressa e que esperem um pouco bem debaixo da estrela! Se então
um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos de ouro, se não responde
quando interrogam, adivinharão quem é. Então, por favor, não me deixem tão triste:
escrevam-me depressa que ele voltou...

Eu na trilha incerta dos meus passos,
mergulhado no destino imenso dos meus sonhos,
vou percorrendo as estradas do mundo
deitando a toalha branca sobre os altares da humanidade,
e retirando do horizonte profano da vida
a matéria-prima que será sacralizada.
Ele , o tempo e seus movimentos de suas cirandas,
vida que se reveste de cores e estações litúrgicas
que nos convida a celebrar o específico de cada motivo.
Tempo de preparo, de colheita, vida comum, sopro do espírito, tempo de ressuscitar.
Eu, sacerdote das divinas causas;
Ele, sacerdote das humanas razões.
Quando com ele não posso, faço acordo, sorrio com os motivos de suas alegrias e poetizo as tristezas, que de suas mãos se desprendem!
Mas quando com ele posso, ah! Quando com ele posso, eu dele me esqueço e vivo!

"Chama"

Hoje eu quero tudo.
Quero despertar todos os sentidos como quem destrói um formigueiro.

Quero queixos, pescoços e nucas.
quero halito quente e uma força maluca.
quero linguas, toques, dentes.
Respitos frofundos e gemidos frequentes.
Quero unhas cravadas nas costas, mordidas na orelja como a gente gosta.
Quero joelhos, coxas virinha.
quero amassos e descompassos.
quero chupões e arranhões.

depois do deleite.
quero que você se deite e sonhe ao meu lado antes de dormir.

ENTRE NUVENS DE ALGODÃO

Se for me beijar, que seja
Por um querer a mais.
Eu brigo todas às vezes
Com meu eu...
Pois tu me queres por debaixo
Das marquises e das pontes escuras,
Enquanto eu busco as mãos dadas pelas ruas.
Não digo um não, pois a verdade não é essa...
So te peço pra rever tuas intenções.
Pois já me sinto
(entre nuvens de algodão)

A vida é linda!
Mesmo em meio de tantas dificuldades,
Deus nos quer felizes.
Eu vivo para contar essa notícia.

EU A REDE E A PAZ (Autor: Henrique R. de Oliveira)
Relaxar o corpo numa rede
vagarosamente pra lá e pra cá.
aliar o silencio ao aconchego
para a paz se instalar.

transformar o tarde no cedo
retirando o nunca do pensar
ser coragem sem ser medo
para o sonho se concretizar.

Por mais que a vida exija batalha
vencê-la, sem prejudicar ninguém
do som das teclas ao balanço da rede
eu e a paz no vai e vem.

Carta

Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Ficaram velhas todas as noticias.
Eu mesmo envelheci: Olha, em relevo, estes sinais em mim, não das carícias (tão leves) que fazias no meu rosto: são galopes, são espinhos, são lembranças da vida a teu menino, que ao sol-posto perde a sabedoria das crianças.
A falta que me fazes não é tanto à hora de dormir, quando dizias "Deus te abençoe", e a noite abria em sonho.
É quando, ao desperta, revejo a um conto a noite acumulada de meus dias, e sinto que estou vivo, e que não sonho.
(Lições de coisas)

Mãe, desculpa
Eu nunca quis
Ser uma má criança
Pra você, pro mundo

Perdão
Agora me diz
Como devolver a esperança
De volta ao útero

Lamento
Se não te faço feliz
Não me dou criatura mansa
De desespero, morto

"De velha, de amarga, de fria, de sem cor.
Centopéia rastejante. Eu, criança, desaprendi a andar."

“Nessa perdida despedida,te faço um pedido.
Que nunca se esqueça de se lembrar de mim.
Pois eu sempre vou lembrar de jamais esquecer você..”

Sou eu artista. Os artistas são pessoas
infelizes; loucos, românticos e sonhadores.
Artista apaixonado pela a artista.
Artista que és tão triste,lágrimas que
fazem arte. Do palhaço,
tão sem graça esse sorriso. Artista nesse
palco, mas és uma estrela sem um brilho.
Carente e sem carinho. Meu coração é
que é de vidro, poesia é como vinho.
Artista triste e sozinho, maluco e
sem juízo, mas parao público divertindo.
Artista nasce artista, é a minha arte que
me mantém vivo.

DE REPENTE (2)

Você apareceu em meu caminho
Despertando em mim um pouco de amor
Fazendo com que eu não me sinta tão sozinho
Tirando da minha alma uma grande dor

DE REPENTE

Você passa a viver do meu lado
Tirando da minha vida uma solidão
Que me deixou anos amargurado
Martirizando meu coração

DE REPENTE

Fico somente a pensar
Mais em você do que em mim
Pensando em loucamente te beijar
Sem jamais pensar em um fim

DE REPENTE

Queria estar na sua frente
E com um gesto que vale por toda uma vida
Beijaria em teus lábios loucamente
Para marcar esta paixão tão querida

DE REPENTE

Não queria mais ser um sofredor
E pediria a amiga sorte
Que me concedesse antes da morte
Pelo menos um pouco do seu amor


ORIGINAL ESCRITO EM 05/08/1991

Eu poderia controlar minha vida
Eu poderia até controlar o mundo
Mais concerteza jamais poderia controlar o meu coração quando ele pulsa por você

Ser
"O silêncio
A ausêcia
O medo
A escuridão
Tudo parece um só
Naquilo que só eu sou"

Afrodite é você que eu amo
é com você que eu quero ficar,
nunca se esqueça
que para sempre eu vou te amar

Eu queria ser um peixinho. Viver no mar. Sem precisar estudar nem amar. Queria surfar a toda hora. Um peixinho que sempre está nadando. Sem preocupações extras. Viver entre as ondas, um sonho. Mais eu pensei um pouco melhor e lembrei que existem tubarões no mar, e eles caçam peixinhos felizes. Não quero mais ser um peixe. Agora quero ser um pássaro. Um belo pássaro pra poder sobrevoar a cidade e ver quem eu quiser. Surfar nos ventos que circulam o paraíso. Então eu vi um caçador que prendeu um belo pássaro em uma gaiola. Eu não entendi o motivo. Será simplismente pelo fato dele não poder voar e portanto não quer que o pássaro voe? O animal já não está tão lindo quanto eu achava, preso entre grades de ferro. Eu e o pássaro queremos voar, eu estou livre. Ele não. Eu sem asas, ele preso. Então voltei ao peixinho, ele estava livre dos tubarões agora. Dentro de um aquário. Mais agora ele não tem mais as ondas. Ai eu percebi. Pra sermos felizes temos que conviver com dificuldades, desafios. Afinal, qual a graça de ganhar um prêmio sem lutar por ele?

A vida pode não está tão boa para muitas pessoas, mais a felicidade está dentro de você, basta você acreditar e viver. Quando nuvens encobrirem seu céu, lembre-se que existem raios de luz lutando para chegar até você. E sempre, sempre vai existir um mundo em particular que quer te ver sorrindo.
Agora já que não posso voar, vou tentar ir pro mar. Lá em meu lugar.

Câmbio, desligo.

A maravilhosa arte de perdoar os peixes


Eu sei pouco sobre o perdão e sobre os peixes
Mas sobre a arte de perdoar os peixes
Eu sei tudo.
Eu sei pouco sobre a beleza e sobre as árvores
Mas sobre a beleza das raízes das árvores
Eu sei tudo.
E sei também que os peixes, as árvores e as flores
realizam maravilhosos saraus.

Por mais longe que o sol esteja
Longe da lua nunca deixou de brilhar
Por mais longe que eu esteja longe de você
Nunca deixarei de te amar

Quando um lampião se apaga
Nas cinza fica o calor
Quando um amor se acaba
No coração fica a dor

O pombo perde a pena
O peixe perde a escama
E eu não vou perder meu tempo
Com alguém que não me ama

Eu queria ser poeta
Poeta não posso ser
Poeta pensa em tudo
E eu só penso em você

Se um dia eu te amar
Lhe darei beijos e abraços
Passearemos de mãos dadas
Para o mundo todo ver.

Brincaremos como criança
Faremos um belo piquinique no jardim.

Viajaremos juntos
Para ver o mundo lá do céu
Quem sabe até andar de carrossel.

À noite faremos um belo jantar
Se preferirmos a luz de velas
Com música rômantica e champanhe de maçã verde.

Te amarei a vida inteira
De qualquer maneira
E assim será o meu amor por você.

Para que eu possa *flo*rir*

Dê-me promessas.
Mesmo
(se)mentes.

Eu não sei o que tenho... Essa tristeza
Que um sorriso de amor nem mesmo aclara,
Parece vir de alguma fonte amara
Ou de um rio de dor na correnteza.

Minh'alma triste na agonia presa,
Não compreende esta ventura clara,
Essa harmonia maviosa e rara
Que ouve cantar além, pela devesa.

Eu não sei o que tenho... Esse martírio,
Essa saudade roxa como um lírio,
Pranto sem fim que dos meus olhos corre,

Ai, deve ser o trágico tormento,
O estertor prolongado, lento, lento,
Do último adeus de um coração que morre...

Auta de Souza
Horto. LeBooks, 2019.